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pessoal

Pedidos de um sysadmin: 2011

    Recebi isso de uma pessoa por email, achei interessante o suficente para tirar o blog da poeria:


 

Caro Senhor Noel,

    Todo ano é a mesma coisa, nessa época meu trabalho aumenta enquanto dos outros diminui. Que diabos eu fiz quando criança?

    A quantidade de SPAM para controlar aumenta sempre dezembro. Sofro para liberar  as madiltas apresentações em Power Point e todo mundo mandando emais gigantes (com imagens, videos e o escambal) de natal  que estouram a cota de email. É o patrão, chefe, amigos, família, fornecedores enviando e eu tenho que ser benevolente? Você acha fácil alterar regra de sistema antispam, cota, whitlist e etc? Puta Merda, 11 meses tentando educá-los no chicote e você destrói tudo em um mês!

    Poderia arrumar substituto para essa época? Estou obrigado a trabalhar de sobreaviso/plantão, sem contar as inúmeras migrações e mudança de sistemas que tenhos à fazer porque os "usuários" estão de férias. E as minhas, nunca mais no fim de ano?

    Ah, se não for demais, poderia fazer os desenvolvedores programarem direito? Se testarem seus código já ajuda, não tem uma versão que não tenha uma gambiarra ou uma nova versão urgente para corrigir um bug.

   Traga um pouco de luz aos  meus chefes e desenvolvedores, nem sempre a última versão quer dizer que irá funcionar ou corrigir todos os problemas. Eu sempre tenho que resolver alguma coisa que quebrou por causa da "última versão"

    Sei que é pedir demais, mas poderia fazer que o suporte ao usuário seja um pouco mais esperto? É sempre a mesma coisa, parecem roteadores de problemas. Nunca resolvem, só repassam e dizem que não está mais com eles o problema, – "Fale com o cara da rede"!

    Juro que é o último pedido! Pode arrumar uns sysadmin's iniciantes que não façam perguntas estúpidas, só precisam ler a droga do manual!

    Putz! Esqueci do café descente! O do trabalho tem sempre o gosto de café envelhecido, nem com açucar (Café bom é café sem açucar!) disfarça o gosto horrível.

P.S. Não esqueça da minha família. Plantão é parte do meu trabalho, não tenho nenhum prazer com ele e façam entender que não vou para farra (ah se pudesse!!!).

Obrigado.

A volta do Schumacher

   

   Muito tem-se falado sobre a frustração de que a volta de Schumacher à Fórmula-1 seria avassaladora. Essa semana a imprensa tem dito que a culpa é do chassi da equipe Mercedes, porém ela só tem reproduzido a versão de Ross Brawn.

   O que tem-se dito que o Schumacher gosta de pilotar com o carro saindo levemente de traseira nas curvas. Na verdade é que o Schumacher tem o estilo de pilotagem parecido com o kart, usando muito a técnica conhecida como Trail Braking. Essa técnica é muito usada em muitas categorias do esporte à motor mas kart é o que fica mais nítido o estilo.

   Explicar levaria um bocado de tempo, creio que o vídeo no link para verem na prática.

   É uma técnica que exige muito dos freios, pois eles são usados de maneira agressiva e a saída de curva (qdo. bem excutado) é muito boa. Ajuda muito as ultrapassagens e para voltas rápidas.

   Se Schumacher irá voltar ganhar corridas e campeonatos são difíceis de prever mas tem grande chance visto que ele já fez. Mas que as mudanças do carro a Mercedes, redistribuindo o peso irá facilitar o estilo de pilotagem do Schumacher, isso vai. :)

   Outro video ilustrativo está abaixo.

Novo episódio do NaVaranda: 005 – Eyjafjallajökull

    Salve, salve!!! Episódio novo no ar, 005 – Eyjafjallajökull.

 

    Depois de longos meses de descanso (ok, parece as férias do Jô Soares), voltamos a gravar o NaVaranda que teve a transmissão ao vivo pela internet.

    Para não enrolar muito, tem algumas novidades importantes para quem ouvir sobre os novos episódios. Fiquem com o episódio 005 que tem o nome estranho do vulcão da Islândia.

Doping mental

  

 

   O @andrelop fez um pergunta bem instigante para mim no formspring.me. Demorei um pouco para responder pois pensei que a resposta daria um post no blog. :)

   A pergunta:

Você acredita que, no futuro (caso sobrevivamos a 2012), teremos algum tipo de contrabando de substâncias que nos forneçam inspiração ? Inspiração será um "produto" raro, a medida que evoluímos para uma sociedade produtora de informação ?

