Arquivo de agosto 2005

A notícia já é antiga, mas agora traz novos contornos. Saiu em artigo na Brasil de Fato onde Sérgio Amadeu diz que ficou descepcionado com o empenho do goveno na adoção do Software Livre.

A notícia vem confirmar a análise de um colega que diz que a movimentação do governo federal não trouxe impacto significativo na sua adoção do Software Livre no Brasil. Trouxe sim muitos holofotes da mídia, mas um impácto muito aquem das previsões otimistas.

No artigo Sérgio Amadeu diz que enfrentou muitas dificuldades dentro do governo devido ao lobby da Microsoft. Disse que muitas iniciativas foram barradas e as verbas foram cortadas. Diz ainda que a adoção do Software Livre é um realidade que não depende de partido político e que ela continuará ocorrendo.

Vale a pena ler o artigo na íntegra!

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Há muito tempo que uso o ICQ… minha conta não é das mais antigas mas sou fiel a ele. Depois a UOL resolveu criar o “com você” e finalmente a Microsoft lançou o MSN, que assim como a praga do Internet Explorer, já vem junto com a praga do Sistema Oparacional Window$. Assim como um vírus, o MSN se alastrou e ficamos reféns de mais uma tecnologia proprietária.

Tempos depois como administrador de rede, procurei uma versão de um servidor ICQ que eu pudesse rodar na intranet da empresa, protegido debaixo do meu Firewall. Foi aí que eu descobri o Jabber, que é um protocolo livre para Menssagens Instantâneas. Para rodar o Jabber, foi criado um software livre para servir de “servidor jabber”. Aqui onde eu trabalho existe um servidor jabber que funciona muito bem… as pessoas trocam menssagens e arquivos pela rede sem abrir brechas de segurança.

O problema do Jabber é que os servidores que existem para público geral são pouco conhecidos, como o jabber.org que utilizo há algum tempo. Agora chegou uma grande novidade, o pessoal do google resolveu criar um servidor Jabber chamado “Talk“. O Talk foi destaque no site BR-Linux hoje, devendo chamar a atenção de muitos usuários!

Espero que pelo menos os nossos usuários de software livre deixem de usar o MSN e passem a aderir ao Talk!!! O único problema é que apenas quem possui uma conta no Gmail é que pode usar o talk. Quem sabe em breve começemos a promover com força o uso do protocolo Jabber!!!

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Resposta a um e-mail indagando sobre o licenciamento da marca linux, como descrito no link.
Marca é uma coisa, código fonte é outra. Você também não pode usar o
logo da Red Hat. Quem cria uma marca deve cuidar dela ou como dizem em O Pequeno Príncipe: “És eternamente responsável por tudo aquilo que cativas”. Vou dar um exemplo completamente fora de contexto…

Paulo Freire deixou um legado importante na área da Pedagogia para todo o mundo. No entanto, não sei se é bom quando qualquer um ‘vende’ um produto como um curso ou uma consultoria dizendo que emprega o ‘método Paulo Freire’. Estudei numa escola chamada “Paulo Freire”. Quando colocaram este nome na escola, ninguém consultou O Paulo Freire, que além de vivo, não ficou muito feliz de ter seu nome numa escola que ele nem conhecia. No enterro do Paulo Freire, uma personagem conhecida no meio da educação lhe dedicou uma cartilha que serviria para alfabetizar adultos em apenas alguns meses, usando o “método Paulo Freire”, é claro. Além de ter realizado uma ofensa grave ao nosso querido Paulo Freire, é curioso o fato do próprio Paulo Freire, nunca ter escrito um “método” propriamente dito.

Acho que o que o Sr. Linus está fazendo é lícito. Não sei se é a melhor forma de proteger a marca Linux, mas é realmente uma tentativa. Não gosto da ideia de algumas empre$as utilizarem a marca Linux para qualquer fim. É uma experiência, vale a pena acompanhar para ver se será boa ou não.

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Quando um militante do movimento sem terra tomba em combate (entenda-se aí, que foi brutalmente assassinado pela polícia, exército ou mais comunmente por milícias particulares) sua família sai do sorteio e passa a ter garantido um pedaço de chão no próximo assentamento realizado com sucesso. O sangue dos que tombam deve trazer algum conforto para a sua família.

