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FISL 9.0: sobrevivi…

Thursday, April 24th, 2008

  Este ano de 2008 a Festa da Padroeira, Woodstock Geek, ou vulgo FISL 9.0 e sobreviveu é um guerreiro porque este ano foi o melhor FISL de todos!!!

  De volta ao Centro de Convenções da PUCRS, este ano contou com mais de 7000 participantes, mais patrocinadores, mais palestras de boa qualidade, mais estandes, mais grupo de usuários e para manter a tradição a rede wireless do FISL funcionou quando bem queria. :)

   Esse ano foi um pouco mais difícil de acompanhar porque colocaram os eventos comunitários num horário bom para pessoas que gostam de socialização (entende-se como tomar cerveja). Os eventos comunitários do Debian Brasil e do Gnome estavam marcados para  às 9 horas da manhã o que acarretou em um processo extramente lento da minha mente acordar, obrigando a consumir muitos litros de café…

  Esse ano como outros anos, foi muito bom rever os amigos, conhecer novas pessoas e voltar tomar cerveja Polar e Coruja. Esse ano, para variar continuo minha saga de esquecimento e leseira explicíta e a vítima da vez foi a Fernanda Chaves, esqueci completamente do jantar com uma galera bacana  num restaurante japonês em Porto Alegre chamado Sakae. Tive alguns contra-tempos que tulmuturam minha pequena vida insana durante o FISL mas isso fica para quem sabe um outro post.

  As plenárias do Debian Brasil e Gnome foram muito boas e as palestras que consegui assitir foram excelentes, algumas não era possível entrar pois os auditórios estavam lotados, pareciam ônibus cheio no horário do rush.

  As palestras de PostgreSQL foram boas (exceto a minha…) mas faltou o evento comunitário, para variar, eu esqueci de inscrever o evento comunitário do PostgreSQL. Gostei da organização da galera da Associação Python Brasil que organização uma mini pycon dentro do FISL, quem sabe no FISL 10.0 conseguiremos fazer o mesmo com o Debian e PostgreSQL. :)

  O Cesinha com sua pergunta surpresa, deixou muitas pessoas sem resposta ou melhor levemente constrangidas. :)

  Muitos reclamaram das palestras, do temário, da rede, do apelo comercial. Eu avalio um pouco diferente:

1 - Palestras: As palestras aprovadas pelo temário foram muito boas, porém não tem como o temário avaliar a dicção e presença de palco de um palestrante, muitos novos palestrantes apareceram outras muitos famosos simplesmentes não foram, alguns conseguiram avisar que não chegariam ou conseguiram um substituto a altura.
   Também foi muito positivo as pessoas da comunidade dispondo-se para avaliarem as palestras, claro que precisa de ajustes mas foi um dos pontos positivos do FISL.
   O evento está crescendo, obviamente terá mais palestras de patrocinadores, algumas palestras que pouco agregaram ao evento e eram bem fracas tecnicamente, isso teremos que conviver.

2 - Infra-estrutura: Segundo os números preliminares, o evento todo consumiu mais de 140GB de banda, controlar isso não é uma tarefa simples mas novamente os problemas com wireless aconteceram, se não acontecessem não seria o FISL. :)

3 - Desafios de programação: Gostei do  INDT ter organizado o desafio e a Trolltech ter trazido uma pessoa para uma oficina de programação em QT.

4 - Os Grupos de Usuários: Eles são um show a parte, mas esse ano parecia que o espaço estava um pouco menor mas não consigo afirmar pois o evento estava com muita gente (+7400 pessoas).

5 - Auditórios: Maioria das palestras estavam com os auditórios lotados, se a organização do FISL pretende que a décima edição tenha 10 mil participantes, ano que vem terão problemas com os auditórios.

6 - De volta para PUCRS: Apesar de gostar muito de ter voltado para PUCRS o FISL, sai do evento com a sensação ela ficou pequena para evento como o FISL.

7 - Público: Muito variado, tinha pessoas que estão desde a primeira edição à pessoas que não sabiam absolutamente nada, muito positivo pois aponta possíveis padawans. Também vale ressaltar que o público feminino aumentou significativamente, refletindo a mudança na área de TI do aumento da participação de mulheres.

