Digamos que foi um ano de consolidação de decisições feitas nos últimos 10 anos, o fim de um ciclo. Foram decisões difíceis de tomar pois geralmente não estavam relacionadas somente a mim. Tenho uma grande amiga de muitos anos que sempre diz que eu sou – Um corte na vidas de muitas pessoas. Algumas vezes bruto, violento e assustador, outras vezes sutil que as pessoas não sentem a dor do corte, ora agradecem, ora não percebem. Tenho dúvidas dessa afirmação mas enfim, esses anos tem sido bem duros, minhas relações pessoais foram estraçalhadas sem piedade, embora muitas vezes aconteceram por minha decisão. Antes não olhava para o passado mas recentemente tenho tido um pouco de tempo para olhar e refletir sobre…
Sinto um grande fardo a carregar, muitas esperanças e muitas decepções das pessoas, nunca senti-me confortável com essa responsabilidade e este ano tenho sido cauteloso em aventuras mais profundas. Não que este ano tem sido ruim, pelo contrário, foi um ano bom, fiz muitas coisas bacanas que nunca imaginei realizar (como montanhismo, corrida de 4Km e tocar violão) mas esse ano foi um mais solitário, mais introspectivo, creio que o termo apropriado seja mais reflexivo. Continuo sentindo o fardo destas decisões, porém aceitando melhor visto que as decisões estavam certas.
Outro grande amigo de longa data, disse uma vez que muitas vezes mostro a ferida que ninguém quer olhar, a ferida que sangra lentamente e ninguém percebe, minhas palavras e ações apenas mostram o que as pessoas não querem ver. Ele diz:- "É como um ferimento de guerra, poucos olham para o ferimento com orgulho, você os fazem o olhar!". Talvez ele esteja certo mas tem algumas feridas que estão difíceis de olhar com orgulho, vejo-as como a vergonha, um fardo a carregar. Tomei algumas decisões difíceis neste ano de 2007 que refletiram para o resto de minha insólita vida mas creio que algumas delas tornarão-me mais forte, mais sábio, mais paciente e condescendente.
A nova etapa está aberta, que venhos os próximos 10 anos.
Estou separando meu pequeno (ironia pois é enorme) balanço de 2007 em duas partes, profissional e pessoal. Faço isso para separar o conteúdo que estará no Planeta Debian Brasil, portanto se quiser ler sobre minha Retrospectiva pessoal, leia o post do link.
Este ano foi muito bom, adaptação para novas empreitadas, reconhecimento profissional e pequenas contribuições para o Software Livre/Código Aberto. Essencialmente realcionados ao Debian, adotando mais pacotes como Pgbouncer, Skytools, PL/Proxy mas também consegui contribuir com o XEN reportando um bug ao compilar o GCC 4.2 e algumas palestras de PostgreSQL em alguns eventos de software livre como FISL, LinuxChix,Conisli e Conferência PostgreSQL Brasil 2007. Além disso, tenho tido grandes desafios de implementar soluções de Software Livre/ Código Aberto em algumas grandes Instituições Brasileiras.
Porém para essas realizações tive que deixar ajudar coisas que adorei participar como o PSL-ABCD e a galera do CPFP Waldemar Mattei onde tive um aprendizado inestímavel com meus alunos de alfabetização de adultos usando ferramentas de Software LIvre/Código Aberto, essas vivências foram fundamentais para estar mais paciente, mais cauteloso e mais observador. Espero muito que um dia possa retornar a colaborar de alguma forma.
Enfim, não tenho do que reclamar deste ano, 2008 tenho a sensação que será muito melhor.
Meu notebook começou apresentar problemas com os dados nos últimos dois meses, achei que era HD. Troquei a HD e o problema continuou, troquei novamente a HD e o problema persistiu. Perdi partes dos dados mas o duro não é isso, o difícil é que gastei em comprar uma HD e de nada adiantou, vou ter que comprar um novo notebook. Isso significa que o custo total dessa brincadeira é maior que o meu carro velho.
Uma hora: qualquer hora Um astro: astro-físico Um móvel: é imóvel, desde quando ele se movimenta por conta própria? Um líquido: qualquer um que não dê ressaca. Uma pedra preciosa: a que acertar o saco do Bush. Uma árvore: viva Uma flor: petúnia Um animal: lince Uma cor: preto Uma música: The Battle of Evermore Um livro: Memória das minhas putas tristes Comida: Feijoada Um lugar: qualque lugar Um verbo: renascer Uma expressão: Amor, já jogou o lixo fora? Um mês: aquele esta por vir Um número: ímpar Um instrumento musical: contra-baixo Uma estação do ano: inverno
O Josh Berkus publicou em seu blog alguns meses atrás o primeiro grande benchmark de PostgreSQL usando o SpecJ, o resultado deste era que o PostgreSQL estava muito próximo do Oracle usando hardwares (equipamentos) equivalentes. Nesta comparação a Sun com o PostreSQL conseguiu 778.14 JOpS@Standard enquanto o HP usando Oracle conseguiu 874.17 JOpS@Standard, comparando o teste com PostgreSQL fica 11% atrás mas a Sun fez outro teste usando Sun System Application Server 9.1 que tem como base no Glassfish que é o Servidor de Aplicação (Application Server) em Código Aberto da Sun a diferença de performance cai para 7% porque o resultado desse teste foi de 813.73 JOpS@Standard.