    

    Inspiração sempre foi um produto raro. E desde que do início da civilização que conhecemos é usado algum tipo de droga. Tanto que o ópio foi motivo de duas guerras[1] que levaram seu nome: Primeira Guerra do Ópio (1839-1842) e Segunda Guerra do Ópio (1856-1860). 

    As primeiras sociedades asiáticas, conhecidas como primeiras formas de civilização organizada, já usavam drogas para auxiliá-los na meditação (budismo). Os egípcios, também, usaram no seu auge como civilização, assim como todas civilizações que tem registro de sua história.

    A inspiração é e será cada vez um produto mais raro e caro, Exemplo disso, é  a existência de diagnóstico de psicólogos/psiquiatras um aumento significativo de usuários de internet com dificuldade de concentração que exijam elaboração/criatividade/concentração. Desde resolução de problemas matemáticos, crítica de um texto ou simplesmente escrever um texto de 40 linhas.

     Um livro interessante que projeta esse cenário é Neuromancer. Aliás, é recomendável que leia a trilogia Sprawl (Neuromancer, Mona Lisa Overdrive e Count Zero).

    Um sintoma do problema da criatividade na época presente, é um artigo do Ladislav Bodnar do Distrowatch. Ele faz análise de um distribuição derivada do OpenBSD. O foco do artigo não exatamente sobre distribuições Linux e a quantidade de derivações sem nenhuma inovação, apenas modificações superficiais.

    Nas universidades, existem alguns alunos que usam drogas para melhorar a performance, melhorar a concentração e as notas nas avaliações. Isso é conhecido pelo mundo e no Brasil foi capa de uma edição da Superinteressante. 

    O futuro breve nosso, usaremos diversos tipo de drogas para melhorar a memória, concentração, síntese, inspiração, etc. Além de drogas químicas, teremos melhoramento genético do cérebro, implante de nanorobôs autônomos para a mesma finalidade. Neste mesmo futuro, quem não tiver acesso à esses diversos tipos de doping será excluído da sociedade, será considerado como um cidadão de segunda classe já que não conseguirá acompanhar o avanço tecnológico da Sociedade da Informação. Este processo já se iniciou nas diversas áreas da sociedade mas nenhuma delas ainda é tão nítida como os analfabetos digitais.

    Também neste futuro, a palavra doping não será mais vista como uma prática ruim. Teremos o doping cibernético, doping digital, doping químico, doping biológico, doping biomecânico, etc. Um exemplo de alguns desses dopings está em Johnny Mnemonic. Creio que quando tivermos essas coisas disponíveis para massa, a "Era" será chamada de Sociedade do Doping (ou um nome mais brando). 


     Provavelmente sobreviveremos à 2012, exceto se tiver algum problema com o núcleo da Terra, uma explosão do Sol ou colisão com um cometa. :)

Obama, ano I: mais 3 anos para um legado

    

 

   Já se passou um ano da gestão Obama. Nunca nos EUA um negro teve tanto poder e tanta esperança de mudar a nação mais influente do planeta como Barack Hussein Obama II. Ele que ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2009, "pelos extraordinários esforços para reforçar o papel da diplomacia internacional e a cooperação entre os povos", e os esforços de paz no Afeganistão.

    Todo o mundo saudou Obama quando assumiu o mandato como 44º Presidente dos EUA. Com grande aceitação do público internet (população local) e externo (restantes dos países do mundo).

    Desde que ele tornou-se presidente, fiquei-me perguntando como ele conseguiria mudar o governo americano, assumindo num período de recessão econômica por lá e o legado da gestão do George Walker Bush. O legislativo americano é mais encarniçado que o brasileiro, os lobbistas das grandes corporações são legalizados por lá e tem muita influência com deputados e senadores. Alguns analistas mais ácidos apontam que a administração anterior era o "Governo do Lobby", tamanha influência exerciam nas ações daquele governo.

     Para conseguir que sua principal bandeira no primeiro ano de gestão nos EUA fosse aprovada no Congresso, teve que revisar muitos de suas propostas da campanha eleitoral. Dentre as mais evidentes estão:

- O adiamento do fechamento da Prisão de Guantânamo. 

