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	<title>Comentários sobre: O Segredo do Segredo</title>
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	<description>Ideas not commited yet!</description>
	<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 03:33:25 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Hugo werle</title>
		<link>http://www.midstorm.org/~telles/2008/06/10/o-segredo-do-segredo/#comment-1798</link>
		<dc:creator>Hugo werle</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 23:07:46 +0000</pubDate>
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		<description>Tanto o Livro como o Filme tem seu publico alvo, são produtos bem trabalhados e objetivos bem definidos.Nada de diferente de outra obra criada pelo homem.A liberdade de poder "viajar na maionese" se é um dito Best Seller americano , um Classico europeu ou um Paulo Coelho depende da leitura e interpretação de cada um.Acreditar que a leitura de um livro sirva  de inspiração para que seu leitor busque mudar seus horizontes é uma tecnica usada a seculos.
Criar ferramentas que possibilitem esta troca  como é o caso da Internet tem uma amplitude muito maior. Ou vocês sabem aonde fica MORRO REDONDO?Isto sim me permite, dentro das limitações e da sensura cultural, buscar e  manifestar opiniões indiferente de onde estou e como estou.Parabens pelos textos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tanto o Livro como o Filme tem seu publico alvo, são produtos bem trabalhados e objetivos bem definidos.Nada de diferente de outra obra criada pelo homem.A liberdade de poder &#8220;viajar na maionese&#8221; se é um dito Best Seller americano , um Classico europeu ou um Paulo Coelho depende da leitura e interpretação de cada um.Acreditar que a leitura de um livro sirva  de inspiração para que seu leitor busque mudar seus horizontes é uma tecnica usada a seculos.<br />
Criar ferramentas que possibilitem esta troca  como é o caso da Internet tem uma amplitude muito maior. Ou vocês sabem aonde fica MORRO REDONDO?Isto sim me permite, dentro das limitações e da sensura cultural, buscar e  manifestar opiniões indiferente de onde estou e como estou.Parabens pelos textos.</p>
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		<title>Por: Silas Mendes</title>
		<link>http://www.midstorm.org/~telles/2008/06/10/o-segredo-do-segredo/#comment-1783</link>
		<dc:creator>Silas Mendes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 15:30:31 +0000</pubDate>
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		<description>Uma coisa é certa, o mundo atual tenta impregnar em nós que: pessoas felizes tem dinheiro, conforto e etc... é difícil não acreditar nisso porque o tempo todo somos tentados a acreditar nesse bla bla bla. Pra mim "O segredo" é só mais um desses dispositivos; ali ele mostra que pra sua realização pessoal é legal ter dinheiro, uma mansão, um carro do ano... e eu não entendo, conheci tantas pessoas ricas e amargas... aí eu lembro de um velho pescador que conheci, um cara pobre, com uma casa muito simples que não tinha nem papel higiênico, a gente ali de frente pro mar e ele me dizendo: "eu não troco isso por nada..." e eu acreditei nele, dava pra ver que o cara não era um acomodado e etc, ele simplesmente está muito bem onde está e como está. Dúvido que "O segredo" ensine isso a alguém...


Ah! Muito bacana o site... já ta no Favoritos :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa é certa, o mundo atual tenta impregnar em nós que: pessoas felizes tem dinheiro, conforto e etc&#8230; é difícil não acreditar nisso porque o tempo todo somos tentados a acreditar nesse bla bla bla. Pra mim &#8220;O segredo&#8221; é só mais um desses dispositivos; ali ele mostra que pra sua realização pessoal é legal ter dinheiro, uma mansão, um carro do ano&#8230; e eu não entendo, conheci tantas pessoas ricas e amargas&#8230; aí eu lembro de um velho pescador que conheci, um cara pobre, com uma casa muito simples que não tinha nem papel higiênico, a gente ali de frente pro mar e ele me dizendo: &#8220;eu não troco isso por nada&#8230;&#8221; e eu acreditei nele, dava pra ver que o cara não era um acomodado e etc, ele simplesmente está muito bem onde está e como está. Dúvido que &#8220;O segredo&#8221; ensine isso a alguém&#8230;</p>
<p>Ah! Muito bacana o site&#8230; já ta no Favoritos <img src='http://www.midstorm.org/~telles/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /></p>
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	<item>
		<title>Por: Walter Cruz</title>
		<link>http://www.midstorm.org/~telles/2008/06/10/o-segredo-do-segredo/#comment-1427</link>
		<dc:creator>Walter Cruz</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 20:21:16 +0000</pubDate>
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		<description>Acho que faltou uma palavrinha aqui não? 'Você o que for preciso se prometerem não acabar com a cerveja no planeta?'

Bom, desde que li seu artigo no reader ontem eu fiquei com vontade de comentar, mas me resguardei.

