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Software Livre

2012: tudo novo ou fim do mundo

   

 

    Tempo! Ele é uma estranha invenção humana… mas isso fica para um outro post (quem sabe). :P

    Bom, já estamos em 2012 em todos os lugares deste planeta, diz a lenda popular baseada nos mitos Maia que será o fim do mundo ou um nova época para humanidade. Mas enquanto isso não acontece, uma pequena revisão do ano de 2011…

    Vim para Brasília em 2007 (Culpa do Christiano Anderson :) ) para um dos projetos mais legais até então. Era migração de arquitetural de sistemas e serviços para software de base em Software Livre. Desde então, fui ficando, ficando até 2012…

    Sempre que apareceu a oportunidade eu recusei assumir uma função administrativa (Gerência de equipe), mas nos últimos dois anos cumpri a função coordenando equipes de suporte, infraestrutura e desenvolvimento. Foi uma experiência rica, frustante, gratificante e inesquecível.

    Em 2011 brinquei de andar de kart, voltei a "estar" um corredor de rua (5Km em 25minutos, quem sabe esse ano ir para os 10K), nasceu o meu filhote (Yago). No profissional ajudei a aplicar Scrum para equipes de Infraestrutura e Suporte, aprendi um pouco de programação em linguagens funcionais (especificamente Erlang, Scala e passadela em Haskell). Há, ainda brinquei um pouco com Chef e OpenStack.

    Aprendi uns truques bons, perdi alguns bons amigos, ganhei alguns novos mas o principal é aprender lidar melhor com esses bichos esquisitos que chamamos de humanos. Particularmente prefiro minha terra natal (Aldera).

   Continuo odiando Brasília mas aprendi conviver nessa cidade de gente tão esquisita. Acho que 2012 estarei em outro lugar  do planeta, talvez num outro planeta. :)

   Sem muitos planos para 2012, se for uma evolução de 2011 e manter contribuição no Debian e PostgreSQL (estudando um pouco o código do Redis) já está muito bom. ;)

TODO: Minha agenda p/ PGBR 2011

       

  O temário da PGBR 2011 fez uma excelente escolha de temas. É muito difícil escolher qual assistir, de qualquer forma fiz uma seleção de palestras que tentarei assisti. (sem ordem de prioridade e com alguns comentários)

PostSemantic: Integrando dados legados através de semântica

     Está na moda ontologia e Web semântica. Um dos caminhos que para integração de sistemas "autônomos" é uso do SPARQL. Minha apresentação para PGBR tem isso na agenda mas sem a profundidade que o Rodrigo deva abordar. Um projeto interessante de uso do SPARQL e RDF é DBpedia.

- Meu ambiente cresceu e eu não planejei. E agora? 

     Sempre pensei em apresentar uma palestra dessa. Até rascunhei mas  fiquei adiando, adiando termirnar  e (finalmente) alguém mais qualificado (Flávio Gurgel) do que eu falará de um assunto tão bacana e que poucos dão atenção (só depois de ver o tamanho da fatura por não ter planejado direito…). :D :D

- PostgreSQL Performance Pitfalls

     Greg Smith é um dos desenvolvedores do PostreSQL e falará um "pouco" sobre performance. Escreveu um livro recomendadíssimo sobre o tema.

- Viva a Revolução Geoespacial

    Para quem acha que Geoespaciais é o Google Maps, Foursquare ou informações de uma galáxia, não perca a palestra do Bueno. Aliás, ele (ao menos para mim) é um dos pioneiros do Postgis no Brasil.  Se quiser de autógrafos dele, fale comigo no evento. :D

- Escalabilidade horizontal com PostgreSQL 9.0 e Pgpool II

    Escalabilidade horizontal, Grids e sistemas distribuídos são alguns dos meus temas preferidos. Alguns serviços da "nuvem" de PostgreSQL usam bastante os recursos que serão apresentados pelo Matheus.

