<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: Oracle compra Sun e não é 1º de Abril</title>
	<atom:link href="http://www.midstorm.org/~telles/2009/04/21/oracle-compra-sun-e-nao-e-1%c2%ba-de-abril/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.midstorm.org/~telles/2009/04/21/oracle-compra-sun-e-nao-e-1%c2%ba-de-abril/</link>
	<description>Ideas not commited yet!</description>
	<lastBuildDate>Sat, 20 Mar 2010 23:40:27 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=abc</generator>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
		<item>
		<title>Por: Welson Elias</title>
		<link>http://www.midstorm.org/~telles/2009/04/21/oracle-compra-sun-e-nao-e-1%c2%ba-de-abril/comment-page-1/#comment-2286</link>
		<dc:creator>Welson Elias</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 14:14:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.midstorm.org/~telles/?p=505#comment-2286</guid>
		<description>O que eu gostaria de saber mesmo era se o Wordpress roda no banco de dados Oracle? Tem como alguém me ajudar a encontrar uma resposta pra isso ?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que eu gostaria de saber mesmo era se o Wordpress roda no banco de dados Oracle? Tem como alguém me ajudar a encontrar uma resposta pra isso ?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Leandro Guimarães Faria Corcete DUTRA</title>
		<link>http://www.midstorm.org/~telles/2009/04/21/oracle-compra-sun-e-nao-e-1%c2%ba-de-abril/comment-page-1/#comment-1984</link>
		<dc:creator>Leandro Guimarães Faria Corcete DUTRA</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 14:47:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.midstorm.org/~telles/?p=505#comment-1984</guid>
		<description>Alguns detalhes, Telles:

A Yahoo! não tem intereße em ſe juntar à Microſoft, mas ao Google.  Ela vai enrolando a Microſoft para dar ſatiſfações aos acioniſtas enquanto eſpera a Comißão de comércio do governo dos EUA relaxar as reſtrições antitruſte, que ſão meio abſurdas meſmo neße caſo, por vários motivos: o mercado é global, não eſtadunidenſe; a Microſoft é muito mais monopólio que a Google; e a Google tem muito mais potencial de manter e evoluir os funcionários e os ſerviços Yahoo! que a Microſoft.

Oracle não é relacional e nunca foi, é apenas SQL.  Se ißo é verdade também dos outros SGBDs populares do mercado, é ainda mais da Oracle com ſua falta de aderência ao padrão SQL e excrecências como o CONNECT BY.

A Oracle domina partes do mercado, mas outras (governos, grandes corporações de ſerviço e varejo &amp;c) ſão dominadas pela IBM com o DB2.  A parcela geral do mercado da Oracle é maior que a do DB2, mas não pela diferença que dá impreßão quem vive no Braſil — é típico de mercados (ex-) fechados e periféricos a menor variedade de produtos.  Vide a Siemens, que na Europa tem (¿tinha?) um SO de /mainframe/ próprio e, aqui no Braſil, tinha de uſar o IBM OS/390...

É bom notar que, fora do SGBD Oracle e do ERP Oracle Applications (Financials &amp;c), a participação da Oracle é bem eſtranha: ou ſão coiſas que ela comprou (e normalmente produto comprado enfraquece com o tempo), ou coiſas livres que ela empacotou (Unbreakable Linux, Application Server &amp;c).

Importante também notar que a Oracle não tem deſenvolvido nada de novo em ſiſtemas livres, apenas contribuído para que o Oracle dependa menos de ſiſtemas proprietários, ſem liberar código-fonte competitivo dela.  É a eſtratégia dita da ‘comoditização’, que a Microſoft adotou com ſuceßo em relação aos PCs: ‘é bom que a plataforma onde eu rodo ſeja uma /commodity/, porque aßim baixa o cuſto de meu uſuário ao meſmo tempo em que aumenta meu faturamento; ſó preciſo cuidar para não virar, eu meſmo, uma commodity’.

Sendo DBA e AD há tantos anos, eu não diria que a Oracle tem excelência em dados.  Eles têm péßimos modelos de dados — nem o catálogo do Oracle tem o mínimo de conſiſtência em nomes de atributos, por exemplo —, péßima integração com o SO — o único inſtalador decente é o do Oracle XE para o Debian GNU/Linux 32 bits, limitado a um proceßador, 1GiB de RAM e 4GB de diſco, e ſem ſuporte —, péßima aderência a padrões, e uma extrema gula por recurſos, incluſive péßima modularização.  Eßes fatores, mas a deſinformação (RAC como ſolução genérica e automaticamente eſcalável, Oracle como criadora do modelo relacional, certificações &amp;c) faz com que o trabalho de geſtão do Oracle ſeja muito mais complexo que deveria, e amiúde executado por gente muito menos qualificada do que deveria, limitando em muito a confiabilidade e eſcalabilidade de que o produto em ſi ſeria capaz.

Similarmente, o OAS em ſi não é ruim; é o empacotamento que complica.  Portanto, uma alternativa Java provavelmente pioraria o caſo.

