Archive for the ‘poemas’ Category

Menina bonita

Sunday, April 2nd, 2006

Menina bonita
Menina simpática belas homenagens fizeste para este que vos escreve
Nem tão belo eu sou
como vossa bela beleza inquieto
estou em dizer que um amor apaixonado
desejo para esta bela senhora.

Outro poeminha bobo em homenagem a grande amiga tatiruira

Confuso, ilusão…

Sunday, April 2nd, 2006

Sinto uma confusão de sentidos difusos,
de sensações oblíquas.
Entenda que confundi em sentimentos e devaneios,
não pertube esse pobre insolente que nada tem além de uma alma perdida,
desaparecida, subtraída,
de nenhum além de ontem futuro incerto,
incerteza certa,
nada sei além de sermos bons e jovens de uma vida longa e plena.

Poeminha bobo em homenagem a tatiruira

Somos todos Nerds

Sunday, April 2nd, 2006

Nós nerds somos brincando de hackers,
brincando de deuses
mas nada além de brincar.
Nerd nós somos
há poetas e tolos,
brincam de tudo menos de nerds.
Nerdices, nerds, hackers
quem quer deixar de ser nerds
é o que somos.
Nerds é o que somos,
no final todos somos um pouco nerds.

Benze fio

Tuesday, March 14th, 2006

Benze fio, Benze fio

benze fio, benze fio.
Oxalá que Zebu quer amargar.
Brigadu pela oferta
mas tio zé não quer deixar o boi tatá passear
Pagu, Suru, Matu
água branca na terra preta
vermeia branca teu galo
sanguê de véio galo
podre véio homim
lado só, lado só
véio pobre homim
nada tem o véio
preto branco carniça
véia de tocar fora

benze fio, benze fio
Oxalá que Zebu quer amargar.
Brigadu pela oferta
mas tio zé não quer deixar o boi tatá passear
pescoço esticado, pescoço quebrado
aqui jaz uma franguinha
esticado, pelada das penas
pena do véio homim
rugas, rusgas de outro véio
matança do véio
guerras de véios
benze fio, benze fio
Oxalá que Zebu quer amargar.
Brigadu pela oferta
mas tio zé não quer deixar o boi tatá passear
gato preto, corre, corre
pega o preto gato atrás do véio
véio malaco de gato
foge feito lobohomim
secreto véio homim
lobo sangrento pega véio
véio acabado acabou bocado pelo lobo
lobo sangrento virou lobohomim
benze fio, benze fio
Oxalá que Zebu quer amargar.
Brigadu pela oferta
mas tio zé não quer deixar o boi tatá passear
lobohomim pega franguinhas e franguinhos
masca gatos e bitocas véios
lobohomim praga véia
benze fio, benze fio
Oxalá que Zebu quer amargar.
Brigadu pela oferta
mas tio zé não quer deixar o boi tatá passear

Experimente amar Stella

Tuesday, March 7th, 2006

Acabei de provar novamente uma cerveja danada de boa chamada Stella Artois, devo confessar que é melhor cerveja que tomei. De 1336 e belga, esta sendo produzida no Brasil pela Ambev em Jagaríuna, a Dona Stella é servida em um copo especialmente produzida para e servido junto. O copo tem o volume exato da garrafa. Quem experimentou, não resistiu aos amores de Stella Artois. Cuidado, vicia o corações, mentes, bolsos e fígados. =P

Perder sem lutar

Sunday, March 5th, 2006

Angústia de não poder amar,
de não poder sentir,
de não poder abraçar.
Angústia de não dizer,
não sussurrar,
não escrever.
Quanto a amo,
quanto minha paixão,
quanto minha alegria,
ao vê-la por duas vezes em minha vida.
Tristeza em não poder brigar,
não poder lutar,
nem ao menos estar perto de quem eu amo.
Amor, louco…
Sentidos alterados,
emoções mais intensas,
e a covardia de não dizer três palavras (Eu te amo),
pequeninas,
simples.
Dor de covarde,
dói menos dor de frustado,
dor de não lutar e perder,
sem ao menos uma batalha.
Muitas vezes amamos,
amores diferentes,
brutos, intensos, amigos,
malucos e incertos.

