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April, 2008:

Rescaldo do FISL 9.0 Profissionalismo para Nerds

   Dentre as muitas palestras que não assisti no FISL 9.0, tem a da Sulamita Garcia com o título: Profissionalismo para Nerds – Eu já sei o que eu vou ser quando crescer. Felizmente ela disponibilizou os slides em html e dentre os itens da apresentação, destaco dois que chamaram minha atenção.

1 – Certificações

2 – Puxa-sacos de chefes.

   Eu iria dissertar sobre os temas mas creio que a palestra já é o suficiente. :)

FISL 9.0: sobrevivi…

  Este ano de 2008 a Festa da Padroeira, Woodstock Geek, ou vulgo FISL 9.0 e sobreviveu é um guerreiro porque este ano foi o melhor FISL de todos!!!

  De volta ao Centro de Convenções da PUCRS, este ano contou com mais de 7000 participantes, mais patrocinadores, mais palestras de boa qualidade, mais estandes, mais grupo de usuários e para manter a tradição a rede wireless do FISL funcionou quando bem queria. :)

   Esse ano foi um pouco mais difícil de acompanhar porque colocaram os eventos comunitários num horário bom para pessoas que gostam de socialização (entende-se como tomar cerveja). Os eventos comunitários do Debian Brasil e do Gnome estavam marcados para  às 9 horas da manhã o que acarretou em um processo extramente lento da minha mente acordar, obrigando a consumir muitos litros de café…

  Esse ano como outros anos, foi muito bom rever os amigos, conhecer novas pessoas e voltar tomar cerveja Polar e Coruja. Esse ano, para variar continuo minha saga de esquecimento e leseira explicíta e a vítima da vez foi a Fernanda Chaves, esqueci completamente do jantar com uma galera bacana  num restaurante japonês em Porto Alegre chamado Sakae. Tive alguns contra-tempos que tulmuturam minha pequena vida insana durante o FISL mas isso fica para quem sabe um outro post.

  As plenárias do Debian Brasil e Gnome foram muito boas e as palestras que consegui assitir foram excelentes, algumas não era possível entrar pois os auditórios estavam lotados, pareciam ônibus cheio no horário do rush.

  As palestras de PostgreSQL foram boas (exceto a minha…) mas faltou o evento comunitário, para variar, eu esqueci de inscrever o evento comunitário do PostgreSQL. Gostei da organização da galera da Associação Python Brasil que organização uma mini pycon dentro do FISL, quem sabe no FISL 10.0 conseguiremos fazer o mesmo com o Debian e PostgreSQL. :)

  O Cesinha com sua pergunta surpresa, deixou muitas pessoas sem resposta ou melhor levemente constrangidas. :)

  Muitos reclamaram das palestras, do temário, da rede, do apelo comercial. Eu avalio um pouco diferente:

1 – Palestras: As palestras aprovadas pelo temário foram muito boas, porém não tem como o temário avaliar a dicção e presença de palco de um palestrante, muitos novos palestrantes apareceram outras muitos famosos simplesmentes não foram, alguns conseguiram avisar que não chegariam ou conseguiram um substituto a altura.
   Também foi muito positivo as pessoas da comunidade dispondo-se para avaliarem as palestras, claro que precisa de ajustes mas foi um dos pontos positivos do FISL.
   O evento está crescendo, obviamente terá mais palestras de patrocinadores, algumas palestras que pouco agregaram ao evento e eram bem fracas tecnicamente, isso teremos que conviver.

2 – Infra-estrutura: Segundo os números preliminares, o evento todo consumiu mais de 140GB de banda, controlar isso não é uma tarefa simples mas novamente os problemas com wireless aconteceram, se não acontecessem não seria o FISL. :)

3 – Desafios de programação: Gostei do  INDT ter organizado o desafio e a Trolltech ter trazido uma pessoa para uma oficina de programação em QT.

4 – Os Grupos de Usuários: Eles são um show a parte, mas esse ano parecia que o espaço estava um pouco menor mas não consigo afirmar pois o evento estava com muita gente (+7400 pessoas).

5 – Auditórios: Maioria das palestras estavam com os auditórios lotados, se a organização do FISL pretende que a décima edição tenha 10 mil participantes, ano que vem terão problemas com os auditórios.

