Posts Tagged “blog”

Depois de muita insistência do sysadmin do Midstorm, finalmente atualizei a versão do wordpress aqui no Savepoint. Migração tranquila, sem problemas. Ainda estou me adaptando às novidades. O editor WYSIWYG deu uma melhorada considerável e a interface administrativa abusa cada vez mais do AJAX. Muito bacana. Agora estou procurando alguns novos plugins e temas para dar uma turbinada no blog. Aceito sugestões.

Uma coisa que fiz questão de implementar, e que me deu um bom trabalho, foram as TAGs que se tornaram uma funcionalidade padrão do Wordpress nas últimas versões. A nuvem de TAGs está na barra lateral direita, achei o recurso bacana (espero que o Google também ache). Deu um trabalho considerável editar as TAGs, são 206 posts, 116 TAGs e 10 categorias. Acho que valeu a pena. Notei que algumas TAGs não apareceram na núvem… não sei ainda qual o motivo. De toda forma, estou pensando em remover as categorias e deixar apenas a nuvem de TAGs para enxugar um pouco a barra lateral.

Qualquer comentário ou sugestão é bem vindo. :-)

Tags:

Comments Nenhum comentário »

Atualizado: além de inúmeros erros de ortografia (estava usando uma máquina sem corretor ortográfico…) adicionei uma parte sobre a meritocracia, que julgo ser importante.

No ano passado ocorreu algo inusitado durante o PGCon Brasil 2007. Um dos palestrantes sumiu do mapa de repente e ficamos com um furo na grade do evento. Então, eis que o Sr. Diogo Biazus em tempo recorde prepara uma palestra intitulada “PostgreSQL Br - Manual de Uso“. A palestra foi um grande sucesso e abordou um assunto que me incomoda há tempos: como participar de comunidades de SL. Infelizmente os slides da palestra do Diogo não revelam a riqueza da palestra. É claro que em alguns minutos de preparação não seria possível fazer melhor, mas o fato é que eu gostaria de compartilhar um pouco do assunto com as pessoas que não estiveram no evento e combinar isso com a minha experiência pessoal.

<devaneio>
Este post começou com uma provocação de um grande colega, o mestre fike. Eu dizia no IRC que me sentia frustrado por ter encampado uma campanha desastrosa para numa ação específica da comunidade de PostgreSQL-BR. Aí veio a provocação: “E o que você aprendeu com isso?”. Eu tinha a resposta na ponta da língua. Na verdade eu ainda estou com as sábias palavras do Sr. Diogo Biazus ecoando na mente. Mas como diria o Beto Guedes: “A lição sabemos de cor, só nos falta aprender…”. E eu devo dizer que eu sou cabeça dura… então cá estou eu escrevendo novamente. Acredito que aprendo muito quando escrevo, já é uma prática antiga minha. Acho que todos deveriam escrever o que pensam. Ao escrever, (com suas próprias palavras, não copiando), compilamos uma série de idéias em algo que deve fazer sentido para quem lê. Ainda tenho muito o que aprender… acho que o dia em que eu conseguir traduzir o que penso com poucas e simples palavras, serei uma pessoa mais sabida. Menos é mais… sei disso, só não sei como fazer ainda. Quem sabe na minha próxima palestra no FISL não consigo diminuir o número de slides… falar menos e ensinar mais?
</devaneio>

Motivos para participar de uma comunidade de SL

A primeira coisa que aprendi é que existem vários motivos que levam as pessoas participar de uma comunidade. O que nem sempre é óbvio é que nem todos estão lá pelo mesmo motivo que você. Mais que isso, nem sempre você mesmo tem clareza dos seus motivos. Você pode entrar com um propósito, continuar por outros e sair por algo completamente alheio a tudo isso.

  1. Você quer aprender mais sobre a tecnologia X: este é o motivo que leva a maioria das pessoas a participar de uma comunidade. Veja que este não pode ser o único objetivo de todos, afinal, se todos quiserem apenas aprender, não haveria ninguém para ensinar. Mas a sede de conhecimento é algo que também tem as suas nuâncias. Há pessoas que querem aprender sobre determinada tecnologia por acreditarem que ela seja interessante por N motivos, há aqueles que são curiosos, há quem o faça por obrigação. Mais que isso, as pessoas estão acostumadas a aprender de formas diferentes. O conhecimento não é algo linear, não está contido em um livro ou em uma pessoa, ele existe e se recria a partir das relações humanas. Tarzan jamais aprenderia a falar, ler e escrever com livros numa ilha deserta. A relação entre os seres humanos é fundamental neste processo. Portanto as comunidades são espaços privilegiados para o aprendizado, pois é um ponto de encontro de pessoas dispostas a discutir sobre um assunto específico.
  2. Você quer conhecer gente que gosta da tecnologia X: fazer amizades com pessoas com interesses semelhantes é um bom motivo para se entrar numa comunidade. Isto pode significar querer aprender mais sobre a tecnologia X, mas pode significar encontrar pessoas com as quais você gostaria de tomar cerveja, conversar no IRC de madrugada ou filosofar a ermo por aí. Nerds, Geeks, Hackers, seja como se denomina ou se intitulam estas pessoas, elas gostam de se encontrar e se organizar em grupos, não apenas para aprender, mas para conviver. Este é um lado muito importante das comunidades que algumas vezes são subestimadas: a diversão. Algumas pessoas são atraídas pelo simples fato de ser divertido, pelo ponto de encontro privilegiado da comunidade.
  3. A vaidade, é um motivo muito comum. Você quer ser reconhecidas pelo seu talento, seu conhecimento, sua capacidade e seus feitos. Apesar da vaidade ser vista como um pecado, com um pouco de bom senso ela não chega a ser um problema e pode ser canalizada para uma grande virtude. O mundo perderia muito se os grandes gênios não compartilhassem com o mundo as suas grandes invenções. O fato é que a vaidade existe as comunidades convivem com ela o tempo todo. Há de se entender que um falso modesto pode ter uma presença parasitária enquanto um vaidoso sincero pode ser uma grande dádiva se alimentado corretamente. Por fim, lhes digo, o fato de montar um blog e exibi-lo ao mundo não tem uma ponta de vaidade?
  4. Você quer se projetar profissionalmente. Assim como o aprendizado é irmão da amizade e da diversão, a vaidade é quase que gêmea da ambição. Você quer melhorar de vida ou não? O segredo do sucesso profissional não está apenas no conhecimento ou na sua capacidade técnica, está também no seu networking. Não adianta ser puritano e achar que você não pensa em ter sucesso profissional. Uma boa comunidade sempre foi um espaço de livre trânsito entre profissionais de uma área específica. Ser conhecido entre os profissionais mais destacados de uma comunidade poder ser uma boa porta para novas oportunidades. De fato, quando alguém precisa de um profissional com um perfil específico, para um trabalho importante, buscar uma indicação de alguém de destaque da comunidade é um caminho seguro. Os profissionais chaves, assim como executivos, não são encontrados em classificados ou empresas de consultorias, são encontrados por indicação. Você nunca será indicado para uma posição assim se não for conhecido.
  5. Você quer ser altruísta e ajudar as pessoas de alguma forma. O Software Livre tem este chamariz que trás paz de espírito a pessoas de bom coração. Particularmente, este é um dos motivos mais citados ao se participar de uma comunidade e um dos menos realizados. Sejamos francos… numa lista de discussão de milhares de pessoas, quantos realmente ajudam com alguma coisa? Há no plano corporativo uma relação de “ganha-ganha”, que faz com que grandes empresas contribuam com algumas comunidades. Este tipo de investimento costuma ter retorno em termos de marketing interno e externo e também retorno em termos de redução de custos. Portanto, não podemos ignorar o fato de que o altruísmo tenha suas compensações. Mas de fato, ajudar pode ser gratificante, ainda mais se ele vier acompanhado com novas amizades e compartilhamento de conhecimento. É um trio realmente imbatível no plano do indivíduo.
  6. Você é um evangelizador e quer mudar o mundo. Isto é muito parecido com o altruísmo, mas tem diferenças notáveis. Os evangelizadores não querem apenas ajudar, eles querem mudar o mundo. O apelo do SL para este tipo de pessoa é muito comum. Discussões sobre patentes, licenças e coisas do gênero tem vazão plena entre os evangelizadores. Muitos acham os evangelizadores chatos, mas eles são importantes, pois são o contrapeso da comunidade. O evangelizador, se não se desgastar numa verborragia sem eco podem propor mudanças de qualidade significativas para a comunidade, podem humaniza-la. Sim, não se espantem, os chatos podem ser parte importante da humanidade.

