Arquivo de agosto 2005

Estava eu dando uma passeada no nosso amigo orkut (sim, xingando muuuito pela maravilhora performance do servidor deles…) e coletando alguns contatos para adicionar no meu ICQ… e olha que curioso…

A maioria dos meus grandes amigos leu o livro “Admirável Mundo Novo”. Se você nunca ouviu falar do livro… bem provavelmente você não meu amigo, mas tem os que não leram e ouviram falar…

Bem, o fato que percebi hoje que as propagandas que aparecem aqui no meu blog são misteriosamente relacionadas a Bancos de Dados. Surpresa! O google rastreia tudo o que eu escrevo!!! Lembra mais o 1984…

Na verdade, quando percebo o nível de rastreamento de toda informação que rola na Internet, os Spywares e todo tipo de coisa que os softwares proprietários podem abrir na sua máquina, penso que já estamos muito próximos do que o George Orwell profetizou. Ainda mais com os Satélites GPS! Já d para rastrear a posição do seu celular e tudo.

Agora junte a isso à clonagem, ao genoma e aos transgenicos! A brincadeira é muito mais séria! Aldous Huxlei tinha razão… a “engenharia social e biológica” são as ciências que mudarão o mundo por completo. Pode vir toda a tralha tecnolgica da informática… não será nada perto do que o condicionamento genético já está causando na sociedade. Hoje escolhem o sexo do bebê, depois separam os genes dos mais “aptos” e estaremos finalmente no “Admirvel Mundo Novo”!!!

Se cuidem!!!

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Texto escrito em homenagem a uma professora de filosofia que me falou que a ética é um conjunto de valores “universais” que devem ser adotados como ideais supremos de uma sociedade. Ao invés de bater boca com a criatura, tive a idéia de fazer uma brincadeira com a idéia…

Vícios são coisas conhecidas por todos, tem uma conotação pejorativa e muitas vezes são misturadas com outros adjetivos para abrandar seu significado. Diz-se “sou aficcionado por”, “sou entusiasta de”, “sou doido por” ou mesmo “sou tarado por” ao invés de simplesmente dizer “sou sou viciado”. Ninguém nasce viciado, no pior dos casos nasce com dependência química ou predisposição a algum vício. O vício em geral é uma opção consciente.

Os viciados dificilmente reconhecem o próprio vício, e quando reconhecem, em geral, se entregam a ele. O vício é visto como algo destruidor que devora o ser humano por dentro e contamina as pessoas em torno do viciado. Geralmente o vício é associado ao consumo de alguma substância tóxica como o álcool, THC, nicotina, cocaína, etc. Eu gosto de ver o vício como um hábito, um ritual com o qual as pessoas se identificam. Ascender um cigarro, pedir uma cerveja num bar, abrir uma garrafa de vinho, enrolar um baseado, existe toda uma cultura que envolve o viciado. O fator ativo que pode causar dependência química pode ser apenas um ator coadjuvante na origem do vício. A socialização, o auto-conhecimento, a experimentação e o prazer são os reais motivadores para adentrar no mundo do vício.

Não vou negar que o vício pode ser muito nocivo. Após me livrar dos vícios costumeiros da adolescência, chegando até a parar de fumar, descobri o meu verdadeiro vício: a comida! Sim, não só sou viciado em açúcar como sou tarado por uma boa comida. E quem achar que isso um exagero meu, eu convido a assistir o vídeo chamado Super Size Me que conta uma experiência bizarra de um cara que passa um mês comendo apenas Junk Food. O acompanhamento médico mostra o estrago que isso pode fazer para a sua saúde.

Assim como fumar, injetar, cheirar, beber e, no meu caso, comer, existem muitos outros vícios perigosos como o vício pelo trabalho, por jogos de video-game, bate-papo na Internet, masturbação, sexo, café, exercício físico, adrenalina, rotina e por a vai. Conheci pessoas viciadas até mesmo em limpeza. sério! A pessoa quase baba quando entra no setor de produtos de limpeza do supermercado. Sua casa parece um centro cirúrgico!

Mas com o tempo eu conheci o pior de todos os vícios. Este, convive naturalmente e passa desapercebido por aqueles que não tiverem um olhar realmente aguçado. São milhões de viciados em todo o mundo, que negam piamente a existência do mesmo em suas vidas. A periculosidade deste vício se refere a sua morbidez que leva o viciado a perder e capacidade de raciocínio e o leva a indiferença e a solidão. Enfim, pode transformar as pessoas em verdadeiros autistas em poucas semanas. O curioso é que os meios de comunicação de massa injetam mensagens quase subliminares incentivando as pessoas publicamente a este vicio nefasto.