Quem já esteve próximo aos sem terra, já deve ter escutado o refrão “ocupar, resistir, produzir!“. Em tempos de crise ideológica, olho novamente para os sem-terra e procuro alguma luz no fim do túnel. Diferente de muitos movimentos sociais, eles não sucumbiram a escalada da esquerda ao poder. É bem possível que tenham lavado o chão com mais sangue que os operários da cidade nas últimas duas décadas. Os sindicados, que já estavam em franca decadência com a explosão do desemprego e o desgaste de sustentação via imposto sindical, agora se vêem calados com suas lideranças ocupando os altos escalões do governo federal. Muito complicado tudo isso, como deve ter sido difícil a ascenção e queda do partido trabalhista na Inglaterra…

Nessas horas, eu gostaria de ter a simplicidade e a honra de quem luta pela terra. Gostaria de cantar que “a cidade não mora mais em mim … vamos embora“. Enquanto ainda se cantava no fim dos 80 Meus heróis morreram de overdose, os meus inimigos estão no poder“, havia um sinal claro de que era preciso reerguer bandeiras. Na verdade isso queria dizer terrivelmente que os políticos corriam o risco de serem confundidos como iguais em seus defeitos. Como se não houvesse esquerda e direita, como se não houvesse diferença de interesses, como se não houvessem lutas e conquistas.
Mas não foi assim. Os filhos dos militantes que lutaram durante a ditadura militar não se constituíram numa nova geração dos que lutaram pela justiça social em nosso país. Vejo o paradoxo de uma esquerda que não investiu em novos quadros, com seus velhos guerreiros pensando como Guimarães Rosa:

Quando eu morrer, que me enterrem na beira do chapadão
contente com minha terra, cansado de tanta guerra
crescido de coração

Meus pais e as pessoas que lutaram com eles aguerridamente até o fim da década de 80 não deixaram uma geração combatente para substituí-la. Meus colegas de geração não conheceram a repressão e a censura; vivem num mundo onde Che Guevara é uma estampa de camiseta e não uma inspiração revolucionária.
Ao ler o jornal, me dá a sensação de estar cansado de uma guerra que nem cheguei a lutar. Hoje, vou cuidar da minha família, que assim como o país, está doente e precisa de atenção.

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Eu estava cá pensando com meus botões sobre as diferenças de posições entre o pessoal do GNU e do OSI… não tenho uma posição muito bem definida sobre o assunto.

A primeira vista, parece que o ponto fundamental da discórdia entá no “copyleft” defendido por Stallman. Depois reli “A Catedral e o Bazar” do Eric Raimond que é facinante…

O Stallman escreve algumas coisas muito boas, mas tem um gênio horrível. Mas ele deu a tacada inicial ao criar a GPL. No entanto, se não fosse o método “bazar”, jamais chegaríamos onde chegamos. A OSI trouxe o apoio de grandes empresas que começaram a abrir o código de alguns sistemas como o Netscape que foi um marco na história do software livre. Talvez, depois da GPL e o Linux, a abertura da Netscape seja o maior marco existente hoje. E vemos a IBM, SUN, HP apoiando e investindo.

Aí um amigo agora quer patentear a “roda” como forma de protesto, mostrou que a IBM é a maior detentora de patentes do mundo. Aí vejo a Microsoft pensando em criar licenças abertas. Fico preocupado. O pessoal da OSI injeta ânimo e capital, mas traz olhos gordos também. Aí, começa a ficar difícil de separar o joio do trigo.

Bem, então me peguei assistindo ao filme do Último Samurai. Mostra toda a cultura ancestral japonesa e a importância que se dão a valores completamente estranhos a nós. É complicado julgar o mundo oriental a partir de nossos valores ocidentais. Questões como honra e tradição, não tem o mesmo peso para nós.

Aí eu vejo o Stallman ficando cada vez mais longe na roda da história, conforme o mundo corporativo vai se embrenhando ao movimento de software livre, ou melhor o movimento de “Software de código aberto”. O mercado acaba avaliando o “Open Source” como uma opção tecnicamente desejável, pois é mais barata, mais segura e possui um desenvolvimento muito mais veloz!

O projeto GNU aparece como o último samurai bradando a bandeira da filosofia do Software Livre. Só que ao invés de se tratar de um duelo entre espadas e armas de fogo, aparece-nos um duelo entre a pena e o ouro. Todos sabem onde este duelo vai parar. No entanto, enquanto tivermos jovens talentosos e rebeldes, sempre haverá um nicho para aqueles que valorizam o lado filosófico da coisa.

Steve Jobs, costumava chamar a IBM de grande irmão (sim o “Big Brother” da globo) , em referência clara ao livro “1984″ de George Orwell. Hoje a IBM posa de grande patrocinadora do movimento… até quando o jacaré permanecerá de boca aberta?