Manter o MySQL viável ſó intereßará à Oracle como porta de entrada ao Oracle.  Seria uma eſtratégia ſemelhante à tentada com o MaxDB, em que o MySQL ſeria uma porta de entrada ao muito ſuperior SAPdb.  Eſta fracaßou porque o SAPdb preciſava também evoluir, dividindo recurſos eſcaßos da MySQL, e porque o MySQL é muito difícil de evoluir; a Oracle tem os recurſos, mas o MySQL eſtá cada dia pior em termos de evolução.  Portanto, creio que o futuro do MySQL, ſe tiver, eſtá no XtraDB como alternativa ao InnoDB e em alguma das alternativas ao MyISAM (Drizzle, Maria...) — de qualquer maneira, talvez o grande beneficiado de todo eße imbroglio ſeja meſmo o PoſtgreSQL, e, portanto o uſuário, embora eße deva ſofrer a curto prazo pela redução imediata da competição no mercado e pela lenta agonia do MySQL.

Quanto ao PoſtgreSQL, nenhuma perda.  A Sun já tinha parado de contribuir, e as peßoas através de quem o fazia já eſtão alhures.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns detalhes, Telles:</p>
<p>A Yahoo! não tem intereße em ſe juntar à Microſoft, mas ao Google.  Ela vai enrolando a Microſoft para dar ſatiſfações aos acioniſtas enquanto eſpera a Comißão de comércio do governo dos EUA relaxar as reſtrições antitruſte, que ſão meio abſurdas meſmo neße caſo, por vários motivos: o mercado é global, não eſtadunidenſe; a Microſoft é muito mais monopólio que a Google; e a Google tem muito mais potencial de manter e evoluir os funcionários e os ſerviços Yahoo! que a Microſoft.</p>
<p>Oracle não é relacional e nunca foi, é apenas SQL.  Se ißo é verdade também dos outros SGBDs populares do mercado, é ainda mais da Oracle com ſua falta de aderência ao padrão SQL e excrecências como o CONNECT BY.</p>
<p>A Oracle domina partes do mercado, mas outras (governos, grandes corporações de ſerviço e varejo &amp;c) ſão dominadas pela IBM com o DB2.  A parcela geral do mercado da Oracle é maior que a do DB2, mas não pela diferença que dá impreßão quem vive no Braſil — é típico de mercados (ex-) fechados e periféricos a menor variedade de produtos.  Vide a Siemens, que na Europa tem (¿tinha?) um SO de /mainframe/ próprio e, aqui no Braſil, tinha de uſar o IBM OS/390&#8230;</p>
<p>É bom notar que, fora do SGBD Oracle e do ERP Oracle Applications (Financials &amp;c), a participação da Oracle é bem eſtranha: ou ſão coiſas que ela comprou (e normalmente produto comprado enfraquece com o tempo), ou coiſas livres que ela empacotou (Unbreakable Linux, Application Server &amp;c).</p>
<p>Importante também notar que a Oracle não tem deſenvolvido nada de novo em ſiſtemas livres, apenas contribuído para que o Oracle dependa menos de ſiſtemas proprietários, ſem liberar código-fonte competitivo dela.  É a eſtratégia dita da ‘comoditização’, que a Microſoft adotou com ſuceßo em relação aos PCs: ‘é bom que a plataforma onde eu rodo ſeja uma /commodity/, porque aßim baixa o cuſto de meu uſuário ao meſmo tempo em que aumenta meu faturamento; ſó preciſo cuidar para não virar, eu meſmo, uma commodity’.</p>
<p>Sendo DBA e AD há tantos anos, eu não diria que a Oracle tem excelência em dados.  Eles têm péßimos modelos de dados — nem o catálogo do Oracle tem o mínimo de conſiſtência em nomes de atributos, por exemplo —, péßima integração com o SO — o único inſtalador decente é o do Oracle XE para o Debian GNU/Linux 32 bits, limitado a um proceßador, 1GiB de RAM e 4GB de diſco, e ſem ſuporte —, péßima aderência a padrões, e uma extrema gula por recurſos, incluſive péßima modularização.  Eßes fatores, mas a deſinformação (RAC como ſolução genérica e automaticamente eſcalável, Oracle como criadora do modelo relacional, certificações &amp;c) faz com que o trabalho de geſtão do Oracle ſeja muito mais complexo que deveria, e amiúde executado por gente muito menos qualificada do que deveria, limitando em muito a confiabilidade e eſcalabilidade de que o produto em ſi ſeria capaz.</p>
<p>Similarmente, o OAS em ſi não é ruim; é o empacotamento que complica.  Portanto, uma alternativa Java provavelmente pioraria o caſo.</p>
<p>Manter o MySQL viável ſó intereßará à Oracle como porta de entrada ao Oracle.  Seria uma eſtratégia ſemelhante à tentada com o MaxDB, em que o MySQL ſeria uma porta de entrada ao muito ſuperior SAPdb.  Eſta fracaßou porque o SAPdb preciſava também evoluir, dividindo recurſos eſcaßos da MySQL, e porque o MySQL é muito difícil de evoluir; a Oracle tem os recurſos, mas o MySQL eſtá cada dia pior em termos de evolução.  Portanto, creio que o futuro do MySQL, ſe tiver, eſtá no XtraDB como alternativa ao InnoDB e em alguma das alternativas ao MyISAM (Drizzle, Maria&#8230;) — de qualquer maneira, talvez o grande beneficiado de todo eße imbroglio ſeja meſmo o PoſtgreSQL, e, portanto o uſuário, embora eße deva ſofrer a curto prazo pela redução imediata da competição no mercado e pela lenta agonia do MySQL.</p>
<p>Quanto ao PoſtgreSQL, nenhuma perda.  A Sun já tinha parado de contribuir, e as peßoas através de quem o fazia já eſtão alhures.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