O cristianismo (ou mais especificamente a parte 'evangélica' dele) no geral abraçou a idéia de que ser rico é sinal de benção divina, ser pobre é sinal de maldição, e que já que Deus é 'o dono do ouro e da prata', somos 'filhos do rei' com o direito de 'exigir' de Deus benção, saúde, riqueza. Mesmo que isso seja apenas por uma motivação egoísta.. 

As vezes a resposta simples é dizer que o mal que acontece a alguém é 'carma' (http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL580656-7086,00.html) .. Mas muitas vezes, só se sabe o quanto o mal pode ser mal quando ele é sentido na própria pele.

Sobre o filme em si, não vi porque desde o princípio pensei que nada havia a se ver. E parece que não me enganei :D</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que faltou uma palavrinha aqui não? &#8216;Você o que for preciso se prometerem não acabar com a cerveja no planeta?&#8217;</p>
<p>Bom, desde que li seu artigo no reader ontem eu fiquei com vontade de comentar, mas me resguardei.</p>
<p>O cristianismo (ou mais especificamente a parte &#8216;evangélica&#8217; dele) no geral abraçou a idéia de que ser rico é sinal de benção divina, ser pobre é sinal de maldição, e que já que Deus é &#8216;o dono do ouro e da prata&#8217;, somos &#8216;filhos do rei&#8217; com o direito de &#8216;exigir&#8217; de Deus benção, saúde, riqueza. Mesmo que isso seja apenas por uma motivação egoísta.. </p>
<p>As vezes a resposta simples é dizer que o mal que acontece a alguém é &#8216;carma&#8217; (http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL580656-7086,00.html) .. Mas muitas vezes, só se sabe o quanto o mal pode ser mal quando ele é sentido na própria pele.</p>
<p>Sobre o filme em si, não vi porque desde o princípio pensei que nada havia a se ver. E parece que não me enganei <img src='http://www.midstorm.org/~telles/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /></p>
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	<item>
		<title>Por: Telles</title>
		<link>http://www.midstorm.org/~telles/2008/06/10/o-segredo-do-segredo/#comment-1424</link>
		<dc:creator>Telles</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 13:59:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.midstorm.org/~telles/?p=231#comment-1424</guid>
		<description>Sr. Denis Gaia, é uma honra receber seu comentário. 

Já faz algum tempo, mas eu ainda lembro dos tempos em que eu dava aula de alfabetização de adultos e os alunos se queixavam de que "pensar faz a cabeça doer". Você também deve ter visto isso, não? Decidir o tempo todo cansa. Ouvi uma amiga dizer que o maior problema, na opinião dela, de ser solteira e morar sozinha é ter que decidir tudo o tempo todo. Seja como for, somos treinados a não pensar. Isto está bem explícito nas teorias da Sociologia da educação da década de 70. Gosto da noção de currículo oculto, denunciado por Bowles e Gintis, que privilegia a obediência e a repetição em detrimento do debate e da criatividade. Bom tempos em que a gente dava aula, lembra? Pois é... mas veja ainda estamos falando de um fenômeno coletivo.

Você acertou quando disse que se trata de um texto com forte viés sociológico. Na verdade é um ataque a visão individualista de enxergar o mundo. O mesmo ataque que Durkheim fez sobre a psicologia para fundar a sociologia há mais de 100 anos atrás. Mas veja só... você citou 3 poderes na sua resposta: o econômico, o militar e o político. Veja que o poder político e o militar são exatamente os mesmos. Não existe diferença entre ambos. O poder político pode ser definido como o "legítimo uso da força sobre um determinado território". No entanto, faltou um poder, o ideológico. E é sobre este poder que você cita e eu também. Quando somos convencidos que os grandes problemas da humanidade estão no indivíduo e não no coletivo. 

O ser humano não é condenado a escolher muito mais do que o número do pedido no McDonalds, o ônibus que vai pegar para ir no trabalho ou qual cor de meias ele deve vestir. Mas veja, o poder é definido como uma força exercida por A em B que faz com que B tome uma decisão que não tomaria normalmente se a força exercida por A não existisse. O poder ideológico é justamente um dos 3 poderes clássicos definidos pela sociologia que faz com que as pessoas sejam fortemente influenciadas nas suas decisões de consumo, nas suas opiniões sobre religião, futebol e claro, sobre política. Então a passividade em detrimento do censo crítico é um fenômeno novamente sociológico. No plano do indivíduo, os publicitários, jornalistas e marketeiros certamente ligam com os fatores psicológicos, mas ainda assim é um fenômeno coletivo, portanto sociológico.