Ainda não existe um teste somente de banco de dados com o PostgreSQL usando os testes de TPC mas isso em breve deve acontecer se acontecerem mais testes com SpecJ. Com a chegada do PostgreSQL 8.3, atualmente em Beta4, o desempenho será melhor já que áreas críticas como o autovacuum e o checkpoint tiveram modificações significativas que melhoram a perfomance do PostgreSQL em mais ou menos 15%, claro que tiveram outras modificações mas as duas são mais nítidas para quem não tem envolvimento direto no desenvolvimento do PostgreSQL como eu. Quem sabe um próximo resultado no SpecJ o PostgreSQL consiga uns 900 JOpS@Standard.
Todo evento que participo sempre acontece coisas estranhas/divertivas e como não poderia deixar de acontecer o PGCon-BR também foi assim. A começar pela grade que a organização deixou minha palestra para o fim do evento logo após a do Euler Taveira e no mesmo dia do Leandro Dutra, confesso que estive apreensível em falar, ainda mais depois de assistir palestras muito boas e com uma interação incrível entre a platéia e os palestrantes. O nível técnico das perguntas da platéia deixou-me perplexo pois era muito qualificado, muito difícil ir no evento com esse perfil de público, talvez o FISL no Brasil…
No dia anterior do evento meu vôo estava marcardo para sair de Brasília às 20 horas, para variar chego no aeroporto alguns minutos antes de fechar o check-in. Corro até o portão de embaque para entrar no avião na última chamada do vôo, momento em que a atendente da companhia área anúncia o fim do embarque chamando gentilmente as pessoas pelo nome para embarcarem. Claro, como não poderia deixar de acontecer, minha poltrona está na última fileira e no meio, ao sentar lembrei que esta fileira as poltronas não reclinam e as pessoas do corredor e janela eram, digamos, desproporcionais ao espaço das suas respectivas poltronas. Inúmeras tentativas de cochilar no avião frustadas devido a turbulência e aos meus amigos de fileria, chovia muito e o avião ficou sobrevooando por alguns minutos Campinas até receber autorização para pousar em Congonhas (medo…). Autorizado o pouso em Congonhas e vamos nós chacoalhando com excelente visibilidade, olhava para fora do avião e não consegui enxergar a asa, sim neste momento já tinha perdido completamente a noção de tempo e espaço e alguma sanidade. Ao pousar o alívio de estar em terra firme, ao sair do desembarque fico sabendo que o meu vôo foi o último a pousar em Congonhas e o aeroporto estava sendo fechado para pouso e decolagem. Alívio duplo, pego um taxi para tomar umas cervejas com o telles e o Euler.
Ao acordar no dia seguinte, no primeiro dia do evento, o feliz aqui lembra que era rodízio do meu carro em São Paulo e não poderia chegar na PGCon-BR cedo, vou de carona com o telles. Um pouco de chuva, o trânsito completamente parado, nós atrasados, sem alternativas para escapar do congestionamento decidimos que o Euler e o telles seguem de Metrô e eu levo o carro. Os dois saem em disparado para o Metrô Conceição e eu sigo no trânsito até que o carro morreu. Sim, morreu por falta de gasolina na frente do guarda e numa avenida pouco movimentada (Avenida Moreira Guimarães). Converso com o guarda tentando contar a verdade, imaginem a cena – "Senhor, parece piada mas eu peguei o carro porque o dono teve que sair as pressas, bla, bla, bla…" – . O guarda sensibilizado ajudou empurrar o carro alguns metros até o posto de gasolina. Ufa…
Chego no evento no minutos finais da palestra sobre as novidades do PostgreSQL 8.3 que está para ser lançado dentre algumas semanas. Assisto algumas palestras e volto para alguns ajustes finais da minha palestra, por incrível que pareça ela já tinha muita coisa pronta, bastou acertar algumas coisas que testei na semana anterior do evento. Também foi a palestra que mais preparei-me mas ainda sim no primeiro dia minha sensação que teria dificuldade pois os palestrantes do primerio dia e do segundo foram excelentes e o público como disse no início era muito qualificado, nos dois dias o auditório de veria ter entre 150 à 200 pessoas presentes, segundo o pessoal da organização o evento teve 250 inscritos que é para um primeiro evento de PostgreSQL excelente.
Não vou citar quais palestras mais gostei porque todas tinhas excelente mas uma coisa que frustou foi o estardalhaço que fora feito na lista pgbr-dev (pode ler aqui) e a palestra não ter acontecido, ainda bem que o Diogo Biazus em poucos minutos escreveu e falou como participar de uma Comunidade de Software Livre e o que não deve-se fazer.