Problemas comuns encontrados nas comunidades de SL

As pessoas estão no meio deste caldeirão fervilhante da comunidade. Muitas coisas bacanas e ruins acontecem neste meio. Cada vontade pode ter seu lado positivo e negativo, dependendo da sua dose, forma e momento histórico em que a comunidade se encontra. A fusão de forma e conteúdo é tão importante nas comunidades que deveriam haver estátuas erguidas em torno desta idéia. Você não pode ser vazio de conteúdo, você deve ter algo a dizer ou então se calar. Mais do mesmo não traz nada de interessante, assim trazer alguma informação nova é importante. Mas tão importante quanto a mensagem é como ela chega aos seus receptores. O mesmo conteúdo, quando lapidado em sua forma se traduz num recepção completamente distinta. Cada comunidade possui a sua própria etiqueta, suas regras e códigos de conduta. Estas regras nem sempre são uma camisa de força, podem até ser modificadas, mas devem ser seguidas.

Mesmo com forma e conteúdo em harmonia, exitem alguns problemas intrínsecos aos motivos que o levam a querer participar da comunidade:

  • Todos querem que você aprenda, mas você deve se esforçar um pouco para isso. Aprender exige esforço e disciplina. Se você não leu a documentação pertinente e não fez no mínimo uma busca no Google, então você não se esforçou. Não espere que as pessoas lhe ajudem sempre se você não dá valor ao esforço dos demais.
  • Pode acontecer de ninguém saber como lhe ajudar, ou não ter tempo para lhe ajudar no momento em que você precisou. Você não tem em absoluto o menor direito de reclamar se isso lhe acontecer. Mas se acontecer, pense antes de mais nada se você foi claro na sua mensagem, se se comunicou da FORMA adequada. Saber perguntar é uma arte. Formular uma pergunta é algo mais complexo do que parece. Paulo Freire dizia que “uma boa pergunta vale mais da metade da resposta”. Vale a pena ler o texto de Eric Raimond “How To Ask Questions The Smart Way“, ou sua versão traduzida.
  • O fato de você ter amigos na comunidade, não significa que você possa abrir mão de um mínimo de formalismo na comunicação. Quando você estiver apenas entre amigos, você pode relaxar, caso contrário, as regras da comunidade devem ser respeitadas. Utilizar a gramática minimamente correta, evitar gírias e muito respeito a todos é o mínimo que se espera. Cuidado com as brincadeiras, algumas pessoas certamente interpretarão você de forma equivocada. Em resumo, embora a descontração seja muitas vezes desejada, nem todos estão lá para brincar, muitos levam as coisas mais a sério.
  • A humildade costuma estar presente entre os grandes desenvolvedores. Mas os entusiastas muitas vezes se empolgam. Não banque o dono da verdade. Se deseja criticar um ponto de vista, o faça de forma fundamentada e com muito respeito. Jamais se autodenomine hacker, mestre jedi ou qualquer outro título honorífico. Se os outros o fizerem, muito bom, mas nunca se auto glorifique. Campanhas de autopromoção então, nem pensar. Mesmo que você consiga disfarçar, alguém vai descobrir e você será abominado.
  • Todos querem crescer profissionalmente, não apenas você. Não queira vender nada para ninguém, nem você mesmo. Você nunca será respeitado na comunidade se o fizer. Você pode divulgar seu currículo, produtos e serviços no seu blog pessoal, mas nunca em meio a comunidade, a não ser que você decida por exemplo patrocinar a comunidade. Banners em sites, quotas em eventos e outras formas de doações são válidos, mas é só.
  • Se você quer ajudar, o faça de forma competente. Ensinar por exemplo, exige um mínimo de preocupação com a didática, com forma e conteúdo. O seu receptor pode não estar entendendo patavinas daquilo que você quer explicar. Já que está ajudando alguém, o faça da melhor forma possível. Isto não significa que você tenha que dar tudo mastigado na boca, mas que sua mensagem tem de ser clara e elucidativa. Pode ser um link para um artigo ou um capítulo da documentação, mas tem de ser acompanhado de um pequeno comentário explicando o que esperar daquele link. É comum acompanhar longas conversas sem pé nem cabeça que poderiam ser resolvidas com uma pequena explicação um pouco mais clara.
  • Software Livre não é time de futebol. Se você gosta de determinada tecnologia, você não deve querer empurra-la em detrimento de outras. Você pode comparar, mostrar situações onde ela leva vantagens e desvantagens, mas não deve desmerecer as outras. Uma coisa é dizer que a tecnologia X é melhor e Y não presta. Outra coisa é dizer que num cenário A, a tecnologia X lhe atende com N vantagens. Veja, a forma é tudo. Se você simplesmente gritar que X é melhor que tudo, você não estará contribuindo com o ouvinte e ainda estará denegrindo a imagem da tecnologia X que terá fama de time de futebol.
  • Ajude com o que você pode. Se você não tem pique para dar conta de uma determinada tarefa, não se proponha a ela. As pessoas passarão a contar com você e se você não der conta, a comunidade será prejudicada se você não der conta do trabalho. Há um ditado para isso: “Prometa pouco, faça muito e você será lembrado. Prometa muito, não cumpra e você será esquecido… ou pior, será lembrado!”
  • A comunidade é como uma pessoa que nasce cresce, se multiplica, envelhece e morre. Você tem de saber avaliar o momento das coisas acontecerem. Por mais que você tenha uma visão além da comunidade, ela andará conforme o seu rítimo próprio e não há nada que você possa fazer contra isso. Você não pode apressar muitos as coisas, com o risco de desgastar a comunidade e causar um ataque cardíaco em plena adolescência. Um grupo muito novo precisa amadurecer e crescer de forma gradual. Por mais que você já tenha participado de outras comunidades mais maduras e tenha expectativas grandes, isto não se traduzirá em ação se você não encontrar um grupo de pessoas com expectativas semelhantes e mais: disposição para colocar em ação seus planos. Acredite, as pessoas crescem junto com a comunidade, você também crescerá.
  • Nunca espere o reconhecimento da comunidade. Não existe um momento onde a comunidade se reúne para saudar os mais valorosos membros da sua comunidade. Não existem prêmios, bailes de gala ou fogos de artifício. Não cobre dívidas de gratidão. Não espere sequer um “muito obrigado’. Apenas esteja lá e faça o melhor que você está disposto a fazer.
  • A maioria das comunidades tem uma estrutura muito informal. Pouquíssimas tem uma estrutura legal que a ampare, com cargos e eleições. Portanto não espere ser considerado um “membro oficial”. Algumas comunidades crescem a um ponto de criar uma estrutura burocrática maior, mas são poucas comunidades que o fazem e mesmo assim, você não deve esperar ser condecorado ou consagrado membro oficial. Alguns dos maiores e mais respeitados membros de comunidades tem um vínculo muito frágil ou até inexistente com o seu aparato burocrático.
  • Não brigue. Não alimente os trolls. Os conflitos aparecem com alguma frequência, mas o seu impacto é inversamente proporcional a capacidade das pessoas ignora-las. O tempo perdido com brigas poderia ser gasto com coisas muito mais úteis como tomar cerveja com os amigos, passar mais tempo com a família ou até ajudar mais a sua comunidade.
  • Conheça os meios de comunicação e saiba utiliza-los. A maioria das comunidades é geograficamente dispersa. Se você domina o Inglês, você está em contato com o mundo inteiro, o local onde você está não importa. A ferramenta mais importante de comunicação é o e-mail. Parece simples de usar, mas as pessoas cometem erros terríveis quando participam de listas. Alguns erros são até perdoáveis, mas em geral os erros afastam os seus leitores. Leia uma vez na vida a RFC 1855. Outras ferramentas como IRC, Wiki, TRAC, CVS, CMS e outros são fundamentais para você participar de forma efetiva. Aprenda, seja feliz e deixe os demais felizes também.
  • Os iniciantes costumam levar puxões de orelha quando começam a ajudar. Acontece que não basta ajudar, é imprescindível ajudar da forma correta. Revisar o código/documentação/tradução/whatever de um novato dá trabalho para os mais experientes. Um trabalho mal feito dá mais trabalho para o revisor do que se ele mesmo o tivesse feito des do início. Há regras severas para incorporar alterações num código complexo. Até o Sr. Marcelo Tosatti levou vários puxões de orelha antes de ter seus primeiros patches aceitos.

