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January, 2006:

Suporte grátis

Uma das coisas mais irritantes que existem é dar suporte grátis, seja o que for, se é médico, advogado, técnico eletrônica ou trabalha com informática. As pessoas acham que você deve estar disponível 24 horas para responder uma dúvida besta, como fazer isso, como fazer aquilo. Hoje me ligaram seis vezes para tirar dúvida de informática e mais umas cinco nos IM’s, essa relação utilitarista está começando ficar irritante. PORRA!

Só porque trabalho com informática, não quer dizer que sei tudo ou tenho obrigação, imagina um cardiologista tendo que responder sobre Câncer de pele ou Advogado especialista em Divórcio tendo que responder sobre Direito Internacional?

Se ainda trabalha com Software Livre isso tende a piorar, porque tem que responder sobre Windows, Linux e quando será o próximo eclipse. Se você não sabe tem que ouvir coisas do tipo: “Ué, vocês não propagam que a liberdade do conhecimento?”. Sim mas não quer dizer que é seu acúmulo, suas horas procurando soluções, estudando conceitos tem que dar gratuitamente. Vai busca essa porra, está na internet, oras!!!

Hoje ainda ouvi: “Se não tem fins lucrativos esse tal de Debian, vocês tem que dar suporte de graça!”. Foi o fim, até consegui explicar que não sou Desenvolvedor Debian, não tenho contribuições efetivas para o projeto e que o Debian não tem o objetivo de dar suporte gratuito foi um longo tempo. A frase do Corinto Meffe “O Software é Livre mas as mentes são proprietárias” reflete muito bem a incompreensão de como o Software Livre funciona.

Os usuários finais são bem irritantes mas não posso culpá-los, excepcionalmente essa semana me tiraram do sério. Tem um outro tipo de usuário, mais irritante, aquele que tem preguiça de ler as páginas man, comando –help, google ou mesmo ler a mensagem de erro do programa, eles ficam atormentando até conseguirem resolverem seus problemas, angustiados, nervosos, irritados. Caso esteja sem tempo para responder adequadamente, xingam você de estrela, egoísta, etc.

Claro, a maioria não tem os perfis descritos acima. O problema é eles não enxegarem que em muitas coisas somos voluntários e que não temos obrigação de prestar suporte ou resolver problemas.

Enfim, é só um desabafo, não levem a sério! =P

A Rosa Separada – Pablo Neruda

Um trecho do livro que sempre me lembra alguém/algo/alguma coisa.

Amor, amor, oh separada minha
por tantas vezes mar como neve e distância,
mínima e misteriosa, rodeada
de eternidade, agradeço
não só teu olhar de donzela,
tua brancura oculta, rosa secreta, mas
o esplendor moral de tuas estátuas,
a paz abandonada que me confiastes nas mãos:
oo dia detido em tua garganta.

Em espanhol…

“Amor, amor. oh separada mía
por tantasa veces mar como nieve y distancia,
mínima y misteriosa, rodeada
de eternidad, agradezco
no sólo tu mirada de doncella,
tu brancura escondida, rosa secreta, sino
el resplandor moral de tus estatuas,
la paz abandonada que impusiste en mis manos:
el día detenido en tu garganta.”

Carolina

Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Anda bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que não vou te enganar
Maravilha feminina, meu docinho de pavê
Inteligente, ela é muito sensual
Eu te confesso que estou apaixonado por você
Ô Carolina isso é muito natural
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Ô Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
De segunda a segunda eu fico louco pra te ver
Quanto eu te ligo você quase nunca está
Isso era outra coisa que eu queria te dizer
não temos tempo então melhor deixar pra lá
a princípio no Domingo o que você quer fazer
faça um pedido que eu irei realizar
olha aí amigo eu digo que ela só me dá prazer
Essa mina Carolina é de abalar
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Ô Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
Carolina, Carolina
Carolina, preciso te encontrar
Carolina, me sinto muito só
Carolina, preciso te dizer
Ô Carolina eu só quero amar você
Carol, Carol, Carol, …

Benchmark de Sistemas de Arquivos

Os testes de desempenhos sempre aparentam favorecer algum produto em teste. Se não podemos acreditar fielmente neles ao menos noções de como estão os Sistemas de Arquivos no Linux podem nos dar e o resultado cabe a cada um interpretar e fazer os mesmos testes para ver se o resultado é semelhante ao original. =)

O link abaixo é um dos testes mais recentes sobre Sistemas de Arquivos. Linux Gazette

Nada

Nada

Se a serenidade fosse a luz
e a loucura fosse as trevas.
Então, por que estamos no caos?
Por que somos nada?
Enfim, nada?
O que é o nada?
Senão um vazio, um obscuro,
Uma ausência?
Ausência de que?
Ausência do que?
Sinto o nada nas pessoas,
o vazio que estão em seus corpos e almas,
destino cruel elas terão.
Será um anúncio?
Será uma redenção?
Será um prenúncio?
Talvez um absoluto.
Senão, talvez ou quem sabes?
Sim! Sim…
Somos buracos negros,
escondemos quem somos,
fugimos do que somos,
omitimos nossa verdades.
Porque representamos o nada,
somos um vácuo de esperanças.
Malditas estrelas que brilhantes,
invejamos sua beleza.
O ímpeto de libertarem o universo
como gostaria de ser uma estrela,
brilhar imensamente num passado glorioso,
para existir uma luz neste presente destroso,
e ser a esperança de um futuro maravilhoso.