Cabe ressaltar o esforço do Leonardo Cezar, Fábio Telles, esses dois merecem o destaque por tocarem muitas coisas de organização e também pelo Leonardo Cézar forncecer Chopp no encerramento e o Fábio Telles como o apresentador do evento (imagina o que será do Oscar apresentado por ele). Também vale ressaltar o trabalho do Euler Taveira, Diogo Biazus, Isis Borges, Kênia Milene, David Fetter e muitos outros contribuiram para que tívessemos um evento fantástico e que teremos muitos outros.
Quem participou dos debates na época do FISL 8.0 de como a Comunidade PostreSQL-BR iria se organizar, o que precisaria ser feito, etc. Muitas discussões que resultaram nesse evento fantástico que tive o prazer de participar. Estamos melhores, com mais pessoas e mais organizados, ainda falta muito mas estamos andando. Em breve vocês terão algumas novidades por aí sobre PostgreSQL-BR.
Não tenho adjetivos para dizer o que foi e como foi, basta dizer que você não esteve perdeu um grande evento. A foto de encerramento já diz tudo.
Escrevi essa mensagem para incentivar o pessoal do trabalho a enviar propostas de paletras para o FISL, gostei e estou postanto aqui também.
O FISL está entrando na nona edição está nos últimos dias para enviar propostas de palestra. É um evento único com a maior concentração de nerds/hackers por metro quadrado da América Latina, tem por volta 5 mil pessoas que circulam durante o evento. Costumam-se organizar caravanas para ir ao evento que sempre foi realizado em Porto Alegre e esse ano será diferente, será em Porto Alegre e novamente na PUC que tem uma excelente infra-estrutura e mais perto do Centro de Porto Alegre.
Além de participar existe um grande desafio de enviar proposta de palestra e apresentá-las, caso aprovado pelo Temário. Este ano irei novamente apresentar propostas de palestras e acredito que muitos que estão lendo este texto também tem plena capacidade de ser um dos palestrantes do evento. O público na palestra varia mas geralmente são pessoas com bom nível técnico e com algumas perguntas bem difíceis para os palestrantes pois as vezes o caso dele é maior do que qualquer coisa que já fez. Se isso deve ser encarado com o uma provocação?
Não, encarado como um grande desafio de tentar passar parte do seu conhecimento para algumas centenas de pessoas. É um evento com grande troca intensa de conhecimento para as diversas áreas da Tecnologia da Informação como também conhecer muitas pessoas que só conversa por IRC, email, Jabber, etc.
É um dos grande desafios que proponho-me todos anos, conseguir ter uma palestra aprovada e apresentá-la no evento. E todo ano o FISL está melhor e eu sinto-ma mais capaz para estar lá entre tantas pessoas ilustres da Comunidade de Software Livre/Código Aberto.
Para o próximo FISL pretendo enviar palestras sobre Debian, PostgreSQL e XEN que são os projetos que contribuo de alguma forma. E vocês? Pergunto a todos vocês que estão lendo este texto, – "E aí, o que estão esperando para enviar uma palestra?"
Especialmente no Debian e PostgreSQL tenho para mim como um desafio maior já que as mensagens nas respectivas listas[6][7] conclamam ao envio de propostas.
Para palestra na pgcon-br sobre Performance Tuning em PostgreSQL eu consegui perder um arquivo com todos as modificações e a curva de performance a cada modificação para entender o quanto é possível melhorar a performance mas realmente eu perdi o arquivo. Não é que não fiz backup, simplesmente sobreescrevi o backup depois de muitas noites mal dormidas trabalhando nisso. Estou furioso e frustado por ter perdido e muitas pessoas na pgcon-br pediram o arquivo mas realmente perdi, existes outros que estão por aí na internet que fiz mas nenhum deles tem o detalhamente desse arquivo.
Não sei se terei conseguirei refazer os testes mas posso postar aqui o quanto estava e para o quanto foi no final do tuning. Aos poucos vou postando o que for achando e comentando onde o calo aperta.
No início, antes de ajustar: jboss3:~# pgbench -t 100 -c 100 -h 192.168.10.4 -U postgres bench starting vacuum…end. transaction type: TPC-B (sort of) scaling factor: 100 number of clients: 100 number of transactions per client: 100 number of transactions actually processed: 10000/10000 tps = 47.825423 (including connections establishing) tps = 47.895350 (excluding connections establishing)
Ao final, depois de muitas noites mal dormidas:
jboss3:~# pgbench -c 100 -t 100 -h 192.168.10.4 -U postgres bench starting vacuum…end. transaction type: TPC-B (sort of) scaling factor: 100 number of clients: 100 number of transactions per client: 100 number of transactions actually processed: 10000/10000 tps = 3626.631077 (including connections establishing) tps = 4183.123773 (excluding connections establishing)
RT @felipewiel: Earthquake detector that "tweets", made by Sebatián (Chilean). Article in pt_BR but he's wearing a Debian t-shirt! http://t.co/9q6b4cQP#fb [#]
tirando o merchan da nota, o restante confirma que banco de dados distribuído é uma realidade #postgres. http://t.co/TCK0JwXT [#]