Participe

Se você é uma daquelas pessoas que está entrando agora, está com todas as boas intensões do mundo, saiba que há inúmeras formas de se colaborar com uma comunidade. A mais importante dela é sem dúvida ajudar a melhorar o software. Lembre-se que por mais que sejam importantes outras contribuições, a comunidade não existiria se o software não existisse. Esta deveria ser a meta de todos os membros da comunidade. No entanto segue algumas coisas que você pode fazer:

  • Ajude a escrever o software;
  • Se você não sabe programar, ajude a documentar;
  • Se não sabe documentar, ajude a traduzir,
  • Se não sabe traduzir, ajude outras pessoas a utilizar,
  • Se não sabe utilizar, ajude a divulgar,
  • Se não sabe divulgar ajude a testar.

Meritocracia é a chave da participação na comunidade. Meritocracia - em comunidades de SL - significa que quem faz tem mérito e quem não faz não tem. Simples assim. As decisões são tomadas por aqueles que fazem. É muito comum as pessoas ficarem esperando que algum líder, cacique, chefe, mentor, ou seja lá o que for, delegar uma tarefa para você. Surpresa… isso não acontece. Você deve se candidatar às tarefas e não esperar que alguém lhe escolha para isso. Na maioria das vezes você faz alguma coisa e só depois apresenta para a comunidade o resultado do seu trabalho. É simples assim:

  • Você tem uma idéia para fazer algo, ou verifica uma lista de coisas que a comunidade gostaria de fazer. A maioria das comunidades mantém um ‘todo list’, conheça ela, você pode ter algumas idéias a partir de lá. É comum também haver uma lista de coisas indesejadas, que não serão bem recebidas se você propor. Se a comunidade em que você quer atuar não tiver nenhum destes recursos, vale a pena consultar o histórico das suas listas de discussão ou fóruns para verificar se o assunto já foi debatido antes.
  • Verifique se já existe alguém fazendo isso. Se tiver, você pode ajudar a pessoa ou grupo que esta fazendo isso ou escolher outra coisa para fazer. Pesquise bem antes de se lançar a ação. É muito comum você achar que teve uma idéia nova e na verdade ela já estar implementada, mesmo que em algum canto obscuro da Internet. Há muitas pessoas querendo ajudar, mas a maioria quer ter a glória de fazer algo só seu, ao invés de ajudar em algo já existente - basta pensar nas centenas de distribuições Linux existentes que isto começa a fazer muito sentido. Isso é improdutivo e causa uma grande confusão na comunidade - pense que criar algo novo é mais fácil do que mantê-lo atualizado.
  • Faça! Se for uma tarefa que você pode cumprir sozinho, faça e só mostre quando você tiver algo funcional em mãos. Se a tarefa depende de outras pessoas, combine bem antes e tenha certeza que todos estão dispostos a faze-lo. Não divulgue a iniciativa se você não tiver certeza que terá condições de cumprir. Vale a máxima: “talk is cheap, show me the code”.
  • Antes de mostrar o que você fez, verifique o calendário da comunidade. Há momentos em que a comunidade não está aberta para determinadas contribuições. Há épocas em que algumas prioridades são estabelecidas. Quando a comunidade está prestes a lançar uma nova versão de um software, os testes são importantes e código novo é indesejado. A organização de grandes eventos também costuma movimentar grande parte da comunidade para algumas ações, em detrimento de outras ações de divulgação. Bom senso é fundamental.
  • Mostre o que você fez, esteja aberto a críticas e contribuições. Aqui você deve ser muito cuidadoso na forma de se comunicar. As pessoas devem entender exatamente o que você fez, devem se sentir confortáveis e estimuladas a analisarem e criticarem o seu trabalho. Seu trabalho só vai crescer se as pessoas incorporarem ele na comunidade, e isto depende da qualidade do seu trabalho e da forma como ele foi apresentado. Não estrague tudo com uma apresentação tosca ou arrogante.