- MVCC Unmasked

    Bruce Momjian falará uma das funcionalidades de um banco de dados mais fantásticas de um banco dedados, seja SQL ou não: MVCC.

- PostgreSQL at the center of your dataverse

    Implamentação da especificação ISO SQL/MED, talvez o Dave Page fale que é possível buscar informações online do telescópio Hubble. :) :) :)

- PostgreSQL: heavyweight locks, lwlocks, deadlocks, spinlocks, pg_locks, row locks … isálvese quien pueda!

    Locks, locks, deadlocks. O terror de qualquer pessoa que tem envolvimento com banco de dados. Álvaro Herrera falará de um pouco sobre magia negra chamada locks (bloqueios). 

- PostgreSQL and Postgres-XC in NTT Group

    A NTT é uma empresa de telecomunicações do Japão, vai ser interessante ver o que eles estão fazendo com PostgreSQL para manter seus serviços. Ah, os japoneses são os que mais usam telefone no mundo, imagina quanto um banco de dados é exigido???

- Fazendo uma manada de elefantes passar por baixo da porta 

  Provavelmente a palestra mais esperada da PGBR 2011. Dicas importantes de sobre hardware, sistemas de arquivos, etc.  Recomendado para qualquer um que é ou será responsável por banco de dados, principalmente para sistemas OLTP (Online Transaction Processing) e também, porque é o brasileiro que trabalha com PostgreSQL sensação de 2011. Também conhecido como Telles Demolidor (Homem sem medo). 


PS. Autógrafos do Telles, basta agendar comigo. :)

PS2. Hey, essa é a minha lista de intenção. As outras que não listei aqui serão apresentadas por pessoas de alta qualificação. Qual a sua lista?

Cidadão de Código Aberto

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    Desde uma conversar do meio do ano passado com o Fábio Petrillo sobre modo de desenvolvimento (produção), Software Livre/Código Aberto e o que como indivíduo para onde ir, tem modificado um pouco a forma de pensar sobre como a filosofia de Software Livre/Código Aberto é muito mais abragente que nosso dia a dia (tecnológico) nos faz pensar.

    O Creative Commons é uma demonstração de como a filosofia ou ideologia de Software Livre/Código Aberto abrange um pouco mais do que código, compiladores e servidores.

    A cerveja livre (freebeer) também uma outra evidência do Software Livre, mas digamos que ainda não é algo que altere significativamente o modo de produção coletivo, exceto pela embriaguez.. :P

    Estava assistindo algumas apresentações do TED sobre astronomia e abri uma apresentação despretenciosamente, era de um polonês radicado nos EUA de nome Marcin Jakubowski, falando sobre agricultura e Open Source Ecology (algo como Ecologia do Código Aberto). 

    Open Source Ecology? Que??? Como??? Onde???

 

    Pois é, depois do primeiro minuto assistindo o vídeo, reli com a atenção o título da palestra no TED (Open-sourced blueprints for civilization) e deu um estalo: Hã, Isso parece com Open Source Bridge!

    

    Jakubowski apresenta no TED a motivação de "abandonar" a área científica e virar fazendeiro com todas as dificuldades de trabalhar como um agricultor "tradicional". A dificuldade financeira o fez criar engenhosamente máquinas  e equipamentos para agricultura a custo muito mais baixo do que se comprasse no mercado. Ele compartilhou como criar as máquinas, os custos, etc…

  

    Para mim, ele é um Open Source Citzens! Provavelmente deve haver outros projetos e exemplos mais antigos mas o do Jakubowsku é primeiro (que leio) que altera a forma de produção (entenda-se produção não cultural, mas agrícula ou industrial) mais aberta e colaborativa. Paralelamente em Portland, EUA, acontece o Open Source Bridge que é "uma conferência para desenvolvedores que trabalham tecnologias de código aberto e pessoas interessadas em aprender o caminho do código aberto"

   No Brasil, Portal do Software Público é uma boa iniciativa mas é restrito ao mundo abstrato (TIC). Se existe iniciativas como Open Source Ecology ou Open Source Bridge no Brasil, confesso que desconheço ainda. Mas entendo que para existir iniciativas assim é preciso que os nerds/geeks trabalhem em outras áreas de conhecimento além do padrão (TIC), ou que as pessoas de outras áreas os provoquem e crie uma sinergia para um trabalho em uma completamente diferente e desafiador.