6 – De volta para PUCRS: Apesar de gostar muito de ter voltado para PUCRS o FISL, sai do evento com a sensação ela ficou pequena para evento como o FISL.

7 – Público: Muito variado, tinha pessoas que estão desde a primeira edição à pessoas que não sabiam absolutamente nada, muito positivo pois aponta possíveis padawans. Também vale ressaltar que o público feminino aumentou significativamente, refletindo a mudança na área de TI do aumento da participação de mulheres.

    Estive pensando, 10 anos de FISL, décima edição. Está na hora de alguém contando as aventuras de organizar o evento, voluntários? :)

… Rumo aos 10 mil na edição 10.0…

Obs1: Perdi o recarregador de celular, não pode ser FISL se eu não esquecer/perder alguma coisa. :P

Obs2: Todas as camisetas no estande do Debian e do PostgreSQL foram vendidas. :)


 

Super-quinta PostgreSQL no FISL 9.0

  

   No primeiro dia do FISL 9.0, teremos um pequena overdose de palestras PostgreSQL, se quiser ver, atente que no dia 17/03 será:

- HA em PostgreSQL; O Elefante disponível para além do infinito
- The PostgreSQL Application Server
- Fazendo um elefante passar por debaixo da porta
- Safe Data Is Happy Data: Using SQL tools to secure your database application.

 
   Não fique triste se perder a quinta pois na sexta (18/04) tem palestra sobre Bucardo:

- Replicação Assíncrona Multi-Mestre com Bucardo

 
   Tem duas palestras imperdíveis.

- Software Livre em Ambiente de Alta Criticidade com Alta Disponibilidade.
- O ponto central da questão: LDAP (centralizando dados e informações)

   Também tem outras legais mas as duas acima são de importância pois a primeira irá falar de como o Debian/PostgreSQL/Jboss e a segunda porque eu considero o maior especialista de OpenLDAP do Brasil. :P

Entrevista com Leandro Dutra: Arquiteto de Dados

   Estava precisando recomendar a contratação de um Arquiteto de Dados para uma instituição e estava faltando uma base mais sólida para sustentar a proposta de contratação. Decidi perguntar para o Leandro Dutra que é Arquiteto de Dados e no fim acabou virando uma bela de uma entrevista. Obrigado Leandro pela disposição em responder as perguntas. :)

   Na entrevista, usamos AD para Arquiteto de Dados e DBA para Administrador de Base de Dados.


1 – O que é um Arquiteto de Dados?

    A pessoa responsável pela arquitetura e administração dos dados de uma organização.
No caso, a arquitetura envolve desde a arquitetura de sistemas de bases de dados até a modelagem dos dados e sua manutenção; e a administração seria mais especificamente a manutenção dos modelos e dicionários de dados.

2 – Qual a interação de um Arquiteto de Dados e um DBA? Ou é a mesma coisa?

    Muitas vezes, em organizações menores ou menos estruturadas, a administração de dados é efetuada pelo Administrador de Bases de Dados. Mas normalmente, o DBA deve se ocupar da administração diária dos bancos de dados físicos e seu conteúdo, efetivamente uma administração dos Sistemas Gestores de Bases de Dados. Enquanto o AD deve se ocupar do projeto das bases de dados e sua estrutura lógica, não se envolvendo diretamente nos aspectos físicos.

3 – Com essa afirmação, é possível supor que o AD seria o chefe de DBA (vou manter a sigla por enquanto…)?

    Não, eles colaboram em níveis hierárquicos similares. Imagine um novo sistema.  O arquiteto de dados será responsável pelos aspectos lógicos, principalmente a modelagem da estrutura da base; o DBA participará do projeto físico, como questões de distribuição, processamento e armazenamento. Um não trabalha sem o outro, e enquanto o projeto lógico deveria teoricamente determinar o físico, restrições tecnológicas podem (embora indesejável) determinar aspectos do lógico.

4 – Como você afirmou acima, as vezes o DBA acaba executando algumas funções que estariam com AD, no Brasil tem mercado para um Arquiteto de Dados?

    Ainda restrito e subvalorizado, mas tem.  Empresas que têm na informação seu principal meio de trabalho costumam contratar ou formar um quando amadurecem.  Bancos, empresas de informação de crédito, seguradoras e até corretoras de seguros, mesmo fornecedores de programas (é o caso de meu empregador atual).