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Estava eu dando uma passeada no nosso amigo orkut (sim, xingando muuuito pela maravilhora performance do servidor deles…) e coletando alguns contatos para adicionar no meu ICQ… e olha que curioso…

A maioria dos meus grandes amigos leu o livro “Admirável Mundo Novo”. Se você nunca ouviu falar do livro… bem provavelmente você não meu amigo, mas tem os que não leram e ouviram falar…

Bem, o fato que percebi hoje que as propagandas que aparecem aqui no meu blog são misteriosamente relacionadas a Bancos de Dados. Surpresa! O google rastreia tudo o que eu escrevo!!! Lembra mais o 1984…

Na verdade, quando percebo o nível de rastreamento de toda informação que rola na Internet, os Spywares e todo tipo de coisa que os softwares proprietários podem abrir na sua máquina, penso que já estamos muito próximos do que o George Orwell profetizou. Ainda mais com os Satélites GPS! Já d para rastrear a posição do seu celular e tudo.

Agora junte a isso à clonagem, ao genoma e aos transgenicos! A brincadeira é muito mais séria! Aldous Huxlei tinha razão… a “engenharia social e biológica” são as ciências que mudarão o mundo por completo. Pode vir toda a tralha tecnolgica da informática… não será nada perto do que o condicionamento genético já está causando na sociedade. Hoje escolhem o sexo do bebê, depois separam os genes dos mais “aptos” e estaremos finalmente no “Admirvel Mundo Novo”!!!

Se cuidem!!!

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Texto escrito em homenagem a uma professora de filosofia que me falou que a ética é um conjunto de valores “universais” que devem ser adotados como ideais supremos de uma sociedade. Ao invés de bater boca com a criatura, tive a idéia de fazer uma brincadeira com a idéia…

Vícios são coisas conhecidas por todos, tem uma conotação pejorativa e muitas vezes são misturadas com outros adjetivos para abrandar seu significado. Diz-se “sou aficcionado por”, “sou entusiasta de”, “sou doido por” ou mesmo “sou tarado po”r ao invés de simplesmente dizer “sou sou viciado”. Ninguém nasce viciado, no pior dos casos nasce com dependência química ou predisposição a algum vício. O vício em geral é uma opção consciente.

Os viciados dificilmente reconhecem o próprio vício, e quando reconhecem, em geral, se entregam a ele. O vício é visto como algo destruidor que devora o ser humano por dentro e contamina as pessoas em torno do viciado. Geralmente o vício é associado ao consumo de alguma substância tóxica como o álcool, THC, nicotina, cocaína, etc. Eu gosto de ver o vício como um hábito, um ritual com o qual as pessoas se identificam. Ascender um cigarro, pedir uma cerveja num bar, abrir uma garrafa de vinho, enrolar um baseado, existe toda uma cultura que envolve o viciado. O fator ativo que pode causar dependência química pode ser apenas um ator coadjuvante na origem do vício. A socializão, o auto-conhecimento, a experimentão e o prazer são os reais motivadores para adentrar no mundo do vício.

Não vou negar que o vício pode ser muito nocivo. Após me livrar dos vícios costumeiros da adolescência, chegando até a parar de fumar, descobri o meu verdadeiro vício: a comida! Sim, não só sou viciado em açúcar como sou tarado por uma boa comida. E quem achar que isso um exagero meu, eu convido a assistir o vdeo chamado Super Size Me que conta uma experiência bizarra de um cara que passa um mês comendo apenas Junk Food. O acompanhamento médico mostra o estrago que isso pode fazer para a sua saúde.

Assim como fumar, injetar, cheirar, beber e, no meu caso, comer, existem muitos outros vícios perigosos como o vício pelo trabalho, por jogos de video-game, bate-papo na Internet, masturbação, sexo, café, exercício físico, adrenalina, rotina e por a vai. Conheci pessoas viciadas até mesmo em limpeza. sério! A pessoa quase baba quando entra no setor de produtos de limpeza do supermercado. Sua casa parece um centro cirúrgico!

Mas com o tempo eu conheci o pior de todos os vícios. Este, convive naturalmente e passa desapercebido por aqueles que não tiverem um olhar realmente aguçado. São milhões de viciados em todo o mundo, que negam piamente a existência do mesmo em suas vidas. A periculosidade deste vício se refere a sua morbidez que leva o viciado a perder e capacidade de raciocínio e o leva a indiferença e a solidão. Enfim, pode transformar as pessoas em verdadeiros autistas em poucas semanas. O curioso é que os meios de comunicação de massa injetam mensagens quase subliminares incentivando as pessoas publicamente a este vicio nefasto.