  Ah, estava esquecendo de um trabalho que aconteceu e acontece algum tempo: criação de cisternas em regiões de agricultura familiar. Se não estou enganado, a popularização de cisternas em regiões  de agricultura familiar (especialmente no nordeste) começou  como um projeto universitário. Isso seria o mais próximo de Open Source Citzens.

  Outro dia, postei sobre grupo de usuários e voluntariado, ser um Cidadão de Código Aberto é ter a motivação para compartilhar, fazer e colaborar em qualquer campo do conhecimento. Talvez para muito de nós, o domínio da tecnologia informacional já esteja completo ou não represente algum desafio, porém a ainda muito por fazer neste mundão.

  Se tiver mais alguns doidos, acho que é possível realizar um Open Source Bridge. Ou você que lê agora, pode se antecipar e começar a organizar. ;)

Grupo de usuário tem prazo de validade?

  

   Grupo de usuários de tecnologia, principalmente que são software livre/código aberto são bastante diversificados, pulverizados e voláteis. O Telles postou na lista que organiza o grupo de usuários brasileiro do PostgreSQL uma pequena provocação com o título "A comunidade brochou?".

    Ele assumiu como Big Kahuna a organização do Conferência PostgreSQL em 2011. (já disse que a ele que gosta muito de emoção. ;) )

    A grande questão em seu post é a motivação das pessoas no grupo de usuários. Para ajudar, eu postei umas bobagens como resposta, segue-a com uma ligeira adaptação:

  Que tal fazer algo menos penoso que as pessoas que são voluntárias se divertam?

  Fazer evento para o público grande, gerar repercussão, etc. é legal, mas fazer por voluntário e fazer exigindo a mesma qualidade de evento "corporativo" é transformar uma ação voluntária em uma ação desmotivante e tediosa.

  A questão principal em voluntários em qualquer projeto de software livre é o prazer em ser voluntário e a reconhecimento pelo que fez. Ao deixar um desses pontos de lado, principalmente o primeiro, a desmotivação em fazer é maior que a necessidade de acontecer.

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  Particularmente, gosto de um item do Contrato Social do Debian:

"4- Nossas prioridades são nossos usuários e o software livre"

   Qual a prioridade (prazer como voluntário) de cada um com o PostgreSQL?

    Exemplos disso são meus pacotes no Debian e o patch que entrou no PostgreSQL, são atividades voluntárias que me satisfazem. Apesar de não ter mais tanto tempo, ainda faço alguma coisinha em projetos de Software Livre, isso é a minha maior motivação como um voluntário e entusiasta.

   No Catedral e Bazar  tem uma citação que reflete em como um voluntário de um projeto fica por período maior.

"18. Para resolver um problema interessante, comece achando um  problema que é interessante para você…"

   A grande questão é a motivação (algo interessante a dedicar-se) para fazer. Se não existir motivação pessoal e motivação/prioriodade/diretriz/etc… do grupo de usuário que guie as pessoas fazer ações voluntárias que sejam interessantes. Senão, serão atividades momentâneas do voluntário, dificilmente se repetirão.

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   A ação prioritária deste grupo de usuários é realizar uma conferência todo anual?

   Uma analogia tosca é os multirões de doação de brinquedos no natal e no dia das crianças. A motivação é a entrega dos brinquedos, todo o restante (campanha p/ doar os brinquedos, triagem, etc).

   De um grupo de usuários pode ser qualquer coisa, como por exemplo, as festas de mapeamento de ruas e locais do pessoal do OpenStreetMap. O comprometimento do voluntário depende muito da motivação dele, pouco ou sem motivação não se tem ação para que mantenha a motivação de ser voluntário.

