Arquivo de janeiro 2006
Publicado por Telles e arquivado em Software Livre
Última parte do artigo…
3 Usando Software Livre
Se você realmente instalar várias distribuições no seu computador você vai perceber algumas semelhanças e diferenças:
- O programas que cada distribuição instala são geralmente os mesmos. Algumas aplicações podem mudar, principalmente se você fizer uma instalação enxuta com apenas uma interface gráfica.
- As versões dos programas também variam um pouco. As distribuições voltadas para o mercado corporativo utilizam versões mais antigas e estáveis enquanto as versões voltadas para o usuário final possui versões mais novas.
- As interfaces gráficas também são semelhantes, sendo que numa instalação enxuta é comum se instalar apenas uma interface padrão. Você pode em geral instalar novas interfaces adicionais depois.
- Geralmente as distribuições possuem um primeiro CD com os principais aplicativos com os quais você consegue ter uma funcionalidade básica. Com os demais CDs ou DVDs você instala uma série de aplicativos adicionais.
- A instalação inicial das distribuições tem interfaces bastante diferentes, algumas em modo gráfico e algumas em modo texto. Além disso as distribuições costumam contar com um modo simplificado para instalações padrões e um modo detalhado para instalações avançadas. Uma instalação simplificada, no entanto, costumas ter sempre algumas etapas semelhantes:
- Seleção de idioma
- Particionamento do disco
- Seleção de pacotes a instalar
- Configuração de rede
- Configuração de usuários
- A forma como as atualizações de segurança são feitas também variam um pouco. Em geral é possível com uma única operação instalar todas as atualizações de segurança do sistema através do download de um site mantido pela distribuição utilizada. Algumas distros possuem vários espelhos ao redor do mundo para diminuir o tempo do download.
- A forma como os novos programas são instalados também variam. Em geral existe uma ferramenta que instala estes programas a partir da Internet ou de um CD/DVD para você. Em alguns casos você vai descobrir que algum programa ou uma versão de um programa não está disponível para instalar de forma automatizada. Você poderá recorrer a pacotes “não oficiais” criados por terceiros ou optar por compilar o programa manualmente. Há distribuições que dispõem de ferramentas poderosas para compilar programas de forma mais eficiente.
- A forma de detectar o hardware disponível no seu computador também varia de distribuição para distribuição. Embora este esteja sendo um problema cada vez menor, hardwares mais exóticos podem exigir mais ou menos esforço para serem instalados dependendo da distribuição utilizada.
- A organização interna dos arquivos varia bastante de distribuição para distribuição. Isto pode confundir um pouco os usuários. Existem uma tentativa de unificar a organização das distribuições Linux, a “Linux Standard Base”. Existem distribuições que se aproximam mais da LSB e distribuições que fogem completamente dela. Então se você está experimentando várias distribuições, vale a pena verificar estas diferenças e ver qual distribuição lhe agrada mais ou menos.
Os usuários costumam ficar muito impressionados com o refinamento visual de cada software num primeiro momento. Só com o tempo as características mais importantes aparecem. As distribuições são assim, portanto verifiquem como elas funcionam antes de se tornar um defensor implacável de uma distribuição.
3.1 Kernel
O kernel do sistema operacional é uma peça chave para o desempenho, segurança e suporte a hardware do sistema como um todo. Toda distribuição costuma instalar um kernel padrão que vai funcionar na maioria dos computadores para os quais ele foi projetado. No entanto, é possível instalar versões mais novas do kernel, versões que tiram vantagem de processadores mais novos e até recompilar o kernel para atender exatamente às suas necessidades. É comum instalar um kernel padrão, e depois instalar novos kernels, recompilar alguns. Se alguma coisa der errada, você pode voltar a utilizar outra versão confiável. Fica aqui a ressalva de que mesmo escolhendo um sistema operacional baseado num kernel como o Linux, FreeBSD, OpenBSD ou NetBSD você vai encontrar em geral os mesmos softwares livres disponíveis, incluindo as interfaces gráficas e tudo o mais.
3.2 Shell
O shell é a linha de comandos do sistema operacional. Para quem vem do universos windows, o shell dele é o command.com, que interpreta os comandos do DOS, assim como permite a criação de arquivos de bath. Em software livre você pode escolher qual shell vai utilizar. Isto pode parecer um tanto estranho, mas é muito bom para aqueles que vivem no universo Unix. O shell mais utilizado é o criado pelo projeto GNU, o Bourne-Again Shell, conhecido por BASH. O bash foi desenvolvido incorporando características de outros shells existentes como o Korn shell (ksh) ou o C shell (csh). O Bash é muito utilizado como linguagem de script, pela qual você pode criar programas muito simples com o petencial de configurar sistemas, instalar programas, fazer manutenção, etc. Você possui uma excelente referência do bash nas páginas do MAN. Um pondo de referência conhecido dos brasileiros é o site do “Aurélio Verde” que mantém um site repleto de informações para quem quer aprender Shell Script.
3.3 Interface gráficaA história das interfaces gráficas começam na década de 70 nos laboratórios da Xerox. Um grupo da Xérox desenvolveu a maioria dos conceitos utilizados hoje sobre a plataforma Unix. Infelizmente a falta de visão dos executivos da Xerox não permitiu que o projeto seguisse adiante. A Apple contratou mais tarde alguns pesquisadores da Xerox e lançou o Lisa e logo depois o Macintosh. Os sistemas Unix utilizam há muito tempo o X Window System, desenvolvido no MIT a partir de 1984.
3.3.1 O X Window SystemHoje ele se encontra na versão 11 e é conhecido como ‘X11′ ou simplesmente ‘X’. O X11 é um servidor que recebe dados do teclado e mouse e envia para aplicações clientes que utilizem displays gráficos. O X11 é muito flexível podendo ser utilizado remotamente e rodar em diversos sistemas operacionais como o Linux, FreeBSD, Windows e MacOS. O X11 foi amplamente aceito pelo mercado corporativo e a licença livre criada no MIT o tornou amplamente aceito. No final da década de 90 a maior parte da implementação do X11 era realizada por uma empresa, conhecidoa como XFREE86 . No entanto o grupo que originou o X11 e o XFREE86 romperam após a adoção de uma licença mais restritiva por parte da XFREE86. Assim o projeto Xorg em 2005 reassumiu a responsabilidade pelo desenvolvimento do X11.
A maioria das distribuições de Software Livre adotam ou pretendem adotar em breve o X11 mantido pelo Xorg como padrão de gerenciamento gráfico. Mesmo com uma interface gráfica poderosa como o X11 instalado no sistema operacional, sozinho ele não é capaz de alternar entre várias instâncias de aplicações gráficas. Para isso existem os chamados “gerenciadores de janelas” que preparam um ambiente flexível para as aplicações executarem, permitindo o usuário alternar entre elas.