    Estive pensando, 10 anos de FISL, décima edição. Está na hora de alguém contando as aventuras de organizar o evento, voluntários? :)

… Rumo aos 10 mil na edição 10.0…

Obs1: Perdi o recarregador de celular, não pode ser FISL se eu não esquecer/perder alguma coisa. :P

Obs2: Todas as camisetas no estande do Debian e do PostgreSQL foram vendidas. :)


 

Entrevista com Leandro Dutra: Arquiteto de Dados

Monday, April 14th, 2008

   Estava precisando recomendar a contratação de um Arquiteto de Dados para uma instituição e estava faltando uma base mais sólida para sustentar a proposta de contratação. Decidi perguntar para o Leandro Dutra que é Arquiteto de Dados e no fim acabou virando uma bela de uma entrevista. Obrigado Leandro pela disposição em responder as perguntas. :)

   Na entrevista, usamos AD para Arquiteto de Dados e DBA para Administrador de Base de Dados.


1 - O que é um Arquiteto de Dados?

    A pessoa responsável pela arquitetura e administração dos dados de uma organização.
No caso, a arquitetura envolve desde a arquitetura de sistemas de bases de dados até a modelagem dos dados e sua manutenção; e a administração seria mais especificamente a manutenção dos modelos e dicionários de dados.

2 - Qual a interação de um Arquiteto de Dados e um DBA? Ou é a mesma coisa?

    Muitas vezes, em organizações menores ou menos estruturadas, a administração de dados é efetuada pelo Administrador de Bases de Dados. Mas normalmente, o DBA deve se ocupar da administração diária dos bancos de dados físicos e seu conteúdo, efetivamente uma administração dos Sistemas Gestores de Bases de Dados. Enquanto o AD deve se ocupar do projeto das bases de dados e sua estrutura lógica, não se envolvendo diretamente nos aspectos físicos.

3 - Com essa afirmação, é possível supor que o AD seria o chefe de DBA (vou manter a sigla por enquanto…)?

    Não, eles colaboram em níveis hierárquicos similares. Imagine um novo sistema.  O arquiteto de dados será responsável pelos aspectos lógicos, principalmente a modelagem da estrutura da base; o DBA participará do projeto físico, como questões de distribuição, processamento e armazenamento. Um não trabalha sem o outro, e enquanto o projeto lógico deveria teoricamente determinar o físico, restrições tecnológicas podem (embora indesejável) determinar aspectos do lógico.

4 - Como você afirmou acima, as vezes o DBA acaba executando algumas funções que estariam com AD, no Brasil tem mercado para um Arquiteto de Dados?

    Ainda restrito e subvalorizado, mas tem.  Empresas que têm na informação seu principal meio de trabalho costumam contratar ou formar um quando amadurecem.  Bancos, empresas de informação de crédito, seguradoras e até corretoras de seguros, mesmo fornecedores de programas (é o caso de meu empregador atual).

    É verdade que há retrocessos, como o advento da terceirização; assim, há o caso de uma multinacional fabril que terceirizou a mão de obra, de modo que a mesma vaga, que antes percebia determinada quantia CLT, hoje percebe a mesma quantia mas em regime PJ, sem correção significativa. Outro fator detrimental é o foco em produtos, não em conceitos e processos.  Assim, a mesma multinacional já deixou de contratar ótimos candidatos por falta de experiência em determinada marca de ferramenta de administração e diagramação, sendo que o candidato em questão tinha experiência suficiente em mais de uma ferramenta completamente equivalente.

    Resumindo, ainda é um mercado bastante imaturo, o que leva a situações como as recomendações do AD serem vencidas por meras impressões e preconceitos de pessoas sem experiência com dados, opinando simplesmente do ponto de vista de vícios de programação por exemplo.

5 - Então é possível afirma que para um Arquiteto de Dados não é necessário ter conhecimento em vários banco de dados?

    Em princípio não.  Entretanto, devido à imaturidade de vários SGBDs — citem-se por exemplo, mas não exaustivamente, suporte deficiente a tipos de dados em Oracle, MS SQL Server, Sybase e MySQL, e problemas graves de desempenho e consistência neste último —, muitas vezes é conveniente que o AD possa compreender essas especificidades e trabalhar com o DBA e os desenvolvedores para adaptar a arquitetura e o modelo de dados às circunstâncias tecnológicas.