É muito comum algumas pessoas participarem de várias ações ou se especializar em uma tarefa. Existem pessoas cuja participação vem em ondas, participando ativamente por um tempo e desaparecendo depois. Existem pessoas que gostam de algumas tarefas e odeiam outras. Uma coisa universal é que todos erram. Eu falhei miseravelmente em vários momentos. Acho que algumas pessoas já ficaram um tanto aborrecidas com os meus erros. Já venho errando há alguns anos… espero estar apto a acertar mais e cometer novos erros no futuro.

Tags: ,

Comments 12 comentários »

Opa… 2008 realmente começou! Vejamos algumas novidades:

  • O Sr. Leonardo Cezar nos honrou finalmente com seu conhecimento sobre PostgreSQL em seu blog, o Postgreslogia’s weblo. Como era de se esperar, material de primeira qualidade… imperdível!
  • Outro novo site é o PostgreSQL Docs, um wiki com diversas documentações em inglês. O site em 4 dias de existência tem crescido num rítimo bom com mais de 50 documentos, apontando para inúmeras outras documentações também. Não deixe de anotar esse.
  • Acredite se quiser, mas dentro do site da IBM, encontra-se a notícia com o título: “2008 The Year For PostgreSQL“.
  • O 9º FISL se aproxima, vai ocorrer nos dias 17, 18 e 19 de abril. Além de mim, várias pessoas do PostgreSQL nacional e internacional estarão por lá palestrando. O PostgreSQL promete fazer mais uma participação memorável. A novidade este ano fica por conta do Stand da comunidade que estará mais incrementado, graças a valorosa contribuição da Isis e demais voluntários. Se você vai para lá de avião, fica aqui a dica, a Varig está com bons preços.
  • O PGCon 2008, o maior evento de PostgreSQL vai ocorrer em Otawa, Canadá no dias 20 a 23 de maio. O evento tem a maior concentração de desenvolvedores do PostgreSQL vindos dos 4 cantos do planeta, inclusive do Brasil.
  • O número de eventos sobre PostgreSQL realmente explodiu em todo o planeta. Nós aqui no Brasil já iniciamos a organização do PGCon Brasil 2008. Muito breve já teremos data, local, chamada de trabalhos e outras novidades. Aguardem!

Bom, por enquanto é só pessoal.

Tags: , , ,

Comments 1 comentário »

Estava eu dando uma olhada nas estatísticas do Savepoint e noto que alguém havia chegado até aqui através de um link no iBest. Qual não foi a minha surpresa ao ver que alguém indicou o Savepoint para o Prêmio iBest! Sim, algum maluco me indicou para a categoria “Blogs - Tecnologia”. Bom, entre os mais votados estão blogs famosos como o BR-Linux e o Meio Bit, mas lá atrás, porém não em último lugar está o Savepoint. Achei interessante conhecer alguns blogs novos, alguns com artigos interessantes. Ainda assim, senti falta de alguns blogs interessantes que eu acompanho, como alguns que estão nos links aqui na barra lateral. Acho que de toda forma vale a pena passar lá para conferir.

Prêmio iBest

Tags:

Comments 1 comentário »

Bom… todos reclamam que eu escrevo muuuuuito. Então segue uma pequena compilação de algumas coisas rápidas:

  • Começa amanhã o PgConBrasil, primeiro evento de PostgreSQL no Brasil. Já temos mais de 250 inscritos, mas ainda dá tempo de se inscrever na hora H. Não perca.
  • Menos é mais… fiz mais de 40 slides para a minha palestra no PgConBrasil. Por causa da organização do evento, acabei vendo os slides de outros palestrantes. Vou lhe dizer… o dia que eu fizer como o Diogo Biazus eu fico rico!
  • Depois de tomar cerveja com alguns amigos na semana passada eu conheci a mais rápida ferramenta de busca na área de Software Livre! Fikepedia, a ferramenta mais rápida que o google e o wikipédia. Realmente fantástico, aguardem o novo site!
  • Em outra cerveja, alguém me soltou uma outra frase ótima: “Esta certificação é muito respeitada, eu aprendi excelentes técnicas de memorização para tirar ela!”
  • Em mais outra cerveja (hum… acho que preciso entrar no AA), falando sobre a história de que software livre não paga propina alguém me solta essa: “O PostgreSQL é como amante, você gosta, usa e abusa, mas não assume publicamente!”
  • Uma dica para quem me encontrar no PgConBrasil… eu tenho uma memória péssima para nomes. Depois que coloquei o meu e-mail neste blog as coisas só pioraram. Sempre aparece alguém do nada. Faço o possível para tratar todo mundo como se eu lembrasse de quem é. Vou atrás do histórico dos meus e-mails, comentários no blog, etc. Mas ao vivo isso muda… é terrível. Então se eu te chamar de “amiguinho”, “mestre” ou qualquer outra coisa do tipo. Por favor não fique bravo comigo.

Bom, por hoje é só pessoal.

Tags: , , , ,

Comments 1 comentário »

O Jack me convidou para escrever sobre este meme (que é uma expressão que subverte o significado original da palavra para disfarçar o que na verdade não passa de uma corrente entre blogs). Após alguns bons dias sem postar nada, acordei de ressaca de um pileque moderado - mas merecido e até necessário - com inspiração para escrever sobre o assunto.

ALERTA: Este é um texto longo e pessoal. Se você não conhece o autor deste blog , não está com a menor intenção de conhecer ou não tem a menor paciência de ler filosofia barata de pós botequim, não leia e não comente. Você está avisado.

  • Leia antes de escrever!

A primeira coisa que aprendi sobre blogs, é que para ser um blogueiro você deve ler outros blogs. Se você espera que alguém leia o que você escreve, então é de se esperar que você leia o que outras pessoas escrevem. É também parte de uma tradição onde os bons escritores devem ler mais do que escrever. Por tabela tem aquele ditado de que o ser humano tem uma boca de duas orelhas, para ouvir mais e falar menos. Confesso que eu muitas vezes falo mais do que escuto. Mas vivo procurando outros blogs que falem sobre bancos de dados também. E vou lhe dizer, os DBAs não gostam muito de escrever. Quando encontro algum em pt_BR é uma vitória. Já cheguei até a escrever aqui e aqui só para comemorar quando encontrei algo novo.

