Sempre que existe uma continuidade de evento, geralmente o último realizado é considerado o melhor de todos. Felizmente a PGCon-BR 2008 também podemos dizer isso.
Desde a última vez que estive envolvido na organização de um evento de Software Livre (PSL-ABCD) eu não tenho muita vontade de estar ajudando na organização. Coisas bem pontuais quando pedem…
Esse ano na PGCon-BR 2008 eu ajudei simbolicamente resolvendo um problema para imprimir parte dos materiais do evento, horas relembrando meus tempos de consertar impressoas jato de tinta. argh!!!
Creio que a escolha do local foi bem apropriada, realizado na Unicamp com um bom espaço, bom auditório. Espero que os próximos sejam neste mesmo local.
O público foi maior do que em 2007 e também mais qualificado. As palestras tiveram um bom nível técnico com o público interagindo bem com os palestrantes com boas perguntas. Destaco três palestras que superaram minha expectativa que foram do Leandro Dutra (O elefante aparelhado), Luis Fernando Bueno do SIPAM (Banco de Dados Espaciais com PostgreSQL) e David Fetter (Implementation of Common Table Expressions).
Um dos pontos altos do evento foram as palestras leves (Lightning talks) foi muito bacana. 3 minutos para que as pessoas darem seu recado. Já no fim do evento a Isis teve a idéia de formar o pgwomen, assim como tem o Debian (Debian-Women) .
O telles também fez seus comentários sobre o evento, faça o seu também.
on Sep 30th, 2008 at 07:00
hm, pena que eu não estava acompanhando, esse era um que eu teria gostado duplamente de ir, por ser sobre pg e por ser no meu “ninho”.
pgwomen? Sinceramente, não entendo muito bem qual a finalidade desses grupos femininos. Discutindo sobre isso recentemente uma mulher me questionou e eu não soube responder qual o propósito fundamental desses grupos, que problemas eles (ou elas) se propõe a resolver e como.
Trazer mais mulheres para o software livre? Até hoje não vi nenhum grupo voltado a levar mais homens para “moda”, por exemplo… soa estranho, não?
Apenas uma divagacão, não quero ser crucificado pelas feministas.
on Sep 30th, 2008 at 09:32
Na real, o objetivo principal é juntar experiências profissionais, que são diferentes para homens e mulheres, especialmente na área de desenvolvimento. Tivemos uma quantidade pequena de mulheres no evento e eu acho bárbaro quando mais mulheres se colocam à predisposição e querem fazer a diferença. Acho que esse é o meu caso.
Homens podem participar dos grupos femininos, claro!
Ah, e não tem grupos de homens para a moda porque não é a área de trabalho da maioria de vocês. A Comme de Garçon iniciou seu trabalho assim.
on Sep 30th, 2008 at 13:44
No debian, desde que foi fundado o debian-women, aumentou consideravelmente o números de mulheres participando no projeto.
Um grupo de usuários com o foco em mulheres tem abordagens diferentes para atingi-las do que usamos de modo geral. Fato que grupos genéricos sem objetivos são muito frágeis demais para que tenham ações que sustente ao longo do tempo. Não creio que seja esse o caso deste.
on Sep 30th, 2008 at 16:18
Eu entendo, cognitivamente falando, que as mulheres e os homens possuem percepção diversificada do mundo e o experienciam de maneira diversa, mas, num ambiente técnico, regido por especificações precisas, quanto dessa percepção diversa do mundo constitui barreiras às mulheres?
Ao longo do tempo, o número de mulheres participantes aumentou em termos absolutos ou relativos? Se um número maior de pessoas usa e aceita software livre, automaticamente aumentará o número de homens, mulheres e até torcedores do asa de arapiraca.
Alguém já fez um estudo, baseado em métodos estatísticos para acompanhar esta evolução? Acho que este sim, seria um bom propósito (e apoio para ações reais e tomadas de decisão) para os grupos femininos.
on Sep 30th, 2008 at 18:54
[...] tarjas cinzas da grade e o cartucho colorido logo acabou… aí começaram as gambiarras que o fike [...]