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debian

OpenJDK e JNLP

   Com a nova política da Oracle para distribuição do Java Hotspot nas distribuições linux, forçou a remoção dos pacotes java dos mesmo. As “distros” que  mais tiveram “impacto” foram o Debian e o Ubuntu.  E se você ficou órfão  e não pode mais  usar o Internet Banking ou alguma aplicação JNLP, tem um jeito de resolver. :)

Resolvendo do jeito Debian-Way,  basta instalar (Estou usando a versão instável/SID e AMD64/64 bits) os pacotes icedtea-netxicedtea-pluginicedte6a-plugin.

Algumas coisas irão parar de funcionar, Internet Banking do Santander não funciona em nenhum browser, o Banco do Brasil funciona no iceweasel/firefox.

Se precisar alterar as configurações (proxy, certificados) pode executar o comando itweb-settings.

Java Web Start with Openjdk

Debian, Sysctl e postgresql

    Na maioria dos casos de uma instalação do PostgreSQL é modificado o sysctl para usar melhor (tuning) os recursos disponíveis num servidor. O Debian tem um diretório chamado /etc/sysctl.d para configurações personalizadas em pacotes específicos como o pacote do PostgreSQL.

    Para fazer a modificação (tuning) do sysctl no modo Debian (Debian-like), o arquivo para fazer modificação é /etc/sysctl.d/30-postgresql-shm.conf.

    Efetivar a modificação sem reiniciar o servidor, é:

sysctl -p /etc/sysctl.d/30-postgresql-shm.conf

Falando bobagens sobre Debian Squeeze

   No último FLISOL-DF 2010 falei umas bobagens sobre o Debian Squeeze. Se alguém quiser conferir e corrigir nos comentários, agradeço. :D

 

 

 

Grupo de usuário tem prazo de validade?

  

   Grupo de usuários de tecnologia, principalmente que são software livre/código aberto são bastante diversificados, pulverizados e voláteis. O Telles postou na lista que organiza o grupo de usuários brasileiro do PostgreSQL uma pequena provocação com o título "A comunidade brochou?".

    Ele assumiu como Big Kahuna a organização do Conferência PostgreSQL em 2011. (já disse que a ele que gosta muito de emoção. ;) )

    A grande questão em seu post é a motivação das pessoas no grupo de usuários. Para ajudar, eu postei umas bobagens como resposta, segue-a com uma ligeira adaptação:

  Que tal fazer algo menos penoso que as pessoas que são voluntárias se divertam?

  Fazer evento para o público grande, gerar repercussão, etc. é legal, mas fazer por voluntário e fazer exigindo a mesma qualidade de evento "corporativo" é transformar uma ação voluntária em uma ação desmotivante e tediosa.

  A questão principal em voluntários em qualquer projeto de software livre é o prazer em ser voluntário e a reconhecimento pelo que fez. Ao deixar um desses pontos de lado, principalmente o primeiro, a desmotivação em fazer é maior que a necessidade de acontecer.

voluntario1

  Particularmente, gosto de um item do Contrato Social do Debian:

"4- Nossas prioridades são nossos usuários e o software livre"

   Qual a prioridade (prazer como voluntário) de cada um com o PostgreSQL?

    Exemplos disso são meus pacotes no Debian e o patch que entrou no PostgreSQL, são atividades voluntárias que me satisfazem. Apesar de não ter mais tanto tempo, ainda faço alguma coisinha em projetos de Software Livre, isso é a minha maior motivação como um voluntário e entusiasta.

   No Catedral e Bazar  tem uma citação que reflete em como um voluntário de um projeto fica por período maior.

"18. Para resolver um problema interessante, comece achando um  problema que é interessante para você…"

   A grande questão é a motivação (algo interessante a dedicar-se) para fazer. Se não existir motivação pessoal e motivação/prioriodade/diretriz/etc… do grupo de usuário que guie as pessoas fazer ações voluntárias que sejam interessantes. Senão, serão atividades momentâneas do voluntário, dificilmente se repetirão.

voluntario2

   A ação prioritária deste grupo de usuários é realizar uma conferência todo anual?