    É verdade que há retrocessos, como o advento da terceirização; assim, há o caso de uma multinacional fabril que terceirizou a mão de obra, de modo que a mesma vaga, que antes percebia determinada quantia CLT, hoje percebe a mesma quantia mas em regime PJ, sem correção significativa. Outro fator detrimental é o foco em produtos, não em conceitos e processos.  Assim, a mesma multinacional já deixou de contratar ótimos candidatos por falta de experiência em determinada marca de ferramenta de administração e diagramação, sendo que o candidato em questão tinha experiência suficiente em mais de uma ferramenta completamente equivalente.

    Resumindo, ainda é um mercado bastante imaturo, o que leva a situações como as recomendações do AD serem vencidas por meras impressões e preconceitos de pessoas sem experiência com dados, opinando simplesmente do ponto de vista de vícios de programação por exemplo.

5 – Então é possível afirma que para um Arquiteto de Dados não é necessário ter conhecimento em vários banco de dados?

    Em princípio não.  Entretanto, devido à imaturidade de vários SGBDs — citem-se por exemplo, mas não exaustivamente, suporte deficiente a tipos de dados em Oracle, MS SQL Server, Sybase e MySQL, e problemas graves de desempenho e consistência neste último —, muitas vezes é conveniente que o AD possa compreender essas especificidades e trabalhar com o DBA e os desenvolvedores para adaptar a arquitetura e o modelo de dados às circunstâncias tecnológicas.


6 – Não citou o PostgreSQL, ele é um boa referência para quem quer iniciar uma carreira como AD?

    Uma das melhores, no mesmo nível do IBM DB2.  São os SGBDs que têm o melhor suporte tanto ao padrão ISO SQL:2003 (o 2006 ainda não se fez sentir no dia-a-dia) quanto ao modelo relacional — ambos com restrições, mas ainda assim superiores a todos os concorrentes mais óbvios. Entretanto, sendo uma área de atuação eminentemente lógica, recomenda-se, mais que determinados SGBDs, o futuro AD tenha um bom domínio tanto do modelo relacional, quanto de outros aspectos da teoria da gestão de bases de dados, e inclusive do padrão ISO SQL:2003 em si.  As referências padrão, pela atenção que dão aos aspectos lógicos, são as obras de Christopher J DATE, embora polêmicas em vários aspectos que chegam a suscitar reações apaixonadas contra e a favor de vários praticantes de prestígio.


7 – Esse é um ponto interessante, pois reflete em alguns aspectos teóricos que envolvem o DBA. Um AD necessariamente deve ser um DBA também?

    Não necessariamente.  Entretanto, justamente devido a todas as restrições tecnológicas atuais, é interessante que o AD tenha a capacidade de adaptar-se a circunstâncias, o que pode ser facilitado se ele tiver tido alguma experiência com aspectos físicos, seja como DBA, programador, analista de sistemas, SysAdmin…

    Isso lhe dará mais empatia com posições eventualmente divergentes na negociação de projetos de arquitetura de dados e modelagem, e possibilidade de dialogar com os problemas físicos reais ou imaginários freqüentemente trazidos por outros profissionais.


8 – Pensando que uma empresa irá contratar uma consultoria para área de banco de dados, o que a mesma economizará contratando um Arquiteto de Dados ao invés de ter somente DBA´s?

    Nem tudo na vida são economias.  Embora o principal foco do AD não seja monetário, porque o resultado do seu trabalho dificilmente &
eacute; mensurável nesses termos, há muitos erros de projeto caros que podem ser minorados pela presença de um AD, ou pelo menos de um DBA com preocupação pelos aspectos lógicos. Por exemplo, um dos aspectos do trabalho do AD é a normalização, que evita duplicação de dados que normalmente torna o desenvolvimento do sistema como um todo, mesmo na fase de programação, mais complexo, frágil, lento e arriscado, podendo também gerar custos de manutenção e operação como freqüentes anomalias de atualização, consumo exagerado de recursos de sistema, problemas de escalabilidade &c.

    Um exemplo foi uma operadora de telecomunicações brasileira que tinha um consultor ao custo de ao menos nove mil dólares por mês (valor mínimo cobrado pela consultoria, possivelmente muito mais naquele caso específico) para resolver casos de inconsistência de dados.  Além desse gasto muito simples e mensurável, essas inconsistências geravam grandes problemas de insatisfação de clientes.  Não é difícil imaginar alguns desses problemas tornando-se questões mesmo de relações públicas, no caso de uma operadora de serviços públicos.

