Oracle compra Sun e não é 1º de Abril

Sim, após a brincadeira infame de 1º de abril que postei aqui sobre a compra do MySQL… não é que vem a Oracle e faz uma oferta pela Sun? As coisas parecem que não andam muito bem para a gigante IBM. No ano passado a HP comprou a EDS por 14 BI esquentando a concorrência no setor de serviços, e agora é a Oracle que compra a Sun pela ninharia de 7BI. Para se ter uma idéia de como isso é pouco, a Oracle pagou no começo do ano passado 8,5 BI pela BEA e a Sun pagou 1 BI pela MySQL AB. Em tempos de crise quem tem dinheiro em caixa é rei…

E assim como o Yahoo se negou a ser comprado pela Microsoft (por cifras astronômicas em tempos pré crise), a Sun parece ter não gostado muito da oferta da IBM e aceitou uma oferta ligeiramente superior da Oracle. E zilhões de dúvidas vem a cabeça. E agora o que serão dos projetos livres da Sun? Java, OpenOfficce, MySQL, Solaris e por aí vai. Ninguém sabe… mas a primeira coisa que percebemos é que o mercado corporativo de TI vai se afunilando entre gigantes como IBM, Microsoft, HP, Dell e Oracle. Mas seria bom dar uma olhada na Oracle um pouco mais de perto.

  • A Oracle surgiu como um dos primeiros SGDBs relacionais do mercado, logo depois do DB2 da IBM. Se é verdade que o DB2 ainda dita a maior parte do padrão ISO SQL, a Oracle já lidera claramente este mercado há alguns anos;
  • Se é verdade que até a década de 90 a Oracle se firmou no mercado como desenvolvedora do maior banco de dados do mercado, também é verdade que ela virou a mesa e tem hoje uma suite completa de soluções de grande porte:
  • Se por um lado a Oracle tem uma política de licenciamento que lhe cobra por uma base de testes, um stand by e possui inúmeras funcionalidades e parâmetros não documentados nos seus produtos, oferece o download livre para qualquer um baixar e testar seus produtos e uma enorme biblioteca de documentação pronta para baixar e imprimir, em versão PDF ou HTML.
  • Sim, a Oracle investe em Software Livre sim. Tem inclusive um portal para isso, o http://oss.oracle.com/ com projetos como o OCFS2 e o Btrfs, dois poderosos sistemas de arquivos. Além disso, a Oracle tem uma contribuição intensa no kernel do Linux já faz um bom tempo.
  • Sim, a Oracle tem uma política monopolista e compra tudo que está a sua frente. Mas ao contrário de querer dominar a Internet, como a Microsoft e o Google, o foco da Oracle é bem claro: soluções corporativas para grandes empresas. E diga-se de passagem, ela tem crecido numa velocidade incrível neste segmento. Porém, se a excelência de suas soluções em banco de dados deram uma fama de competência e confiabilidade em seus produtos, o mesmo não se pode dizer sobre as suas demais aplicações que rodam sobre o seu banco de dados. O Oracle Aplication Server é uma colcha de tecnologias livres empacotadas como um monstro de várias patas e nenhum cérebro. E vai a Oracle já avisando que depois de abandonar o terrível Forms e Reports, vai abandonar o fiasco do OAS também em função de uma plataforma Java melhor… é esperar para ver. Os seus ERPs também não são a oitava maravilha em termos de tecnologia (ALGUM É)???? O PeopleSoft por exemplo não tem uma única chave estrangeira no banco de dados, fazendo toda a integridade referencial dentro da aplicação. Não é bem o que a Oracle sempre pregou nos seus manuais.
  • O suporte da Oracle é muito eficiente, funciona 24/7 de verdade. Podem lhe atender no Brasil, EUA, Japão, Índia ou onde quer que seja necessário para atendê-lo em qualquer horário. Mas veja: o nível básico de suporte (independente no nome bonito que se dê)  por e-mail, dá um trabalhão para abrir um chamado. Uma das coisas mais irritantes no site de suporte da Oracle é que eles utilizam tecnologia da Oracle para montar o portal web. É horrível, quem está acostumado com o Gmail e outras interfaces cheias de Ajax como o WordPress sabe o quão terrível é o metalink da Oracle. Fizeram uma versão nova com uso de Flash… piorou!

Então se por um lado a Oracle tem tradição com Software Livre, não tem foco em produtos na linha do MySQL e do OpenOffice. É claro que se é para minar a concorrência com a Microsoft pelo mercado de médio porte, pode não ser má idéia investir um pouco neles, mas não acredito que será o foco principal deles. É claro que podem surgir estratégias inovadoras junto ao MySQL… ele pode se tornar mais aberto ao Oracle e virar um novo Times Ten, mas não acho que vai perdes suas características atuais. Manter o Marketshare do MySQL, apesar de não trazer muito lucro será muito bom para a Oracle que pegará duas pontas do mercado. Já o Solaris o Java são com certeza algo de interesse por parte da Oracle. Veja que o Btrfs que a Oracle criou é baseado no ZFS que por problemas de licenças da Sun, não pode ser agregado ao Linux que usa GPL. Daí se vê a preocupação da Oracle com algumas boas tecnologias encontradas no Solaris. O Java então… toda a suite que roda sobre os bancos de dados Oracle usa Java. Isso sim é um tiro certeiro. Já os servidores SPARC são bons competidores para os servidores da HP e IBM. São caros, mas tem um mercado cativo ainda bem definido em soluções de grande e médio porte.