- A retirda das tropas das invasões guerras do Iraque e Afeganistão.

- As metas aquém do esperado do acordo climático de Conpenhagen.

      

   A expectativa eram enormes, porém os lobbistas do Congresso, a necessidade de seduzir deputados e senadores Republicanos  e manter a ordem nos Democratas para votar a reforma da saúde americana forçou que Obama tivesse um desempenho abaixo do esperado para as "grande ações globais" do líder da nação mais poderia ter.

   Ao assumir a presidência, Obama tinha um pouco mais de 60% de aprovação da população americana. Após um ano de mandato, Obama tem por volta de 50% de aprovação segundo os instituitos de pesquisa. Os motivos da queda de popularidade estão relacionados ao sentimento que Obama privilegiou os bancos e a indústria automotiva.

   Olhando para o passado, os presidentes americanos que tornaram-se importantes para história sempre conseguiram eleger um inimigo que a nação pudesse ser direcionada. Seja a Depressão, o Comunismo, os ditadores "pós-muro de Berlim" ou o terrorismo. Para Obama, ainda não encontrou este aglutinador, não tem um tem que seja unanimidade no momento para direcionar a atenção de todos, conseguir o apoio de parte dos Republicanos e da mídia.

   Talvez um novo 11 de setembro consiga gerar essa situação (espero não aconteça!) como foi a salvação da segunda administração dos Bush na Casa Branca.

   Pergunto-me qual será o grande legado que o presidente Barack Hussein Obama II deixará de sua administração, ele tem tudo para ser o grande presidente dos primeiros 50 anos do século XXI dos EUA ou o grande fracasso pois será o presidente americano que deixou que a China seja a nação líder do século XXI. 

    A visão de um inimigo que unifique toda a nação americana e sua zona de influência (Ocidente). Quem sabe talvez quando inventarem o Motor de Dobra e estivermos perto de um ataque Klingon. :D

 

Ferréz Entrevista Juca Kfouri

   Ferréz é um escritor que alguns consideram como maldito, ele da periferia (perifa para mais íntimos…) e  mora num bairro de mano da periferia paulistana,  mais precisamente no Jardim Angela.

   Ele tem um programa de entrevista chamado Interferência na TVCultura, o programa tem um canal no Vimeo. Vimeo para quem não conhece, é para mim, o melhor site/portal/outronomequalquer que tem na internet.

   Ferréz entrevistou muita gente bacana e conseguiu extrair um boa entrevista com Juca kFouri, falando de futebol sem a chatisse comum de programas futebolísticos.

   Fica a dia:

  

 

030 – Juca Kfouri – Extras from Interferência on Vimeo.

Meu amigo Bacana

    Muitos pessoas que conhecemos que temos bom apreço chamamos de Bacana, Cara Legal, Gente Fina, Chapa, Cara Massa, etc. Mas poucos tem a nobreza de ter o Bacana no nome e conheci no meu tempo de adolescente um grande cara que além de ser bacana (no adjetivo), tem o Bacana como sobrenome.

   Estive com ele poucas vezes, enumerar as vezes que o encontrei, caberia nas mãos mas o Bacana sempre me impressionou. Em poucas reuniões que estívemos juntos; Bacana sempre estava de pé, agitado, gesticulando muito e de fala rápida. Aquilo me impressionava demais, observava e não conseguia compreender por completo seu raciocínio. A verdade que não compreedia nem a metade de seu raciocínio.

   Passou um tempo e Bacana virou doutor. Não aquele Doutor Advogado, nem Doutor Médico, tão pouco o Doutor Técnico usado pelos jogadores de futebol como referência aos técnicos de time. Também não era o Doutor do ascensorista, usado quando alguém entra no elevador e ele diz: "Bom dia, Doutor!"
  
   Também não era o Doutor usado nos rincões do Brasil pelas pessoas ao referirem a Coronéis regionalistas. Doutor Bacana é doutor por mérito, passou sete anos na terra da Rainha Elizabeth II e voltou para o Brasil com Doutorado. Depois descubro que o Doutor Bacana é mais que um doutor, é PhD. E escrevendo essa pequena nota sobre o Bacana descubro que ele se especializou em Geoprocessamento (tenho vontade em especializar nessa área) e sua pequisa na Inglaterra tinha foco nas diferenças sociais na América Latina usando Geoprocessamento/Georeferenciamento.