    Há que se considerar também a questão da eficiência: embora alguns DBAs possam desempenhar funções de AD com razoável competência, será um uso ineficiente do recurso humano, que perderá foco em sua função tradicional sem realmente se concentrar na de AD. O outro lado da moeda é que, devido ao baixo nível intelectual de muitas equipes de desenvolvimento impedi-las de compreender questões lógicas de conseqüências não inteiramente óbvias e imediatas, o peso da opinião de um DBA praticante pode ser maior que a de um AD.  Entretanto, uma equipe com esse problema certamente terá muitos outros problemas igualmente óbvios e imediatos.

9 – Para finalizar, dicas rápidas para quem quer trabalhar como AD?

1) Concentrar-se num sólido conhecimento conceitual;
2) Abstrair problemas específicos de SGBDs, mesmo que depois sejam necessárias adaptações;
3) Desenvolver uma visão ampla, que contemple desde as regras de negócio (== restrições de integridade) até questões de desempenho e manutenção da aplicação.

Nerds depilam as mãos?

 Dizem por aí, nos bastidores da rede mundial de computadores que alguns nerds, ops, hackers estão depilando as mãos para conseguirem namoradas…

  A foto que comprova está logo abaixo, por motivos de segurança extrema o dono das mãos não iremos revelar o dono das mãos para que não corra nenhum risco de alguma Agência de Segurança de um país modelo de democracia persiga-o. :(

A trilha que inspira ir assistir o filme: Homem de Ferro

   

  Homem de Ferro não está na minha lista dos heróis de quadrinhos favoritos mas confesso que a trilha sonora do trailer do filme do Homem de Ferro deixou-me curioso em vê-lo. Além do Daniel Day Lewis, temos a Mary Jane, isto é, Kisten Dunst Gwyneth Paltrow (dica de correção feita pela Caroll…) também participando do filme. Como a motivação de assitir o filme está nas músicas do trailer não comentarei se o filme tem bom enredo, efeitos especiais, etc…

   Convenhamos as músicas combinaram perfeitamente (AC/DC, Audioslave e Black Sabbath), não? :D

 

Uma das definições de fike:

   Essa eu nunca entendi mas depois de alguém no Jabber dizer novamente eu fiquei um pouco indignado mas depois achei engraçado. Vamos a definição:

- Fike é o cara que aconselha Deus e Deus retribuí com vinho, ele também aconselha o Diabo e o Diabo retribuí com pinga. Você tem visto o fike beber mais pinga do que vinho, certo? Então, o Diabo tem preciso de muitos conselhos ultimamente…

    Posso com isso? :(

Show do Ozzy 2008: Eu fui, porra!

  
   Foi um show memorável, por um imprevisto perdi as bandas de abertura Black Label Society e Korn. O Parque Antártica praticamente lotado, Ozzy com a voz perfeita, em alguns momentos preciso ler as partituras, jogou água na galera, gritou. Enfim, show digno de Ozzy.

   Ah, Zack Wilde, guitarrista do Ozzy esteve brilhante, em Suicide Solution ele cortou a mão e continuou até o fim do show tocando. Teve algumas coisa estranha que reparei, por exemplo, tinha bastante mulheres no show e também muitos senhores em seus trinta e tantos bêbados/vomitando.

  Adjetivos irão faltar do show para dizer o quanto foi legal estar neste show. Algumas pessoas tentarão em vão, sacanear: "Ozzy esqueceu a letra?" – Sim, esqueceu mas se quisesse ter ido num show perfeito teria ido no Iron Maiden. ;)

   Posso dizer que: Porra, Eu fui no Ozzy!!

Obs. Duas vezes, 1997 e 2008. :D

20 mil terminais lotéricos usando Debian

Sim, pode parecer incrível mas isso existe, embora não lembre de haver alguma anúncio oficial e saber já algum tempo de seu uso. Finalmente está escrito em algum lugar nesse mundo da internet que os terminais lotéricos da Caixa Econômica Federal usa Debian.

Onde está escrito?

Melhor, onde poderá conversar com uma das pessoas que esteve no projeto é no FISL 9.0. A descrição pode ser vista aqui, mais detalhes, pergunte para ele. ;)

Não, não é um post por causa de primeiro de abril. :P