Mas temos um perdedor claro aqui: o PostgreSQL que vinha sido apoiado pela Sun está certamente fadado a perder esta condição. É claro que existem outras e muitas outras empresas apoiando. Mas a ausência da Sun será sentida, com certeza.

OBS: O artigo do Peter Eisentraut é bem interessante. Acho que concordo com quase tudo que ele diz. Vale a pena dar uma olhada .

Shell Scrip para backup manual no Oracle no Linux

… ou YASHTBODB: Yep, Another Shell Script To Backup Oracle DataBase!

Já faz algum tempo que utilizo Shell Script para fazer backup no Oracle. Na verdade eu prefiro utilizar outras linguagens de programação, particularmente o PERL, para não precisar ficar chamando o SQL*Plus toda hora. Mas como existe uma barreira cultural por aqui, acabou ficando tudo em Shell Script mesmo. Bom, ocorre que chegou a hora de aposentá-los em favor do RMAN. Sim, com o uso do RAC junto com o ASM, backup manual ou “user managed backup” como a Oracle gosta de dizer, perdeu completamente o sentido. Além disso, no Oracle 10g, o Database Control implementou uma série de alertas sofisticados bem mais eficientes que o singelo script aqui em questão. Estou terminando de implantar o RMAN para todos os últimos servidores e então os últimos scripts cairão finalmente no ostracismo. Então estou publicando-os aqui, para que sirvam de referência futura.

Requisitos

Rotinas executadas a cada 30 minutos:

  • Cópia dos archives para outro servidor;
  • Criação de alerta se alguma partição possuir mais de 80% e 95% de ocupação.

Rotinas executadas a cada 24 horas:

  • Rodar o analyze em todos objetos;
  • Fazer backup lógico full;
  • Copiar backup lógico para outro servidor;
  • Verificar a integridade dos datafiles;
  • Fazer cópia on-line dos datafiles permanentes para outro servidor;
  • Verificar o volume de origem e o copiado dos datafiles;
  • Fazer cópia do control_file em modo binário e lógico;
  • Fazer cópia do spfile;
  • Apagar archives com mais 8 dias;
  • Verificar se algum tablespace está com mais de 80% de ocupação;
  • Verificar todos os erros ocorridos no alert;
  • Renomear o alert para um nome com o SID e data

Rotinas executadas a cada 7 dias:

  • Cópia off-line dos datafiles permanentes para outro servidor;
  • Cópia do spfile

Rotina mensal (realizadas no último dia de cada mês):

  • Rodar scripts específicos de aplicações
  • Arquivar todos os logs (adump, bdump, cdump, udump e backup logs) em uma pasta ‘old’

Outros requisitos:

  • Criar um log contendo todos os erros ocorridos durante todas operações de backup;
  • Registrar no log a duração de todas operações longas;
  • Registrar no log o espaço disponível em cada partição de disco;
  • Enviar um e-mail com o log ao término de cada operação de backup;
  • Parametrizar o script de forma a utilizar o mesmo script para vários servidores distintos.

Preparação

Antes de mais nada, é preciso criar um usuário no SO e no Oracle. É preciso se assegurar que o usuário em questão tenha acesso às pastas que ele irá copiar. Existem pelo menos umas 4 formas de se fazer isso:

  • Utilizar o próprio usuário Oracle. A vantagem de usar o usuário Oracle do SO, é não precisar colocar senha no script, por outro lado a pessoa que administra o script acaba tendo autorização para acessar o banco diretamente sem senha e com poderes de SYSDBA. Em termos de segurança, isto não é recomendado. No entanto, os backups off-lines e backups de spfile exigem o usuo de um usuário com permissões de SYSDBA ou SYSOPER, então acaba fazendo sentido utilizar o usuário Oracle do SO para estas operações;
  • Alterar as permissões nas pastas do banco de dados para permitir a leitura para que qualquer usuário do SO (o terceiro dígito no sistema octal de permissões). Não gosto desta solução por problemas de segurança, uma vez que não apenas o usuário de backup como outros também terão acesso aos arquivos do Oracle. Se for para fazer isso, ainda é melhor usar o usuário Oracle do SO mesmo para tudo;
  • Alterar os grupos donos dos arquivos e pastas a serem utilizados. Também não é uma boa idéia, uma vez que ao criar um novo datafile, ele é criado com o grupo oinstall por padrão. A cada vez que um novo datafile é criado, você teria de alterar o grupo do datafile;
  • Adicionar o usuário de backup ao grupo oinstall. Pode não ser uma solução muito segura, mas veja que os datafiles são criados com a permissão 640 por padrão. O que significa que o usuário em questão só poderá ler os datafiles sem poder alterá-los, o que me parece bem razoável. Mesmo assim, você deverá acertar o acesso de algumas pastas e arquivos para que você possa gravar nelas, como a pasta onde o próprio script vai ficar e onde ele vai gerar os logs e os backups lógicos. Esta será a opção utilizada para a maioria das operações de backup. A excessão, como citado anteriormente fica para o backup do spfile e backup off line.