   Uma analogia tosca é os multirões de doação de brinquedos no natal e no dia das crianças. A motivação é a entrega dos brinquedos, todo o restante (campanha p/ doar os brinquedos, triagem, etc).

   De um grupo de usuários pode ser qualquer coisa, como por exemplo, as festas de mapeamento de ruas e locais do pessoal do OpenStreetMap. O comprometimento do voluntário depende muito da motivação dele, pouco ou sem motivação não se tem ação para que mantenha a motivação de ser voluntário.

   No Catedral e Bazar analisa como o fluxo de mensagens de email na lista de discussão do fetchmail é ascendente até que a maior parte das funcionalidades que os usuários solicitaram foram contemplada. Depois, iníciou um declínio do fluxo de mensagens na lista de discussão pois as necessidades dos usuários interagirem com os desenvolvedores diminuiram e hoje em dia, poucas pessoas usam fetchmail (alguém que lê usa ainda?).

   Num passado não tão distante, existiam poucas alternativas de banco de dados com licenças abertas, hoje a concorrência é muito grande ao PostgreSQL. Desde os tradicionais MySQL, Firebird, SQLite aos em moda atualmente (NOSQL): Cassandra, Lucene, CouchDB, MongoDB e etc. O aumento de opção  de banco de dados não é ruim, é bom a diversificação de opções porém gera um reflexo aparente (não mensurei) de interesse menor ao PostgreSQL. Menos interessados,  menos voluntários, menos participantes nas listas, etc.

   Talvez devesse haver uma adaptação da visão do grupo de usuários ao cenário de banco de dados atual? Na minha opinião, sim! :)

   Bom, depois do monte de bobagem escrita acima tenho que ao menos propor algo. Uma idéia simples é reunir mensalmente em cada cidade que tem usuários de PostgreSQL num evento informal para trocar idéia, bater papo. Atividade de pouca complexidade para organizar que a maioria gosta de fazer e que pode render alguns pgday's ou voluntários para a Conferência PostgreSQL 2011. :)

  

Por que Perl?

   

    O Breno publicou um excelene texto sobre Perl no São Paulo Perl Monges. Mesmo você que odeia Perl, leia desarmardo. ;)

 

 

ONG BrOffice: O que está acontecendo?

  

   Alguns dias atrás, o filhocf postou uma Carta Pública no Br-Linux e em seu blog. A discussão aberta está acontecendo na lista da Revista do BrOffice que ajuda entender um pouco.

   Aparentemente, existe duas visões dos objetivos  da ONG do BrOffice, a que está no estatuto e uma outra inversa que transformou a ONG em uma empresa privada.

   Na última Conferência Brasileira de PostgreSQL, fui um principais incentivadores que o grupo de usuários PostgreSQL Brasil participasse da ONG, pois avaliava que teria uma relação transparente com o PGBR, sendo o suporte legal (juridíco). Infelizmente, estava errado!

   Os mais antigos que trabalham e/ou gostam de Software Livre irão lembrar de várias iniciativas de fomento de Software Livre/Código Aberto que, na maioria, não duraram muito no Brasil (lembram da OTUN?). Puxando a memória, lembro-me de duas iniciativas de relativo sucesso: Portal do Software Público e a ONG BrOffice. 

   O Portal do Software Público é uma iniciativa do Governo Federal e a ONG BrOffice (é) era a única da sociedade cívil que teve um período mais longo de existência. Com a disputa da ONG, fez-me refletir se o Brassil está preparado para iniciativas como a Open Source Initiative ou Linux Foundation. Por enquanto a resposta é não.

   Em tempos de Wikileaks e transparência pública, a pior coisa que poderia acontecer para ONG BrOffice e os grupos de usuários que a apoiam é dela não ser transparente com os mesmos e a sociedade.  A consequência natural será dos grupos de usuários afastarem-se e deixarem de apoiá-la, levando-a paulatinamente ao ostracismo e como referência negativa para iniciativas de fomento de Software Livre pela sociedade cívil (espero que ainda possam reverter!).

