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linux

Android é o novo DOS/Windows…

    Calma, calma…

    Tenho comentado que o Android é o novo DOS/Windows dos anos 10 (201X). A comparação é com os anos 80/90 do século passado, quando o existia algumas "versões" do DOS.

    Algumas coincidências:

- Versões modificadas:

   O Android tem versões levemente modificadas pelas operadoras de telefonia e/ou fabricantes de celular.  Um ecossistema com tantas versões modificadas força um trabalho extra para um desenvolvedor da aplicação para adequá-la.  Ainda existe celular novo com a versão 2.0 enquanto o upstream está na 2.3.4/5.

  O Windows tinha versões para idiomas diferentes. Se tentasse copiar uma "DLL" de um Windows para outro que tinha idioma diferente, sem dúvida que iria piorar a situação e corromper outra coisa.

-  Um montão de hardware diferente

   O Android funciona em celular "popular" à tablets. Lembra um pouco a arquitetura "PC" com sua grande ou enorme modificações.

- Versões inacabadas:

   Quem usou a 3.0 do Android comenta que está imatura ainda, lembra uma certa versão na transição do DOS/Windows para XP.

- Vulnerável:

   Este post do Meio-Bit mostra algumas estatísticas de que o Android é mais vulnerável que outras plataformas para celular. Por muitos anos, qual foi/é a plataforma desktop com maior número de vulnerabilidade  conhecidas? :X

   Ok, ainda é bizarro para mim ter um antivírus (Endpoint ou qualquer outro nome buzzword…) p/ celular Linux.  A sensação que de que a tecnologia tem ciclos cíclicos (Isso existe?) parece mais em voga do que nunca, vide o NoSQL (slomesquita que diz: "Eu programava NoSQL(Mumps) quando vcs usavam fraldas…").

 

 

Obs: Claro que uma comparação rasa e se aprofundar as diferenças mostrarão que as comparações acima são minimamente tolas ou infantis. Alguns mais experientes fazem uma analogia parecida da Nuvem com os Mainframes (Amazon AWS e Mainframes cobram por processamento…). :P

Obs. 2:  Só para registrar, uso Android mas ficaria feliz com um Freerunner.

Obs. 3: Esta nota merece trollagem. :P

Syslinux e múltiplas distribuições no pendrive USB

    Depois de alguns meses do Ulisses (thebug) Castro me atormentar para publicar, segue um documento rápido para quem trabalha com muitas instalações de linux em ambiente corporativo.

    A instalação de distribuição linux usando CD ou DVD é um processo relativamente rápido hoje. Se estiver fazendo a instalação em poucos computadores é uma tarefa também tranquilo mas se estiver com um volume grande de instalação e sua infra-estrutura de rede não estiver preparada para instalação em massa de algumas centenas de servidores o processo de instalação será manual e tedioso.  Para alguns é um bem tedioso fazer esse tipo de operação. :P

   Uma das partes que realmente incomoda (ao menos para mim) é ter que carregar algumas mídias de CD/DVD com alguns sabores de distribuições Linux, então perguntando se era possível ter um pendrive USB (USB flashdrive) que tivesse esses instaladores.

    No vasto oceano de informações (internet) tem um excelente documento escrito por David Heller sobre instalação de Red Hat em USB flashdrive. Porém é possível usar esse documento para qualquer outra distribuição, e o programa chave para conseguir realizar a tarefa é o famoso Syslinux.

    No caso desta nota, foi preparado para duas distribuições: Debian e Red Hat (provavelmente funcionará no CentOS e Fedora) com seus respectivos instaladores. Presumindo que já tenha instalado o syslinux via pacote iremos e tenha um pendrive disponível para uso. Faça backup de seus dados, sem garantias de integridade de seus dados. ;)
 

    Supondo que o pendrive é reconhecido por seu linux como "/dev/sdb" e a partição dele é reconhecida como "/dev/sdb1". Segue:

1 – A imagem mbr está localizada em "/usr/lib/syslinux/" e usaremos o dd para copiar a imagem mbr para o pendrive.

#dd if=/usr/lib/syslinux/mbr.bin of=/dev/sdb


2 – Após copiar o imagem mbr, copie o syslinux para o pendrive na partição do mesmo.

