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virtualização

2º encontro do NoSQLBrasil e reflexões

 

    Tenho que agradecer o Alexandre Porcelli pela a oportunidade de participar com um lighting talk. O evento foi excelente, apresentações muito boas e técnicas (exceto a minha. :P ).

    Algumas palestras como da Microsoft e da Oracle fizeram-me refletir sobre algumas coisas do mercado de TI. Basicamente no mundo da Operação ou Sustentação:

 

- Big Data e Storages
   Com cada vez mais equipamentos conectados a Internet ou sistemas corporativos, está cada vez mais complexo gerenciar sistemas e infraestrutura. Tem-se informação demais e a necessidade de extrair tendências, relações, histórico, etc. Qualquer sistema a ser pensando (principalmente que envolva a internet) pode ter volume de transação ou acesso muito acima do que tinha-se planejado. 

    Os dados para armazenar, principalmente informação histórica ou legado crescerá exponencialmente. Storage do jeito tradicional, com a preocupação de Raid Group, Raid Type e etc. terá a importância menor. Pensarão em Provisionamento Dinâmico, Virtualização de Storages e robôs de Fitotecas.  

    Também ficará cada vez mais usado a "Tierização" ou seja, conforme o uso de um determinado dado tem acesso recorrente, o Storage automaticamente movimenta este de discos mais lentos para mais rápidos. 

    Nunca pensei em afirmar isso com grande convicção mas cada vez mais o uso de NFS (arquitetura Network Attach Storage) ou outro sistema de arquivo distribuído será cada vez maior pois conectar tantos equipamentos com "fibra ótica"  (SAN)  tem um custo operacional de crescimento do que uso de sistema de arquivo distribuído quando é necessário pensar em escalabilidade rapidamente.

    Só para deixar claro que transações OLTP ainda confio em Storages SAN mas confesso que a arquitetura Scale Out para armazenamento tem chamado minha atenção ultimamente, principalmente para uso de dado não estruturado como bancos de dados NoSQL, Áudio, Vïdeo, etc.

- NoSQL e Big Data

   Então, basicamente em qualquer sistema pode ocorrer o problema do sucesso além do esperado. Aí é cache, cache, cache onde puder ter para dar conta e ou abrir mão de alguma coisa de uma aplicação tradicional CRUD ou banco de dados relacional.

- Pradonização de produto não, processo:

  Isso é um pouco ainda difícil de aceitar mas é um fato. Se você é responsável por uma operação de infraestrutura ou serviço, perceberá que não adianta adotar um tipo de virtualização, um banco de dados, um tipo de sistema operacional, etc. Cada vez mais tem-se que encontrar soluções rápidas e adequadas para sustentar o negócio.

  O mais importante é o controle dos processo da operação de infraestrutura. Mesmo porque a operação não está, necessariamente na sede da empresa, está na nuvem.

- Virtualização é um commodite:

  Não sei se ambientes pequenos isso acontece/acontecerá mas em muitas situações tem hypevisor (Xen, KVM, VMware, Hyper-V, etc.) diferentes com ferramentas para gerenciar.  Felizmente existe algumas soluções interessantes para esse tipo de gerenciamento como Openebula e OpenStack.

-  Soluções poliglotas:

  Então fã de uma linguagem de programação, pode continuar encantado com ela mas a oferta é tanta de soluções que muitas delas estão desenvolvidas em uma linguagem diferente que você gosta. Terá que aprender como adequá-las para suas necessidades (Perl, Python, Ruby, Java, Scala, etc… ). Um aparte: Gostei muito do Elastic Search.

- DBA, é o fim

  Não é o fim do DBA mas tornara cada vez mais um nicho especifíco. Muito da responsabilidade do DBA com o Big Data está com o desenvolvedor ou arquiteto da aplicação. Principalmente com os bancos de dados NoSQL.

- Sysadmin/Sysops/Devops/FuckOps

  De certa maneira também o sysadmin tem suas funções alteradas, os conhecimentos de ferramentas de configuração (Chef, Puppet, Cfengine, etc…) e administração de servidores na "nuvem" é cada vez mais frequente. Ah, se você é um sysadmin que não tem caguete de programação é melhor rever seus conceitos senão também sua área de atuação ficará mais limitada.

- Enfim, ganhamos e não sabemos:

   Os grandes, aparentemente perderam o bonde da virtualização de servidores, estão brigando numa "camada" acima. A tal de Sky Computing, tanto que a Microsoft com o Azure, IBM com Smart Cloud, Oracle com a Public Cloud, Google com App Engine. E eu achando que Daas com PostgreSQL era o bacana. :)

 

Obs. Tá meio troll esse post. Se tiver afim de aprofundar algum assunto, comenta aí que depois comentou ou posto algo menos genérico. ;)

Continuação do podcast de virtualização

   Foi liberado a segunda parte do GDHCast (com minha participação) sobre virtualização, agora falando mais especificamente dos software de virtualização disponíveis (Xen, Vmware, Virtuabox, KVM, etc…). Se não ouviu a primeira parte, vale à pena antes de ouvir a segunda. :)

Eu no GDHcast

   Salve, salve. Depois de muito tempo eu consegui resolver meu problema com o alsa e gravar um podcast. O convite veio de Leandro Soares e Júlio César do GDHCast que convidaram para falar de virtualização.