   No Catedral e Bazar analisa como o fluxo de mensagens de email na lista de discussão do fetchmail é ascendente até que a maior parte das funcionalidades que os usuários solicitaram foram contemplada. Depois, iníciou um declínio do fluxo de mensagens na lista de discussão pois as necessidades dos usuários interagirem com os desenvolvedores diminuiram e hoje em dia, poucas pessoas usam fetchmail (alguém que lê usa ainda?).

   Num passado não tão distante, existiam poucas alternativas de banco de dados com licenças abertas, hoje a concorrência é muito grande ao PostgreSQL. Desde os tradicionais MySQL, Firebird, SQLite aos em moda atualmente (NOSQL): Cassandra, Lucene, CouchDB, MongoDB e etc. O aumento de opção  de banco de dados não é ruim, é bom a diversificação de opções porém gera um reflexo aparente (não mensurei) de interesse menor ao PostgreSQL. Menos interessados,  menos voluntários, menos participantes nas listas, etc.

   Talvez devesse haver uma adaptação da visão do grupo de usuários ao cenário de banco de dados atual? Na minha opinião, sim! :)

   Bom, depois do monte de bobagem escrita acima tenho que ao menos propor algo. Uma idéia simples é reunir mensalmente em cada cidade que tem usuários de PostgreSQL num evento informal para trocar idéia, bater papo. Atividade de pouca complexidade para organizar que a maioria gosta de fazer e que pode render alguns pgday's ou voluntários para a Conferência PostgreSQL 2011. :)

  

Por que Perl?

   

    O Breno publicou um excelene texto sobre Perl no São Paulo Perl Monges. Mesmo você que odeia Perl, leia desarmardo. ;)

 

 

ONG BrOffice: O que está acontecendo?

  

   Alguns dias atrás, o filhocf postou uma Carta Pública no Br-Linux e em seu blog. A discussão aberta está acontecendo na lista da Revista do BrOffice que ajuda entender um pouco.

   Aparentemente, existe duas visões dos objetivos  da ONG do BrOffice, a que está no estatuto e uma outra inversa que transformou a ONG em uma empresa privada.

   Na última Conferência Brasileira de PostgreSQL, fui um principais incentivadores que o grupo de usuários PostgreSQL Brasil participasse da ONG, pois avaliava que teria uma relação transparente com o PGBR, sendo o suporte legal (juridíco). Infelizmente, estava errado!

   Os mais antigos que trabalham e/ou gostam de Software Livre irão lembrar de várias iniciativas de fomento de Software Livre/Código Aberto que, na maioria, não duraram muito no Brasil (lembram da OTUN?). Puxando a memória, lembro-me de duas iniciativas de relativo sucesso: Portal do Software Público e a ONG BrOffice. 

   O Portal do Software Público é uma iniciativa do Governo Federal e a ONG BrOffice (é) era a única da sociedade cívil que teve um período mais longo de existência. Com a disputa da ONG, fez-me refletir se o Brassil está preparado para iniciativas como a Open Source Initiative ou Linux Foundation. Por enquanto a resposta é não.

   Em tempos de Wikileaks e transparência pública, a pior coisa que poderia acontecer para ONG BrOffice e os grupos de usuários que a apoiam é dela não ser transparente com os mesmos e a sociedade.  A consequência natural será dos grupos de usuários afastarem-se e deixarem de apoiá-la, levando-a paulatinamente ao ostracismo e como referência negativa para iniciativas de fomento de Software Livre pela sociedade cívil (espero que ainda possam reverter!).

 

OBS. Ah, estava esquecendo da Associação de Software Livre que é responsável pela organização do Fórum Internacional de Software Livre que está firme e forte por mais de dez anos! :)  

Debian Squeeze lançado!!!

 

   A cada versão  lançada do Debian mostra que um projeto Software Livre feito em maior parte de voluntários pode ter sucesso. Provavelmente é o maior projeto de software livre do planeta. Agora é a vez do Squeeze.