#syslinux /dev/sdb1

 

3 – Montar o pendrive em "/mnt/pendrive".

#mount /dev/sdb1 /mnt/pendrive

 

4 – Copiar o menu.c32, localizado em "/usr/lib/syslinux" para o pendrive.

#cp /usr/lib/syslinux/menu.c32 /mnt/pendrive

 

5 – Criar os diretórios para os instaladores do Debian e Red Hat.

#mkdir /mnt/pendrive/debian64
#mkdir /mnt/pendrive/rh64

 

6 – Baixe o instalador do Debian para pendrive. Para esta nota, foi usado a versão do Lenny AMD64bits, também foi testado com o Lenny i386, Etch AMD64 e I386.

#wget http://ftp.debian.org/debian/dists/lenny/main/installer-amd64/current/images/hd-media/boot.img.gz

 

7 – Descompactar a imagem do instalador Debian.

#gunzip boot.img.gz

 

8 – Anexar (falta de nome mais apropriado) num dispositivo loopback para ver o conteúdo da imagem.

#losetup /dev/loop0 boot.img

 

9 – Mountar o dispositivo loopback com a imagem do instalador Debian.

#mkdir /mnt/temp
#mount -o loop /dev/loop0 /mnt/temp

 

10 – Copiar o kernel e a imagem initrd do Debian.

#cp /mnt/temp/linux /mnt/pendrive/debian64
#cp /mnt/temp/initrd.gz /mnt/pendrive/debian64

 

11 – Desmontar o ponto de montagem /mnt/temp.

#umount /mnt/temp

 

12 – Liberar o dispositivo loopback usado para imagem Debian.

#losetup -d /dev/loop0

 

    No caso do Red Hat, será suposto para essa nota que já tenha a imagem do mesmo. Os procedimentos funcionaram para a série 4.X e 5.X do Red Hat Enterprise. 

13 – Mountar a imagem de instalação do Red Hat, no caso aqui, usamos uma imagem de DVD.

#mount -o loop rhel-5.2-server-x86_64-dvd.iso /mnt/temp

 

14 – Copiar o kernel Red Hat e o initrd para o diretório "/mnt/pendrive/rh64"

#cp /mnt/temp/isolinux/vmlinuz /mnt/pendrive/rh64
#cp /mnt/temp/isolinux/initrd.gz /mnt/pendrive/rh64

 

15 – Demontar a imagem do DVD Red Hat.

#umount /mnt/temp

 

16 – Para ter um menu com opções ao iniciar um servidor/computador com o pendrive com syslinux, precisará ter um menu com as opções de boot. O syslinux buscará o arquivo syslinux.cfg, usando o seu editor favorito, seguindo essa nota, ficará como abaixo:

#vi /mnt/pendrive/syslinux.cfg
DEFAULT menu.c32
 
MENU TITLE Instalação Automatizada por pendrive
 
LABEL Debian Lenny
    MENU LABEL Debian Lenny  AMD 64 bits
    KERNEL debian64/linux
    APPEND linux initrd=debian64/initrd.gz priority=low vga=normal quiet –
 
LABEL Red Hat 5 Update 2 AMD64
    MENU LABEL Red Hat 5 Update 2 AMD 64
    KERNEL rh64/vmlinuz
    APPEND linux load_ramdisk=1 initrd=rh64/initrd.img

 

    O "MENU TITLE" pode escrever o que for mais conveniente. O "MENU LABEL" é o descritivo de opção que aparecerá no momento do boot. O APPEND são as opções para iniciar de cada instalação, no caso do Debian está configurado para o debconf fazer todas as perguntas da instalação. Pode mudar para o padrão das imagens de CD/DVD que é o médio alterando de "priority=low" para "priority=medium". Também é possível automatizar a instalação do Debian e Redhat usando os recursos de Seed (Debian) ou  o Kickstart (Red Hat) mas isso ficar para outra nota.
 

17 – Por fim, copiar as imagens de instalação (Debian e Red Hat) para "/mnt/pendrive". Lembre-se que o tamanho do pendrive pode limitar a quantidade de imagens que pode usar ao mesmo tempo, como uso um pendrive de 4GB, foi copiado a instalação do Debian Lenny via Rede (netinstall) e o DVD completo da instalação do Red Hat 5.2.