3.3.2 Gerenciadores de Janelas
Existem inúmeros projetos de gerenciadores de janelas. Os mais conhecidos são o KDE e o GNOME que possuem uma grande variedade de recursos. Muitas distribuições instalam ambos gerenciadores e alguns só instalam um deles. É praticamente obrigatório conhecer um pouco ambas. Algumas aplicações são desenvolvidas utilizando bibliotecas específicas de um gerenciador de janelas como o GTK+ do Gnome e o QT do KDE. O KDE e o Gnome não se limitaram a criar um gerenciador de janelas, em torno deles gravitam centenas de aplicativos para compor o ambiente de Desktop, alguns deles são grandes projetos e possuem vida própria.Embora o KDE e Gnome sejam as interfaces mais conhecidas, muitas outras estão disponíveis. Algumas são particularmente mais leves e são mais indicadas para computadores menos memória ou com processadores mais antigos como:
- XFCE
- Window Maker,
- BlackBox,
- Enlightenment,
- ION.
Tags: FLOSS, X11
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Bem, muitos já conhecem o screen, mas fica aqui a dica para quem nunca utilizou…
Como sempre, tenho que acessar diariamente alguns servidores utilizando uma conexão SSH. Algumas vezes faço operações demoradas como um DUMP de um banco de dados e minha conexão cai. O jeito para resolver isso é usar o “screen”.
Após instalado na máquina onde me conecto (no meu caso no servidor que eu acesso remotamente), basta digitar screen e aparecerá uma tela de boas vindas. Dê um enter e você voltará para o seu shell habitual. Caso a conexão caia, basta você se conectar novamente via SSH e digitar screen -x. A sessão anterior será restaurada no ponto atual. Assim posso ficar tranqüilo que nunca vou perder uma operação que esteja rodando em primeiro plano.
Uma outra utilidade é compartilhar um shell com várias pessoas. Depois de uma pessoa iniciar uma sessão utilizando o screeen. Outras pessoas podem se conectar na mesma sessão utilizando screen -x. Assim é possível, por exemplo, por exemplo você acompanhar a manutenção de um servidor feita por outra pessoa remotamente. Você pode até debugar um mesmo código em grupo.
O único problema do screen é não permitir rolar a tela, mesmo que você esteja utilizando o console a partir de uma janela de um ambiente gráfico. Para quem gera listagens e coisas do tipo na tela isso é uma limitação.
Fora isso é uma ótima ferramenta.
Tags: screen, shell
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Na segunda parte deste artigo vamos botar a mão na massa:
2 Usando Software Livre
Bem, a primeira coisa que você deve fazer é instalar o software antes de mais nada. Mas o Software Livre traz uma novidade inusitada, a liberdade de escolha. Isto significa que você tem muitas opções pelo caminho e muitas formas de usar software livre.
2.1 Software Livre que roda no Windows
A coisa mais simples que uma pessoa pode fazer para começar a usar Software Livre não é Instalar a distribuição X ou Y. A primeira coisa que você pode fazer é instalar Softwares Livres no seu Software Não-Livre como o Window$ ou o Mac OS X. Apesar do pessoal da comunidade preferir que você realmente instale um sistema operacional completo livre, o fato é que antes de surgir o Linux, todos os softwares livres rodavam no UNIX.
Apesar de ser um passo tímido, você pode ir se acostumando com as ferramentas que vai encontrar no mundo Linux sem levar um susto tão grande. Em migrações de ambiente corporativo, é comum passar por esta etapa para não causar um choque grande nos usuários finais.
Alguns Softwares Livres que você pode instalar:
- Navegador Firefox 1.5
- Gerenciador de e-mail Thunderbird 1.5
- Suite de escritório OpenOffice 2.0
- Editor de imagens Gimp
- Editor de imagens vetoriais Inkscape
- Open Clip Art Library
- Gerenciador de mensagens instantâneas Gaim
2.2 Rodando Linux sem instalar
Antes de instalar sua primeira distro, você pode utilizar um Live-CD ou um Live-DVD. A idéia do “live” é a de que você não precisa instalar todo o sistema para testar, você pode simplesmente habilitar o Drive de CD como o dispositivo de boot primário e sair rodando um sistema completo no seu computador sem sequer tocar no HD da sua máquina. No entanto o Live-CD é muito mais lento que um HD normal, portanto o sistema rodará com um desempenho sofrível.
Ao fim e ao cabo, os Live-CDs servem principalmente para fazer uma demonstração ou para fazer uma recuperação de um computador com problemas. A recuperação de computadores é particularmente interssante pois se o sistema operacional (seja ele qual for) estiver corrompido você pode levantar um sistema operacional completo, acessar a Internet e a rede local, e fazer as alterações necessárias no HD para fazer as coisas volterem a funcionar. O potencial do Live-CD como ferramenta de demonstração também é enorme. O Kurumin responsável por uma grande expanção do Linux no Brasil.
Alguns Live-CDs:
- Knoppix
- Kurumim
- Ubuntu
- Slax
- Free BSD Live CD
- iBuild (monte seu próprio Live CD)
2.3 Instalando um sistema operacional Livre
Bem, chegou a hora de colocar tudo para funcionar para valer. Algumas recomendações, antes de mais nada:
- Um gravador de CD/DVD é uma boa pedida para gravar as distribuições que você vai instalar.
- Você deve ter em média de 1 a 5 GB de espaço no HD para instalar cada distro.
- Ter uma conexão ativa com a Internet de preferência em banda larga é altamente recomendado.
- Nem todos os hardwares funcionam. Particularmente os mais novos ou os mais estranhos.
Uma boa idéia é testar várias distribuições Linux antes de se fixar em uma em particular. Você vai ouvir muitas pessoas diserem que esta ou aquela “distro” é melhor. Na verdade cada uma atende a um público diferente, escolha a que lhe parece mais adequada para você no momento. Existem algumas distribuições que são notadamente mais complicadas (embora haja controvérsias e isso possa mudar rapidamente) de se instalar. Para um usuário iniciante eu evitaria distribuições como Slackware, Gentoo, FreeBSD, OpenBSD e NetBSD. Todas são excelentes distribuições, você provavelmente irá querer mexer com elas no futuro, mas é um ponto de partida um tanto áspero para os iniciantes. É interessante instalar pelo menos uma distribuição com sistema de empacotamento do tipo RPM (Red Hat, SUSE) e uma do tipo DEB (Debian, Ubuntu) para conhecer os estilos mais comuns de empacotamento.
Você pode começar instalando uma distro junto com outro sistema operacional já existente. Basta para isso desfragmentar o HD e diminuir o tamanho das partições de forma a sobrar um espaço não particionado. É importante estudar um pouco sobre o processo de particionamento de Discos para você entender o processo de instalação. As distribuições de software livre utilizam duas ou mais partições para instalar o sistema todo. Isto pode confundir um pouco os iniciantes.