   Essa nova versão além do tradicional aumento de plataformas de hardware suportadas, tem um novo kernel que é o FreeBSD. :)

   Tem mais novidades como o repositório backports sendo suportado oficialmente pelo Debian e também um novo site, as outras novidades podem ser lidas na nota de lançamento.

    Agora é tomar vergonha e voltar contribuir efetivamente p/ o lançamento do Wheezy (o pinguim do Toy Story) 

Festa de lançamento do Debian: Squeeze

    Dizer quer irá fazer uma festa parece que será algo grandioso, fim de semana todo e tomando todas. Mas o caso aqui é um pouco diferente.

    Debian, meu sistema operacional favorito, meu projeto de Software Livre favorito está para lançar a nova versão estável: A Squeeze! Lembrando que o Debian batiza suas versões com os personagens do Toy Story.

     A festa de lançamento será realizada em todo mundo, em Brasília será feita no Armazén do Brás no dia 05 de Fevereiro à partir das 16 horas. Esteja com uma camisa do Debian. ;)

      A festa, neste caso, é uma reunião de confraternização. Caso queira levar o laptop, dinheiro para pagar sua conta ou levar a fingerprint GPG para assinar a chave, vou estar com a minha lá também (não esqueça de levar dois documentos com foto). Podemos dizer que também será uma mini-festa de assinatura de chaves GPG.

     Confesso, tenho feito pouco p/ o Debian, já ajudei bem mais. Mas é bom motivo para recomeçar e cumprir minha promessa ao Otavio

     Até lá.

PS. Se for com um laptop com um Sistema Operacional não Debian, terei o prazer em expulsar ou quebrar na marreta. <sacarmo> :P

FISL11: O Fim

 

    O Fórum Internacional de Software Livre chegou na décima primeira edição. Com a mudança para o mês de julho e o ano 2010, digamos que literalmente (passamos) frio. Esse é um resumo de ideias que ruminaram.

     Essa edição ficou nítida algumas mudanças:


Rede sem fio (wirelles/wifi) funcionou
:

    Incrível, não? Mas aparentemente funcionou para quem precisou usar. Os hotspots da Procempa atenderam bem quem usou, também acrescenta que muita gente já tem um modem 3g para usar com laptop ou celular com acesso a internet.

Estandes:

     Esse ano não teve estande do Google e nem da Globo.com, esse ano foi a vez do Portal IG. Tinham algumas modelos com roupas inspiradas em Matrix, lógico que viraram a atração de todo evento.

Palestras:

     Foi a edição com o maior número de palestras, muita gente que nunca foi palestrante tiveram a oportunidade para falar. Isso é um dos pontos positivos da nova forma de avaliar palestras.
     O problema desse novo método é que um palestrante pode ter mais de uma palestra aprovada. Teve muita palestra fraca (não no sentido de palestra básica mas mal preparada), poderia adotar um dos critérios de avaliação dos anos anteriores que era: "um palestrante, uma palestra". Assim teria maior diversidade que já teve esse ano.
     Se tiver o vídeo no TV Software Livre, os cinco primeiro minutos de algumas palestras já mostram o quanto ruim eram. Em compensação, palestra muito boa do Igor Sysoev (NGINX).

Grupo de usuários:

    O espaço deles no evento foi menor esse ano que dos anos anteriores. A maioria dos grupos tem organizado eventos específicos que podem deixados os Grupos de Usuários com pouco fôlego para estarem no FISL. Os eventos comunitários aconteceram mas em pouco número.

A PUC:

    É um excelente espaço, principalmente para espantar o frio que estava em Porto Alegre.

Os palestrantes ídolos:

    Jon Maddog Hall tem muitos fãs, eu sou um deles. Mas ele circulou tranquilamente por todo evento sem que houvesse grande assédio. Não só ele mas muitos outros palestrantes.