Um grande abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. Denis Gaia, é uma honra receber seu comentário. </p>
<p>Já faz algum tempo, mas eu ainda lembro dos tempos em que eu dava aula de alfabetização de adultos e os alunos se queixavam de que &#8220;pensar faz a cabeça doer&#8221;. Você também deve ter visto isso, não? Decidir o tempo todo cansa. Ouvi uma amiga dizer que o maior problema, na opinião dela, de ser solteira e morar sozinha é ter que decidir tudo o tempo todo. Seja como for, somos treinados a não pensar. Isto está bem explícito nas teorias da Sociologia da educação da década de 70. Gosto da noção de currículo oculto, denunciado por Bowles e Gintis, que privilegia a obediência e a repetição em detrimento do debate e da criatividade. Bom tempos em que a gente dava aula, lembra? Pois é&#8230; mas veja ainda estamos falando de um fenômeno coletivo.</p>
<p>Você acertou quando disse que se trata de um texto com forte viés sociológico. Na verdade é um ataque a visão individualista de enxergar o mundo. O mesmo ataque que Durkheim fez sobre a psicologia para fundar a sociologia há mais de 100 anos atrás. Mas veja só&#8230; você citou 3 poderes na sua resposta: o econômico, o militar e o político. Veja que o poder político e o militar são exatamente os mesmos. Não existe diferença entre ambos. O poder político pode ser definido como o &#8220;legítimo uso da força sobre um determinado território&#8221;. No entanto, faltou um poder, o ideológico. E é sobre este poder que você cita e eu também. Quando somos convencidos que os grandes problemas da humanidade estão no indivíduo e não no coletivo. </p>
<p>O ser humano não é condenado a escolher muito mais do que o número do pedido no McDonalds, o ônibus que vai pegar para ir no trabalho ou qual cor de meias ele deve vestir. Mas veja, o poder é definido como uma força exercida por A em B que faz com que B tome uma decisão que não tomaria normalmente se a força exercida por A não existisse. O poder ideológico é justamente um dos 3 poderes clássicos definidos pela sociologia que faz com que as pessoas sejam fortemente influenciadas nas suas decisões de consumo, nas suas opiniões sobre religião, futebol e claro, sobre política. Então a passividade em detrimento do censo crítico é um fenômeno novamente sociológico. No plano do indivíduo, os publicitários, jornalistas e marketeiros certamente ligam com os fatores psicológicos, mas ainda assim é um fenômeno coletivo, portanto sociológico.</p>
<p>Um grande abraço!</p>
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	<item>
		<title>Por: Dhalsin</title>
		<link>http://www.midstorm.org/~telles/2008/06/10/o-segredo-do-segredo/#comment-1411</link>
		<dc:creator>Dhalsin</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 21:49:38 +0000</pubDate>
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		<description>Conserta aí o "bom censo". O pessoal do IBGE nunca admitiria que não faz "bom censo". :)

Eu ainda acho o Segredo um negócio muito simplista. Primeiro que todo besteirol pretensamente científico não passa de besteirol. Primeiro porque eles se contorcem de maneira absurda para fazer suas teorias não serem comprovadas. E qualquer coisa que não possa ser colocada à prova não é científica, e nem pode ser considerada verdadeira.

Ainda acho que a paranóia pessimista pode trazer os mesmos resultados, se aplicada corretamente. O negócio é se cercar de segurança: poupando, construindo pontes e muros, não gastando. Ainda não inventaram uma maneira melhor de ficar rico que não gastar dinheiro.

Abraço, Capi!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Conserta aí o &#8220;bom censo&#8221;. O pessoal do IBGE nunca admitiria que não faz &#8220;bom censo&#8221;. <img src='http://www.midstorm.org/~telles/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Eu ainda acho o Segredo um negócio muito simplista. Primeiro que todo besteirol pretensamente científico não passa de besteirol. Primeiro porque eles se contorcem de maneira absurda para fazer suas teorias não serem comprovadas. E qualquer coisa que não possa ser colocada à prova não é científica, e nem pode ser considerada verdadeira.</p>
<p>Ainda acho que a paranóia pessimista pode trazer os mesmos resultados, se aplicada corretamente. O negócio é se cercar de segurança: poupando, construindo pontes e muros, não gastando. Ainda não inventaram uma maneira melhor de ficar rico que não gastar dinheiro.</p>
<p>Abraço, Capi!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Denis Gaia</title>
		<link>http://www.midstorm.org/~telles/2008/06/10/o-segredo-do-segredo/#comment-1393</link>
		<dc:creator>Denis Gaia</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 03:49:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.midstorm.org/~telles/?p=231#comment-1393</guid>
		<description>Grande Fábio... meu amigo de fé, meu irmão camarada...

Seu texto é extremamente interessante e sagaz à medida que ele aponta o sucesso do “Segredo”: o efeito placebo e o fato das pessoas com atitudes positivas e racionais – e que, conseqüentemente, levam ao planejamento – terem maior probabilidade de alcançarem seus desejos. 