#cp debian-testing-amd64-netinst.iso /mnt/pendrive
#cp rhel-5.2-server-x86_64-dvd.iso /mnt/pendrive

 

18 –  O fim com uma imagem de um exemplo de um pendrive preparado para múltiplos instaladores Linux. Outras distribuições Linux também permitem este tipo de instalação, teste aí e avise. :)

 

Servidor Linux sobrecarregado?

   Você acha que já viu um servidor sobrecarregado? Nada supera um programador idiota…

 

PG Conference Brasil 2007

Todo evento que participo sempre acontece coisas estranhas/divertivas e como não poderia deixar de acontecer o PGCon-BR também foi assim. A começar pela grade que a organização deixou minha palestra para o fim do evento logo após a do Euler Taveira e no mesmo dia do Leandro Dutra, confesso que estive apreensível em falar, ainda mais depois de assistir palestras muito boas e com uma interação incrível entre a platéia e os palestrantes. O nível técnico das perguntas da platéia deixou-me perplexo pois era muito qualificado, muito difícil ir no evento com esse perfil de público, talvez o FISL no Brasil…

No dia anterior do evento meu vôo estava marcardo para sair de Brasília às 20 horas, para variar chego no aeroporto alguns minutos antes de fechar o check-in. Corro até o portão de embaque para entrar no avião na última chamada do vôo, momento em que a atendente da companhia área anúncia o fim do embarque chamando gentilmente as pessoas pelo nome para embarcarem. Claro, como não poderia deixar de acontecer, minha poltrona está na última fileira e no meio, ao sentar lembrei que esta fileira as poltronas não reclinam e as pessoas do corredor e janela eram, digamos, desproporcionais ao espaço das suas respectivas poltronas. Inúmeras tentativas de cochilar no avião frustadas devido a turbulência e aos meus amigos de fileria, chovia muito e o avião ficou sobrevooando por alguns minutos Campinas até receber autorização para pousar em Congonhas (medo…). Autorizado o pouso em Congonhas e vamos nós chacoalhando com excelente visibilidade, olhava para fora do avião e não consegui enxergar a asa, sim neste momento já tinha perdido completamente a noção de tempo e espaço e alguma sanidade. Ao pousar o alívio de estar em terra firme, ao sair do desembarque fico sabendo que o meu vôo foi o último a pousar em Congonhas e o aeroporto estava sendo fechado para pouso e decolagem. Alívio duplo, pego um taxi para tomar umas cervejas com o telles e o Euler.

Ao acordar no dia seguinte, no primeiro dia do evento, o feliz aqui lembra que era rodízio do meu carro em São Paulo e não poderia chegar na PGCon-BR cedo, vou de carona com o telles. Um pouco de chuva, o trânsito completamente parado, nós atrasados, sem alternativas para escapar do congestionamento decidimos que o Euler e o telles seguem de Metrô e eu levo o carro. Os dois saem em disparado para o Metrô Conceição e eu sigo no trânsito até que o carro morreu. Sim, morreu por falta de gasolina na frente do guarda e numa avenida pouco movimentada (Avenida Moreira Guimarães). Converso com o guarda tentando contar a verdade, imaginem a cena – "Senhor, parece piada mas eu peguei o carro porque o dono teve que sair as pressas, bla, bla, bla…" – . O guarda sensibilizado ajudou empurrar o carro alguns metros até o posto de gasolina. Ufa…

Chego no evento no minutos finais da palestra sobre as novidades do PostgreSQL 8.3 que está para ser lançado dentre algumas semanas. Assisto algumas palestras e volto para alguns ajustes finais da minha palestra, por incrível que pareça ela já tinha muita coisa pronta, bastou acertar algumas coisas que testei na semana anterior do evento. Também foi a palestra que mais preparei-me mas ainda sim no primeiro dia minha sensação que teria dificuldade pois os palestrantes do primerio dia e do segundo foram excelentes e o público como disse no início era muito qualificado, nos dois dias o auditório de veria ter entre 150 à 200 pessoas presentes, segundo o pessoal da organização o evento teve 250 inscritos que é para um primeiro evento de PostgreSQL excelente.