Para criar um usuário no SO que faça parate do grupo ‘oinstall’ (realmente estou supondo que você usou o nome dos usuários e grupos de usuáros padrões da instalação):

/usr/sbin/useradd -m -p senha -g oinstall -c 'Usuário que dispara os scripts de backup' backup

O mesmo usuário do SO deverá ter um correspondente dentro do banco de dados:

CREATE USER backup IDENTIFIED BY senha
  DEFAULT TABLESPACE users
  QUOTA UNLIMITED ON users
;

Se você quiser utilizar um usuário a parte mas não quer colocar a senha do usuário nos scripts (que é o que foi feito no nosso exemplo), pode criar o usuário com o comando abaixo:

CREATE USER backup IDENTIFIED EXTERNALLY
  DEFAULT TABLESPACE users
  QUOTA UNLIMITED ON users
;

Mas para utilizar usuários autenticados externamente (pelo SO) não esqueça de setar no ‘init.ora’ os seguintes parâmetros:

remote_os_authent=FALSE
os_authent_prefix=''

O parâmetro ‘os_authent_prefix’ é opcional e permite que o nome no SO seja idêntico ao nome no banco de dados. Já o parâmetro ‘remote_os_authent’ é vital para garantir a segurnaça do banco de dados. O padrão do parâmetro é ‘FALSE’ e ninguém em sã consciência utiliza este parâmetro como ‘TRUE’.

Depois de criar o usuário precisamos conceder as permissões adequadas para ele:

GRANT CREATE SESSION TO backup;
GRANT ALTER SESSION TO backup;
GRANT ALTER DATABASE TO backup;
GRANT ALTER SYSTEM TO backup;
GRANT MANAGE TABLESPACE TO backup;
GRANT ANALYZE ANY TO backup;
GRANT ANALYZE ANY DICTIONARY TO backup;
GRANT EXP_FULL_DATABASE TO backup;

Lembre-se de O usuário também deve ter um tablespace com alguma quota para criar as tabelas de logs do backup lógico (coisas do data pump a partir do 10g). O comando CREATE USER cria o usuário, com a senha: ‘senha’. Depois concedemos privilégio para o usuário se conectar no banco de dados em CREATE SESSION. O privilégio ALTER SESSION será utilizado para ajudar a identificar o backup lógico do control file enquanto o privilégio ALTER DATABASE é utilizado para realizar o backup físico e lógico do control file propriamente dito. O privilégio ALTER SYSTEM é necessário para realizar o checkpoint e o rotacionamento dos logs durante o backup físico on line enquanto o privilégio MANAGE TABLESPACE permite a operação de backup on line propriamente dita. Note que aqui a permissão de leitura dos datafiles pelo usuário do SO é necessária também. Depois temos os privilégios ANALYZE e ANALYZE ANY DICTIONARY necessários para as atualizações de estatísticas das tabelas e índices. Note que o privilégio ANALYZE ANY DICTIONARY surge apenas no Oracle 10g, não existindo nem sendo necessário em versões anteriores. Por último vem o privilégio EXP_FULL_DATABASE que é necessário para o backup lógico.

Se você for utilizar o Data Pump (muito recomendado e utilizado no nosso exemplo), a nova ferramente de backup lógico da Oracle a partir da versão 10g, você deverá utilizar também os seguintes comandos SQL:

CREATE DIRECTORY data_pump_dir_ORACLE_SID AS '/u03/app/oracle/admin/ORA_SID/exp';
GRANT READ, WRITE ON DIRECTORY data_pump_dir_ORA_SID

Onde ‘ORACLE_SID’ é o nome do seu banco de dados oracle. É claro que o ponto de montagem ‘/u03′ é específico do padrão que adoto nos meus servidores. Substitua o caminho do diretório para aquele que você reservou no seu servidor. Lembre-se que este diretório deve ser criado manualmente e o usuário ‘backup’ ou o grupo ‘oinstall’ do SO devem ter permissões de leitura e gravação neste diretório:

mkdir -p /u03/app/oracle/admin/ORA_SID/exp
chown backup:oinstall /u03/app/oracle/admin/ORA_SID/exp
chmod 755/u03/app/oracle/admin/ORA_SID/exp

Outras permissões deverão ser acertadas para o usuário de backup no SO como a permissão para apagar os archives (com uma permissão 770 na pasta por exemplo). Alguns acertos podem ser um pouco chatos e devem ser realizados no servidor de destino onde os arquivos são copiados também.