 

OBS. Ah, estava esquecendo da Associação de Software Livre que é responsável pela organização do Fórum Internacional de Software Livre que está firme e forte por mais de dez anos! :)  

Debian Squeeze lançado!!!

 

   A cada versão  lançada do Debian mostra que um projeto Software Livre feito em maior parte de voluntários pode ter sucesso. Provavelmente é o maior projeto de software livre do planeta. Agora é a vez do Squeeze.

   Essa nova versão além do tradicional aumento de plataformas de hardware suportadas, tem um novo kernel que é o FreeBSD. :)

   Tem mais novidades como o repositório backports sendo suportado oficialmente pelo Debian e também um novo site, as outras novidades podem ser lidas na nota de lançamento.

    Agora é tomar vergonha e voltar contribuir efetivamente p/ o lançamento do Wheezy (o pinguim do Toy Story) 

Festa de lançamento do Debian: Squeeze

    Dizer quer irá fazer uma festa parece que será algo grandioso, fim de semana todo e tomando todas. Mas o caso aqui é um pouco diferente.

    Debian, meu sistema operacional favorito, meu projeto de Software Livre favorito está para lançar a nova versão estável: A Squeeze! Lembrando que o Debian batiza suas versões com os personagens do Toy Story.

     A festa de lançamento será realizada em todo mundo, em Brasília será feita no Armazén do Brás no dia 05 de Fevereiro à partir das 16 horas. Esteja com uma camisa do Debian. ;)

      A festa, neste caso, é uma reunião de confraternização. Caso queira levar o laptop, dinheiro para pagar sua conta ou levar a fingerprint GPG para assinar a chave, vou estar com a minha lá também (não esqueça de levar dois documentos com foto). Podemos dizer que também será uma mini-festa de assinatura de chaves GPG.

     Confesso, tenho feito pouco p/ o Debian, já ajudei bem mais. Mas é bom motivo para recomeçar e cumprir minha promessa ao Otavio

     Até lá.

PS. Se for com um laptop com um Sistema Operacional não Debian, terei o prazer em expulsar ou quebrar na marreta. <sacarmo> :P

Thunderbird 3 e performance

    Alguns meses atrás resolvi testar o Thunderbird que estava saindo a versão 3.0 p/ manter as várias contas de emails que tenho. Em princípio, as funcionalidades básicas dele atendem muito bem. Está rápido, não quebra com caixas postais grandes com IMAP, até a integração com o Zimbra funcionando bem.

    Para usuário acostumado com Thunderbird (no Debian é Icedove) é rotineiro fazer a tarefa dentro dele de "Condensar pastas" mas minha surpresa é que a versão 3.0 usa SQLite para indexar e pesquisar as mensagens. Ele usa o SQLite para outras coisas como controle de cookies, permissões, etc.  

    Após realizar com frequência minha tarefa como usuário de "Condensar pastas",  alguns arquivos SQLite do Thunderbir continuam demasiadamente grandes (500MB o global-messages-db.sqlite).

   Tem vários site/blogs na internet que mostram como compactar os arquivos SQLite com o comando VACUUM, mas como existem muitas aplicações baseadas no motor (Gecko) do Firefox e Thunderbird, terá que montar um script que pode usar frequentemente semanalmente.

                                                                                             
$for i in $(find -name "*.sqlite" -print); do echo $i &&  echo "VACUUM;" | sqlite3 $i; done

   
                                                                                                                                                                                                                      
    Isso só funciona em Linux, no windows não tenho a menor idéias de como fazer.

    Claro que isso só funciona se as aplicações baseadas no Gecko estiverem fechadas. :P

    Um incômodo recorrente é que as vezes a base de pesquisa do Thunderbird não está sincronizado com as mensagens armazenadas. Algumas vezes o pesquisa retorna o texto de uma mensagem que não está mais lá. Acredito que seja ajuste fino para uma próxima versão ou para quem se aventurar no "about:config".

