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Resenha: O filme “Ensaio sobre a Cegueira”

Sunday, September 14th, 2008

    

 

   O filme Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness) de direção de Fernando Meirelles com a Julianne Moore como atriz principal e participações de Danny Glover e Gael García Bernal. Aliás, Bernal está excelente como vilão.

     A Crítica fez comentários detonando o filme mas para nós mortais que não entendemos nada de cinema, o filme é bom. Principalmente para que não o livro (de José Saramago) homônimo. O filme ambientado em São Paulo é deslumbrante para um paulistano porque fica-se perguntando: Como é que conseguiram fazer isso na Rua Augusta, Marginal Pinheiros, Catedral da Sé?

    O filme é angustiante pois os cortes são um pouco diferente do tradicional do cinema americano, usando um sintoma da doença que atinge toda a população de uma nação sem nome. Como assim sem nome? A abordagem do país é adaptável a qualquer país industrializado, pois o país onde acontece as cenas extenas não é reconhecível e nem citado, a menos que conheça São Paulo bem para indentificar os locais.

    Voltando aos cortes e a cegueira, ela é branca, diferente da que imagimos que é a cegueira é escura. Os cortes são feitos ao contrário que acostumamos de que a tela vai escurencedo e tem o corte para outra cena, eles acontecem com a tela enbranquecendo/clareando com um trilha bem incidental que ajuda a mentar o clima de suspense do que irá acontecer em seguida. Na quarentena que mais parece um campo de concentração, as pessoas que antes enxergavam agora tem que adaptar-se a nova condição, ver o mundo com outros sentidos.

   Julianne Moore como atriz principal está sensacional como esposa do médico (Mark Ruffalo), a única que não se contagia com a cegueira, vai para quarentena fingindo estar cega. Julianne na quarentena é que não tem a visão afetada pela doença,  ela vê o caos que o lugar fica depois de estar super-populado, os problemas de limpeza, escassez de comida, etc.

   A cena da Catedral da Sé também está bem interessante, com o padre rezando e possivelmente explicando os motivos da cegueira, com as imagens santas todas vendadas e a Julianne entrando na Catedral…

    Vou parar por aqui pois o filme rende muita conversa de bar, ele tem muitos bons momentos, os conflitos na quarentena por comida, poder e sexo são excelentes. Mas acho que o Fernando Meirelles pegou um pouco pesado na parte que o Rei do Ala 3 resolve negociar a comida por outra coisa…

    Chega de contar o filme, ele é bom, recomendo. Não é o que estamos acostumados assisitr vindo de Holywood, tem um desenvolvimento diferente do enredo padrão que acostumamos, por isso o filme já é bom. Também para quem conhece São Paulo, recomendo assistir e para quem quer conhecer o livro de José Saramago é um excelente aperitivo.