  • Egocentrismo e Jornalismo

A segunda coisa que todos que acompanham a “blogosfera” já sabem é que o povo adora falar sobre blogs. Muitas vezes isso realmente torra a paciência de qualquer um. Picuinhas via blogs atacando o que fulano escreveu sobre beltrano e por aí vai. Ou então a apologia dos blogs e a mídia formal, etc e tal. Como não sou jornalista, esse assunto costuma me entediar.

Na verdade eu já tive muita vontade de fazer jornalismo. Participei pela primeira vez de um jornal na escola fazendo jornal mural na 3ª série do ensino fundamental e nunca mais parei. Fui diretor de imprensa do grêmio da escola técnica que cursei e escrevia editoriais para o jornal “estopim” que criamos. Mas eu já tenho uma irmã jornalista (espero que ela não leia isso), trabalhei com jornalistas, e tive um caso ou outro com jornalistas também. Vou lhe dizer uma coisa, eu acredito no poder dos editores, nos baixos salários dos jornalistas e na força das assessorias de imprensa - que são as pessoas que mais escrevem artigos para divulgar os produtos ou idéias dos seus clientes e curiosamente nunca vêem o seu nome nos artigos publicados.

Descobri também que em geral os melhores artigos publicados não são de jornalistas. São de pessoas de outros ramos que tem alguma coisa a dizer sobre um assunto específico. Então desisti do jornalismo e fui cursar Ciências Sociais. Falem bem ou mal, mas eles escrevem artigos bem mais interessantes - ok, muitas vezes mais chatos e metidos também! O fato é que o jornalista é uma pessoa que parece (digo parece, porquê eu nunca cursei jornalismo) criada para falar sobre qualquer assunto, o que é no mínimo perigoso. Lembro que na USP o curso de jornalismo da ECA possuía uma carga horária enorme de cursos que eles poderiam fazer em qualquer outra faculdade. É claro que nas Ciências Sociais nós também tínhamos este privilégio. Então eu fui fazer “Teoria de Bancos de Dados” na IME e também uma matéria na ECA que não me lembro bem qual o nome.

Mas lembro que o professor contava muitas histórias interessantes, particularmente sobre como os editores dos jornais se comunicam para adulterar notícias em vários meios fazendo uma mentira se transformar em verdade oficial. É claro que se o Cardoso tivesse um caso concreto desse na mão ele faria a festa contra o Estadão e suas Monkey News. Bom, talvez ele tenha mas prefira não baixar tanto o nível. Mas se vocês duvidam de como isto pode funcionar, veja as brincadeiras do Mr. Manson, que por mais que tenha ficado sem pique de escrever, foi um gênio ao criar o dia do caos. De qualquer forma, um profissional de qualquer área que não consiga fazer auto crítica está fadado a mediocridade. Mas o professor da ECA também indicou um livro de um Italiano chamado Vito Giannotti. E quando olhei o livro, vi que eu tinha ele na minha prateleira, e na verdade o próprio autor tinha me dado o livro de presente. Confesso que não li o livro, mas depois de conhecer um jornalista desbocado de sandálias que fala o que pensa e põe a cara para bater, fui obrigado a perdoar todos os jornalistas medíocres que eu já conheci, e olha que não são poucos. De qualquer forma, com raras exceções como o Contraditorium, a maioria dos blogs que fica no “flap flap flap” sobre blogs, é muito chato. Mas cá estou eu escrevendo sobre blogs…

  • Diário de bordo

Confesso que quando criei este blog, ele tinha uma viés de sociologuês no começo. Eu estava na minha fase de deslumbramento sobre o Software Livre e fiz um pouco de apologia sobre o assunto. Não tão bem quanto outro eminente sociólogo (que cursou a mesma faculdade) o Sr. Sérgio Amadeu, mas escrevi algumas coisas aqui e acolá. Em alguns eu me soltei mais e escrevi coisas mais extravagantes como em “Café Cerveja e Software Livre!” e em “Software Livre e o Último Samurai“. Também fiz a primeira tradução de um artigo do Sr. Josh Berkus chamado “Os Cinco Tipos de Projeto de Código Aberto“. Cheguei a ganhar um comentário do autor. Aí me empolguei e traduzi outras coisas, mais técnicas, depois entrevistei ele e outros desenvolvedores do PostgreSQL e finalmente tomei uma cerveja com ele antes do FISL deste ano. Curiosamente o meu lado jornalista me fez ajudar a criar o DebianZine que foi uma idéia do Fike de criar um fanzine sobre o Debian que infilismente só chegou a ter 4 edições. O fato é que nos meus únicos dois artigos no DebianZine, nenhum deles era técnico.

Passei muito tempo aqui no blog postando sobre o PSL-ABCD. Na verdade, um dos primeiros posts deste blog foi a “Carta de Santo André” que ajudei a escrever, mas infelizmente não estive presente quando ela foi lida e o PSL-ABCD foi criado. Ajudei a organizar 3 fóruns e outros eventos do PSL-ABCD. Um belo dia eu estava no canal do Debian-BR no IRC e o Faw estava comentando sobre um post que escrevi sobre algumas desventuras como DBA e outra pessoa comentou no canal: “Outro post filosófico sobre como não precisamos precisamos de programadores de sim de liberdade?”. E o Faw educadamente respondeu: “Não, este é técnico”. Aí eu percebi que estava na hora de escrever mais coisas técnicas, e admitir que existe um fundo de verdade na expressão “Show me the code”. Para meu azar, eu continuei encontrando bancos de dados com VARCHAR na chave primária…

Aos poucos eu comecei a me afastar do PSL-ABCD e resolvi estudar mais e publicar coisas mais técnicas. Foi nesta época que surgiu o nome atual do Blog: “SAVEPOINT” que era uma alusão ao lançamento da versão 8.0 do PostgreSQL que implementou esta funcionalidade (que eu nunca usei até hoje) mas que parecia um nome bacana para o blog. Com o tempo o “Telles” sumiu do nome do blog e ficou só o SAVEPOINT. Isto também coincidiu com uma alavancada profissional e renderam algumas palestras por aí. Este ano eu também me envolvi mais com a comunidade de PostgreSQL e passei a ajudar na organização do PgConBrasil. Mas não estou colaborando na mesma intensidade como outrora, o que me deixa mais tempo para estudar. Curiosamente este ano eu passei a estudar mais sobre Oracle apesar de realmente simpatizar mais com o PostgreSQL, o que me levou a dar satisfações públicas sobre o assunto aqui.