Tem um deles,
maior de todos,
superior à todos
que sentimos uma ou duas vezes,
muito triste estou,
pois é este arrebatador.
Amor que persiste em ficar
neste coração que pediu para não amar,
tão já ou num mais tardar.

A maior de todas as dores,
partir derrotado sem uma luta,
uma batalha, enfim uma guerra.
Restando o silêncio como amigo e carrasco,
este é o castigo de uma derrota sem luta
de amor avassalador e perdido.

Nenhum Engana Qualquer

Thursday, March 2nd, 2006

Nenhum Engana Qualquer

Rosas ao vento despedaçadas,
dilaceradas pela lâminas da tempestade,
ecos de sua dor extenuante,
pobres rosas não sabem
suas vidas acabaram antes mesmo da tempestade.
Aquele romeiro, de nome Zé Qualquer<br>
baixo, atarracado, cara bravo e de solitário<br>
Sócio de Zé Nenhum.

Sua esposa Maria Engana Trouxa pega o Zé Qualquer
e Zé Nenhum. Nenhum e nem Qualquer suspeitam
Engana é safa, de não levar desaforo nem tapa.
Dorme com Ninguém e com Qualquer alternadamente.
Suspeitam dela traficar amor,
bem sabe avô de Zé Qualquer:
"Ninguém é de ninguém, qualquer é qualque um!"

Velho safo esse, no primeiro olhar já pintou a obra:
Essa vai dar trabalho, coitado, é mesmo um qualquer!
Engana sempre tentou pintar os olhos do velho
pena, porque Engana, usou pouca tinta,
contentou-se com neto e com Qualquer.

Que noite aquela, Engana estava linda,
sedutora como aquela velha senhora
de muitos nomes, aqui chamam de Dona Valente.
Valente leva todos sem demora
um vacilo e foi se embora
só a carcaça resta aos parentes ou aos urubus

Ah, sim! Engana tentou enganar Valente!
Pobre moça, nesta noite teve coragem,
ou lerdeza nos pensantes,
levar Nenhum e Qualquer no baile?!!!
Valente aceitou o desafio.
Nenhum e Qualquer coçam seus couros.
Umas pontadas nas suas cabeças…

Engana foi no jardim encontrar Mão-Boba.
Zé Mão-Boba é galanteador,
todas suspiram ao seu passar,
Mão-Boba perdeu seu pistolão no poço,
agora dançou a última dança.
Qualquer e Nenhum atiram sem dó,
Valente carrega Mão-Boba e Engana para além…

Depois de Valente levar os dois
Qualquer e Nenhum prestam homenagens
A libertadora Valente com rosas do alto do vale
Valente chora de ver essa tristeza e vem chegando a tempestade
Rosas ao vento despedaçadas,
dilaceradas pela lâminas da tempestade,
ecos de sua dor extenuante,
pobres rosas não sabem
suas vidas acabaram antes mesmo da tempestade.

É, eu sei muito podre…

A Rosa Separada - Pablo Neruda

Sunday, January 15th, 2006

Um trecho do livro que sempre me lembra alguém/algo/alguma coisa.

Amor, amor, oh separada minha
por tantas vezes mar como neve e distância,
mínima e misteriosa, rodeada
de eternidade, agradeço
não só teu olhar de donzela,
tua brancura oculta, rosa secreta, mas
o esplendor moral de tuas estátuas,
a paz abandonada que me confiastes nas mãos:
oo dia detido em tua garganta.

Em espanhol…

“Amor, amor. oh separada mía
por tantasa veces mar como nieve y distancia,
mínima y misteriosa, rodeada
de eternidad, agradezco
no sólo tu mirada de doncella,
tu brancura escondida, rosa secreta, sino
el resplandor moral de tus estatuas,
la paz abandonada que impusiste en mis manos:
el día detenido en tu garganta.”