Na dúvida, verifique a documentação da instalação da sua distro! Existem dezenas de distribuições de Software Livre. Qualquer um pode criar a sua! Entre as mantidas por empresas temos:
- Mandriva,
- RedHat
- Suse
- Ubuntu
entre as mantidas pela comunidade:
- Fedora
- OpenSUSE
- Debian
- Slackware
- Gentoo
- FreeBSD
2.4 Encontrando ajuda
Ao tentar instalar várias distribuições, você certamente verá muitas coisas novas pelo caminho e terá dificuldades com algumas delas. Mesmos os usuários mais experiêntes sempre recorrem a ajuda. Na verdade a capacidade de aprender e ensinar é uma das principais qualidades de um verdadeiro Hacker.
Existem várias formas de se buscar ajuda. Cada distribuição Linux possui sua própria documentação, algumas vezes traduzida para o Português, outras não. Leia a documentação antes de se desesperar. Saber ler em Inglês é muito recomendável.é obrigatório. Os problemas mais comuns já ocorram com muitas pessoas então é muito provável que alguém já escreveu sobre isso. Se não escreveu…. bem, esta é a sua oportunidade de ajudar outras pessoas! Principais formas de se buscar ajuda:
- Documentação do próprio software. Cada software ou distribuição costuma possuir sua própria documentação no seu site. Você pode em geral baixar esta documentação, imprimir, distribuir e até alterar esta documentação livremente.
- Google. As pesquisas no google realmente funcionam. Experimente colocar numa busca um erro junto com o nome do software que está dando o erro!
- Grupos de discução. Existem grupos que se comunicam por e-mail e são uma fonte de ajuda poderosa. As listas costumam ser fortemente segmentadas por assunto e possuem códigos de conduta que devem ser respeitado. Leia o que a página do grupo diz antes de postar alguma coisa. Certifique-se de ter tentado encontrar a solução do erro na documentação antes de postar uma pergunta.
- IRC. Um tipo de chat utilizado há muito tempo com milhares de usuários. A comunidade do software livre costuma se encontrar no servidor da Freenodes. Você pode fazer perguntas direto para desenvolvedores do software que você tem dúvida. As respostas são rápidas e curtas. Algumas pessoas são mais pacientes e dão ajudas dignas de uma consultoria. Cabe sempre lembrar que o uso de uma boa Netiqueta é obrigatória. Nunca saia colando várias linhas num canal do IRC. Você será espulso da maioria dos canais se fizer isso!
- Livros. Existem muitas publicações sérias no universo do software livre. Particularmente a Livraria Tempo Real, além de especializada em livros de informática, também promove várias palestras técnicas de alto nível sobre software livre.
- Apostilas: Existem várias apostilas sobre Software Livre por aí. Algumas apostilas escritas em português são referências obrigatórias:
- Apostilas do Metrô-SP sobre OpenOffice.org, Firefox, Thunderbird e Gimp.
- Guia Foca Linux, escrito por Gleydson Maziolli, contém informações sobre como usar um Sistema Linux em linha de comando.
Tags: FLOSS
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Estes dias chegou uma turminha nova no trabalho. Todo o pessoal já traz muita experiência de outros lugares e eu espero aprender muito com eles ainda. No entanto, no que tange ao Software Livre, o contato deles ainda é pequeno. Estão todos fuçando aqui e ali, além de usar é claro!
Então resolvi deixar aqui algumas ideias de o que poderia ser um roteiro:
“Desbravando o mundo do Software Livre - dicas para profissionais de TI”
1 - Filosofia Falar de Software Livre exige que você entenda alguns conceitos iniciais, recomendo que você leia pelo menos alguns dos documentos de cada ítem, particularmente a parte que fala da história do Software Livre. Muitas dúvidas e suposições equivocadas dos iniciantes podem ser evitadas lendo esta parte. Alguns documentos podem ser lidos superficialmente. A parte de licenças pode ser um assunto indigesto que pode ser postergado para momentos mais calmos, depois que você já estiver “usando” software livre e se integrando na comunidade. No entanto, fica o aviso de que o assunto sobre licenças é um tema polémico e explica várias atitudes dos diversos atores no cenário do Software Livre, que como veremos, é um universo bastante heterogêneo.
1.1 Um pouco de história Ao contrário do que parece, o Software Livre já tem mais de 20 anos. Didaticamente, podemos dividir a história do Software Livre em 4 fases: - Pré história, ou o surgimento dos hackers; - Surgimento do projeto GNU, quando ocorre a fundamentação do Software Livre; - Surgimento do Linux, quando o Software Livre se multiplica na Internet - Abertura do código fonte da Netscape, quando o mercado corporativo se volta para o Software de código aberto. Para dizer a verdade, começa com o surgimento dos hackers na década de 70.
1.1.1 O surgimento dos Hackers O termo hacker sempre foi associado aos maiores talentos na informática. O Software Livre surge de talentos destas pessoas que além de um conhecimento profundo, tem por filosofia o compartilhamento deste conhecimento. Assim, o software livre já existia informalmente há muito tempo. Antes das corporações decidirem “fechar” o código de todos os software que desenvolve. Richard Stalman, foi um destes hackers que se cansou de ver os Software com seus códigos fontes não acessíveis, como era prática comum entre os hackers. - Hacker History; - Hacker (excelente definição do wikipedia)
O termo se manteve restrito às rodas de informática até meados da década de 90 onde a ascenção da Internet e do Software Livre degenerou o termo passou a ser usado no tom pejorativo pelo mercado corporativo - particularmente o mercado que sempre desprezou o Software Livre. Para se diferenciarem dos criminosos digitais, foi criado o termo cracker. Até hoje, no mundo do Software Livre, ser considerado um Hacker é ser considerado em alta estima pela comunidade.
1.1.2 O projeto GNU Bem, todos já ouviram falar de “Software Livre”, “Software de Código Aberto”, Linux etc. Apesar de tudo isso parecer novo e até parecer tudo a mesma coisa, não é. A história toda começa em 1984 (lembra o livro “1984″ do George Orwell…) com a publicação do “Manifesto GNU” que fundou o Projeto GNU. No site do projeto GNU, o seu idealizador, Sr. Richard Stallman, tem vários textos explicando os princípios do Software Livre. Vale a pena ler alguns dos principais textos citados abaixo. A leitura destes textos é um ponto de partida conceitual obrigatório para começar a entender que “Software Livre” não é a mesma coisa que “Software Grátis”. - Manifesto GNU; - Porque é que o software não devia ter proprietários; - Porque GNU/Linux?
1.1.3 O surgimento do Linux Em 1990 o Sr. Linus Torvalds decidiu criar um sistema operacional baseado no Minix. Em agosto 1991 ele manda um e-mail para o grupo do Minix convidando as pessoas a participar de um novo sistema operacional que começara a desenvolver. Um mês depois foi lançada a versão 0.01 do Kernel Linux. - What is Linux? - Linux Online; - Linux Headquarters; - The Linux Kernel Archives;
Assim que o Kernel do Linux começou a amadurecer, houve um esforço de portar os software GNU que rodavam em UNIX e dependiam deste kernel para o novo Kernel do Linux. Quando isto ocorreu, foi possível montar um sistema completo utilizando apenas Software Livre.
