Tempo
Tempo vem, tempo vai.
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.
Tempo vai, tempo vem.
Você controlar?
Seu Tempo? Em tempo? Ao Tempo?
Eu disse tempo?
Ah, mas pensei que fosse meu tempo.
Tempo igual a que mesmo?
Tempo sem demora, parte e nunca irá voltar.
Mas afinal, de quem é o tempo?
Hum, de ninguém seja, deixa pensar…
Portanto, não precisá se preocupar?
Porque tempo perdera
de saber o que errado está.
Tempo vem, tempo vai.(2x)
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.
Sim, um velho maluco já dissera.
E eu, hei de concordar.
Tempo?! Ah sim, Tempo!!!
Tempo é relativo, deveras concordar.
Cronos eu fosse, faria agora o tempo parar.
Por Agora? Uma certeza há de estar?
Claro, Roma Antiga poderia voltar,
ou este presente congelar,
ou quem sabe, num futuro próximo iremos parar.
Aquele velho de cabelo branco no seu tempo formular,
até com eclipse sua teoria provar.
Tempo, idéia que o mundo gosta de eternizar.
Maldito, então tenho perguntar
de ano em ano, velho irei ficar?
Sim, Cronos gosta de brincar
Com os velhos, Cronos gosta de brindar
Minha vida gosta de atrapalhar
E à todos ele irá derrotar
Oh não! Mais um ano a se passar
mais caduco sinto ficar.
Minha mente doente está de tanto pensar.
Que inferno, doença nada, Cronos quer aprontar.
Nem Deus, nem Cronos desejo me transformar.
Droga, nada além de me conformar.
velho sim, irei ficar.
Tempo vem, tempo vai.
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.
Pensando bem, que mal há?
Velho um dia irei estar
Bom, ao menos estarei para aposentar,
meus netos irão me visitar,
à eles, brinquedos irei montar,
viver feliz irei estar
pois, estarei além mar,
contente em ser velho e ainda amar
à todos sentado em minha sala de estar.
E aquele velho lobo-do-mar?
Físico maldito, Einstein ele chamar.
Com minha brincadeira ele acabar,
o tempo que eu ia controlar.
Lei da Relatividade restou para xingar,
porém certo este velho deve estar
um dia, meus parentes irão me enterrar.
Creio que errado estou em afirmar,
só o pó irá restar.
Nem está oportunidade de matar
acho que irei me suicidar.
Espere, se matar, não será uma estrela à brilhar
na noite, junto com luar.
Raios, preciso, o relógio adiantar.
Quem sabe ao menos parar
o tempo e assim não me enterrar.
Qualquer jeito, há sete palmos irei estar
portanto, não irei mais brigar,
não quero mais o sol, a lua e o universo estrelar
Tempo vem, tempo vai.(2x)
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.
Só resta essa vida amar,
os segundos passar
o tempo não quer parar,
um dia minha morte irá chegar.
Dona Morte vou enganar
viver tudo e nada, sei do que vou gostar
para um dias meu neto relembrar
o velho doido para o todo sempre iremos recordar.