Nada

Wednesday, January 4th, 2006

Nada

Se a serenidade fosse a luz
e a loucura fosse as trevas.
Então, por que estamos no caos?
Por que somos nada?
Enfim, nada?
O que é o nada?
Senão um vazio, um obscuro,
Uma ausência?
Ausência de que?
Ausência do que?
Sinto o nada nas pessoas,
o vazio que estão em seus corpos e almas,
destino cruel elas terão.
Será um anúncio?
Será uma redenção?
Será um prenúncio?
Talvez um absoluto.
Senão, talvez ou quem sabes?
Sim! Sim…
Somos buracos negros,
escondemos quem somos,
fugimos do que somos,
omitimos nossa verdades.
Porque representamos o nada,
somos um vácuo de esperanças.
Malditas estrelas que brilhantes,
invejamos sua beleza.
O ímpeto de libertarem o universo
como gostaria de ser uma estrela,
brilhar imensamente num passado glorioso,
para existir uma luz neste presente destroso,
e ser a esperança de um futuro maravilhoso.

Tempo

Wednesday, January 4th, 2006

Tempo

Tempo vem, tempo vai.
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.

Tempo vai, tempo vem.
Você controlar?
Seu Tempo? Em tempo? Ao Tempo?
Eu disse tempo?

Ah, mas pensei que fosse meu tempo.
Tempo igual a que mesmo?
Tempo sem demora, parte e nunca irá voltar.
Mas afinal, de quem é o tempo?

Hum, de ninguém seja, deixa pensar…
Portanto, não precisá se preocupar?
Porque tempo perdera
de saber o que errado está.

Tempo vem, tempo vai.(2x)
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.

Sim, um velho maluco já dissera.
E eu, hei de concordar.
Tempo?! Ah sim, Tempo!!!
Tempo é relativo, deveras concordar.
Cronos eu fosse, faria agora o tempo parar.
Por Agora? Uma certeza há de estar?
Claro, Roma Antiga poderia voltar,
ou este presente congelar,
ou quem sabe, num futuro próximo iremos parar.

Aquele velho de cabelo branco no seu tempo formular,
até com eclipse sua teoria provar.
Tempo, idéia que o mundo gosta de eternizar.
Maldito, então tenho perguntar
de ano em ano, velho irei ficar?
Sim, Cronos gosta de brincar
Com os velhos, Cronos gosta de brindar
Minha vida gosta de atrapalhar
E à todos ele irá derrotar

Oh não! Mais um ano a se passar
mais caduco sinto ficar.
Minha mente doente está de tanto pensar.
Que inferno, doença nada, Cronos quer aprontar.
Nem Deus, nem Cronos desejo me transformar.
Droga, nada além de me conformar.
velho sim, irei ficar.

Tempo vem, tempo vai.
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.

Pensando bem, que mal há?
Velho um dia irei estar
Bom, ao menos estarei para aposentar,
meus netos irão me visitar,
à eles, brinquedos irei montar,
viver feliz irei estar
pois, estarei além mar,
contente em ser velho e ainda amar
à todos sentado em minha sala de estar.

E aquele velho lobo-do-mar?
Físico maldito, Einstein ele chamar.
Com minha brincadeira ele acabar,
o tempo que eu ia controlar.
Lei da Relatividade restou para xingar,
porém certo este velho deve estar
um dia, meus parentes irão me enterrar.
Creio que errado estou em afirmar,
só o pó irá restar.

Nem está oportunidade de matar
acho que irei me suicidar.
Espere, se matar, não será uma estrela à brilhar
na noite, junto com luar.
Raios, preciso, o relógio adiantar.
Quem sabe ao menos parar
o tempo e assim não me enterrar.
Qualquer jeito, há sete palmos irei estar
portanto, não irei mais brigar,
não quero mais o sol, a lua e o universo estrelar

Tempo vem, tempo vai.(2x)
Quem somos nós para controlá-lo?
O que será de nós quando perdemos?
Nada além, nada tem.

Só resta essa vida amar,
os segundos passar
o tempo não quer parar,
um dia minha morte irá chegar.
Dona Morte vou enganar
viver tudo e nada, sei do que vou gostar
para um dias meu neto relembrar
o velho doido para o todo sempre iremos recordar.