6 - Não citou o PostgreSQL, ele é um boa referência para quem quer iniciar uma carreira como AD?

    Uma das melhores, no mesmo nível do IBM DB2.  São os SGBDs que têm o melhor suporte tanto ao padrão ISO SQL:2003 (o 2006 ainda não se fez sentir no dia-a-dia) quanto ao modelo relacional — ambos com restrições, mas ainda assim superiores a todos os concorrentes mais óbvios. Entretanto, sendo uma área de atuação eminentemente lógica, recomenda-se, mais que determinados SGBDs, o futuro AD tenha um bom domínio tanto do modelo relacional, quanto de outros aspectos da teoria da gestão de bases de dados, e inclusive do padrão ISO SQL:2003 em si.  As referências padrão, pela atenção que dão aos aspectos lógicos, são as obras de Christopher J DATE, embora polêmicas em vários aspectos que chegam a suscitar reações apaixonadas contra e a favor de vários praticantes de prestígio.


7 - Esse é um ponto interessante, pois reflete em alguns aspectos teóricos que envolvem o DBA. Um AD necessariamente deve ser um DBA também?

    Não necessariamente.  Entretanto, justamente devido a todas as restrições tecnológicas atuais, é interessante que o AD tenha a capacidade de adaptar-se a circunstâncias, o que pode ser facilitado se ele tiver tido alguma experiência com aspectos físicos, seja como DBA, programador, analista de sistemas, SysAdmin…

    Isso lhe dará mais empatia com posições eventualmente divergentes na negociação de projetos de arquitetura de dados e modelagem, e possibilidade de dialogar com os problemas físicos reais ou imaginários freqüentemente trazidos por outros profissionais.


8 - Pensando que uma empresa irá contratar uma consultoria para área de banco de dados, o que a mesma economizará contratando um Arquiteto de Dados ao invés de ter somente DBA´s?

    Nem tudo na vida são economias.  Embora o principal foco do AD não seja monetário, porque o resultado do seu trabalho dificilmente &
eacute; mensurável nesses termos, há muitos erros de projeto caros que podem ser minorados pela presença de um AD, ou pelo menos de um DBA com preocupação pelos aspectos lógicos. Por exemplo, um dos aspectos do trabalho do AD é a normalização, que evita duplicação de dados que normalmente torna o desenvolvimento do sistema como um todo, mesmo na fase de programação, mais complexo, frágil, lento e arriscado, podendo também gerar custos de manutenção e operação como freqüentes anomalias de atualização, consumo exagerado de recursos de sistema, problemas de escalabilidade &c.

    Um exemplo foi uma operadora de telecomunicações brasileira que tinha um consultor ao custo de ao menos nove mil dólares por mês (valor mínimo cobrado pela consultoria, possivelmente muito mais naquele caso específico) para resolver casos de inconsistência de dados.  Além desse gasto muito simples e mensurável, essas inconsistências geravam grandes problemas de insatisfação de clientes.  Não é difícil imaginar alguns desses problemas tornando-se questões mesmo de relações públicas, no caso de uma operadora de serviços públicos.

    Há que se considerar também a questão da eficiência: embora alguns DBAs possam desempenhar funções de AD com razoável competência, será um uso ineficiente do recurso humano, que perderá foco em sua função tradicional sem realmente se concentrar na de AD. O outro lado da moeda é que, devido ao baixo nível intelectual de muitas equipes de desenvolvimento impedi-las de compreender questões lógicas de conseqüências não inteiramente óbvias e imediatas, o peso da opinião de um DBA praticante pode ser maior que a de um AD.  Entretanto, uma equipe com esse problema certamente terá muitos outros problemas igualmente óbvios e imediatos.

9 - Para finalizar, dicas rápidas para quem quer trabalhar como AD?

1) Concentrar-se num sólido conhecimento conceitual;
2) Abstrair problemas específicos de SGBDs, mesmo que depois sejam necessárias adaptações;
3) Desenvolver uma visão ampla, que contemple desde as regras de negócio (== restrições de integridade) até questões de desempenho e manutenção da aplicação.