Um último detalhe é que é preciso configurar o SSH sem senha entre os servidores onde está o servidor Oracle e e o que vai receber todos os backups. Meus testes com NFS mostraram que ele é menos estável que o SSH e a diferença de performance é mínima. Existem vários tutoriais sobre como fazer isso, inclusive este da própria Oracle. No meu caso eu criei um usuário backup e um usuário oracle no servidor de destino e gerei o ssh sem senha entre os usuários com mesmo nome nos servidores de origem e destino dos backups.

Funcionamento do Script

Algumas premissas foram assumidas antes de criar o script:

  • O mesmo script deveria ser utilizado independente do banco de dados que sofreria as operações. Para isso o script deve receber como parâmetro o nome do banco e todas as pastas devem receber o nome do banco também, seguindo as recomendações do OFA. Isto facilita e muito a utilização do mesmo script em vários servidores distintos ou quando temos mais de uma instância no mesmo servidor.
  • O mesmo script deveria ser utilizado para diversas operações diferentes. Para isso o script deve receber como parâmetro o nome da operação.
  • Excepto pelos parâmetros de nome da base e operação, todas as outras variáveis são identicas, sendo declaradas no início do script. Esta configuração é adequada para o caso onde se utiliza apenas um ORACLE_HOME para todas as bases do servidor, mas pode ser um problema em outros casos.
  • Ao invés de colocar todo o código SQL em arquivos separados e chamarmos eles pelo SQL*Plus, optei por colocar todo o códio SQL dentro do script e envia-lo para o SQL*Plus utilizando o redirecionamento conhecido como “here document”, que é algo como um < onde “…” é o código SQL.
  • Todas as chamadas do scripts seriam chamados a partir do crontab do usuário, mas isto não impede a chamada manual.
  • Cada etapa do backup é colocada em uma função separada, de forma a podermos realocar as etapas para diferentes situações em necessidades específicas (como em servidores de teste e produção). A forma como o script está configurado aqui é apenas um exemplo. Em produção, tenho uma série de outras funções específicas de nossas regras de negócio que foram removidas também.
  • O backup lógico aqui está sendo feito com o Data Pump, mas nada impede você de adaptar o script para utilizar a ferramenta tradicional de export da Oracle.

Variáveis de Ambiente

Antes de passar para os scripts de backup, segue abaixo algumas variáveis utilizadas não apenas pelos scripts em shell, como também os scripts em SQL. Vale a pena lembrar que quando os scripts são executados no modo não interativo (como quando chamados pelo cron) é comum que os arquivos .bashrc e .bash_profile ignorem suas configurações. Por via das dúvidas, vamos exportar todas as variáveis de ambiente do Oracle e outros que serão úteis em nossos scripts.

  • ORACLE_HOME : o diretório onde o SGDB Oracle foi instalado;
  • ORACLE_SID : o nome do banco de dados alvo das operações de backup;
  • SQLPATH : o diretório padrão do SQL*Plus para armazenamento de scripts SQL;
  • NLS_LANG : Diz respeito a localização e codificação de caracteres utilizados;
  • PATH : deve incluir o caminho para o diretório com os aplicativos Oracle;
  • dia : referência para saber a data em que a operação foi realizada. Gosto de utilizar o formato ano/mês/dia, pois é mais fácil de listar em órdem cronológica arquivos com este formato de data;
  • log : arquivo contendo o log de toda a operação;
  • arch_dest : local de destino local para os archives;
  • dump_dest : local de destino local para os backups lógicos;
  • remote_dest : nome ou ip do servidor remoto que receberá os backups
  • dados: nome dos pontos de montagem onde se encontram os datafiles;
  • oracle_mail : email para onde os logs e alertas serão enviados;

Chamadas no crontab

Segue aqui as chamadas utilizadas para acionar o script

00 06 1 * * /u01/app/oracle/admin/nome_base/adhoc/backup.sh nome_base rotina_mensal
00 22 * * * /u01/app/oracle/admin/nome_base/adhoc/backup.sh nome_base backup_noturno
00,30  * * * * /bin/bash /u01/app/oracle/admin/nome_base/adhoc/backup.sh nome_base copia_archives

Note que para realizar as rotinas de backup off line, é preciso do privilégio de SYSDBA para fechar e abrir a instância. Então se você utiliza um usuário separado para o backup, deverá colocar a linha abaixo no crontab do usuário oracle do SO e não usuário backup.

00 00 * * 0 /u01/app/oracle/admin/nome_base/adhoc/backup.sh nome_base backup_off_line

O Script

Bom, chega de enrolação, segue abaixo o script. Se você encontrar algum erro (eu tive que tirar algumas coisas muito específicas aqui do trabalho) ou alguma forma de melhorar ele, por favor deixe um comentário ou mande um e-mail.

