Resenha: O filme “Ensaio sobre a Cegueira”
O filme Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness) de direção de Fernando Meirelles com a Julianne Moore como atriz principal e participações de Danny Glover e Gael García Bernal. Aliás, Bernal está excelente como vilão.
A Crítica fez comentários detonando o filme mas para nós mortais que não entendemos nada de cinema, o filme é bom. Principalmente para que não o livro (de José Saramago) homônimo. O filme ambientado em São Paulo é deslumbrante para um paulistano porque fica-se perguntando: Como é que conseguiram fazer isso na Rua Augusta, Marginal Pinheiros, Catedral da Sé?
O filme é angustiante pois os cortes são um pouco diferente do tradicional do cinema americano, usando um sintoma da doença que atinge toda a população de uma nação sem nome. Como assim sem nome? A abordagem do país é adaptável a qualquer país industrializado, pois o país onde acontece as cenas extenas não é reconhecível e nem citado, a menos que conheça São Paulo bem para indentificar os locais.
Voltando aos cortes e a cegueira, ela é branca, diferente da que imagimos que é a cegueira é escura. Os cortes são feitos ao contrário que acostumamos de que a tela vai escurencedo e tem o corte para outra cena, eles acontecem com a tela enbranquecendo/clareando com um trilha bem incidental que ajuda a mentar o clima de suspense do que irá acontecer em seguida. Na quarentena que mais parece um campo de concentração, as pessoas que antes enxergavam agora tem que adaptar-se a nova condição, ver o mundo com outros sentidos.
Julianne Moore como atriz principal está sensacional como esposa do médico (Mark Ruffalo), a única que não se contagia com a cegueira, vai para quarentena fingindo estar cega. Julianne na quarentena é que não tem a visão afetada pela doença, ela vê o caos que o lugar fica depois de estar super-populado, os problemas de limpeza, escassez de comida, etc.
A cena da Catedral da Sé também está bem interessante, com o padre rezando e possivelmente explicando os motivos da cegueira, com as imagens santas todas vendadas e a Julianne entrando na Catedral…
Vou parar por aqui pois o filme rende muita conversa de bar, ele tem muitos bons momentos, os conflitos na quarentena por comida, poder e sexo são excelentes. Mas acho que o Fernando Meirelles pegou um pouco pesado na parte que o Rei do Ala 3 resolve negociar a comida por outra coisa…
Chega de contar o filme, ele é bom, recomendo. Não é o que estamos acostumados assisitr vindo de Holywood, tem um desenvolvimento diferente do enredo padrão que acostumamos, por isso o filme já é bom. Também para quem conhece São Paulo, recomendo assistir e para quem quer conhecer o livro de José Saramago é um excelente aperitivo.
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September 15th, 2008 at 9:36 am
Fike:
Eu imaginei que fosse em SP, o filme é uma co-produção, mas realmente poderia ser em Toronto ou Nova York.
Só para constar: está realmente fiel ao livro, inclusive a parte do Rei da Ala 3, que decide negociar por comida outras coisas…
Beijos, nos vemos em SP em breve.
September 15th, 2008 at 10:24 pm
O filme é realmente excelente!
Quanto às locações, foram filmadas cenas em São Paulo, em Toronto e Montevidéo para que não ficasse caracterizado o lugar que ocorre o filme, como pediu Saramago!
Não sei se o filme é bom principalmente para quem não leu o livro, mas eu li e o filme agrada muito àqueles que leram!
Lindo o filme!
September 15th, 2008 at 10:44 pm
Meninas,
Vocês tem toda razão sobre as locações mas para mim, paulistano de coração é impossível não ficar emocionado com as locações, aquilo tem muito de minha história.
Obrigado por comentarem.
September 23rd, 2008 at 10:30 am
[...] da luz azulada. Julianne Moore está lindíssima, Gael García Bernal está fantástico. E tem a resenha do [...]
October 1st, 2008 at 10:49 pm
Eu não acho que ele pegou pesado não… O filme pra mim é o retrato perfeito do livro, sem algumas cenas desnecessárias (quem leu o livro sabe do que eu tou falando).
Eu acho é que o Meirelles foi corajoso de fazer o filme como o livro, pra contar a verdadeira história, e não aquela que as pessoas querem ver no cinema.
Pra mim, bem acima da média. E eu sou fanboy do Saramago.
October 20th, 2008 at 3:18 pm
Como lhe disse, foi um dos filmes que mais me causou agonia.
E há de se louvar que o Fernando Meirelles filmou o final de tal forma econômica, que ficou perfeito, sem se perder no estilo hollywoodiano. Quero dizer: no geral, o filme tem muito do jeito Hollywood de fazer, de forma positiva, sem cair no tom de finais como filmes com temas muito interessantes como Diamante de Sangue (que acho bacanão).
Diria que este filme, Babel e Filhos da Esperança são os grandes filmes do começo do século XXI para se entender o mundo. Tão importante quanto o Apocalipse Now e o 2001 - Uma Odisséia no Espaço.
‘braços
Celso Bessa
Celso