Compilar o Kernel e depois cada software a ser utilizado era um processo muito trabalhoso, assim surgiram as primeiras “Distribuições GNU/Linux” que traziam uma maneira fácil para instalar um sistema operacional linux com diversos aplicativos, pré compilados para a plataforma Intel x86. Em 1993 surgem 3 grandes distribuições: o Slackware criado por Patrick Volkerding, o Projeto Debian criado por Ian Murdock inicia que recebe apoio em 1994 por um ano do Projeto GNU e a RedHat fundada por Marc Ewing. Destas 3 grandes distribuições são derivadas a maioria das distribuições conhecidas atualmente utilizando 3 sistemas de “empacotamento” dos software compilados.
1.1.4 Linux Busines Em março de 1998, a Netscape decide liberar o código do seu navegador na Internet perder mercado para o Internet Explorer. Este foi o marco inicial onde uma série de empresas passa a enxergar o Software Livre como um movimento com um potencial comercial sério. Em julho de 2000 a Sun libera o código da sua suíte de escritório, o StarOffice, dando surgimento ao OpenOffice.org. Até então o Software Livre era tido como uma aventura de um pequeno grupo de programadores que jamais lançariam qualquer tipo de software capaz de competir no mercado. O fato é que grandes empresas como a HP, IBM e SUN passaram a investir no software livre, patrocinando projetos, liberando o código de alguns software e patentes e contratando desenvolvedores da comunidade. Um exemplo de como o mundo dos negócios se expandiu no mundo do software livre é que em dezembro de 2005 a RedHat passa a figurar entre as 100 maiores empresas de tecnologia na NASDAQ-100. 1.2 LicençasSe você estiver querendo simplesmente “por a mão na massa”, pule os ítens 1.2 e 1.3!! As licenças representam a área legal do Software Livre. Apesar de parecer uma área muito enfadonha, ela é muito polêmica e seu debate trouxe contribuiu para o surgimento de licenças livres para outras coisas que não software, como textos, música, vídeo, etc.
1.2.1 - Licenças de Software Livre segundo o Projeto GNU O Projeto GNU como mostra nos textos acima, lança a público a idéia de se desenvolver o Software Livre. De fato encontra diversos Software Livres que de alguma forma foram ajudados pela Free Software Foundation, uma instituição criada para arrecadar fundos para financiar o Projeto GNU. Alem disso, o projeto GNU tem um papel histórico fundamental de criar um sistema de licenças livres, que garantam legalmente a liberdade do software. Para entender este conceito amplamente debatido até hoje, vale a pena perder algum tempo lendo outros textos no site do Projeto GNU: - Categorias de Software Livres e Não-Livres;- Várias Licenças e comentários sobre elas; - O que é Copyleft; - O problema da licença BSD; - Why “Free Software” is better than “open Source”; - Free But Shackled - The Java Trap;
1.2.2 Software de Código Aberto e a OSI Alguns destes textos reflete um debate que surgiu no final da década de 90 quando a Netscape liberou o seu código fonte (depois que a Microsoft lançou o Windows 98 junto com o Internet Explorer) fazendo surgir o Projeto Mozilla, responsável pelo desenvolvimento do atual Firefox e Thunderbird. Nesta época, surgio a OSI, que defende licenças mais flexíveis sem o conceito de copyleft. Alguns artigos interessantes: - The Open Source Definition; - The Approved Licences; - Why Open Source Software / Free Software (OSS/FS, FLOSS, or FOSS)? Look at the Numbers!
De fato, a OSI passou a ser procurada por grandes empresas para validar licenças que elas criam para liberar seus produtos para a comunidade. Então, quando a SUN, IBM, Netscape, etc libera seus códigos fontes e a OSI aprova a seu modelo de licenciamento, dizemos que ele é um “Software de Código Aberto segundo a OSI” e assim ele é recebido de braços abertos pela comunidade, ou pelo menos por aqueles que se contentam com licenças, geralmente no estilo BSD.
1.2.3 As licenças livres fora do campo da informática O movimento de Software Livre reaqueceu um antigo debate a cerca da universalidade do conhecimento. A idéia é de que o conhecimento não pode ser propriedade particular, deve ser compartilhado com toda a sociedade de forma a incrementar o arcabouço cultural humano. Desta forma surgiram propostas de criar licenças que permitam copiar e distribuir diferentes tipos de mídias, como páginas da Internet, fotos, textos, vídeos, etc utilizando licenças mais ou menos restritivas. A Creative Commons foi criada específicamente para atender este público, oferecendo diversos modelos de licenças traduzidas para várias línguas que podem ser utilizadas facilmente por qualquer um. Em novembro de 2005 o Google incluiu uma opção na suas buscas avançadas para procurar conteúdo na Internet com a opção “Direitos de uso” onde é possível selecionar conteúdo com licenças livres. Um exemplo excelente do poder das licenças livres é o Wikipedia, um projeto de enciclopéidia livre, produzida no estilo do Software Livre.
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Tags: FLOSS, GNU, linux, OSI
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Segue abaixo a tradução do texto do Josh Berkus (desenvolvedor do PostgreSQL e do Bizgres) devidamente autorizada pelo autor. Achei o texto interessante, particularmente num momento crucial para a organização do PSL-ABCD.
Tradução livre do texto: “The 5 Types of Open Source Projects” Posted by Josh Berkus at 15/03/2005 in http://www.powerpostgresql.com/5_types
Copyright (c) 2005 by Josh Berkus and Joe Conway. This material may be distributed only subject to the terms and conditions set forth in the Open Publication License, v1.0 or later (the latest version is presently available at http://www.opencontent.org/openpub/).
Há cerca de dois anos atrás, Bruce Momjian foi ao Japão ensinar aos executivos japoneses sobre Software de Código Aberto. Como muitos executivos de negócio dos E.U.A., estes gerentes japoneses tinham ouvido sobre Linux e talvez Apache, mas de não tiveram nenhum noção da quantidade, deixando para traz a diversidade de projetos de código aberto existentes. Assim eu escrevi para Bruce uma apresentação de Slides chamada “os seis tipos de projetos de código aberto”.
Com quase cem mil projetos apenas no SourceForge, seria possível classificar projetos em uma miríade das maneiras. Podem ser categorizados pela licença, pela origem, pela arquitetura da colaboração, pelo método de comunicação, ou até pelo epicentro geográfico do desenvolvimento.
Aqui eu estou olhando a classificação organizacional. Quem toma as decisões no projeto? Como um contribuinte se junta ao projeto? Como o código é aprovado? Como são os objetivos estratégicos, se existirem?