Bom, olhando bem, um blog pode servir como um diário público, como eu acabo de demonstrar. Também serve para ajudar algumas pessoas com postagens técnicas com alguma relevância. Quando olho para as palavras chaves que as pessoas usam nos mecanismos de busca isto fica bastante claro. Eu particularmente já fui muito ajudado por outros blogs e por isso eu posso dizer que eu realmente gosto deles. Não sei se este blog ajudou alguém a resolver algum problema, mas o fato é que algumas pessoas continuam acompanhando o que escrevo aqui. O meu entusiasmo com os blogs me levou a criar a campanha “Keep Bloging” junto com o Jack para que outras pessoas criassem um blog. De certa forma a campanha continua e o último blog que eu influenciei foi o da Kenia, que está reforçando o tímido grupo de pessoas que escrevem sobre bancos de dados em pt_BR.

  • Autopromoção

Dizem aí que o reconhecimento do sucesso de um blog está nos seus comentários. De certa forma eu concordo com isso e cheguei a adotar o WordPress especificamente por causa de algumas deficiências no mecanismo de comentários do Xoops. Este blog, na verdade continua recebendo poucos comentários, mesmo depois da migração. Uma forma de ganhar comentários é certamente ser polêmico ou escrever coisas engraçadas. Quando escrevi dois posts comparando o Oracle com o PostgreSQL eu tive os melhores comentários deste blog aqui e aqui. Este foi um dos assuntos mais gratificantes em termos de retorno, pois os comentários complementaram o que escrevi tornando o texto mais rico. É claro que aparecer no BR-Linux ajudou muito, mas a lista de discussão do PostgreSQL ajudou mais ainda. Não é a primeira vez que eu ou outra pessoa divulga um post deste blog e nem assim eu tive um retorno tão grande. Afinal este assunto rendeu uma das conversas mais longas da lista com mais de 100 e-mails, onde eu fui apenas mais um palpitando sobre o assunto.

Falando em BR-Linux, uma das coisas difíceis de se aprender é até quando você se permite “promover” o seu blog. Existe uma linha tênue entre o que você pode considerar ético ou não. No começo eu era muito purista. Até que o Fike divulgou um post meu no BR-Linux… e aí este blog começou a receber visitas para valer. Até hoje as “10 Dicas para começar a usar o PostgreSQL” é o texto mais lido neste site. No final aprendi a não recriminar ninguém. A questão ao fim é perceber qual tipo de leitor você quer atrair para o seu blog. De vez em quando eu divulgo uma postagem minha na lista do PostgreSQL-BR. Algumas pessoas dão algumas dicas, corrigem alguns erros (de ortografia inclusive) e discordam também. Se não tenho muitos comentários no blog, na lista isso acontece com mais freqüência. Não divulgo qualquer coisa, só coisas que acredito que possam agregar algum valor a discussão da lista.

Antes que alguém pergunte (tem alguém lendo isso?) sobre monetização, eu respondo que tive preguiça de ir atrás. Na verdade não tenho tantos leitores assim, e acho que não conseguiria ganhar quase nada com isso (mas seria bom ajudar mais o Fike a pagar o provedor). Não tenho nada contra a monetização, só acho que isto não chega a ser uma fábrica de dinheiro. Quando a propaganda ocupa muito espaço no site, isto me irrita um pouco, pois desvia a minha atenção do texto que eu quero ler. Mas muitos conseguem ser mais discretos e não atrapalhar o leitor. De toda forma, a maioria dos blogs que eu leio eu acompanho via RSS que ainda não vem com muita propaganda, para a minha felicidade momentânea. A questão é que isso dá trabalho e na verdade hoje eu prefiro investir o meu tempo escrevendo mais. O site poderia estar mais arrumado também (aceito sugestões), mas acredito que a melhor forma de promover este blog é escrever.

  • Perfil dos leitores

Acompanhar o Google Analytics é realmente interessante. Se você quer realmente atrair muitos leitores, com uma ferramenta destas você vai longe. O final-de-semana é uma época de poucos leitores aqui no SAVEPOINT. Curiosamente é uma época onde os posts não técnicos ganham o maior número de leitores. A Receita de Chili Con Carne, é um bom exemplo, mas as palavras mais procuradas neste blog vem do post “Frases Interessantes“. O fato é que um blog técnico com um foco restrito não terá nunca o mesmo número de leitores de um site genérico. Por outro lado é besteira achar que escrevemos e queremos ficar anônimos. Todo mundo gosta de receber muitas visitas e se não gostassem não montariam um blog. Mas acho que com o tempo comecei de alguma forma a ter leitores mais assíduos que não aparecem aqui apenas caindo de paraquedas através do Google. Para quem quer ganhar dinheiro com monetização, isto pode não ser tão importante, mas para um blog com foco restrito, ter um público qualificado é a meta mais importante na minha opinião.

Acredito que além da qualidade dos textos (que eu muitas vezes deixo a desejar por erros ortográficos toscos de quem escreve com pressa), é importante manter alguma regularidade. Nunca me impus um ritmo para escrever. Acredito que um texto por semana seja suficiente para que os leitores voltem com alguma regularidade. Na verdade tenho zilhões de idéias sobre coisas que eu gostaria de escrever. Me falta tempo para escrever, algumas vezes falta inspiração e em outras falta estudo mesmo. Acho que quanto melhor você escreve e mais relevantes os seus assuntos, mais leitores qualificados você ganha. Ultimamente tenho recebido alguns comentários inteligentes de pessoas que eu admiro. Estes valem por centenas de cometários medíocres e me fazem pensar que estou no caminho certo.

  • Privacidade

Gosto de escrever sobre assuntos nerds e viajar um pouco na maionese de vez em quando. Para isso criei a sessão “Delírios, Viagens e Alucinações“. É uma sessão onde gosto de escrever e tento me cuidar para não forçar a barra. Tenho o hábito de ser muito radical na hora de me expressar, de carregar na cores para enfatizar um ponto de vista. Isso pode trazer um pouco de problemas, pois como no Orkut, o lazer e o trabalho começam a se confundir e sua vida pessoal pode lhe trazer problemas profissionais. Por outro lado, fazer um blog completamente anônimo é ruim a não ser que isto seja proposital - já tive a idéia de criar o blog “Free as a Troll” mas desisti. Acho que um blog precisa ter personalidade e deixar transparecer as opiniões do autor. Por mais que você escreva sobre assuntos técnicos na maior parte do tempo, você não é uma máquina. Acredito que buscar a sua individualidade e saber expressar é uma arte. Ainda não aprendi, acho que as vezes sou muito comedido quando eu poderia ousar mais, como quando fui cobrado de colocar uma aba “Sobre” por aqui. Vou lhe dizer que enrolei muito tempo para escrever este texto e demorei a me convencer de sua importância. Por outro lado eu tenho certeza de que me exponho muito com opiniões fortes. Mas de toda forma, eu não tento evitar isso tanto assim, afinal eu sempre gostei de provocar meus interlocutores, seja na mesa de bar, na faculdade ou no trabalho. Não seria aqui que eu me omitiria.

