Archive for September, 2008

PGCon-BR 2008

Monday, September 29th, 2008

   Sempre que existe uma continuidade de evento, geralmente o último realizado é considerado o melhor de todos. Felizmente a PGCon-BR 2008 também podemos dizer isso. :)

   Desde a última vez que estive envolvido na organização de um evento de Software Livre  (PSL-ABCD) eu não tenho muita vontade de estar ajudando na organização.  Coisas bem pontuais quando pedem…

   Esse ano na PGCon-BR 2008 eu ajudei simbolicamente resolvendo um problema para imprimir parte dos materiais do evento, horas relembrando meus tempos de consertar impressoas jato de tinta. argh!!!

   Creio que a escolha do local foi bem apropriada, realizado na Unicamp com um bom espaço, bom auditório. Espero que os próximos sejam neste mesmo local. :)

   O público foi maior do que em 2007 e também mais qualificado. As palestras tiveram um bom nível técnico com o público interagindo bem com os palestrantes com boas perguntas. Destaco três palestras que superaram minha expectativa que foram do Leandro Dutra (O elefante aparelhado), Luis Fernando Bueno do SIPAM (Banco de Dados Espaciais com PostgreSQL) e David Fetter (Implementation of Common Table Expressions). 

  Um dos pontos altos do evento foram as palestras leves (Lightning  talks) foi muito bacana. 3 minutos para que as pessoas darem seu recado. Já no fim do evento a Isis teve a idéia de formar o pgwomen, assim como tem o Debian (Debian-Women) .

  O telles também fez seus comentários sobre o evento, faça o seu também. :)

 

Comentários iniciais sobre Oracle RAC

Monday, September 22nd, 2008

   Ultimamente tenho trabalhado mais com Oracle RAC do que PostgreSQL. Para quem não conhece, Oracle RAC é uma solução de cluster para banco de dados Oracle

   Nessas minhas últimas semanas de manutenção, minhas impressões iniciais são:
 

 1 - É uma caixa mágica que ninguém sabe como funciona por dentro.

2 - Os idiotas que desenvolveram não entendem porra nenhuma de System V.

3 - Heartbeat é para checar o estados dos nós de um cluster ou serviços, não para replicar dados dentro dele.

4 - Modificar o coreutils e incrementar biblioteca quer permite acesso como O_DIRECT é quase o mesmo que mandar o Sistema Operacional para o limbo, prá que um SO mesmo?

5 - OCFS (não o OCFS2) é uma bomba-relógio, se tem Oracle nele, tenha plano de saúde.

6 - Não adianta te enganarem, RAC não foi feito para trabalhar em rede WAN.

7 - Não se preocupe, alguns erro ORA-XXXX são considerados normais. (hã?) -

8 - Se sua rede não é confiável, esquece de usar RAC, ele irá cair e você demorará para entender onde está o problema. Na verdade, com um hardware intermediário ele já tem surtos psicóticos.

9 - Tenha uma bendita conta no Metalink, senão viverá menos dias diante ao caos.

10 - Se você não tem suporte nem da Oracle, nem Red Hat (Debian é mais rápido, quer apostar?), pode instalar em qualquer Linux decente que funciona igual ou mais rápido.

11 - Ainda bem que o PostgreSQL não é Oracle e não existe nenhum projeto estável que se inspire no RAC. :P

 

 

Obs: Convença-me que estou errado, ficarei feliz com opiniões divergentes. ;)

Mais empregos assim?

Tuesday, September 16th, 2008

    Sempre me perguntando quando estou apresentando palestra se tem emprego em Software Livre/Código Aberto. Sempre respondo que sim mas que ainda o mercado está amadurecendo, a mentalidade são ainda de venda de caixinhas como solução para todos os problemas mas felizmente isso tem mudado bastante vide algumas vagas que aparecem no BR-Linux e algumas como está que está abaixo. Sempre perguntam se é possível trabalhar somente com Debian ou PostgreSQL, sempre respondo que sim, tem bons lugares para trabalhar com eles e muitos que somente usam eles por conveniência de um edital público ou por puro oportunismo barato. ;)

     Segundo o que dizem, é um local excelente para trabalhar, um dia trabalho num lugar desses e espero que vocês leitores também. :)

* Formação superior na área de Computação
* Perfil desenvolvedor - Design e implementação em linguagens como
C/C++, Python ou Perl
* Ser capaz de desenvolver no modelo Open-Source: uso de
mailing-lists e patches, GNU Toolchain (gcc, gdb), GNU Auto-tools e
esquemas de empacotamento como o RPM ou Debian
* Fortes conhecimentos de uso e administração em Linux - shell
scripts, administração de pacotes, uso do Linux como Desktop no
dia-a-dia
* Conhecimento do funcionamento interno do Linux
* Fluencia em Inglês