A pessoa se inicia no vício buscando a mais plena felicidade, numa atitude positiva, pacata e inocente. Como o vício é pouco divulgado, muitas vezes ela não se dá conta do risco. Acha que está fazendo algo de bom, que todos a sua volta vão aprovar a sua atitude. A sociedade a sua volta não percebe o vício e o viciado pode entrar num caminho sem volta. A dificuldade em se recuperar alguém com este vício é a convicção do viciado de estar fazendo algo bom.

Não conheço sequer uma expressão que descreva numa palavra este vício pavoroso. Eu chamo ele de “normalidade”. Machado de Assis já alertava para o seu risco há mais de um século ao escrever o conto “O Alienista”, mas de lá para cá, a coisa parece ter piorado. As pessoas hoje buscam a normalidade como um estilo de vida e abrem mão de sua auto-determinação, do seu senso crítico, da sua indignação e até mesmo de seus pensamentos próprios. Tudo passa a girar em torno de um senso comum, e valores socialmente aceitos. Ou seja, a pessoa é viciada em não ter vício, em aparentar ser uma pessoa comum, normal, apresentar um modelo de bom comportamento social. Hoje este vício possui toda uma sustentação dita filosófica que é difundida até mesmo nas escolas e universidades em nome da boa conduta social. O ápice do vício é quando a pessoa atingi um grau elevado de pseudo-consciência chamado de “ética”. A pessoa adota padrões morais que acredita serem superiores e universais. Passa a julgar e interpretar o mundo a sua volta conforme estas referências superiores e se convence de possuir um alto grau de criticidade. Assim, o viciado naturaliza uma opinião que não é natural, que não nasce na natureza e sim a partir de algumas cabeças pensantes com grande poder de influência na cultura dominante.

No entanto, ao se observar a interação dos viciados com as pessoas a sua volta é que se percebe o real estrago do vício: a indiferença social. A pessoa deixa de reagir às catástrofes sociais como se fosse um apresentador do “Jornal Nacional” e adota apenas críticas pré-formuladas do referido jornal ou de qualquer outra fonte por onde jorra o censo comum. Passa a repudiar qualquer forma de atitude que vá além dos bons modos e a considera-las (assim como a própria catástrofe) algo de mal gosto. Por fim, os viciados em normalidade, são potenciais delatores de qualquer suspeita de anormalidade. São predadores natos de revoluções, revoltas e manifestações populares em geral. O viciado em normalidade repudia todos os que possuam vícios que não sejam o seu, pois na verdade eles são contra os vícios e tomam como grande ofensa pessoal quando são chamados de viciados, o que torna tão difícil o seu tratamento.

Creio que os vícios, quando controlados são formas de tornar a vida mais suportável, mais interessante. Não estou aqui incentivando que cada um deva cultivar o seu. Só acho que não se trata de algo do outro mundo. Sob controle o vício se parece com um passa-tempo que se adere a personalidade da pessoa. Contudo a normalidade, a ausência de personalidade própria é uma atitude perigosa que nos conduz silenciosamente ao Admirável Mundo Novo, que apesar de ser um chavão, é cada dia mais real.

Cuidado: a normalidade esté entre nós!

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Tudo pronto para por tudo funcionar. Chegou a primeira remessa de dados, agora é só ligar a chave geral e pimba!

Huummm, vamos dar uma olhadinha nos dados de verdade anter de acionar tudo?

Hum, veio bastante coisa,
Hum, tem uns números fora do range…
Hum, tem valores zerados…
Hum… o cálculo parece não estar batendo…
Hum… tem VALOR NEGATIVO!!!!
P* Q* P* !!! TUDO ERRADO!!!

Vamos dar uma olhada em como estavam os dados que eles mandavam antes:

NOOOOOSA! Os caras tão mandando informações erradas há mais de ano e ninguém se ligou! Ai meu deus do céu. Para tudo! Cancela, desliga. Mata o processo!

- Para o trem que eu quero descer!