  • O que eu ganho com isso?

Quando eu já tinha me formado na ETELG e ia até lá só para ajudar a fazer o jornal Estopim, uma pessoa sempre me perguntava o que eu ganhava com isso. Eu explicava longamente a minha opinião, mas ela aparentemente não se convencia e voltava a me perguntar em outro dia. Bom, eu realmente gosto disso. Gosto de escrever. Aprendo muito com isso e eu realmente sou fascinado com a idéia de escrever coisas novas. Gosto de me expressar e gosto que outras pessoas se expressem também. Eu diria que sou aficionado pelo debate saudável, onde você confronta idéias e ganha mais elementos para tirar as suas próprias conclusões. Este espírito me levou a escrever um texto na época do Estopim que não chegou a ser publicado e se chama “A Formação do Senso Crítico na Sociedade Atual“. Lendo este texto escrito há mais de 10 anos, vejo um marco de uma época em que eu estava muito preocupado com a importância do debate. Não é a toa que uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida é tomar cerveja com os amigos e debater um assunto polêmico qualquer. Pessoas inteligentes e polêmicas são excelentes companheiros de copo, mesmo que eles só tomem suco de laranja.

Mas é claro que o blog também é uma forma de autopromoção profissional. Nunca neguei isso. Mas também nunca ganhei dinheiro com isso, muito pelo contrário. Um blog pode ajudar no seu networking, embora conhecer pessoas presencialmente em eventos e tomar cerveja com elas seja infinitamente mais interessante e efetivo. As únicas pessoas que me procuraram a partir deste blog para solicitar meus serviços de consultor DBA não tinham dinheiro nem para me pagar a condução. De fato os gestores de TI de grandes empresas não devem acompanhar muito o meu blog. Mas de qualquer forma, ele é uma referência quando você se depara com uma entrevista. É corriqueiro as pessoas vasculharem seu perfil no Orkut antes de te contratarem, mas colocar o seu nome no Google também. E o SAVEPOINT está … podendo ajudar ou não como uma referência para a pessoa que está interessada em contratar meus serviços. Já pensei em colocar uma aba promovendo a minha empresa de consultoria. Cheguei a escrever um rascunho e acabei descartando. Tem gente que chega a colocar o próprio currículo no blog. Nada contra, mas por enquanto eu vou continuar assim mesmo.

Mas há uma última coisa que eu ganho ao escrever aqui e que realmente tem haver com o nome deste blog. Eu aprendo e me revejo escrevendo. Ao escrever eu me obrigo a organizar as minhas idéias e tentos expressar isso de maneira mais ou menos acabada. Ocorre que são apenas conclusões provisórias, sujeitas a alterações a qualquer momento. Um bom exemplo disto foi quando eu escrevi sobre “Autenticação de Usuários em Bancos de Dados“. Eu me arrisquei um pouco mais e divulguei este texto na lista do Oracle-BR. O Chiappa, que é um DBA que eu respeito muito pelo conhecimento e pela sua participação nesta lista, me deu uma resposta completamente contraria a minha opinião. Isto me obrigou a rever um pouco a minha opinião. O resultado é que estou lento TODA a documentação da Oracle sobre o assunto (que são uns 5 livros no total). Quanto eu terminar e me sentir mais seguro sobre o assunto, eu devo publicar um novo texto, mais maduro sobre o assunto. Certamente eu irei divulgar novamente o texto da lista do Oracle-BR e ver qual será a nova reação do colega Chiappa. Mas de qualquer forma o importante é que eu me permitir errar. E eu vejo que errei em algumas colocações minhas, o que me permitiu melhorar muito neste assunto. Isto significa que o meu blog está contribuindo diretamente para a melhoria do meu conhecimento profissional. Vale a pena ver as respostas na lista. O assunto é realmente polêmico e estes assuntos que me motivam a querer aprender mais e ser um profissional melhor qualificado.

Olhando por aí, a questão não é o que eu aprendi com o meu blog, e sim o que eu estou aprendendo! Tenho realmente muito o que agradecer aos meus leitores colegas.

Um grande abraço para quem teve paciência de ler até aqui. Nos encontramos num bar para um animado debate regado a boa cerveja qualquer dia desses! Ah, já ia me esquecendo…. e se alguém estiver afim de dar continuidade a este meme, esteja a vontade.

Tags: , , , , ,

Comments 3 comentários »

Há alguns tempos eu postei aqui sobre dois novos blogs falando sobre PostgreSQL, hoje vou comentar sobre alguns artigos que andei sapeando neste fim-de-semana sobre bancos de dados. Não são muitos, portanto eu aceito novas contribuições.

Agora só para lembrar… 15/09/2007 será o Software Freedom Day!

Tags: , , , , ,

Comments 6 comentários »

Olhando as estatísticas do SAVEPOINT descobri dois novos blogs dedicados exclusivamente ao PostgreSQL em pt_BR:

O primeiro está apenas começando, mas deixou um link para a pesquisa do evento de PostgreSQL, o que me deixou feliz :-) . O segundo já tem algumas dicas interessantes, e vem trazendo textos bastante pertinentes.

Parabéns aos mantenedores dos blogs e bons posts!

Se algum visitante aqui conhecer outro blog em pt_BR que tenha foco em PostgreSQL, por favor me avisem!!!

Tags: ,

Comments 1 comentário »

Para quem não sabe, PGCon é o nome do evento internacional que vem ocorrendo nos últimos anos sobre PostgreSQL. Este é o evento mais importante do PostgreSQL e reúne a maioria dos desenvolvedores do PostgreSQL. Um novo fenômeno é o surgimento de eventos locais de PostgreSQL. Nestes dias 6 e 7 de julho foi a vez do PG Day que ocorreu na Itália. O evento contou com palestrantes internacionais e gente da comunidade local e está tendo uma boa cobertura no Planet PostgreSQL. E qual é a grande novidade agora? Heim? Adivinha?

PG Con Day Brasil… sim senhor, a versão tupiniquim do maior evento de PostgreSQL já tem data: 7 e 8 de dezembro de 2007, em São Paulo. A chamada para a comunidade ocorreu na lista nacional no dia 29/06 enquanto a organização segue pela lista pgbr_dev. Para o nosso azar, o servidor onde o site e a lista estão hospedados (por cortesia da CELEPAR) teve problemas nos seus HDs. A lista ficou parada alguns dias e o site da comunidade ainda não voltou. O faw, que gentilmente administra o servidor está aproveitando para fazer uma faxina e atualizar o servidor para a nova versão do Debian.

