Separei a retrospectiva em profissional, essa parte é a pessoal, fique à vontade para não ler pois pouco entederam o que está escrito abaixo.
Esse ano profissionalmente foi excelente não tenho do que reclamar, pensando na minha vida pessoal, bem…
Digamos que foi um ano de consolidação de decisições feitas nos últimos 10 anos, o fim de um ciclo. Foram decisões difíceis de tomar pois geralmente não estavam relacionadas somente a mim. Tenho uma grande amiga de muitos anos que sempre diz que eu sou – Um corte na vidas de muitas pessoas. Algumas vezes bruto, violento e assustador, outras vezes sutil que as pessoas não sentem a dor do corte, ora agradecem, ora não percebem. Tenho dúvidas dessa afirmação mas enfim, esses anos tem sido bem duros, minhas relações pessoais foram estraçalhadas sem piedade, embora muitas vezes aconteceram por minha decisão. Antes não olhava para o passado mas recentemente tenho tido um pouco de tempo para olhar e refletir sobre…
Sinto um grande fardo a carregar, muitas esperanças e muitas decepções das pessoas, nunca senti-me confortável com essa responsabilidade e este ano tenho sido cauteloso em aventuras mais profundas. Não que este ano tem sido ruim, pelo contrário, foi um ano bom, fiz muitas coisas bacanas que nunca imaginei realizar (como montanhismo, corrida de 4Km e tocar violão) mas esse ano foi um mais solitário, mais introspectivo, creio que o termo apropriado seja mais reflexivo. Continuo sentindo o fardo destas decisões, porém aceitando melhor visto que as decisões estavam certas.
Outro grande amigo de longa data, disse uma vez que muitas vezes mostro a ferida que ninguém quer olhar, a ferida que sangra lentamente e ninguém percebe, minhas palavras e ações apenas mostram o que as pessoas não querem ver. Ele diz: - "É como um ferimento de guerra, poucos olham para o ferimento com orgulho, você os fazem o olhar!". Talvez ele esteja certo mas tem algumas feridas que estão difíceis de olhar com orgulho, vejo-as como a vergonha, um fardo a carregar. Tomei algumas decisões difíceis neste ano de 2007 que refletiram para o resto de minha insólita vida mas creio que algumas delas tornarão-me mais forte, mais sábio, mais paciente e condescendente.
A nova etapa está aberta, que venhos os próximos 10 anos.