#!/bin/bash
######################################################################################
#	Arquivo: backup.sh                                                           #
#	Uso: Script para backup "user managed" de bancos de dados Oracle             #
#	Criado por: Fábio Telles                                                     #
#	Última alteração: 14/08/2008                                                 #
#	Motivo: Publicação                                                           #
######################################################################################
#	TODO: Refazer todo script em PERL ;-)                                        #
######################################################################################
 
# Verificação de parâmetros
ORACLE_SID=$1
operation=$2
if [ -z $operation ]; then
  echo "***** Favor definir a operação a ser executada"
  echo "***** chamada $0 $* ilegal"
  echo "***** uso: $0  "
  exit 2
fi
if [ -z $ORACLE_SID ]; then
  echo "***** Favor definir o nome do banco de dados"
  echo "***** chamada $0 $* ilegal"
  echo "***** uso: $0  "
  exit 2
fi
 
# Definição de variáveis (variáveis referenciadas fora do script precisam ser exportadas)
export ORACLE_SID
export ORACLE_BASE=/opt/app/oracle
export ORACLE_HOME=${ORACLE_BASE}/product/10.2.0/db_1
export LD_LIBRARY_PATH=${ORACLE_HOME}/lib
export SQLPATH=/u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/adhoc
export NLS_LANG=Portuguese_Brazil.WE8ISO8859P1
export PATH=$PATH:${ORACLE_HOME}/bin
export dia=`date +%Y-%m-%d`
export log=/u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/backup/${operation}_${dia}.log
export arch_dest=/u02/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/arch
export dump_dest=/u03/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/exp
export remote_dest=seu_servidor_backup
dados=(/u04 /u05)
oracle_mail=email_do_dba@sua_empresa.com.br
 
# Uma função para cada rotina
copia_archives() {
  rsync -t ${arch_dest}/* ${remote_dest}:${arch_dest} 2>> $log
  if [ $? -ne 0 ]; then
    cat $log | mail -s "Erros na cópia de archives de `uname -n` p/ $remote_dest em ${dia}" $oracle_mail
  fi
}
 
verifica_discos() {
  # Verifica se alguma partição montada tem mais de 80% e 95% de ocupação
  for part in `df -hlP -t ext3 | cut -c0-9` ;do
    df $part > /dev/null 2> /dev/null
    if [ $? -eq 0 ]; then
      mount=`df $part | tail -1 | awk '{print $6}'`
      percent=`df $part | tail -1 | awk '{print $5}'`
      if [ ${percent%\%} -gt 80 -a ${percent%\%} -lt 95 ]; then
        echo "Atenção: `uname -n` c/ $part montada em $mount está c/ $percent ocupado." >> $log
        cat $log | mail -s "Alerta de disco em `uname -n`!" $oracle_mail
      elif [ ${percent%\%} -ge 95 ]; then
        echo "ATENÇÃO URGENTE: `uname -n` c/ $part montada em $mount está c/ $percent ocupado." >> $log
        cat $log | mail -s "ALERTA CRÍTICO de disco em `uname -n`!" $oracle_mail
     fi
    fi
  done
}
 
analize() {
  echo "Analyze: analizando ${ORACLE_SID} em "`date +%R:%S` >> $log
  sqlplus -S / <<-EOF_ANALIZE
    SET FEEDBACK OFF
    SET TRIMSPOOL ON
    SET TERMOUT OFF
    SET PAGES 0
    SET LINES 250
    SPOOL ${SQLPATH}/analyze.log
    EXECUTE dbms_stats.gather_database_stats();
    SPOOL OFF
    EXIT;
EOF_ANALIZE
  egrep --color -n -B 2 '(ORA-|SP2-)' ${SQLPATH}/analyze.log  >> $log 2>> $log
}
 
backup_logico() {
  echo "Backup lógico: removendo exports de ${dump_dest} em "`date +%R:%S` >> $log
  rm -v ${dump_dest}/${ORACLE_SID}_full_* >> $log 2>> $log
  echo "Backup lógico: export iniciado em "`date +%R:%S` >> $log
  expdp / full=y directory=data_pump_dir_${ORACLE_SID} dumpfile=${ORACLE_SID}_full_${dia}.dmp \
    logfile=${ORACLE_SID}_full_exp_${dia}.log
  tail -n 1 ${dump_dest}/${ORACLE_SID}_full_exp_${dia}.log >> $log 2>> $log
  echo "Backup lógico: copiando dump para ${remote_dest}/${dump_dest}  em "`date +%R:%S` >> $log
  scp ${dump_dest}/${ORACLE_SID}_full_${dia}.dmp \
    ${remote_dest}:${dump_dest}/${ORACLE_SID}_full_${dia}.dmp >> $log 2>> $log
  scp ${dump_dest}/${ORACLE_SID}_full_exp_${dia}.log \
    ${remote_dest}:${dump_dest}/${ORACLE_SID}_full_exp_${dia}.log >> $log 2>> $log
  echo "" >> $log
}
 