Mas enquanto as coisas não são regularizadas, combinamos na lista de lançar uma pesquisa aberta para ver quais são os temas que as pessoas gostariam de ver no evento. Para isso, hospedei um questionário aqui mesmo no midstorm com algumas perguntinhas. Você, caro leitor, está mais que convidado para responder o questionário e nos ajudar a montar uma grade para o evento que contemple os anseios da comunidade.

Preencha o questionário sobre o PGCon Day Brasil AQUI

Além disso, o Sr. Josh Berkus anunciou o primeiro Benchmark realizado pela SUN com PostgreSQL… vale a pena dar uma olhada. E para quem está curioso para saber como anda o desenvolvimento da versão 8.3 do PostgreSQL, dê uma espiada na situação atual dos patchs que já foram aplicados, os pendentes e o que vai ficar para a verão 8.4.

Tags: , , , , ,

Comments 1 comentário »

Há tempos atrás eu descobri o Blog do Mussi. Dando uma passeada por lá encontrei uma referência a um artigo muito interessante chamado “CMMI no olho dos outros é refresco“. O artigo foi escrito pelo Sr. Mateus Velloso que possui em seu currículo uma quantidade impressionante de letrinhas relacionadas a certificações da Microsoft em seu currículo. O negócio deu tanta polêmica que quase dois meses depois ele escreveu uma contunuação/resposta ao primeiro artigo chamdado “Ainda sobre o CMMI e o refresco“.

<delírio>

Lembro de um professor muito bom que tive na faculdade. Toda semana tínhamos que ler praticamente um livro para a sua aula. Ao chegar na aula ele não discutia o livro, não explicava o que o autor dizia. Ele falava sobre porque o autor dizia aquilo. Para qual público ele se dirigia, o que ele queria provar com aquelas idéias, quais posições ele queria defender e atacar. Seu curso foi bem difícil, com uma bibliografia pesada, mas suas aulas eram incríveis e acho que aprendi muito lá. A grande questão é aprender a fazer a leitura das intencionalidades. As ações das pessoas são repletas de intencionalidades. Na educação, dizem que existe um currículo oculto, que são as coisas que se ensina sem contudo coloca-las explicitamente na grade do curso. Pode-se ensinar a repetir, copiar, obedecer, como pode-se ensinar a questionar, criar e comparar. O currículo oculto reflete a intencionalidade do educador com seus educandos.

</delírio>

Então vejo o texto do Sr. Mateus Velloso, que traz uma análise de intencionalidades. Encontramos uma tentativa desesperada do mercado em depender menos de pessoas talentosas e poder se contentar com profissionais medíocres e descartáveis. Enquanto alguns insistem em dizer que há falta de bons profissionais no mercado, o mercado vai sendo inundado com péssimos profissionais que desenvolvem soluções de baixa qualidade. Não importa a técnica que você empregue, é preciso investir mais na sua equipe. Bons profissionais levam tempo para se formar. Um bom programador leva 5 anos para se formar numa boa faculdade, em geral em período integral. Depois leva mais 5 anos trabalhando na área para poder amadurecer. Então este profissional que já deve estar com seus quase 30 anos descobre que é difícil sustentar uma família sendo um programador. Você acaba aceitando uma posição administrativa, coordenando equipes ao invés de programar. E assim, o que poderia se tornar um bom programador acaba se tornando um mau chefe.

<mais delírio>

Estes dias meu pai me explicava uma teoria interessante sobre médicos. Eu dizia a ele que é difícil confiar na opinião de um médico e que quando você vai com um problema em 5 médicos, é comum ter 5 opiniões diferentes. Aí ele me explicou algo que parece óbvio, mas não havia me ocorrido antes. Você tem que entender como o médico é remunerado para poder interpretar a sua atitude. Se o médico recebe uma remuneração fixa mensal, então ele tenderá a não recomendar nenhuma intervenção cirúrgica ou tratamento que vá dá trabalho para ele. No entanto, se o médico ganhar por procedimento, então ele tenderá a carregá-lo rapidamente para a mesa de cirurgia e recomendar tratamentos intermináveis.

E engana-se quem pensa que indo a médicos caríssimos estará livre deste tipo de situação. Você verá doutores muito conceituados com este tipo de prática. Aí olhamos para os hospitais, os convênios e a indústria farmacêutica e tudo faz sentido!

E como você escolhe um bom médico? No meu caso eu conto com o bom senso da família, que me indica o médico certo para cada tarefa que vá além de colocar um gesso ou receitar uma aspirina. Lembro de um programa onde a pessoa ia contratar um empreitero para reformar a sua casa e levava um cachorro enorme seu junto. Se ele concordasse com os termos do empreiteiro e o cachorro gostasse da pessoa, ele contratava. Parece besteira, mas faz sentido!

</mais delírio>

Agora, se você quer saber como uma instituição funciona, sua capacidade de atender suas demandas, investigue a forma como os seus funcionários são selecionados e descartados. Sim senhor, investigue isso, leve seu cachorro para cheirar a empresa. Todo consultor quer vender consultoria, é claro! Eles sempre lhe acharão um novo método revolucionário para reinventar a roda. Pode ser CMMI, PMI, ISO alguma coisa e por aí vai. Se a fundação Abrinq cria um selo de “Empresa amiga da criança” para as fábricas de brinquedo venderem mais, imagine o que os consultores não lhe empurrarão. Mas você não verá consultores questionando a sua forma de contratar seus empregados, quanto você paga a eles ou seu estilo de comando.

Realmente… seria bom se você pudesse ir para o supermercado e escolher os produtos que vêm com um “selo de qualidade” e ficar tranqüilo. Comprar software é realmente uma tarefa difícil. Então, devo dizer que quando escrevi aqui um texto sobre “compra de software corporativo” não levei em consideração isso. Pobre daqueles que dependem de licitações para comprar software, pois não podem levar seu cachorro para a mesa de negociação.

Por fim é curioso que o autor, mesmo sendo uma pessoa com siglas suficientes no currículo com o carimbo da Microsoft, acaba por fim acreditando em muitas coisas que a turma do Software Livre já está careca de saber. Não que eu vá acreditar piamente no modelo Bazar de desenvolvimento. Não existe uma solução única para todos os problemas. Mas quem se acostumou a usar menos o mouse, sabe que isso não é uma simples piada. É realmente possível ser muito mais produtivo lançando mão da perfurmaria e se concentrando em soluções mais robustas. É meu caro Velloso, nós acreditamos em muito do que você acredita também! E acreditamos tanto nas pessoas, que temos a coragem de acreditar na comunidade!

Tags: ,

Comments 3 comentários »