Concordo plenamente com seus três tópicos. Eles são muito precisos...
Entretanto, no decorrer da sua análise, o texto se transforma num tratado de sociologia (com o velho estilo kpi).

Não que eu discorde que a sociedade e seus mecanismos de coerção não tenham influência. Creio, sim, que com o passar dos anos a sociedade torna-se mais “exigente” no que tange à construção de um padrão de vida ideal.

Apesar de saber que existem formas de domínio político econômico e militar, acredito que o ser humano é dono de sua própria história, ou como diria Sartre "condenado a ser livre". Numa análise psicológica/filosófica-de-buteco posso dizer que, atualmente, o que mais oprime a cabeça do sujeito comum não é o banqueiro com o milhão, o milico de plantão ou o político de Brasília, mas sim o peso da liberdade existencialista. Em outras palavras, fazer escolhas todos os dias angustia e aflige o ser humano...

A caça por “receitas” prontas e a busca pela compra do sucesso extraem do ser humano o direito de errar e de pensar. Deixam a impressão de que ter é mais importante do que ser e banalizam a própria vivência do indivíduo. Algumas pessoas são atraídas por esta passividade e, portanto, preferem transferir a decisão e responsabilidade de suas atitudes para um livro de auto-ajuda.

Para muitos, fazer escolhas ou pensar muito “dói”. Mal sabem eles que o fato de não decidir ou “terceirizar” a escolha é uma opção. Assim como o ato de nascer é uma ação que causa um certo sofrimento, a decisão de optar por algo pode também ser dolorosa. Esta é a verdadeira crise existencialista dos nossos tempos!!!! E viva o Prozac!!!! Felicidade em forma de pílula...

É por isso que eu digo que errei (e acertei) muito nesta vida e assim pretendo seguir meu caminho errante, longe das rotas “racionais” dos livros de auto-ajuda.

Bom saber que você ainda tem acessos de fúria!

Abraços,

Denis Gaia

PS: meu pai tentou fazer com que eu assistisse ao filme... Eu juro que tentei, mas dormi depois dos primeiros 20 minutos...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grande Fábio&#8230; meu amigo de fé, meu irmão camarada&#8230;</p>
<p>Seu texto é extremamente interessante e sagaz à medida que ele aponta o sucesso do “Segredo”: o efeito placebo e o fato das pessoas com atitudes positivas e racionais – e que, conseqüentemente, levam ao planejamento – terem maior probabilidade de alcançarem seus desejos. </p>
<p>Concordo plenamente com seus três tópicos. Eles são muito precisos&#8230;<br />
Entretanto, no decorrer da sua análise, o texto se transforma num tratado de sociologia (com o velho estilo kpi).</p>
<p>Não que eu discorde que a sociedade e seus mecanismos de coerção não tenham influência. Creio, sim, que com o passar dos anos a sociedade torna-se mais “exigente” no que tange à construção de um padrão de vida ideal.</p>
<p>Apesar de saber que existem formas de domínio político econômico e militar, acredito que o ser humano é dono de sua própria história, ou como diria Sartre &#8220;condenado a ser livre&#8221;. Numa análise psicológica/filosófica-de-buteco posso dizer que, atualmente, o que mais oprime a cabeça do sujeito comum não é o banqueiro com o milhão, o milico de plantão ou o político de Brasília, mas sim o peso da liberdade existencialista. Em outras palavras, fazer escolhas todos os dias angustia e aflige o ser humano&#8230;</p>
<p>A caça por “receitas” prontas e a busca pela compra do sucesso extraem do ser humano o direito de errar e de pensar. Deixam a impressão de que ter é mais importante do que ser e banalizam a própria vivência do indivíduo. Algumas pessoas são atraídas por esta passividade e, portanto, preferem transferir a decisão e responsabilidade de suas atitudes para um livro de auto-ajuda.</p>
<p>Para muitos, fazer escolhas ou pensar muito “dói”. Mal sabem eles que o fato de não decidir ou “terceirizar” a escolha é uma opção. Assim como o ato de nascer é uma ação que causa um certo sofrimento, a decisão de optar por algo pode também ser dolorosa. Esta é a verdadeira crise existencialista dos nossos tempos!!!! E viva o Prozac!!!! Felicidade em forma de pílula&#8230;</p>
<p>É por isso que eu digo que errei (e acertei) muito nesta vida e assim pretendo seguir meu caminho errante, longe das rotas “racionais” dos livros de auto-ajuda.</p>
<p>Bom saber que você ainda tem acessos de fúria!</p>
<p>Abraços,</p>
<p>Denis Gaia</p>
<p>PS: meu pai tentou fazer com que eu assistisse ao filme&#8230; Eu juro que tentei, mas dormi depois dos primeiros 20 minutos&#8230;</p>
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