Examinando o mundo do código aberto sob esta luz, cada projeto de OSS que eu encontrei pode ser encaixado em somente uma de cinco categorias, ou como um híbrido de duas das cinco. São elas:
1. Solo
2. Monarquia
3. Comunidade
4. Corporativo
5. Fundação
Eu numerei 1-5 acima porque a numeração indica uma tendência geral para o formalismo crescente. Isto é, os projetos solo são, geralmente, muito informais e têm pouca burocracia, e os projetos corporativos e de fundação tendem a ter por escrito exigências e regras e uma extensiva política interna que é inevitável aos seus participantes. Também, os projetos tendem a mover-se “para acima” não “para baixo”: um projeto da comunidade pôde transformar-se em uma fundação, mas é improvável transformar-se numa Monarquia. Há, obviamente, algumas variações significativas nisso. Agora, algumas definições:
Solo
===
Descrição: de longe a maioria numérica dos projetos (90% ou mais). Os projetos de solo têm somente um ou dois colaboradores que são responsáveis por 100% do código, das decisões, e da sustentação do projeto. Consistem geralmente em um ou dois programadores que se decidiram abrir a fonte de um projeto feito por eles na esperança de melhorar sua imagem profissional e/ou de atrair outros colaboradores para ajuda-los. Alguns projetos solo são derivações (forks) de outros projetos onde um colaborador que discordou com o restante do projeto decidiu romper criando o seu próprio.
Contribuição: Os projetos de solo tendem a ser impossíveis ou extremamente fáceis de se contribuir. Na maioria dos casos, os colaboradores do projeto ficam emocionados em ter ajuda e interesse e serão extremamente responsivos: afinal de contas, eles abrem o código a fim compartilhar. Às vezes, particularmente no exemplo de projetos derivados (forks), o desenvolvedor/dono do projeto pode ter uma personalidade espinhosa, difícil de se aproximar.
Suporte: Os proprietários de projetos de solo tendem a ser extremamente responsivos aos pedidos de usuário, em parte porque muitos destes projetos têm poucos usuários. Alguns, entretanto, são abandonados por seus criadores (como o Flexbackup foi por diversos anos) ou pertencem a programadores anti-sociais ou sobrecarregados de trabalho que são completamente incomunicáveis. Emitir algumas mensagens a sua lista enviar lhe dirá rapidamente com o que você está tratando. O ponto principal ao adotar um software de projeto solo é a possibilidade do único colaborador perder o interesse, ter problemas pessoais, ou mesmo morrer, quebrando toda a sustentação do projeto. Assim os negócios que pensam em incorporar o software solo na sua infrastrutura ou produto devem certificar-se de que podem contratar/empregar o proprietário do projeto, ou em que alguém de sua equipe de funcionários é suficientemente hábil para assumir o projeto na eventualidade dele falhar.
Exemplos: Bricolage é um projeto solo muito bonito, com o 90% do código escrito por David Wheeler e seu empregado. Para outros exemplos, navegue pelo SourceForge e FreshMeat: você verá milhares de projetos de solo como o iBookshelf, o editor de texto de Joe, o dbmail, e o Framewerk.
Notas: Há uma tendência na imprensa em pintar projetos de solo como menos legítimos do que projetos maiores. Isto é realmente injusto; frequentemente estes projetos são extremamente úteis, e às vezes há somente um colaborador porque somente um é necessário. Para a maioria deles, é simplesmente porque o projeto é muito novo.
Monarquia
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Descrição: Um projeto de Monarquia é geralmente um projeto de solo que “deu certo” e desenvolveu uma comunidade grande. Enquanto estes projetos podem envolver um grande número contribuintes, todas as decisões são feitas pelo lider do projeto e um número pequeno de “colaboradores” que ele/ela aponta. Os objetivos estratégicos, e as disputas políticas, são definidas sempre pelo desenvolvedor lider ou pelo colaborador indicado.
Contribuição: contribuir num projeto Monárquico é relativamente fácil. Você necessita apenas se aproximar do lider do projeto ou de ou um de seus colaboradores indicados com um pedido ou uma contribuição do código, e eles se decidirão imediatamente. Para projetos maiores, mais populares, o colaborador indicado não responderá aos contatos sempre porque ele é demasiado ocupado. No geral, a estrutura hierárquica apertada destes projetos resulta muito pouca politicagem: todas as disputas long-running serão definidas pelo programador lider rapidamente.
Suporte: projetos monarquistas, sendo maiores do que projetos solo, serão proporcionalmente mais formais. Nas listas de e-mail, você receberá frequentemente mais respostas de seus colegas usuários do que dos colaboradores a menos que você seja um colaborador do projeto. Para bugs, Monarquistas frequentemente irão requerer o uso de um bug-tracker formal, tal como Bugzilla. Para o suporte corporativo, a prática aceita é a de empregar ou contratar o lider do projeto ou sua empresa ou empregar/contratar um de seus colaboradores indicados ou suas empresas. De fato, algumas companhias mantém um lider de projeto ou colaborador indicado em sua folha de pagamento justamente para poder oferecer suporte pleno ao software para clientes.
Exemplos: Muitas linguagens de programação, incluindo o Perl e o Python, são projetos Monarquistas. Por outro lado, o Linux, OpenBSD, Memcached e Bittorrent são projetos populares Monarquistas de tamanho variando.
Notas: O crescimento de projetos de Monarquistas dependem geralmente pesadamente da habilidade gerencial e da liderança inspiradora do lider do projeto. Isto significa também que conflitos de personalidade entre colaboradores e o lider de projeto resultam frequentemente em derivações(fork) do projeto.
Comunidade
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Descrição: Os projetos de comunidade têm um número significativo de contribuintes que fazem o projeto funcionar democraticamente como pares. Enquanto votações majoritárias são ocasionalmente realizadas, a maioria de decisões são feitas por uma combinação de meritocracia* e consenso. Os projetos maiores podem ter um comitê superior dos membros sénior que decidem o sentido estratégico, disputas dos colaboradores, e quem tem o direito de “commitar”.
Contribuição: Os projetos de comunidade geralmente estão dando extremas boas-vindas aos novos contribuinte, e não têm geralmente nenhum processo de ingresso formal pelo qual você “é aceito.” No entanto, os membros novos são incentivados fazer contribuições ao projeto e estas contribuições são vigorosamente (às vezes ásperamente) revistas. Uma vez que você começa, sua voz dentro do projeto está determinada geralmente por uma combinação de seu tempo de contribuição, da quantidade e da qualidade de suas contribuições, e da sua eloquência online. Todas as decisões executivas feitas sem discussão serão altamente suspeitas e podem resultar em flamewars ou em ostracismo.
Suporte: Por causa deste processo social intenso, os projetos de comunidade confiam geralmente em listas extremamente ativas, fóruns, e/ou ferramentas do bate-papo, adicionando às vezes até milhares das mensagens por semana. Estes meios são também seu canal principal de suporte, assim para ter suporte pontual dos desenvolvedores para bugs e instruções requer que você participe do processo social. Para uns níveis maiores de suporte você emprega geralmente um contribuinte principal do projeto, ou uma das diversas empresas participantes.
Exemplos: Os projetos grandes de comunidade são relativamente poucos devido ao balanço político requerido para mantê-los estáveis. O projeto PostgreSQL e o Linux Terminal Server Project são bons exemplos. O Debian é também um projeto de comunidade mas tem uma política de fundação de acordo com muitos e o FreeBSD é uma comunidade mas tem incorporado recentemente uma Fundação não comercial.
