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Obama, ano I: mais 3 anos para um legado

    

 

   Já se passou um ano da gestão Obama. Nunca nos EUA um negro teve tanto poder e tanta esperança de mudar a nação mais influente do planeta como Barack Hussein Obama II. Ele que ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2009, "pelos extraordinários esforços para reforçar o papel da diplomacia internacional e a cooperação entre os povos", e os esforços de paz no Afeganistão.

    Todo o mundo saudou Obama quando assumiu o mandato como 44º Presidente dos EUA. Com grande aceitação do público internet (população local) e externo (restantes dos países do mundo).

    Desde que ele tornou-se presidente, fiquei-me perguntando como ele conseguiria mudar o governo americano, assumindo num período de recessão econômica por lá e o legado da gestão do George Walker Bush. O legislativo americano é mais encarniçado que o brasileiro, os lobbistas das grandes corporações são legalizados por lá e tem muita influência com deputados e senadores. Alguns analistas mais ácidos apontam que a administração anterior era o "Governo do Lobby", tamanha influência exerciam nas ações daquele governo.

     Para conseguir que sua principal bandeira no primeiro ano de gestão nos EUA fosse aprovada no Congresso, teve que revisar muitos de suas propostas da campanha eleitoral. Dentre as mais evidentes estão:

- O adiamento do fechamento da Prisão de Guantânamo. 

- A retirda das tropas das invasões guerras do Iraque e Afeganistão.

- As metas aquém do esperado do acordo climático de Conpenhagen.

      

   A expectativa eram enormes, porém os lobbistas do Congresso, a necessidade de seduzir deputados e senadores Republicanos  e manter a ordem nos Democratas para votar a reforma da saúde americana forçou que Obama tivesse um desempenho abaixo do esperado para as "grande ações globais" do líder da nação mais poderia ter.

   Ao assumir a presidência, Obama tinha um pouco mais de 60% de aprovação da população americana. Após um ano de mandato, Obama tem por volta de 50% de aprovação segundo os instituitos de pesquisa. Os motivos da queda de popularidade estão relacionados ao sentimento que Obama privilegiou os bancos e a indústria automotiva.

   Olhando para o passado, os presidentes americanos que tornaram-se importantes para história sempre conseguiram eleger um inimigo que a nação pudesse ser direcionada. Seja a Depressão, o Comunismo, os ditadores "pós-muro de Berlim" ou o terrorismo. Para Obama, ainda não encontrou este aglutinador, não tem um tem que seja unanimidade no momento para direcionar a atenção de todos, conseguir o apoio de parte dos Republicanos e da mídia.

   Talvez um novo 11 de setembro consiga gerar essa situação (espero não aconteça!) como foi a salvação da segunda administração dos Bush na Casa Branca.

   Pergunto-me qual será o grande legado que o presidente Barack Hussein Obama II deixará de sua administração, ele tem tudo para ser o grande presidente dos primeiros 50 anos do século XXI dos EUA ou o grande fracasso pois será o presidente americano que deixou que a China seja a nação líder do século XXI. 

    A visão de um inimigo que unifique toda a nação americana e sua zona de influência (Ocidente). Quem sabe talvez quando inventarem o Motor de Dobra e estivermos perto de um ataque Klingon. :D

 

One Comment

  1. Jean Random says:

    Fike,

    O homem realmente não conseguiu realizar nada de significativo entre suas promessas de campanha. O Emanuel Goldstein do Bush foi o Bin Laden. O do Obama, ele pode até escolher de prateleira, poderia ser um Chavez, ahmadinejad ou Kim Jong-il, se conseguisse uma boa razão para usar a velha política americana do "atire primeiro e pergunte depois". Mas se ele optar mesmo pela outra via, afinal ganhou um prêmio nobel da paz, o Haiti poderia ser o evento aglutinador, ao menos por enquanto.

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