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código aberto

Cidadão de Código Aberto

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    Desde uma conversar do meio do ano passado com o Fábio Petrillo sobre modo de desenvolvimento (produção), Software Livre/Código Aberto e o que como indivíduo para onde ir, tem modificado um pouco a forma de pensar sobre como a filosofia de Software Livre/Código Aberto é muito mais abragente que nosso dia a dia (tecnológico) nos faz pensar.

    O Creative Commons é uma demonstração de como a filosofia ou ideologia de Software Livre/Código Aberto abrange um pouco mais do que código, compiladores e servidores.

    A cerveja livre (freebeer) também uma outra evidência do Software Livre, mas digamos que ainda não é algo que altere significativamente o modo de produção coletivo, exceto pela embriaguez.. :P

    Estava assistindo algumas apresentações do TED sobre astronomia e abri uma apresentação despretenciosamente, era de um polonês radicado nos EUA de nome Marcin Jakubowski, falando sobre agricultura e Open Source Ecology (algo como Ecologia do Código Aberto). 

    Open Source Ecology? Que??? Como??? Onde???

 

    Pois é, depois do primeiro minuto assistindo o vídeo, reli com a atenção o título da palestra no TED (Open-sourced blueprints for civilization) e deu um estalo: Hã, Isso parece com Open Source Bridge!

    

    Jakubowski apresenta no TED a motivação de "abandonar" a área científica e virar fazendeiro com todas as dificuldades de trabalhar como um agricultor "tradicional". A dificuldade financeira o fez criar engenhosamente máquinas  e equipamentos para agricultura a custo muito mais baixo do que se comprasse no mercado. Ele compartilhou como criar as máquinas, os custos, etc…

  

    Para mim, ele é um Open Source Citzens! Provavelmente deve haver outros projetos e exemplos mais antigos mas o do Jakubowsku é primeiro (que leio) que altera a forma de produção (entenda-se produção não cultural, mas agrícula ou industrial) mais aberta e colaborativa. Paralelamente em Portland, EUA, acontece o Open Source Bridge que é "uma conferência para desenvolvedores que trabalham tecnologias de código aberto e pessoas interessadas em aprender o caminho do código aberto"

   No Brasil, Portal do Software Público é uma boa iniciativa mas é restrito ao mundo abstrato (TIC). Se existe iniciativas como Open Source Ecology ou Open Source Bridge no Brasil, confesso que desconheço ainda. Mas entendo que para existir iniciativas assim é preciso que os nerds/geeks trabalhem em outras áreas de conhecimento além do padrão (TIC), ou que as pessoas de outras áreas os provoquem e crie uma sinergia para um trabalho em uma completamente diferente e desafiador.

  Ah, estava esquecendo de um trabalho que aconteceu e acontece algum tempo: criação de cisternas em regiões de agricultura familiar. Se não estou enganado, a popularização de cisternas em regiões  de agricultura familiar (especialmente no nordeste) começou  como um projeto universitário. Isso seria o mais próximo de Open Source Citzens.

  Outro dia, postei sobre grupo de usuários e voluntariado, ser um Cidadão de Código Aberto é ter a motivação para compartilhar, fazer e colaborar em qualquer campo do conhecimento. Talvez para muito de nós, o domínio da tecnologia informacional já esteja completo ou não represente algum desafio, porém a ainda muito por fazer neste mundão.

  Se tiver mais alguns doidos, acho que é possível realizar um Open Source Bridge. Ou você que lê agora, pode se antecipar e começar a organizar. ;)

FISL11: O Fim

 

    O Fórum Internacional de Software Livre chegou na décima primeira edição. Com a mudança para o mês de julho e o ano 2010, digamos que literalmente (passamos) frio. Esse é um resumo de ideias que ruminaram.

     Essa edição ficou nítida algumas mudanças:


Rede sem fio (wirelles/wifi) funcionou
:

    Incrível, não? Mas aparentemente funcionou para quem precisou usar. Os hotspots da Procempa atenderam bem quem usou, também acrescenta que muita gente já tem um modem 3g para usar com laptop ou celular com acesso a internet.

Estandes:

     Esse ano não teve estande do Google e nem da Globo.com, esse ano foi a vez do Portal IG. Tinham algumas modelos com roupas inspiradas em Matrix, lógico que viraram a atração de todo evento.

Palestras:

     Foi a edição com o maior número de palestras, muita gente que nunca foi palestrante tiveram a oportunidade para falar. Isso é um dos pontos positivos da nova forma de avaliar palestras.
     O problema desse novo método é que um palestrante pode ter mais de uma palestra aprovada. Teve muita palestra fraca (não no sentido de palestra básica mas mal preparada), poderia adotar um dos critérios de avaliação dos anos anteriores que era: "um palestrante, uma palestra". Assim teria maior diversidade que já teve esse ano.
     Se tiver o vídeo no TV Software Livre, os cinco primeiro minutos de algumas palestras já mostram o quanto ruim eram. Em compensação, palestra muito boa do Igor Sysoev (NGINX).

Grupo de usuários:

    O espaço deles no evento foi menor esse ano que dos anos anteriores. A maioria dos grupos tem organizado eventos específicos que podem deixados os Grupos de Usuários com pouco fôlego para estarem no FISL. Os eventos comunitários aconteceram mas em pouco número.

A PUC:

    É um excelente espaço, principalmente para espantar o frio que estava em Porto Alegre.

Os palestrantes ídolos:

    Jon Maddog Hall tem muitos fãs, eu sou um deles. Mas ele circulou tranquilamente por todo evento sem que houvesse grande assédio. Não só ele mas muitos outros palestrantes.

Participantes:

     O perfil dos participantes está mudando. Tem diversas razões

- O Software Livre/Código Aberto de modo geral está bem mais aceito do que 10 ou 5 anos atrás. Hoje tem muitos que trabalham somente com tecnologias baseadas em SL/CA. Muitos dos profissionais do passado deixaram de ser técnicos e tornaram gerentes ou mudaram de profissão.

- Os novos participantes do FISL (generalizando) são fanboys de uma tecnologia que é SL/CA. Tanto que o carater ideológico dos anos anteriores não foi tão nítido nesta última edição. Isso também é refletido em outras formas, quantidade de computadores da Apple era bem destacado, sendo que as pessoas não se importam de usarem o Sistema Operacional proprietário da Apple.

    Ao questioná-los, em muitos casos o argumento é que o Hardware é melhor (além de te olharem atravessado durante todo evento), Porém se o critério é melhor por que não usam a Máquina Virtual do .NET que é melhor que as outras máquinas virtuais? Ou por que não usam uma linguagem proprietária que é melhor que alguma SL/CA.

    Creio que isso seja relfexo do debate sobre Código-Aberto (Eric Raymond) e Software Livre (Richard Stallman). A

Conclusão:

    O FISL mudou, difícil dizer para melhor ou pior, reflexo da mudança das diversas áreas das sociedades que tiveram penetrado as ideias de SL/CA. O FISL está mais diversificado, essa diversificação irá refletir no futuro na própria extinção do FISL. A pulverização de eventos relacionados a SL/CA só irá aumentar.

    O FISL como eu conheci ou como você conhece, daqui 5 anos será completamente diferente. Nem tão corporativo, nem tão técnico, nem tão ideológico, só diferente.

PS. Não comentei mas é sempre bom encontrar as pessoas envolvidas no PostgreSQL e no Debian.

Reflexão sobre Software Livre/Código Aberto no Brasil

Anauac Gil escreveu uma reflexão interessante sobre as Comunindades de Software Livre/Código Aberto no Brasil na lista de discussão do PSL-Brasil. Leitura recomendada.