   Bacana volta ao Brasil e segue a vida, não conheci sua esposa (ou minha porcaria de memória não lembra). Passa-se mais um tempo, Bacana tem a excelente notícia que será pai de Ricardinho.

   Porém, Bacana descobre que tem dois intrusos na sua mente brilhante, ele com o humor que lhe é peculiar, apelida os dois como Pink e Cérebro. Na sua luta, Bacana consegue eliminar o Pink e Cerébro mas bem um terceiro elemento interferir.

   A luta do querido Doutor Bacana está na fase mais dramática e torço para que ele continue sendo a pessoa que impressionou-me na juventude.
 
   Mesmo longe e sem poder contribuir muito em sua luta, fica esse pequeno registro em sua homenagem e espero que seja uma maneira de ajudá-lo. :)

Dicas-l, parte da minha infância no Software Livre

 Rubens Queiroz, responsável pelo Dicas-l pediu para eu escrever a respeito do Dicas-l para a palestra dele no FISL 10 sobre os 12 anos do Dicas-L. Respondi por email para ele, mas como gostei de escrever sobre o Dicas-l, segue com alguns acréscismos de conteúdo.

  Desculpe a demora mas como eu o vi de relance no FISL 10, fiquei com vergonha e não responder a sua solicitação, vim correndo para o meu computador escrever para ti.

  Primeiramente eu fiquei muito surpreso do seu pedido pois nesses anos todos de Software Livre eu sempre o tive como referência,
juntamente com o Eduardo Maçan.

   Fui pesquisar meus emails antigos para saber qual foi a primeira mensagem que recebi do Dicas-l, infelizmente não encontrei a mensagem. Mas algumas horas procurando em casa nas pilhas velhas de papéis e encontrei algumas mensagens do Dicas-l impressos por uma Rima XT 180. O papel de formulário contínuo, com linhas bi-colores (verde e branco), já amarelado e pouco legível tem escrito uma dica para usar o comando grep recursivamente.

   Lendo novamente, lembrei da dificuldade de conseguir conectar na internet discada com a incrível velocidade de 14kbps!!! Mas voltando a dita mensagem. Eu achava que a dica era algo de relacionado a  conseguir fazer a porta paralela
com impressoras matriciais funcionar. :)

   Fuçando mais um pouco na minhas coisas velhas, não é que encontro uma cópia do The Linux Manual do Eitch (Hugo Cisneiro), Foca Linux e o Br-Linux que era conhecido linux.trix.net. Uau!!!

   Também puxando a memória aqui, recordo que a URL do Dicas-L era http://dicas-l.unicamp.br. :)

   Todas essas lembraças me trazem a recordação do desespero que era compilar o kernel linux e a fustração de não conseguir sequer compilá-lo. Também recordo da dificuldade de conseguir fazer a impressora matricial de casa funcionar num Conectiva Marumbi atrás da porta paralela.

   Enfim, o Dicas-L definitivamente foi um parte importante e fundamental, digamos, da minha infância do Software Livre. E sem
dúvida da minha formação profissional.

 

Eu fui: FISL10

 

 

  O FISL é como uma festa religiosa, todo ano as pessoas fazem romaria para participar da festa. Para muitos de nós nerds/geeks o FISL é nossa festa santa, nossa Festa da Padroeira. :)

  O FISL 10 que acabou de acontecer foi especial pois é a comemoração de 10 anos de evento. Muita gente que deixou de vir, voltou a participar do FISL. Com um pouco mais de 8 mil pessoas, o evento contou com a ilustríssima presença do Presidente da República.  Não lembro se um presidente de um país fosse para um evento de Software Livre. :D

  Esse ano ajudei um pouco mais do que costumei, ajudei na avaliação das palestras  e apresentei uma palestra sobre o PostgreSQL 8.4, também ajudei  na coordenação do evento comunitário do PostgreSQL. É sempre bom reencontrar os amigos, conhecer pessoas e etc. Resumindo…

 

  Palestras

  As palestras estavam muito diversificadas, com palestras de excelente nível técnico à palestras mais filosóficas mas ainda sim muito interessante. Esse ano as palestras patrocinadas estavam marcadas com "P", facilitando que o participante do FISL identificadas como palestra de Patrocinadores, umas das grandes reclamações do ano passado foi atendida pela organização.