Show do Ozzy

Thursday, March 27th, 2008

   O show do Iron Maiden é sempre um espetáculo, tudo costuma funcionar muito bem, performance excelemente da banda e do Eddie.

   Não é possível comparar com vovô Ozzy, pouco mais de dez anos passados de sua última passagem pelo Brasil acreditava que seria a última vez que o veria vivo mas o inferno não quer o vovô Ozzy por lá e ele ficar vagando pela Terra em sua envagelização do Metal!

   Velho, gagá, esclerosado, não importa. Juntamente com Black Label Society e Korn, dia 5 de abril de 2008 será a purificação do Parque Antártica um dia após ao um show farofa do senhor Rod Stewart. Ah, Black Label Society é a banda do Zack Wilde que estará nas guitarras para dois shows no mesmo dia (do Black Label Society e do Ozzy).

   Pensando bem, só Ozzy para eu ir num show que o vocalista esquece as letras e precisa de um cola e ainda curtir do show do cara. :P

Ozzy:


Black Label Society:

Korn:

Como listar as maiores tabelas no PostgreSQL

Sunday, March 23rd, 2008


 
   Nada como a necessidade para obrigar a fazermos coisas interessantes, não acham? Pois é, estava precisando levantar as maiores tabelas num PostgreSQL 8.3. Uma pesquisa rápida pela internet e não encontro nada que atenda a minha necessidade, por acaso o pgadmin3 estava aberto e vi que ele (pgadmin3) traz várias informações de uma tabela. Ainda não era o que queria, precisava listar todas e uma observada na tabela pgclass + uma função chamada pg_pretty_size conseguiria atender minha necessidade.

  Como?

pmanson:~# psql -U postgres -c "SELECT relname, pg_size_pretty(relpages*8192) as "tamanho" from pg_class order by relpages DESC limit 10;" base_exemplo

          relname          | tamanho
—————————+———
 estatistica               | 271 MB
 subacaoindicador          | 194 MB
 idx_estsessionusucpfsisid | 192 MB
 estatistica_pkey          | 101 MB
 idx_usucpfestdata         | 101 MB
 idx_sisidestdata          | 78 MB
 idx_usucpf                | 78 MB
 idx_estatistica_mnuid     | 56 MB
 idx_estdata               | 56 MB
 idx_sisid                 | 56 MB
(10 registros)

:)

Chamada para testes: win32-loader

Wednesday, March 12th, 2008

   O faw postou na lista do Debian Brasil um chamada para testes do win32-loader que é uma instalar o Debian à partir do Windows. Para deixar mais claro segue parte do email:

    O win32-loader é uma ferramenta que permite, a partir do Windows, realizar uma instalação do Debian GNU/Linux, ele baixa um imagem mínima (netboot) e utiliza o GRUB para DOS para instalar um inicializador que chame o instalador recém-baixado ao invés do Microsoft Windows, a partir daí é uma instalação de Debian como as outras, mas que depende do uso de rede, já que é um netboot.

 
   
Lembre-se de fazer uma cópia de segurança (backup) de seus dados antes de começar a testar. ;)

Reinstalando Debian à partir de pendrive

Sunday, March 9th, 2008


    Esses dias estava testando algumas coisas com XEN e tive um pequeno probleminha com Journalling da minha partição raiz e ela… digamos corrompeu. Seria fácil recuperar se não tivesse o driver de DVD queimado mas minhas opções ficaram restritos a somente usar pendrive, idéia sugerida pelo magicstorm e eth0 para reinstalar à partir do pendrive.

    Lendo a documentação do Debian Etch de instalação recomendou baixar uma imagem compactada do instalador e copiar via zcat para o pendrive. Mas antes é necessário baixar o arquivo com a imagem do instalador Debian (Debian-Installer) e baixa o arquivo .iso que no meu caso baixei o iso do 38MB com o suficiente para carregar o instalador e baixar o restante dos pacotes pela internet.