Participantes:

     O perfil dos participantes está mudando. Tem diversas razões

- O Software Livre/Código Aberto de modo geral está bem mais aceito do que 10 ou 5 anos atrás. Hoje tem muitos que trabalham somente com tecnologias baseadas em SL/CA. Muitos dos profissionais do passado deixaram de ser técnicos e tornaram gerentes ou mudaram de profissão.

- Os novos participantes do FISL (generalizando) são fanboys de uma tecnologia que é SL/CA. Tanto que o carater ideológico dos anos anteriores não foi tão nítido nesta última edição. Isso também é refletido em outras formas, quantidade de computadores da Apple era bem destacado, sendo que as pessoas não se importam de usarem o Sistema Operacional proprietário da Apple.

    Ao questioná-los, em muitos casos o argumento é que o Hardware é melhor (além de te olharem atravessado durante todo evento), Porém se o critério é melhor por que não usam a Máquina Virtual do .NET que é melhor que as outras máquinas virtuais? Ou por que não usam uma linguagem proprietária que é melhor que alguma SL/CA.

    Creio que isso seja relfexo do debate sobre Código-Aberto (Eric Raymond) e Software Livre (Richard Stallman). A

Conclusão:

    O FISL mudou, difícil dizer para melhor ou pior, reflexo da mudança das diversas áreas das sociedades que tiveram penetrado as ideias de SL/CA. O FISL está mais diversificado, essa diversificação irá refletir no futuro na própria extinção do FISL. A pulverização de eventos relacionados a SL/CA só irá aumentar.

    O FISL como eu conheci ou como você conhece, daqui 5 anos será completamente diferente. Nem tão corporativo, nem tão técnico, nem tão ideológico, só diferente.

PS. Não comentei mas é sempre bom encontrar as pessoas envolvidas no PostgreSQL e no Debian.

Dicas-l, parte da minha infância no Software Livre

 Rubens Queiroz, responsável pelo Dicas-l pediu para eu escrever a respeito do Dicas-l para a palestra dele no FISL 10 sobre os 12 anos do Dicas-L. Respondi por email para ele, mas como gostei de escrever sobre o Dicas-l, segue com alguns acréscismos de conteúdo.

  Desculpe a demora mas como eu o vi de relance no FISL 10, fiquei com vergonha e não responder a sua solicitação, vim correndo para o meu computador escrever para ti.

  Primeiramente eu fiquei muito surpreso do seu pedido pois nesses anos todos de Software Livre eu sempre o tive como referência,
juntamente com o Eduardo Maçan.

   Fui pesquisar meus emails antigos para saber qual foi a primeira mensagem que recebi do Dicas-l, infelizmente não encontrei a mensagem. Mas algumas horas procurando em casa nas pilhas velhas de papéis e encontrei algumas mensagens do Dicas-l impressos por uma Rima XT 180. O papel de formulário contínuo, com linhas bi-colores (verde e branco), já amarelado e pouco legível tem escrito uma dica para usar o comando grep recursivamente.

   Lendo novamente, lembrei da dificuldade de conseguir conectar na internet discada com a incrível velocidade de 14kbps!!! Mas voltando a dita mensagem. Eu achava que a dica era algo de relacionado a  conseguir fazer a porta paralela
com impressoras matriciais funcionar. :)

   Fuçando mais um pouco na minhas coisas velhas, não é que encontro uma cópia do The Linux Manual do Eitch (Hugo Cisneiro), Foca Linux e o Br-Linux que era conhecido linux.trix.net. Uau!!!

   Também puxando a memória aqui, recordo que a URL do Dicas-L era http://dicas-l.unicamp.br. :)

   Todas essas lembraças me trazem a recordação do desespero que era compilar o kernel linux e a fustração de não conseguir sequer compilá-lo. Também recordo da dificuldade de conseguir fazer a impressora matricial de casa funcionar num Conectiva Marumbi atrás da porta paralela.

   Enfim, o Dicas-L definitivamente foi um parte importante e fundamental, digamos, da minha infância do Software Livre. E sem
dúvida da minha formação profissional.