Conhecimentos desejáveis:

* Arquitetura e programação da plataforma Linux on XXXXX
* Design de ferramentas de toolchain (compiladores, debuggers)
* Desenvolvimento de device-drivers para o Linux Kernel, programação em baixo-nível
* Conhecimentos em criptografia, Trusted Computing ou padrões de
segurança internacionais
* Technologias de virtualização e meta-virtualização. Soluções XXX
ou Open-Source

 

Esperando o PostgreSQL 8.4: tamanho de bloco

Monday, September 15th, 2008

    Frenquentemente pergutam se é possível alterar o tamanho de bloco das  tabelas PostgreSQL, até a versão 8.3 (atualmente estável) isso é possível mas é necessário alterar o código-fonte para isso. A próxima versão (8.4) que será lançada, provavelmente em Março de 2009, será mais fazer essa alteração de tamanho de bloco. Ainda é na etapa de compilação do PostgreSQL mas agora é parâmetro do ./configure. Além de alterar o tamanho de bloco das tabelas, será possível alterar o tamanho dos arquivos do WAL, do tamanho total de cada tabela gerenciada pelo TOAST(depois eu escrevo uma nota sobre o TOAST), etc.

    Apesar de ainda de estas opções ainda estarem no estágio de compilação/instalação, essas novas funcionalidades permitem melhor ajuste do PostgreSQL para ambientes OLTP, Web ou Datawarehouse (vulgo BI).

   No 8.4 você poderá alterar:
 

- Tamanho de bloco das tabelas: –with-blocksize -> Valores possíveis (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64)

- Tamanho máximo das tabelas gerenciadas pelo TOAST: –with-segsize -> Valores em GigaByte (Até o limite do Sistema Operacional/Sistema de Arquivo)

- Tamanho dos blocos do WAL: –with-wal-blocksize -> Valores possíveis ( 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64)

- Tamanho dos arquivos do WAL–with-wal-segsize-> Valores possíveis (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64)
 

   Esses novos parâmetros ajudam a melhorar a perforamance do PostgreSQL ajustando so blocos conforme o tipo de uso do banco de dados, seja OLTP, BI ou WEB. De modo geral só mexe-se nesses parâmetros se tem bom conhecimento de banco de dados e Sistema Operacionais, mudar usando receitas de bolos pode ter alguns resultados desastrosos e culparem o banco de dados. ;)

  Observação importante é que se precisar alterar os tamanhos dos blocos do WAL ou dos arquivos do WAL não precisará criar novamente um cluster, somente recompilar e instalar novamente. :)

Servidor Linux sobrecarregado?

Sunday, September 14th, 2008

   Você acha que já viu um servidor sobrecarregado? Nada supera um programador idiota…

 

Resenha: O filme “Ensaio sobre a Cegueira”

Sunday, September 14th, 2008

    

 

   O filme Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness) de direção de Fernando Meirelles com a Julianne Moore como atriz principal e participações de Danny Glover e Gael García Bernal. Aliás, Bernal está excelente como vilão.

     A Crítica fez comentários detonando o filme mas para nós mortais que não entendemos nada de cinema, o filme é bom. Principalmente para que não o livro (de José Saramago) homônimo. O filme ambientado em São Paulo é deslumbrante para um paulistano porque fica-se perguntando: Como é que conseguiram fazer isso na Rua Augusta, Marginal Pinheiros, Catedral da Sé?

    O filme é angustiante pois os cortes são um pouco diferente do tradicional do cinema americano, usando um sintoma da doença que atinge toda a população de uma nação sem nome. Como assim sem nome? A abordagem do país é adaptável a qualquer país industrializado, pois o país onde acontece as cenas extenas não é reconhecível e nem citado, a menos que conheça São Paulo bem para indentificar os locais.

    Voltando aos cortes e a cegueira, ela é branca, diferente da que imagimos que é a cegueira é escura. Os cortes são feitos ao contrário que acostumamos de que a tela vai escurencedo e tem o corte para outra cena, eles acontecem com a tela enbranquecendo/clareando com um trilha bem incidental que ajuda a mentar o clima de suspense do que irá acontecer em seguida. Na quarentena que mais parece um campo de concentração, as pessoas que antes enxergavam agora tem que adaptar-se a nova condição, ver o mundo com outros sentidos.