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Depois de quase um mês remodelando uma interface entre dois sistemas que deixaram de se comunicar por causa da mudana de um parêmetro… homologamos a solução!!! Bem, pelo menos a primeira parte. Agora falta botar pra funcionar o que nunca funcionou…

Pra mim foi um grande aprendizado…

- Primeiro documentei o nome de todas tabelas, procedures, gatilhos, sinônimos, dependncias e tudo quanto objeto que estava relacionada a interface. Deram uns 50 objetos diferentes…
- Depois fui atrás de informações sobre como os dois sistemas funcionavam no tocante a parte que precisava ser mexida.
- No meio do caminho li um livro inteiro de PL/SQL do Oracle pois conhecia muito pouco do assunto e mesmo assim só tinha mexido com isso no PostgreSQL.
- Fiz um diagrama de blocos de como eu gostaria que ficassem as novas procedures e gatilhos.
- Criei um script para alterar e criar todas tabelas, sequências, permições e comentários necessários, Incluindo algumas instruções DML necessárias para criar as condições de teste corretas.
- Escrevi de novo as procedures e gatilhos praticamente do zero.
- Adicionei uma boa dose de comentários em todo o codigo escrito
- Testei os scripts e compilei os procedures e gatilhos
- Fiz um tutorial para a alterão dos procedimentos necessários para a empresa que manda os dados para interface
- Recebi uma carga de dados de teste da empresa e testei a parafernália toda
- Pedi para a equipe que de suporte do outro sistema para checar se os dados de teste entraram com sucesso na base de teste.
- Atualizei toda a documentação
- Carreguei todos os objetos no banco de dados de produção
- Liberei a empresa para comeaçar a fazer a carga na interface com dados reais.

Putz! Que trampo!!! Agora só falta avisar uma das empresas que eu fui obrigado a alterar 2 gatilhos deles que estavam dando erro quando mudei os procedimentos.

Isso ainda pode gerar um abacaxi…

Bem, mas o importante que eu aprendi muuuuita coisa no processo. Tô comeando a fazer as coisas como gente grande. Documentando tudo, testando em um ambiente separado, homologando a solução e redocumentando tudo de novo. Deu muito trabalho deste jeito, mas pela complexidade da coisa e o número de erros que tive que corrigir (os meus e alguns dos outros dois sistemas…) a coisa seria bem mais complicada se eu fisesse de outra forma. Como estou mexendo em um sistema de tributação, qualquer erro poderia ter gerado graves consequências em pouquíssimo tempo.

, desenvolver em ambiente corporativo é como na Educação:
o bagulho louco e o processo lento.

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O sujeito fala comigo ao telefone:
- Cria uma campo “timestamp’
Eu respondo:
- Claro, qual o nome do campo?
- Eu disse ‘timestamp’!
- Ok vou dar uma olhada depois ligo de volta.

Fiquei com medo de estar parecendo ignorante. Como não conheço direito quem está do outro lado da linha, achei que eu podia estar comendo bola. E lá fui eu fuçar nas tabelas do Oracle 9i para ver se eu entendia o que a minha santa ignorância não foi capaz de compreender. E não demorou muito para eu entender o que o nosso amigo estava querendo dizer. “Timestamp” era o nome do campo e o tipo de dados era lgicamente o tipo DATE!!!

Em algumas leituras recentes sobre o PL/SQL do Oracle descobri o motivo de tal estranheza. O Oracle só incluiu o tipo de dados TIMESTAMP a partir da verso 9i, que é justamente a verso com a qual trabalho. Como eu j trabalho com GNU/Linux a algum tempo procurei logo de cara o tipo de dados TIMESTAMP que sempre utilizei no PostgreSQL. Os sistemas Unix sempre armazenaram data e hora no formato TIMESTAMP, o padrão SQL já adota o TIMESTAMP a partir do SQL92, mas a ORACLE… só agora resolveu adotar.

Aí a besteira do meu colega na linha telefnica… ao invés de utilizar um campo com o nome “data_criacao” ou algo significativo, utilizou uma palavra reservada para nome da coluna. Bem, o livro que estou lendo da ORACLE PRESS realmente recomenda não utilizar palavras reservadas como nomes de colunas, mas antes do Oracle 9i, TIMESTAMP não era uma palavra reservada. O código fica bastante confuso, mesmo se estiver bem endentado. A chance de fazer uma confusão é grande…

O mais estranho é que quando dou um:

> SELECT data_no_formato_date FROM alguma_tabela

no Oracle ele no retorna hora, minuto e segundo. Você precisa esplicitar isso como em:
>SELECT to_char(data_no_formato_date, ‘DD-MM-YYYY HH24:MI:SS’) FROM alguma_tabela

Então eu descobri o milagre… você tem de setar uma variável de ambiente que controla o formato defaut de visualização, ou usar a função to_char para definir explicitamente o formato de exibição de datas como acima.

O legal da máscara que está aqui é que se eu dou um:

> SELECT data FROM alguma_tabela WHERE data = ‘01-JAN-01′

O Oracle acha que o ano 1901, 1801 e 2001 são o mesmo ano. Não é uma maravilha?

Quer um conselho, não use DATE no Oracle 9i use o tipo de dados TIMESTAMP e de preferência ponha um nome melhor para o nome de suas colunas.

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