A pessoa se inicia no víício buscando a mais plena felicidade, numa atitude positiva, pacata e inocente. Como o vício é pouco divulgado, muitas vezes ela não se dá conta do risco. Acha que está fazendo algo de bom, que todos a sua volta vão aprovar a sua atitude. A sociedade a sua volta não percebe o vício e o viciado pode entrar num caminho sem volta. A dificuldade em se recuperar alguém com este vício é a convicçãoo do viciado de estar fazendo algo bom.

Não conheo sequer uma expresso que descreva numa palavra este vício pavoroso. Eu chamo ele de “normalidade”. Machado de Assis já alertava para o seu risco há mais de um século ao escrever o conto “O Alienista”, mas de lá para cá, a coisa parece ter piorado. As pessoas hoje buscam a normalidade como um estilo de vida e abrem mão de sua auto-determinação, do seu senso crítico, da sua indignação e até mesmo de seus pensamentos próprios. Tudo passa a girar em torno de um senso comum, e valores socialmente aceitos. Ou seja, a pessoa é viciada em não ter vício, em aparentar ser uma pessoa comum, normal, apresentar um modelo de bom comportamento social. Hoje este vício possui toda uma sustentao dita filosófica que é difundida até mesmo nas escolas e universidades em nome da boa conduta social. O ápice do vício é quando a pessoa atingi um grau elevado de pseudo-consciência chamado de “ética”. A pessoa adota padrões morais que acredita serem superiores e universais. Passa a julgar e interpretar o mundo a sua volta conforme estas referncias superiores e se convence de possuir um alto grau de criticidade. Assim, o viciado naturaliza uma opinião que não é natural, que não nasce na natureza e sim a partir de algumas cabeças pensantes com grande poder de influência na cultura dominante.

No entanto, ao se observar a interação dos viciados com as pessoas a sua volta é que se percebe o real estrago do vício: a indiferena social. A pessoa deixa de reagir às catástrofes sociais como se fosse um apresentador do “Jornal Nacional” e adota apenas críticas pré-formuladas do referido jornal ou de qualquer outra fonte por onde jorra o censo comum. Passa a repudiar qualquer forma de atitude que vá além dos bons modos e a considera-las (assim como a própria catástrofe) algo de mal gosto. Por fim, os viciados em normalidade, são potenciais delatores de qualquer suspeita de anormalidade. São predadores natos de revoluções, revoltas e manifestações populares em geral. O viciado em normalidade repudia todos os que possuam vícios que não sejam o seu, pois na verdade eles são contra os vicios e tomam como grande ofensa pessoal quando são chamados de viciados, o que torna to difícil o seu tratamento.

Creio que os vícios, quando controlados são formas de tornar a vida mais suportável, mais interessante. Não estou aqui incentivando que cada um deva cultivar o seu. Só acho que não se trata de algo do outro mundo. Sob controle o vício se parece com um passa-tempo que se adere a personalidade da pessoa. Contudo a normalidade, a ausência de personalidade própria é uma atitude perigosa que nos conduz silenciosamente ao Admirável Mundo Novo, que apesar de ser um chavão, é cada dia mais real.

Cuidado: a normalidade esté entre nós!

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Tudo pronto para por tudo funcionar. Chegou a primeira remessa de dados, agora é só ligar a chave geral e pimba!

Huummm, vamos dar uma olhadinha nos dados de verdade anter de acionar tudo?

Hum, veio bastante coisa,
Hum, tem uns números fora do range…
Hum, tem valores zerados…
Hum… o cálculo parece não estar batendo…
Hum… tem VALOR NEGATIVO!!!!
P* Q* P* !!! TUDO ERRADO!!!

Vamos dar uma olhada em como estavam os dados que eles mandavam antes:

NOOOOOSA! Os caras tão mandando informações erradas há mais de ano e ninguém se ligou! Ai meu deus do céu. Para tudo! Cancela, desliga. Mata o processo!

- Para o trem que eu quero descer!

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Depois de quase um mês remodelando uma interface entre dois sistemas que deixaram de se comunicar por causa da mudana de um parêmetro… homologamos a solução!!! Bem, pelo menos a primeira parte. Agora falta botar pra funcionar o que nunca funcionou…