  Num universo de mais de 300 palestras, sempre tem as ruins, de pouca qualidade ou inexperiência do palestrante em apresentar. Esse ano foi diferente e isso faz parte do evento. Ter 100% de palestras excelentes é um desafio quase que impossível pela os diferentes interesses objetivos e interesse dos participantes. As poucas que vi, gostei.

  O Peter Sunde do Pirate Bay foi imperdível.  Richard Stallman, John Maddog Hall e Sérgio Amadeu fizeram suas apresentações tradicionalmente cheias e empolgantes.

  Para variar, eu sempre termino na última hora minha palestra, espero que as pessoas não tenham odiado demais.

 

  Infra-estrutura

   O problema com internet ainda continua sendo um problema para quem usou as diversas redes sem fio. Tinha tanta rede sem fio (criadas pelos participantes) lá que todos os canais de frequência estavam lotados, com muita interferência. Quem usou conexão 3G conseguiu usar internet melhor.

   Quem sabe no FISL 11 teremos uma rede MESH que resolverá esse tipo de problema? Voluntários?

   Esse ano foi mais organizado que o ano passado, as filas dos crachás foram pequenas comparado com os anos anteriores. Tinha boa sinalização das salas.Os estandes em maior quantidade e melhores, uma sala de imprensa e blogueiros. A impressão geral que esse ano estava mais organizado.

 

   Geral

    A relação do evento com instituições públicas e palestrantes internacionais ainda ficou um pouco a desejar. =/
    O evento acabar às 18 horas todos os dias (exceto sábado) não foi legal.
    Esse ano eu perdi a Festa de Lançamento do Lenny no estande do Debian, pensamos em aproveitar e comemorar junto o lançamento do PostgreSQl 8.4 mas não nos organizamos o suficiente (PostgreSQL Brasil), quem sabe o ano que vem. :)
    O César Cardoso quebrou sua missão de não assistir palestras e esse ano assistiu.
    Seria bom ano que vem ter uma mini-pgcon brasil dentro do FISL. :)
    Senti a falta do estande do Google e a presença da IBM e a Oracle estve com um estande
    Ah, ia deixar passar batido. Não participei mas pelo que vi o Festival de Cultura Livre foi bem bacana.
    Por fim, fazer o encerramento na área de estandes e comunidades foi bem legal. :D

Instrução Normativa 4 para TI do Governo Federal

    A Instrução Normativa No 4, expedido pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação regulamenta algumas coisas na área de TI (Informática) no Governo Federal. Nas Retinas já publicou um relato de algumas e gostaria de acrescentar outras.

    A minha impressão sobre o Normativa 4:

    De modo geral, a terceirização dos postos de trabalho na área de TI nos órgãos federais é grande, incluindo as áreas de planejamento estratégico, gerência, etc. A Terceirização tende a diminuir e os postos estratégicos de TI ficarão com os contratados (concurso/cargo de confiança) diretamente das instituições. Isso inclui a área da Segurança da Informação, seus gestores não podem ser terceirizados. Poderia argumentar com a terceirização da gestão, poderia-se ter uma gestão mais profissional mas infelizmente isso não aconteceu, como também nada garante que a gestão sob responsabilidade de um funcionário Concursado/Comissionado não crie uma ingerência já que as funções muito sucectíveis a mudanças devido a grande função política.

    Orienta a contratar sob demanda ou por entrega, recebeu o que foi especificado, paga o fornecedor. Também possibilita criar métricas e prazos para controle dos processos executados pelo fornecedor, permitindo gerir a qualidade do serviço prestado e multar (se for o caso). O Normativo cria um ambiente favorável a troca de conhecimento entre as instituições federais, principalmente na parte de implantações de sistemas. Caso exista uma solução de custo menor numa instiuição X e atenda os critérios estabelecidos pela instituição Y, a instituição Y não poderá contratar uma solução de custo maior sem uma justificativa sustentável. Isso obriga os gestores convergirem mais sobre as tecnologias usadas e obrigado os fornecedores a melhorar a qualidade das soluções ofertadas.

     O Normativo obriga o gestor torna-se mais "profisisonal", seguir as boas práticas de Gestão de TI e direciona o uso sustentável de Software Livre na esfera Federal. As instituições estaduais e municipais não tem obrigatoriedade de seguir o normativo mas ele é um bom termo de referência para qualquer Gestor Público/Privado de TI.

    Espero que o Normativo 4 seja um instrumento para melhor Gestão de TI, porque nessa terra chamada Brasília é incrível a ingerência na área.