Angústia de não poder amar,
de não poder sentir,
de não poder abraçar. Angústia de não dizer,
não sussurrar,
não escrever. Quanto a amo,
quanto minha paixão,
quanto minha alegria,
ao vê-la por duas vezes em minha vida. Tristeza em não poder brigar,
não poder lutar,
nem ao menos estar perto de quem eu amo. Amor, louco…
Sentidos alterados,
emoções mais intensas,
e a covardia de não dizer três palavras (Eu te amo),
pequeninas,
simples. Dor de covarde,
dói menos dor de frustado,
dor de não lutar e perder,
sem ao menos uma batalha. Muitas vezes amamos,
amores diferentes,
brutos, intensos, amigos,
malucos e incertos.
Tem um deles,
maior de todos,
superior à todos
que sentimos uma ou duas vezes,
muito triste estou,
pois é este arrebatador. Amor que persiste em ficar
neste coração que pediu para não amar,
tão já ou num mais tardar.
A maior de todas as dores,
partir derrotado sem uma luta,
uma batalha, enfim uma guerra. Restando o silêncio como amigo e carrasco,
este é o castigo de uma derrota sem luta
de amor avassalador e perdido.






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