verifica_data_file() {
  echo "Verificação física on-line iniciada em "`date +%R:%S` >> $log
  sqlplus -S / <<-EOF_VERIFICA_DATA_FILE
    SET FEEDBACK OFF
    SET TRIMSPOOL ON
    SET TERMOUT OFF
    SET PAGES 0
    SET LINES 250
    SPOOL ${SQLPATH}/db_verify.txt
    SELECT '!dbv file=' || file_name || ' 2>> ${SQLPATH}/db_verify.log'
      FROM dba_data_files
      ORDER BY tablespace_name, file_name;
    SPOOL OFF
    @db_verify.txt
    EXIT
EOF_VERIFICA_DATA_FILE
  egrep --color -n -B 7 -A 9 'Total Pages Failing.*(Data).*[^0]$' \
    ${SQLPATH}/db_verify.log >> $log 2>> $log
  egrep --color -n -B 9 -A 7 'Total Pages Failing.*(Index).*[^0]$' \
    ${SQLPATH}/db_verify.log >> $log 2>> $log
  egrep --color -n -B 14 -A 2 'Total Pages Marked Corrupt.*[^0]$' \
    ${SQLPATH}/db_verify.log >> $log 2>> $log
  echo "" >> $log 2>> $log
}
 
backup_fisico_on_line() {
  echo "Backup físico on-line: copiando data files para ${remote_dest} em "`date +%R:%S`  >> $log
  sqlplus -S / <<-EOF_BACKUP_ON_LINE
    SET FEEDBACK OFF
    SET TRIMSPOOL ON
    SET TERMOUT OFF
    SET PAGES 0
    SET LINES 250
    SPOOL ${SQLPATH}/backup_on_line.txt
    SELECT 'ALTER SYSTEM CHECKPOINT;' FROM dual;
    SELECT command
      FROM (
        SELECT
          '2' ordem,
          tablespace_name,
          'ALTER TABLESPACE ' || tablespace_name || ' BEGIN BACKUP;' command
          FROM dba_tablespaces
          WHERE contents != 'TEMPORARY'
        UNION
        SELECT
          '3' ordem,
          a.tablespace_name,
          '!scp ' || file_name || ' ${remote_dest}:' || file_name || ' 2>> $log'   command
          FROM
            dba_data_files  a,
            dba_tablespaces b
          WHERE
            a.tablespace_name = b.tablespace_name AND
            b.contents != 'TEMPORARY'
        UNION
        SELECT
          '4' ordem,
          tablespace_name,
          'ALTER TABLESPACE ' || tablespace_name || ' END BACKUP;' command
          FROM dba_tablespaces
          WHERE contents != 'TEMPORARY'
      )
      ORDER BY tablespace_name, ordem;
    SELECT 'ALTER SYSTEM ARCHIVE LOG CURRENT;' FROM dual;
    SELECT 'EXIT;' FROM dual;
    SPOOL OFF
    SET PAGES 50
    SPOOL ${SQLPATH}/backup_on_line.log
    @${SQLPATH}/backup_on_line.txt
    SPOOL OFF
EOF_BACKUP_ON_LINE
  egrep --color -n -B 2 '(ORA-|SP2-)' ${SQLPATH}/backup_on_line.txt >> $log 2>> $log
  egrep --color -n -B 2 '(ORA-|SP2-)' ${SQLPATH}/backup_on_line.log >> $log 2>> $log
  echo "" >> $log
}
 
compara_backup_fisico() {
  echo "Backup físico on-line: comparando origem e destino em "`date +%R:%S`  >> $log
  echo "Backup físico on-line: origem =" >> $log 2>> $log
  for p in ${dados[*]}; do
    du -hs ${p}/oradata/${ORACLE_SID} --exclude temp* >> $log 2>> $log
  done
  echo "Backup físico on-line: destino =" >> $log 2>> $log
  for p in ${dados[*]}; do
    ssh $remote_dest du -hs ${p}/oradata/${ORACLE_SID} >> $log 2>> $log
  done
  echo "" >> $log
}
 
backup_control_file() {
  echo "Backup físico on-line: copiando control files para ${ORACLE_HOME}/dbs em "`date +%R:%S`  >> $log
  sqlplus -S / <<-EOF_BACKUP_ON_LINE
    SET FEEDBACK OFF
    SET TRIMSPOOL ON
    SET TERMOUT OFF
    SET PAGES 0
    SET LINES 250
    SPOOL ${SQLPATH}/backup_control_file.txt
    SELECT
      '!cp ' || par.value || '/' ||
      ins.instance_name || '_ora_' ||
      pro.spid || '_control_file.trc ${ORACLE_HOME}/dbs/control_file_back.sql 2>> $log'
      FROM
        v\$parameter par,
        v\$instance ins,
        v\$process pro,
        v\$session ses
      WHERE
        par.name='user_dump_dest' AND
        ses.sid = SYS_CONTEXT ('USERENV', 'SID') AND
        ses.paddr = pro.addr
     ;
    SPOOL OFF
    SPOOL ${SQLPATH}/backup_control_file.log
    ALTER SESSION SET TRACEFILE_IDENTIFIER = 'control_file';
    ALTER DATABASE BACKUP CONTROLFILE TO TRACE;
    ALTER SESSION SET TRACEFILE_IDENTIFIER = '';
    @${SQLPATH}/backup_control_file.txt
    ALTER DATABASE BACKUP CONTROLFILE TO '${ORACLE_HOME}/dbs/control_file_back.bin' REUSE;
    SPOOL OFF
EOF_BACKUP_ON_LINE
  egrep --color -n -B 2 '(ORA-|SP2-)' ${SQLPATH}/backup_control_file.txt >> $log 2>> $log
  egrep --color -n -B 2 '(ORA-|SP2-)' ${SQLPATH}/backup_control_file.log >> $log 2>> $log
  echo "" >> $log
}
 