 

FISL11: O Fim

 

    O Fórum Internacional de Software Livre chegou na décima primeira edição. Com a mudança para o mês de julho e o ano 2010, digamos que literalmente (passamos) frio. Esse é um resumo de ideias que ruminaram.

     Essa edição ficou nítida algumas mudanças:


Rede sem fio (wirelles/wifi) funcionou
:

    Incrível, não? Mas aparentemente funcionou para quem precisou usar. Os hotspots da Procempa atenderam bem quem usou, também acrescenta que muita gente já tem um modem 3g para usar com laptop ou celular com acesso a internet.

Estandes:

     Esse ano não teve estande do Google e nem da Globo.com, esse ano foi a vez do Portal IG. Tinham algumas modelos com roupas inspiradas em Matrix, lógico que viraram a atração de todo evento.

Palestras:

     Foi a edição com o maior número de palestras, muita gente que nunca foi palestrante tiveram a oportunidade para falar. Isso é um dos pontos positivos da nova forma de avaliar palestras.
     O problema desse novo método é que um palestrante pode ter mais de uma palestra aprovada. Teve muita palestra fraca (não no sentido de palestra básica mas mal preparada), poderia adotar um dos critérios de avaliação dos anos anteriores que era: "um palestrante, uma palestra". Assim teria maior diversidade que já teve esse ano.
     Se tiver o vídeo no TV Software Livre, os cinco primeiro minutos de algumas palestras já mostram o quanto ruim eram. Em compensação, palestra muito boa do Igor Sysoev (NGINX).

Grupo de usuários:

    O espaço deles no evento foi menor esse ano que dos anos anteriores. A maioria dos grupos tem organizado eventos específicos que podem deixados os Grupos de Usuários com pouco fôlego para estarem no FISL. Os eventos comunitários aconteceram mas em pouco número.

A PUC:

    É um excelente espaço, principalmente para espantar o frio que estava em Porto Alegre.

Os palestrantes ídolos:

    Jon Maddog Hall tem muitos fãs, eu sou um deles. Mas ele circulou tranquilamente por todo evento sem que houvesse grande assédio. Não só ele mas muitos outros palestrantes.

Participantes:

     O perfil dos participantes está mudando. Tem diversas razões

- O Software Livre/Código Aberto de modo geral está bem mais aceito do que 10 ou 5 anos atrás. Hoje tem muitos que trabalham somente com tecnologias baseadas em SL/CA. Muitos dos profissionais do passado deixaram de ser técnicos e tornaram gerentes ou mudaram de profissão.

- Os novos participantes do FISL (generalizando) são fanboys de uma tecnologia que é SL/CA. Tanto que o carater ideológico dos anos anteriores não foi tão nítido nesta última edição. Isso também é refletido em outras formas, quantidade de computadores da Apple era bem destacado, sendo que as pessoas não se importam de usarem o Sistema Operacional proprietário da Apple.

    Ao questioná-los, em muitos casos o argumento é que o Hardware é melhor (além de te olharem atravessado durante todo evento), Porém se o critério é melhor por que não usam a Máquina Virtual do .NET que é melhor que as outras máquinas virtuais? Ou por que não usam uma linguagem proprietária que é melhor que alguma SL/CA.

    Creio que isso seja relfexo do debate sobre Código-Aberto (Eric Raymond) e Software Livre (Richard Stallman). A

Conclusão:

    O FISL mudou, difícil dizer para melhor ou pior, reflexo da mudança das diversas áreas das sociedades que tiveram penetrado as ideias de SL/CA. O FISL está mais diversificado, essa diversificação irá refletir no futuro na própria extinção do FISL. A pulverização de eventos relacionados a SL/CA só irá aumentar.

    O FISL como eu conheci ou como você conhece, daqui 5 anos será completamente diferente. Nem tão corporativo, nem tão técnico, nem tão ideológico, só diferente.

PS. Não comentei mas é sempre bom encontrar as pessoas envolvidas no PostgreSQL e no Debian.