   Julianne Moore como atriz principal está sensacional como esposa do médico (Mark Ruffalo), a única que não se contagia com a cegueira, vai para quarentena fingindo estar cega. Julianne na quarentena é que não tem a visão afetada pela doença,  ela vê o caos que o lugar fica depois de estar super-populado, os problemas de limpeza, escassez de comida, etc.

   A cena da Catedral da Sé também está bem interessante, com o padre rezando e possivelmente explicando os motivos da cegueira, com as imagens santas todas vendadas e a Julianne entrando na Catedral…

    Vou parar por aqui pois o filme rende muita conversa de bar, ele tem muitos bons momentos, os conflitos na quarentena por comida, poder e sexo são excelentes. Mas acho que o Fernando Meirelles pegou um pouco pesado na parte que o Rei do Ala 3 resolve negociar a comida por outra coisa…

    Chega de contar o filme, ele é bom, recomendo. Não é o que estamos acostumados assisitr vindo de Holywood, tem um desenvolvimento diferente do enredo padrão que acostumamos, por isso o filme já é bom. Também para quem conhece São Paulo, recomendo assistir e para quem quer conhecer o livro de José Saramago é um excelente aperitivo.

  

   

 

Um rap e um acelerador de partículas.

Wednesday, September 10th, 2008

    O LHC (Large Hadron Collider) é atualmente o maior acelerador de partículas construído pelo homem, a mídia tem feito alarde sobre os experimentos de geração pequenos buracos negros poderão acabar com a vida na Terra, etc. Lembro que uns 13 anos atrás meu professor de física já falava desse acelerador de partículas e há dois anos atrás o Luiz Guidolin também comentava sobre a possiblidade de criar pequenos buracos negros.

 

     Lendo uma notícia do portal UOL, sobre um RAP com a letra sobre o CERN e LHC. Excelente forma que Kate McAlpine encontrou de divulgar sobre o mundo científico para os leigos e físicos frustrados como eu. :P

 

Alguém da família destruindo lares americanos

Tuesday, September 9th, 2008

   Alguém da minha família está procando o caos nos EUA. Créditos para o Eriksen por mande um email comentando. :)

   A notícia relacionada está no G1 da Globo.

 

Resenha: HellBoy 2 e o Exército Dourado

Sunday, September 7th, 2008

 

    Na úlitma sexta-feira assisti o Hellboy 2 e o Exército Dourado, depois do primeiro filme lançado em 2004 que conta a origem do Hellboy e tem a trama baseada no gibi Hellboy: Seed Of Destruction de Mike Mignola e publicado Dark Horse Comics orginalmente em 1994.

     Este segundo filme é uma continuação do primeiro porém com enfoque maior nos persongens Hellboy, Abe e Liz. Os humanos, principalmente o Bureau for Paranormal Research and Defense (BPRD) são praticamente parte dos cenários, não existe a relação de protetorado em relação ao Hellboy como existiu no primeiro filme com os personagens Professor Trevor Bruttenholm ou John Meyer. Hellboy um pouco mais maduro já que está namorando a Liz, Abe tem sua primeira paixão e um novo personagem e intrigante personagem aparece como líder da equipe que é o Johann Kraus.

     A trama passa pela lenda do Exército Dourado, um exército de 70 vezes 70 soldados, com o fim da trégua dos Elfos com os humanos proclamada pelo Príncipe Nuada. Sua irmã gêmea, a Princesa Nuada foge com parte da coroa que controla o Exército Dourado.

    O filme tem excelente fotografia e os cenários são bonitos, algumas cenas o fará relembrar o Senhor dos Anéis e o Estranho mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas) ou o clipe Ratamahata do Sepultura. A direção firme de Guilherme del Toro nos entorpece por conseguir segurar o espectador durante todo o filme nos remete ao excelente Labirinto de Fauno mas não tente comparar com Batman: O Cavaleiro das Trevas, vai ser difícil ter um filme parecido como esse por muito tempo. ;)

    O Hellboy segue uma linha mais parecida com o Constatine e Homem de Ferro. Se você leu os gibis achará que o filme são menores se comparados mas é um bom aperitivo na espera do Watchmen. :)

   Vou parar por aqui para não estragar as surpresas do filme, espero que curtam bastante o filme e tem um pequeno erro de continuidade na luta final entre o Hellboy e o Príncipe Nuada, se encontrar posta aqui nos comentários. :D

Blip.FM, também me rendi!

Saturday, September 6th, 2008

   Dessas coisas todas 2.0 da internet, o Blip.FM é o melhor. Droga, me rendi. :D

- http://blip.fm/fike