backup_dbs() {
  echo "Backup físico on-line: copiando ${ORACLE_HOME}/dbs para \
    ${remote_dest}:${ORACLE_HOME}/dbs_${ORACLE_SID}.tar.bz2 em "`date +%R:%S`  >> $log
  cd $ORACLE_HOME
  tar -cjf ${SQLPATH}/dbs_${ORACLE_SID}.tar.bz2 dbs >> $log 2>> $log
  scp ${SQLPATH}/dbs_${ORACLE_SID}.tar.bz2 \
    ${remote_dest}:${SQLPATH}/dbs_${ORACLE_SID}.tar.bz2 >> $log 2>> $log
}
 
limpa_archives() {
  echo "Archives: removendo archives com mais de 8 dias de $arch_dest em "`date +%R:%S` >> $log
  find $arch_dest -daystart -mtime +8 -exec rm -fv \{\} \; >> $log 2>> $log
  echo "" >> $log
}
 
verifica_alert() {
  echo "Alert: erros encontrados =>" >> $log
  egrep --color -n -B 2 '(ORA-|SP2-)' \
    /u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/bdump/alert_${ORACLE_SID}.log >> $log 2>> $log
  echo "Alert: renomeando bdump/alert_${ORACLE_SID}.log para ${ORACLE_SID}_${dia}.log" >> $log
  if [ -f /u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/bdump/alert_${ORACLE_SID}.log ]; then
    mv /u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/bdump/alert_${ORACLE_SID}.log \
      /u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/bdump/${ORACLE_SID}_${dia}.log >> $log
  fi
}
 
verifica_tablespaces() {
  echo "Tablespaces com mais de 80% de espaço ocupado =>" >> $log
  sqlplus -S / <<-EOF_VERIFICA_TABLESPACES
    SET FEEDBACK OFF
    SET TRIMSPOOL ON
    SET TERMOUT OFF
    SET PAGES 0
    SET LINES 250
    SPOOL ${SQLPATH}/verifica_tablespaces.log
    SELECT
      u.tablespace_name || ' com ' ||
        TO_CHAR( 100 * u.utilizado / m.maximo , '999.9') || '% ocupado' tablespace
      FROM
        (SELECT tablespace_name, SUM (bytes) utilizado
          FROM dba_segments
          GROUP BY tablespace_name) u,
        (SELECT
          tablespace_name,
          SUM (bytes) alocado,
          SUM (DECODE (autoextensible, 'NO', bytes, maxbytes)) maximo
          FROM dba_data_files
          GROUP BY tablespace_name) m,
        (SELECT
          tablespace_name, SUM (bytes) livre
          FROM dba_free_space
          GROUP BY tablespace_name) l
          WHERE
            l.tablespace_name = u.tablespace_name AND
            l.tablespace_name = m.tablespace_name AND
            100 * u.utilizado / m.maximo > 80
    UNION
    SELECT
      tablespace_name || ' com ' ||
        TO_CHAR( 100 * SUM (user_bytes) / SUM (DECODE (autoextensible, 'NO', bytes, maxbytes)) , '999.9')
        || '% ocupado' tablespace
      FROM dba_temp_files
      GROUP BY tablespace_name
      HAVING 100 * SUM(user_bytes) /  SUM (DECODE (autoextensible, 'NO', bytes, maxbytes)) > 80
    ;
    SPOOL OFF
    EXIT;
EOF_VERIFICA_TABLESPACES
  cat ${SQLPATH}/verifica_tablespaces.log >> $log 2>> $log
}
 
mostra_espaco_disco() {
  echo "Espaço em disco =>" >> $log
  df -hl -t ext3 >> $log 2>> $log
  echo "" >> $log
}
 