#wget http://people.debian.org/~aba/d-i/images/daily/hd-media/boot.img.gz

#wget http://cdimage.debian.org/cdimage/daily-builds/daily/arch-latest/amd64/iso-cd/debian-testing-amd64-businesscard.iso

Copiar a imagem para o pendrive

#zcat boot.img.gz > /dev/sdb

Montar o pendrive para copiar o arquivo *.iso

#mount /dev/sdb1 /mnt

#cp debian-testing-amd64-businesscard.iso /mnt

 
   Agora é só reiniciar a máquina usando pendrive como boot primário e ter a máquina novamente com o Sisitema Operacional Univesal. :)

 
Obs. Felizmente os dados importantes estavam numa partição separada da partição raiz, se não estivesse o prezuízo seria muito maior. ;)

pbuilder com arquitetura diferente

Sunday, March 2nd, 2008

    Por esses dias precisei testar o pacote do plproxy num Etch em 32 bits, para gerar o pacote na plataforma precisei apenas acrescentar um parâmetro no pbuilder. :)

#pbuilder create –distribution sid –debootstrapopts –arch=i386

Debian tem time de PostgreSQL: pkg-postgresql

Monday, February 25th, 2008

    Opa, sempre um pouco atrasado mas vale dizer…

    O Peter Eisentraut postou no Planet PostgreSQL que ele o Martin Pitt criaram o pkg-postgresql. Fui convidado a participar por manter alguns pacotes que tem relação direta com o PostgreSQL como pgbouncer, skytools, plproxy e dbi-link, acredito que a lista de pacotes deva aumentar gradualmente, assim como a qualidade. :)

    Ah, já esquecendo que o Filipe Lautert da Celepar também está no time. :D

Olha o frio de lascar

Wednesday, January 30th, 2008
 

Alguns dias trabalhando nessa temperatura, logo poderei trabalhar na Sibéria, Groelândia, Antártida, etc.

Balancete 2007 / Retrospectiva 2007 pessoal

Wednesday, December 26th, 2007

   Separei a retrospectiva em profissional, essa parte é a pessoal, fique à vontade para não ler pois pouco entederam o que está escrito abaixo. :P

   Esse ano profissionalmente foi excelente não tenho do que reclamar, pensando na minha vida pessoal, bem…

   Digamos que foi um ano de consolidação de decisições feitas nos últimos 10 anos, o fim de um ciclo. Foram decisões difíceis de tomar pois geralmente não estavam relacionadas somente a mim. Tenho uma grande amiga de muitos anos que sempre diz que eu sou - Um corte na vidas de muitas pessoas. Algumas vezes bruto, violento e assustador, outras vezes sutil que as pessoas não sentem a dor do corte, ora agradecem, ora não percebem. Tenho dúvidas dessa afirmação mas enfim, esses anos tem sido bem duros, minhas relações pessoais foram estraçalhadas sem piedade, embora muitas vezes aconteceram por minha decisão. Antes não olhava para o passado mas recentemente tenho tido um pouco de tempo para olhar e refletir sobre…

    Sinto um grande fardo a carregar, muitas esperanças e muitas decepções das pessoas, nunca senti-me confortável com essa responsabilidade e este ano tenho sido cauteloso em aventuras mais profundas. Não que este ano tem sido ruim, pelo contrário, foi um ano bom, fiz muitas coisas bacanas que nunca imaginei realizar (como montanhismo, corrida de 4Km e tocar violão) mas esse ano foi um mais solitário, mais introspectivo, creio que o termo apropriado seja  mais reflexivo. Continuo sentindo o fardo destas decisões, porém aceitando melhor visto que as decisões estavam certas.

     Outro grande amigo de longa data, disse uma vez que muitas vezes mostro a ferida que ninguém quer olhar, a ferida que sangra lentamente e ninguém percebe, minhas palavras e ações apenas mostram o que as pessoas não querem ver. Ele diz: - "É como um ferimento de guerra, poucos olham para o ferimento com orgulho, você os fazem o olhar!". Talvez ele esteja certo mas tem algumas feridas que estão difíceis de olhar com orgulho, vejo-as como a vergonha, um fardo a carregar. Tomei algumas decisões difíceis  neste ano de 2007 que refletiram para o resto de minha insólita vida mas creio que algumas delas tornarão-me mais forte, mais sábio, mais paciente e condescendente. 

   A nova etapa está aberta, que venhos os próximos 10 anos. :D