Não vou citar quais palestras mais gostei porque todas tinhas excelente mas uma coisa que frustou foi o estardalhaço que fora feito na lista pgbr-dev (pode ler aqui) e a palestra não ter acontecido, ainda bem que o Diogo Biazus em poucos minutos escreveu e falou como participar de uma Comunidade de Software Livre e o que não deve-se fazer.

Cabe ressaltar o esforço do Leonardo Cezar, Fábio Telles, esses dois merecem o destaque por tocarem muitas coisas de organização e também pelo Leonardo Cézar forncecer Chopp no encerramento e o Fábio Telles como o apresentador do evento (imagina o que será do Oscar apresentado por ele). Também vale ressaltar o trabalho do Euler Taveira, Diogo Biazus, Isis Borges, Kênia Milene, David Fetter e muitos outros contribuiram para que tívessemos um evento fantástico e que teremos muitos outros.

Quem participou dos debates na época do FISL 8.0 de como a Comunidade PostreSQL-BR iria se organizar, o que precisaria ser feito, etc. Muitas discussões que resultaram nesse evento fantástico que tive o prazer de participar. Estamos melhores, com mais pessoas e mais organizados, ainda falta muito mas estamos andando. Em breve vocês terão algumas novidades por aí sobre PostgreSQL-BR. ;)

 Não tenho adjetivos para dizer o que foi e como foi, basta dizer que você não esteve perdeu um grande evento. A foto de encerramento já diz tudo. :)

The Open Virtual Machine Format

   Essa semana entrei no site do Xen e notei uma pequena diferença, ele não está mais num subdomínio da Xensource, recentemente adquirida pela Citrix, agora está num domínio .org, mais precisamente no www.xen.org. Além das mudanças visuais (para melhor), fuçando um pouco no site olha que coisa interessante: The Open Virtual Machine Format.

   Nunca tinha ouvido falar que as duas (Xensource e Vmware) brigassem ferozmente como as outras empresas que concorrem com a mesma tecnologia mas o interessante que a equipe do desenvolvimento do Xen e do Vmware estão trabalhando em conjunto com seus parceiros comerciais (IBM, Microsoft, Dell e HP) num formato aberto de virtualização, mais precisamente num hypervisor comum. Por enquanto a especificação está na versão 0.9 mas como as coisas andam bem agitadas no mundo da virtualização, a versão 1.0 já deve estar logo por aí. Pode-se ler a especificação do site do vmware aqui  ou no site da Citrix/Xensource aqui

  Lembro que uns dois anos (não achei a notícia referente) o pessoal da Oracle estava pedindo educadamente que os times do Vmware e Xen trabalhassem numa estrutura comum no kernel do Linux, não sei se foi por causa da Oracle mas logo depois teve o anúncio que o Vmware, Xen e KVM usaria o paravirts-op que estava entrando no kernel linux (2.6.20).

 

Debian mais perto do Oracle: oracleasm

Calma, calma…

Não existe nenhum acordo Debian e Oracle. Na verdade  este post é só  para citar que na Lista de Discussão Debian-Devel o Bjoern Boschman postou sua intenção de manter um módulo no kernel Linux relacionado o Oracle ASM (Automatic Storage Manager). Mais detalhes no post da lista. ;)

Xen no kernel linux 2.6.23

Saiu na kerneltrap uma notícia fantástica para os entusiastas de virtualização. A notícia lista algumas das novidades sobre o desenvolvimento do kernel linux na versão 2.6.23 e dentre as principais está qual? Qual? Qual?

… Xen, o Xen está entre eles. A vida irá ficar para sysadmins! :D

Salve, salve splashy…

Estava indeciso de instalar um bootsplash no meu micro, numa pesquisa rápida de três soluções: bootsplash, usplash e splashy. O bootsplash tinha que aplicar um patch no kernel (hoje não tenho idéia), o usplash tem que fazer algumas uma dezena de comandos para alterar mas o splashy é alterar o arquivo de configuração. Simples e rápido para satisfazer minha preguiça de ter uma telinha bonita no boot para impressionar os amigos. ;-)