   Foi bem bacana, ainda faltou bastante coisa para falar mas acho que ficou razoável. :)  

   O episódio é o 006. :)

Convertendo imagem de pendrive USB para disco no Virtualbox.

    Para testar a nota sobre syslinux, pendrive e instaladores usei um máquina virtual antes de ir testando em servidores reais. Estava usando o Virtualbox que está empacotado no repositório do Debian, um pequeno problema é que esta versão não tem suporte a dispositivos USB. Para contornar esse pequeno problema copiei o pendrive para uma imagem crua (raw) e convertir para um disco do Virtualbox. 

   Basicamente são dois comandos:

#dd if=/dev/sdb of=disco_pen.img
#vboxmanage convertfromraw -format VDI disco_pen.img disco_pen.vdi

 

   Agora é anexar numa máquina virtual do Virtuabox. :)

Xen e Grub2

   Já estou usando algum tempo o Grub2 como gerenciador de boot (arranque?), pelo menos para o meu uso em casa posso considerar estável apesar da maioria das distribuições ainda usarem o Grub 0.9.X. 

   Algum tempo atrás foi liberado o Xen 3.3 e como estava afim de testá-lo, tratei de baixar o código-fonte e instalar o Xen 3.3. Terminado a compilação e instalação, executo o update-grub (comando presente no Debian) para que configure automaticamente o Grub para reconhecer ao iniciar a máquina uma nova entrada para boot. Porém, o update-grub funciona muito bem com a versão 0.9.X do Grub e não com o Grub2. =/

   Se estiver usando os pacotes do Xen para o Debian também terá o mesmo problema, ao rodar o update-grub deverá ter uma nova entrada no grub.cfg como está:

menuentry "Debian GNU/Linux, linux 2.6.26-1-xen-amd64" {
    linux /vmlinuz-2.6.26-1-xen-amd64 root=UUID=4e8a887a-2fdc-41b7-ae45-eccc48d6718f ro
    initrd /initrd.img-2.6.26-1-xen-amd64
}

    Se fosse no Grub 0.9.X que estamos acostumados a trabalhar, trocaria as entrdas linux e initrd para modules e teria uma nova entrada com kernel:

title Debian GNU/Linux, linux 2.6.26-1-xen-amd64
  root (hd0,1)
  kernel /xen-3.3.0.gz noreboot
  module /vmlinuz-2.6.26-1-xen-amd64 root=/dev/sda1 ro console=tty0
  module /initrd.img-2.6.26-1-xen-amd64

      Porém no Grub2, temos que adicionar manualmente. O parâmetro correto para iniciar o Xen com Grub2 é multiboot, a entrada no grub.cfg ficará similar ao exemplo abaixo:

menuentry "Debian GNU/Linux, linux 2.6.26-1-xen-amd64" {
     multiboot /xen-3.3.0.gz noreboot
  module /vmlinuz-2.6.26-1-xen-amd64 root=UUID=4e8a887a-2fdc-41b7-ae45-eccc48d6718f ro
  module /initrd.img-2.6.26-1-xen-amd64
}

    :)

Últimos dias para envio de palestra ao FISL 9.0

  Escrevi essa mensagem para incentivar o pessoal do trabalho a enviar propostas de paletras para o FISL, gostei e estou postanto aqui também. :)  

  O FISL está entrando na nona edição está nos últimos dias para enviar propostas de palestra. É um evento único com a maior
concentração de nerds/hackers por metro quadrado da América Latina, tem por volta 5 mil pessoas que circulam durante o evento. Costumam-se organizar caravanas para ir ao evento que sempre foi realizado em Porto Alegre e esse ano será diferente, será em Porto Alegre e novamente na PUC que tem uma excelente infra-estrutura e mais perto do Centro de Porto Alegre.

    Além de participar existe um grande desafio de enviar proposta de palestra e apresentá-las, caso aprovado pelo Temário. Este ano irei novamente apresentar propostas de palestras e acredito que muitos que estão lendo este texto também tem plena capacidade de ser um dos palestrantes do evento. O público na palestra varia mas geralmente são pessoas com bom nível técnico e com algumas perguntas bem difíceis para os palestrantes pois as vezes o caso dele é maior do que qualquer coisa que já fez. Se isso deve ser encarado com o uma provocação?

    Não, encarado como um grande desafio de tentar passar parte do seu conhecimento para algumas centenas de pessoas. É um evento com grande troca intensa de conhecimento para as diversas áreas da Tecnologia da Informação como também conhecer muitas pessoas que só conversa por IRC, email, Jabber, etc.

    É um dos grande desafios que proponho-me todos anos, conseguir ter uma palestra aprovada e apresentá-la no evento. E todo ano o FISL está melhor e eu sinto-ma mais capaz para estar lá entre tantas pessoas ilustres da Comunidade de Software Livre/Código Aberto.

    Para o próximo FISL pretendo enviar palestras sobre Debian, PostgreSQL e XEN que são os projetos que contribuo de alguma
forma. E vocês? Pergunto a todos vocês que estão lendo este texto, – "E aí, o que estão esperando para enviar uma palestra?"
   
    Especialmente no Debian e PostgreSQL tenho para mim como um desafio maior já que as mensagens nas respectivas listas[6][7] conclamam ao envio de propostas.

    Espero vê-los todos no próximo FISL(9.0). ;)