Notas: Os projetos de comunidade operam-se por uma sinergia geral, e em consequência tendem a não ter nenhum planejamento estratégico detalhado. Mais que trabalhar para objetivos específicos, as comunidades focaliza o recrutamento para avançar no projeto adquirindo código e ideias o mais rápido possível.
Corporativo
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Descrição: Os projetos corporativos consistem geralmente no código fechado que foi aberto por uma companhia mas não se alienou completamente dele. Para muitos, pode ser duro dizer a diferença entre o projeto e a companhia: a maioria dos programadores são empregados da companhia e o departamento do marketing da companhia determina o sentido estratégico para o projeto. Às vezes estes projetos consistem em código antigo ou não comercializável que a companhia lançou na esfera pública por razões estratégicas ou de relações públicas. Outros projetos incorporados são parte de uma classe crescente das companhias pequenas que vêem o código aberto como o melhor método de distribuição para seus produtos: as companhias com “licenciamento duplo”.
Contribuição: é freqüentemente difícil ou impalatável participar de projetos corporativos, motivo pelo qual geralmente não atraem muitos colaboradores independentes. Geralmente é preciso atravessar um processo de entrada formal incluindo a atribuição dos direitos à companhia patrocinadora. Além disso, os contribuintes externos serão geralmente colocados de fora nas tomadas de decisão dentro do projeto, já que as decisões se originam na companhia. Assim a maioria dos contribuintes externos tendem a focalizar add-ons ao software central.
Suporte: uma quantidade variável de suporte pontual estará disponível em listas e outros fórums públicos, dependendo da popularidade do projeto e a quantidade de tempo que a companhia deixa seus colaboradores gastar no tratar com o público. O suporte confiável freqüentemente é obtido somente com um contrato de suporte ou licença comercial com a companhia patrocinadora.
Exemplos: Este é um tipo popular em bases de dados: MySQL, Firebird, BerkeleyDB e Ingres são todos projetos corporativos, os primeiros três da variedade com “licenciamento duplo” e o último exemplo de uma corporação grande que liberou um código mais velho abrindo-o. Compiere e Hed Hat Fedora são outros exemplos, como os outros métodos de licença dupla, o JBoss.
Notas: OpenOffice.org, como um projeto corporativo grande e muito popular, chegou em uma estrutura peculiar com uma comunidade de usuários grande em diálogo com a corporação patrocinadora. Apesar da vibrante comunidade de usuários, no entanto, todos os colaboradores principais permanecem empregados da Sun. É também ruim notar que projetos corporativos estão sozinhos por terem um modelo organizacional que requeira uma licença particular. Quase universalmente, usam o GPL ou LGPL (a fim compelir que a contribuição retorne) ou a licença no estilo da Mozilla que maximizam o crédito para a companhia.
Fundação
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Descrição: uma fundação não comercial pode ser pensada como o ponto final na organização formal de projetos de código aberto. Tais projetos são incorporados com gerentes e diretores e toda a tomada de decisão é formalizada pelas necessidades da estrutura incorporada. Isto é feito frequentemente em resposta ao projeto que é crítico a diversas companhias grandes, que usam a estrutura formal para proteger seus interesses mútuos e assegurar a si mesmos uma voz. Às vezes as fundações se originam quando projetos bem estabelecidos da comunidade sentem que necessitam das vantagens de uma estrutura legal e a habilidade de empregar uma equipe de funcionários. Finalmente, algumas fundações são o resultado de uma companhia que se aliena de um código de um projeto corporativo e que cria uma fundação não comercial para protegê-lo.
Contribuição: As fundações têm geralmente um processo de ingresso formal que incluem, como em projetos corporativos, aderir a um documento de garantia de direitos. Em algumas fundações criadas por corporações, indivíduos não podem participar dos grupos do processo de governanaça, somente representantes de companhias e grupos. Isto significa que você deve contribuir enquanto patrocinador do projeto a fim participar inteiramente. Outros dividiram o projeto em pequenos sub-projetos secundários que se operam bem como projetos monárquicos ou de comunidade individualmente.
Suporte: Frequentemente as fundações terão listas dos patrocinadores que dão forma também ao núcleo da sustentação comercial para o projeto. Isto torna relativamente fácil encontrar sustentação paga. O suporte não pago varia: algumas fundações comportam-se mais como comunidades, e alguns mais como projetos corporativos canalizando pedidos para o suporte pago. As fundações são o único tipo de projeto a acoplar um fundo sistemático. Os usuários serão incentivados em muitos fóruns públicos a fazerem doações para o projeto.
Exemplos: A Apache Software Foundation o a uber-Foundation, usando sua estrutura formal para governar não apenas a si própria, mas projetos secundários numerosos tais como o mod_perl e o SpamAssassin. A Fundação Mozilla está crescendo na mesma maneira. Outras fundações incluem Gnome, o Projeto Gnu a Free Software Foundation e o Projeto XFree86.
Notas: por favor note que a mera posse de papéis de incorporação não faz do projeto uma fundação na sua estrutura. Linus Torvalds trabalha para OSDL, no entanto o Linux remanesce na maior parte Monarquista, e a base de dados de Firebird é incorporada pela organização não comercial, contudo remanesce no controle da companhia cd consultoria IBPhoenix.
Tenha em mente que a estrutura organizacional de um projeto não é estática; muitos, se não a maioria dos projetos são de um tipo e estão no processo de transformar-se em um outro tipo, tal como Bricolage que é solo mas está se tornando comunidade, ou FreeBSD que é comunidade se tornando fundação. Alguns projetos são híbridos, tais como a linguagem PHP, que mantém um contrapeso entre o núcleo core dominado pela Zend (corporativo) e um grande número de contribuintes externos(comunidade).
E, naturalmente, minha categorização dos projetos é na maior parte subjetiva, assim esteja certo de verificar as coisas por si mesmo.
De mais a mais, a vibração, a durabilidade, e a adoção de um projeto de código aberto (sucesso, em outras palavras) não são dependentes do tipo da organização. Depende de uma variedade de fatores, sobretudo da boa liderança do projeto por seus lideres/donos.
Tags: FLOSS, Josh Berkus
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Publicado por Telles e arquivado em Informática
Deus é algo lógico, compreensível e linear se comparado ao mundo da informática….por Tatu
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Publicado por Telles e arquivado em Debian
A partir do lançamento do Sarge eu passei a utilizar definitivamente a versão Stable do Debian no meu Desktop no trabalho. A posição era bastante conservadora, mas ambiente de produção é ambiente de produção. Não dava para ficar perdendo muito tempo com dependências quebradas e coisas do tipo. Na verdade isso também refletiu a minha insegurança com o Debian também…
Aí aconteceu. Foi só instalar o FreeNX e o Cliente do Oracle 9i quebrou. Falhei miseravelmente. Então pensei… vamos instalar o Cliente do Oracle 10g…
Bem então vou passar para Testing logo de uma vez. Atualizei o /etc/apt/source.lists e pimba… o meu sistema quebrou feito paçoca. Acontece que além do Oracle, ainda houveram algumas brincadeiras com o TORA e um maluco que usou meu desktop como VPN… resultado, falhei miseravelmente novamente.