Erro GPG no apt

Se quer fazer desaparecer a mensagem do apt dizendo que expirou a chave gpg, como a mensage abaixo: W: GPG error: ftp://ftp.debian.org unstable Release: The following signatures couldn’t be verified because the public key is not available: NO_PUBKEY 010908312D230C5F Tem que obter uma nova ou renovar a chave gpg (corrijam-me se estiver errado) e para resolver não é tão complicado:

#gpg –keyserver keyring.debian.org 010908312D230C5F

# gpg –armor –export 2D230C5F | apt-key add Resolvido sem muita dor. ;)

Retirado:

Tempo

Tempo

Tempo vem, tempo vai.
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.

Tempo vai, tempo vem.
Você controlar?
Seu Tempo? Em tempo? Ao Tempo?
Eu disse tempo?

Ah, mas pensei que fosse meu tempo.
Tempo igual a que mesmo?
Tempo sem demora, parte e nunca irá voltar.
Mas afinal, de quem é o tempo?

Hum, de ninguém seja, deixa pensar…
Portanto, não precisá se preocupar?
Porque tempo perdera
de saber o que errado está.

Tempo vem, tempo vai.(2x)
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.

Sim, um velho maluco já dissera.
E eu, hei de concordar.
Tempo?! Ah sim, Tempo!!!
Tempo é relativo, deveras concordar.
Cronos eu fosse, faria agora o tempo parar.
Por Agora? Uma certeza há de estar?
Claro, Roma Antiga poderia voltar,
ou este presente congelar,
ou quem sabe, num futuro próximo iremos parar.

Aquele velho de cabelo branco no seu tempo formular,
até com eclipse sua teoria provar.
Tempo, idéia que o mundo gosta de eternizar.
Maldito, então tenho perguntar
de ano em ano, velho irei ficar?
Sim, Cronos gosta de brincar
Com os velhos, Cronos gosta de brindar
Minha vida gosta de atrapalhar
E à todos ele irá derrotar

Oh não! Mais um ano a se passar
mais caduco sinto ficar.
Minha mente doente está de tanto pensar.
Que inferno, doença nada, Cronos quer aprontar.
Nem Deus, nem Cronos desejo me transformar.
Droga, nada além de me conformar.
velho sim, irei ficar.

Tempo vem, tempo vai.
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.

Pensando bem, que mal há?
Velho um dia irei estar
Bom, ao menos estarei para aposentar,
meus netos irão me visitar,
à eles, brinquedos irei montar,
viver feliz irei estar
pois, estarei além mar,
contente em ser velho e ainda amar
à todos sentado em minha sala de estar.

E aquele velho lobo-do-mar?
Físico maldito, Einstein ele chamar.
Com minha brincadeira ele acabar,
o tempo que eu ia controlar.
Lei da Relatividade restou para xingar,
porém certo este velho deve estar
um dia, meus parentes irão me enterrar.
Creio que errado estou em afirmar,
só o pó irá restar.

Nem está oportunidade de matar
acho que irei me suicidar.
Espere, se matar, não será uma estrela à brilhar
na noite, junto com luar.
Raios, preciso, o relógio adiantar.
Quem sabe ao menos parar
o tempo e assim não me enterrar.
Qualquer jeito, há sete palmos irei estar
portanto, não irei mais brigar,
não quero mais o sol, a lua e o universo estrelar

Tempo vem, tempo vai.(2x)
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.

Só resta essa vida amar,
os segundos passar
o tempo não quer parar,
um dia minha morte irá chegar.
Dona Morte vou enganar
viver tudo e nada, sei do que vou gostar
para um dias meu neto relembrar
o velho doido para o todo sempre iremos recordar.

Corrupção de base no PostgreSQL

Esses quinze dias tenho passado por poucas e boas no trabalho, a mais recente foi o PostgreSQL que corrempeu depois de uma queda de energia. Sim, temos no-break mas ele não está preparado para um período prolongado sem energia. E o maldito não subia, primeira providência era o "backup".

Backup? Que backup?

É as últimas modificações no banco não estavam no backup. Vamos para o plano B, mais calmo, depois de alguns tragos de café paro para analisar, descubro que não era a base que estava corrompida e sim o log de transação, maldito WAL (Write-Ahead Log) corrompido. Uma decisão à tomar, apago ou não o WAL?

Olho para o Servidor PostgreSQL, ele olha para mim, olho para as câmeras e "#rm -rf ". Reestabelecido o PostgreSQL, descubro que preciso diminuir o tempo do fsync. =P

Feliz Velho Novo Ano

Esse último ano foi especial, consegui fazer muitas coisas bacanas, fui em eventos legais, show legais e depois de um longo e tenebroso inverno consegui senti-me livre, como não sentia nos últimos dez ano. Conheci pessoas legais, lugares bacanas, não posso me queixar do ano que passou. Como todo renascimento, não deixou de ser doloroso, muito conflitos e dúvidas. Este ano que chega, novos desafios para encarar e ao contrário do último não irei divulgar meus planos para não melar. 8P

Redescobri o prazer em escrever e também voltei a tocar (tentar) com mais frequência meu poderoso Stratosonic (Contra-Baixo). contos e por que não códigos-fontes são parte de uma visão desfigurada da visão do autor, muitas vezes exagerada, muitas vezes o inverso. Não tenho ninguém em vista e por enquanto estou fechado para balanço. =P