Pra mim foi um grande aprendizado…

- Primeiro documentei o nome de todas tabelas, procedures, gatilhos, sinônimos, dependncias e tudo quanto objeto que estava relacionada a interface. Deram uns 50 objetos diferentes…
- Depois fui atrás de informações sobre como os dois sistemas funcionavam no tocante a parte que precisava ser mexida.
- No meio do caminho li um livro inteiro de PL/SQL do Oracle pois conhecia muito pouco do assunto e mesmo assim só tinha mexido com isso no PostgreSQL.
- Fiz um diagrama de blocos de como eu gostaria que ficassem as novas procedures e gatilhos.
- Criei um script para alterar e criar todas tabelas, sequências, permições e comentários necessários, Incluindo algumas instruções DML necessárias para criar as condições de teste corretas.
- Escrevi de novo as procedures e gatilhos praticamente do zero.
- Adicionei uma boa dose de comentários em todo o codigo escrito
- Testei os scripts e compilei os procedures e gatilhos
- Fiz um tutorial para a alterão dos procedimentos necessários para a empresa que manda os dados para interface
- Recebi uma carga de dados de teste da empresa e testei a parafernália toda
- Pedi para a equipe que de suporte do outro sistema para checar se os dados de teste entraram com sucesso na base de teste.
- Atualizei toda a documentação
- Carreguei todos os objetos no banco de dados de produção
- Liberei a empresa para comeaçar a fazer a carga na interface com dados reais.

Putz! Que trampo!!! Agora só falta avisar uma das empresas que eu fui obrigado a alterar 2 gatilhos deles que estavam dando erro quando mudei os procedimentos.

Isso ainda pode gerar um abacaxi…

Bem, mas o importante que eu aprendi muuuuita coisa no processo. Tô comeando a fazer as coisas como gente grande. Documentando tudo, testando em um ambiente separado, homologando a solução e redocumentando tudo de novo. Deu muito trabalho deste jeito, mas pela complexidade da coisa e o número de erros que tive que corrigir (os meus e alguns dos outros dois sistemas…) a coisa seria bem mais complicada se eu fisesse de outra forma. Como estou mexendo em um sistema de tributação, qualquer erro poderia ter gerado graves consequências em pouquíssimo tempo.

, desenvolver em ambiente corporativo é como na Educação:
o bagulho louco e o processo lento.

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O sujeito fala comigo ao telefone:
- Cria uma campo “timestamp’
Eu respondo:
- Claro, qual o nome do campo?
- Eu disse ‘timestamp’!
- Ok vou dar uma olhada depois ligo de volta.

Fiquei com medo de estar parecendo ignorante. Como não conheço direito quem está do outro lado da linha, achei que eu podia estar comendo bola. E lá fui eu fuçar nas tabelas do Oracle 9i para ver se eu entendia o que a minha santa ignorância não foi capaz de compreender. E não demorou muito para eu entender o que o nosso amigo estava querendo dizer. “Timestamp” era o nome do campo e o tipo de dados era lgicamente o tipo DATE!!!

Em algumas leituras recentes sobre o PL/SQL do Oracle descobri o motivo de tal estranheza. O Oracle só incluiu o tipo de dados TIMESTAMP a partir da verso 9i, que é justamente a verso com a qual trabalho. Como eu j trabalho com GNU/Linux a algum tempo procurei logo de cara o tipo de dados TIMESTAMP que sempre utilizei no PostgreSQL. Os sistemas Unix sempre armazenaram data e hora no formato TIMESTAMP, o padrão SQL já adota o TIMESTAMP a partir do SQL92, mas a ORACLE… só agora resolveu adotar.

Aí a besteira do meu colega na linha telefnica… ao invés de utilizar um campo com o nome “data_criacao” ou algo significativo, utilizou uma palavra reservada para nome da coluna. Bem, o livro que estou lendo da ORACLE PRESS realmente recomenda não utilizar palavras reservadas como nomes de colunas, mas antes do Oracle 9i, TIMESTAMP não era uma palavra reservada. O código fica bastante confuso, mesmo se estiver bem endentado. A chance de fazer uma confusão é grande…

O mais estranho é que quando dou um:

> SELECT data_no_formato_date FROM alguma_tabela

no Oracle ele no retorna hora, minuto e segundo. Você precisa esplicitar isso como em:
>SELECT to_char(data_no_formato_date, ‘DD-MM-YYYY HH24:MI:SS’) FROM alguma_tabela

Então eu descobri o milagre… você tem de setar uma variável de ambiente que controla o formato defaut de visualização, ou usar a função to_char para definir explicitamente o formato de exibição de datas como acima.

O legal da máscara que está aqui é que se eu dou um:

> SELECT data FROM alguma_tabela WHERE data = ‘01-JAN-01′

O Oracle acha que o ano 1901, 1801 e 2001 são o mesmo ano. Não é uma maravilha?

Quer um conselho, não use DATE no Oracle 9i use o tipo de dados TIMESTAMP e de preferência ponha um nome melhor para o nome de suas colunas.

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