Bem, formatei a intalação do meu Debian, instalei só sistema básico do Sarge, atualizei o source.list com entradas para stable, testing e unstable. Depois de um aptitude update, um aptitude upgrade e finalmente uns dois aptitude dist-upgrades o sistema básico estava atualizado com kernel novo e tudo o mais. É claro que de cara eu fiz algumas besteiras, mas quando fui fazer a mesma coisa na minha máquina de casa, parece que o resultado foi semelhante.
Depois eu instalei o ambiente gráfico e tudo funcionou muito bem. O meu único cuidado adicional foi o de não montar o /home (que eu tinha guardado num partição separada, claro!) e sim ir importando os arquivos de uma conta para outra manualmente. Fiz isso pois achei que o profile da versão anterior do ambiente gráfico com seus trocentos arquivos de configuração poderiam quebrar. Como eu não estava afim de arristar nenhum byte de um ano de trabalho direto no mesmo ambiente, fui importando pasta por pasta que me interessava e copiando algumas configurações especificas.
Bem, parece que agora está tudo funcionando em casa e no trabalho com 100% Unstable. Comparando com o Ubuntu 5.10, não vi nada que justificasse sua utilização em detrimento do Sarge. Claro que dá um pouco mais de trabalho para chegar lá e sempre corro o risco de uma coisa ou outra quebrar… mas até segunda órdem estou fechando com o Debian Unstable!!!
Agora a nova aventura fica por parte do Oracle 10g e compilar o TORA…
Tags: Debian
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Tradução do texto do video EPIC
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É O MELHOR DOS TEMPOS,
É O PIOR DOS TEMPOS.
- de Robin Sloan
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IT IS THE BEST OF TIMES,
IT IS THE WORST OF TIMES.
- de Robin Sloan
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No ano 2014 as pessoas têm acesso a uma variedade e profundidade de informações que seriam inimagináveis em épocas passadas.
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In the year 2014 people have access to a breadth and depth of information unimaginable in an earlier age.
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Todos contribuem de alguma maneira.
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Everyone contributes in some way.
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Todos participam para criar um mundo de mídia vivo e pulsante. No entanto, a Imprensa, como você a conhece, deixou de existir. As fortunas do Quarto Poder se foram. As empresas de notícias do Século XX mudaram muito, uma reminiscência solitária de um passado não tão distante.
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Everyone participates to create a living, breathing mediascape. However, the Press, as you know it, has ceased to exist. The Fourth Estate’s fortunes have waned. 20th Century news organizations are an after-thought, a lonely remnant of a not too distant past.
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A estrada para 2014 começou em meados do Século XX.
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The road to 2014 began in the mid-20th Century.
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Em 1989, Tim Berners-Lee, um cientista de computação do laboratório de física de partículas CERN, na Suíça, inventou a World Wide Web.
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In 1989, Tim Berners-Lee, a computer scientist at the CERN particle physics laboratory in Switzerland, invents the World Wide Web.
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1994 vê a fundação da Amazon.com. Seu jovem criador sonha com uma loja que vende de tudo. O modelo da Amazon, que viria depois a estabelecer o padrão para vendas pela Internet, é baseado em recomendações personalizadas automáticas – uma loja que pode oferecer sugestões.
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1994 sees the founding of Amazon.com. Its young creator dreams of a store that sells everything. Amazon’s model, which would come to set the standard for Internet sales, is built on automated personalized recommendations – a store that can make suggestions.
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Em 1998, dois programadores de Stanford criam o Google. Seu algoritmo é um eco da linguagem da Amazon, tratando links como recomendações e, a partir deste fundamento, impulsiona a mais efetiva máquina de busca do mundo.
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In 1998, two Stanford programmers create Google. Their algorithm echoes the language of Amazon, it treats links as recommendations, and from that foundation powers the world’s most effective search engine.
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Em 1999, TiVo transforma a televisão libertando-a das restrições do tempo – e dos comerciais. Quase ninguém que experimenta volta atrás.
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In 1999, TiVo transforms television by unshackling it from the constraints of time - and commercials. Almost no one who tries it ever goes back.
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Naquele ano, uma empresa “ponto-com” iniciante chamada Pyra Labs lança o Blogger, uma ferramenta pessoal de publicação.
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That year, a dot-com start-up named Pyra Labs unveils Blogger, a personal publishing tool.
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Friendster é lançado em 2002 e centenas de milhares de jovens avançam para povoá-lo com mapas incrivelmente detalhados de suas vidas, seus interesses e suas redes sociais. Também em 2002, Google lança o Google News, um portal de notícias. As redes de notícias reclamam. Google News é editado inteiramente por computadores.
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Friendster launches in 2002 and hundreds of thousands of young people rush to populate it with an incredibly detailed map of their lives, their interests and their social networks. Also in 2002, Google launches GoogleNews, a news portal. News organizations cry foul. GoogleNews is edited entirely by computers.
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Em 2003, Google compra o Blogger. Os planos da Google são um mistério, mas seu interesse pelo Blogger não é sem razão.
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In 2003, Google buys Blogger. Google’s plans are a mystery, but their interest in Blogger is not unreasonable.
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2003 é o Ano do Blog.
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2003 is the Year of the Blog.
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2004 seria lembrado como o ano em que tudo começou.
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2004 would be remembered as the year that everything began.
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A Revista Reason envia a seus assinantes um exemplar que traz na capa uma foto-satélite de suas casas, contendo informações personalizadamente direcionadas para cada assinante.
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Reason Magazine sends subscribers an issue with a satellite photo of their houses on the cover and information custom-tailored to each subscriber inside.
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Sony e Phillips lançam o primeiro jornal eletrônico do mundo produzido em larga escala.
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Sony and Philips unveil the world’s first mass-produced electronic paper.
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Google lança o Gmail, com um Gigabyte de espaço gratuito para cada usuário.
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Google unveils GMail, with a gigabyte of free space for every user.
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Microsoft lança o Newsbot, um filtro de notícias sociais.
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Microsoft unveils Newsbot, a social news filter.
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Amazon lança o A9, uma máquina de busca baseada em tecnologia Google que também incorpora as recomendações da Amazon, sua marca registrada.
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Amazon unveils A9, a search engine built on Google’s technology that also incorporates Amazon’s trademark recommendations.
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E então, Google lança suas ações na bolsa.
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And then, Google goes public.
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Com novo capital sobrando, a companhia faz uma grande aquisição. Google compra a TiVo.
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Awash in new capital, the company makes a major acquisition. Google buys TiVo.
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2005 – Em resposta aos recentes lances da Google, a Microsoft compra a Friendster.
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2005 – In response to Google’s recent moves, Microsoft buys Friendster.
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2006 – Google combina todos os seus serviços – TiVo, Blogger, Google News e todas as suas buscas em algo chamado Google Grid, uma plataforma universal que oferece uma quantidade funcionalmente ilimitada de espaço para armazenamento e largura de banda, para compartilhar e armazenar mídias de todo tipo. Sempre online, acessível de qualquer lugar. Cada usuário seleciona seu próprio nível de privacidade, podendo armazenar seu conteúdo com segurança no Google Grid, ou publicá-lo para que todos o vejam. Nunca foi tão fácil para qualquer um, para todos, criar e consumir mídia.
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2006 – Google combines all of its services - TiVo, Blogger, GMail, Google News and all of its searches into the Google Grid, a universal platform that provides a functionally limitless amount of storage space and bandwidth to store and share media of all kinds. Always online, accessible from anywhere. Each user selects her own level of privacy. She can store her content securely on the Google Grid, or publish it for all to see. It has never been easier for anyone, everyone to create as well as consume media.
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2007 – A Microsoft responde ao crescente desafio da Google com o Newsbotster, uma rede de notícias sociais e uma plataforma de jornalismo participativo. Newsbotster gradua e ordena notícias, baseado no que estão lendo e vendo os amigos e colegas de cada usuário, permitindo que todos comentem sobre o que vêem.
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2007 – Microsoft responds to Google’s mounting challenge with Newsbotster, a social news network and participatory journalism platform. Newsbotster ranks and sorts news, based on what each user’s friends and colleagues are reading and viewing and it allows everyone to comment on what they see.
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O ePaper da Sony é mais barato do que o papel real neste ano. É o meio escolhido para o Newsbotster.
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Sony’s ePaper is cheaper than real paper this year. It’s the medium of choice for Newsbotster.
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2008 vê surgir a aliança que desafiará as ambições da Microsoft. Google e Amazon juntam forças para formar a Googlezon. Google fornece o Google Grid aliado a uma tecnologia de busca insuperável. Amazon fornece a máquina de recomendações sociais e sua gigantesca infra-estrutura comercial. Juntos, eles utilizam os conhecimentos detalhados sobre a rede social de cada usuário, dados demográficos, interesses e hábitos de consumo para prover uma personalização total de conteúdo e de propagandas.
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2008 sees the alliance that will challenge Microsoft’s ambitions. Google and Amazon join forces to form Googlezon. Google supplies the Google Grid and unparalled search technology. Amazon supplies the social recommendation engine and its huge commercial infrastructure. Together, they use their detailed knowledge of every user’s social network, demographics, consumption habits and interests to provide total customization of content - and advertising.
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A Guerra das Notícias de 2010 é particularmente notável, pois nenhuma rede de notícias dela participa.
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The News Wars of 2010 are notable for the fact that no actual news organizations take part.
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Googlezon finalmente dá um xeque-mate na Microsoft, oferecendo facilidades que a gigante do software não pode igualar. Utilizando um novo algoritmo, os computadores da Googlezon constroem novas matérias e artigos dinamicamente, pinçando sentenças e fatos de todas as fontes de conteúdo e recombinando-as. O computador escreve um novo texto para cada usuário.
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Googlezon finally checkmates Microsoft with features the software giant cannot match. Using a new algorithm, Googlezon’s computers construct news stories dynamically, stripping sentences and facts from all content sources and recombining them. The computer writes a news story for every user.
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Em 2011, o dormente Quarto Poder desperta para tomar uma drástica decisão. A empresa The New York Times processa judicialmente a Google, alegando que os robôs capturadores de fatos da companhia são uma violação à lei de direitos autorais. O caso vai até a Suprema Corte que, em 4 de agosto de 2011 dá ganho de causa à Googlezon.
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In 2011, the slumbering Fourth Estate awakes to make its first and final stand. The New York Times Company sues Googlezon, claiming that the company’s fact-stripping robots are a violation of copyright law. The case goes all the way to the Supreme Court, which on August 4, 2011 decides in favour of Googlezon.
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No domingo, 9 de março de 2014, Googlezon lança o EPIC.
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On Sunday, March 9 2014, Googlezon unleashes EPIC.
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Bem-vindo ao nosso mundo.
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Welcome to our world.
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EPIC vale por “Evolving Personalized Information Construct”, um sistema pelo qual nosso vasto e caótico universo de mídia éfiltrado, ordenado e transmitido. Todos contribuem agora – desde entradas de blog, até imagens de câmeras de telefones, passando por reportagens em vídeo e investigações completas. Muitas pessoas são pagas também – uma pequena fatia do imenso faturamento da Googlezon, proporcional à popularidade das contribuições de cada um.
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The ‘Evolving Personalized Information Construct’ is the system by which our sprawling, chaotic mediascape is filtered, ordered and delivered. Everyone contributes now – from blog entries, to phone-cam images, to video reports, to full investigations. Many people get paid too – a tiny cut of Googlezon’s immense advertising revenue, proportional to the popularity of their contributions.
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EPIC produz um pacote de conteúdo personalizado para cada usuário, utilizando suas escolhas, seus hábitos de consumo, seus interesses, seus dados demográficos, sua rede social – para moldar o produto.
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EPIC produces a custom contents package for each user, using his choices, his consumption habits, his interests, his demographics, his social network – to shape the product.
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Surge uma nova geração de editores-freelance, pessoas que vendem sua habilidade de se conectar, filtrar e priorizar o conteúdo do EPIC.
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A new generation of freelance editors has sprung up, people who sell their ability to connect, filter and prioritize the contents of EPIC.
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Todos nós recebemos conteúdo de vários editores; EPIC nos permite mesclar e comparar suas escolhas sejam elas quais forem. Na melhor das hipóteses, editado para os leitores mais capacitados, EPIC é um resumo do mundo – mais profundo, mais amplo e com mais nuances do que qualquer coisa antes disponível.
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We all subscribe to many Editors; EPIC allows us to mix and match their choices however we like. At its best, edited for the savviest readers, EPIC is a summary of the world – deeper, broader and more nuanced than anything ever available before.
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Mas na pior das hipóteses, e para gente demais, EPIC é meramente uma coleção de curiosidades, em sua maioria inverídica, um conjunto de informações inteiramente estreito, superficial e sensacionalista. Mas EPIC é o que queríamos, é o que escolhemos. E seu sucesso comercial abafou quaisquer discussões sobre mídia e democracia, ou ética jornalística. Hoje, em 2014, The New York Times deixou de estar online, num débil protesto contra a hegemonia da Googlezon, o Times se tornou um jornal exclusivamente impresso destinado apenas à elite e aos mais velhos. Mas talvez houvesse um outro jeito.
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But at it’s worst, and for too many, EPIC is merely a collection of trivia, much of it untrue, all of it narrow, shallow and sensational. But EPIC is what we wanted, it is what we chose. And its commercial success preempted any discussions of media and democracy, or journalistic ethics. Today, in 2014, The New York Times has gone offline in feeble protest to Googlezon’s hegemony, but Times has become a print-only newsletter for the elite and the elderly. But perhaps there was another way.
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Português / English
Vídeo: http://www.robinsloan.com/epic/
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