backup_spfile() {
  echo "Copiando spfile para ${ORACLE_HOME}/dbs/init${ORACLE_SID}_backup.ora em "`date +%R:%S` >> $log
  #Só funciona se o spfile existir
  if [ -f ${ORACLE_HOME}/dbs/spfile${ORACLE_SID}.ora ]; then
    #Só pode ser executado pelo usuário Oracle do SO. Verificação abaixo
    if [ $USER != 'oracle' ]; then
      echo "***** A operação ${operation} não é válida com o usuário $USER" >> $log
      echo "***** tente novamente com o usuário oracle do SO." >> $log
      exit 2
    fi
    echo " --Backup do spfile (precisa de privilégio sysdba ou sysoper)"
    sqlplus -S / as sysdba <<-EOF_BACKUP_SPFILE
      SET FEEDBACK OFF
      SET TRIMSPOOL ON
      SET TERMOUT OFF
      SET PAGES 0
      SET LINES 250
      SPOOL ${SQLPATH}/backup_spfile.log
      CREATE PFILE='${ORACLE_HOME}/dbs/init${ORACLE_SID}_backup.ora'
        FROM SPFILE='${ORACLE_HOME}/dbs/spfile${ORACLE_SID}.ora';
      SPOOL OFF
      EXIT
EOF_BACKUP_SPFILE
    egrep --color -n -B 2 '(ORA-|SP2-)' ${SQLPATH}/backup_spfile.log >> $log 2>> $log
  else
    echo "SPFILE ${ORACLE_HOME}/dbs/spfile${ORACLE_SID}.ora não encontrado!" >> $log
  fi
}
 
shut_down() {
  echo "Backup físico off line: desligando instância em "`date +%R:%S` >> $log
  #Só pode ser executado pelo usuário Oracle do SO. Verificação abaixo
  if [ $USER != 'oracle' ]; then
    echo "***** A operação ${operation} não é válida com o usuário $USER" >> $log
    echo "***** tente novamente com o usuário oracle do SO." >> $log
    exit 2
  fi
  sqlplus -S / as sysdba <<-EOF_SHUT_DOWN
    SET FEEDBACK OFF
    SET TRIMSPOOL ON
    SET TERMOUT OFF
    SET PAGES 0
    SET LINES 250
    SPOOL ${SQLPATH}/shut_down.log
    SHUTDOWN IMMEDIATE
    SPOOL OFF
    EXIT
EOF_SHUT_DOWN
  grep --color -n -B 2 ORA- ${SQLPATH}/shut_down.log >> $log 2>> $log
  proc=`ps -ef | egrep pmon_$ORACLE_SID  | grep -v grep`
  if [ -n $proc ]; then
    echo "***** Problema ao desligar a instância $ORACLE_SID" >> $log
    echo "***** Tentando realizar um shutdown abort" >> $log
    sqlplus -S / as sysdba <<-EOF_SHUT_DOWN_ABORT
      SET FEEDBACK OFF
      SET TRIMSPOOL ON
      SET TERMOUT OFF
      SET PAGES 0
      SET LINES 250
      SPOOL ${SQLPATH}/shut_down_abort.log
      SHUTDOWN ABORT
      SPOOL OFF
      EXIT
EOF_SHUT_DOWN_ABORT
    grep --color -n -B 2 ORA- ${SQLPATH}/shut_down_abort.log >> $log 2>> $log
    proc=`ps -ef | egrep pmon_$ORACLE_SID  | grep -v grep`
    if [ -n $proc ]; then
      echo "***** Algum problema sério aconteceu no banco $ORACLE_SID" >> $log
      echo "***** O servidor pode estar num estado inconsistente" >> $log
      cat $log | mail -s "URGENTE!!! Erro no backup off line de `uname -n`/$dia" $oracle_mail
      exit 2
      grep --color -n -B 2 ORA- ${SQLPATH}/shut_down_abort.log >> $log 2>> $log
    fi
  fi
  echo "" >> $log 2>> $log
}
 
copia_datafiles() {
  echo "Backup físico of line: copiando arquivos de dados em "`date +%R:%S` >> $log
  for p in ${dados[*]}; do
    scp ${p}/oradata/${ORACLE_SID}/* ${remote_dest}:${p}/oradata/${ORACLE_SID} 2>> $log
  done
}
 
start_up() {
  echo "Backup físico: ligando instância em "`date +%R:%S` >> $log
  #Só pode ser executado pelo usuário Oracle do SO. Verificação abaixo
  if [ $USER != 'oracle' ]; then
    echo "***** A operação ${operation} não é válida com o usuário $USER" >> $log
    echo "***** tente novamente com o usuário oracle do SO." >> $log
    exit 2
  fi
  sqlplus -S / as sysdba <<-EOF_START_UP
    SET FEEDBACK OFF
    SET TRIMSPOOL ON
    SET TERMOUT OFF
    SET PAGES 0
    SET LINES 250
    SPOOL ${SQLPATH}/start_up.log
    STARTUP
    SPOOL OFF
    EXIT
EOF_START_UP
  grep --color -n -B 2 ORA- ${SQLPATH}/start_up.log >> $log 2>> $log
  if [ $? -eq 0 ]; then
    echo "***** Problema ao ligar a instância $ORACLE_SID" >> $log
    cat $log | mail -s "URGENTE!!! Erro no backup off line de `uname -n`/$dia" $oracle_mail
    exit 2
  else
    proc=`ps -ef | egrep pmon_$ORACLE_SID  | grep -v grep`
    if [ -z $proc ]; then
      echo "***** Problema ao ligar a instância $ORACLE_SID" >> $log
      cat $log | mail -s "URGENTE!!! Erro no backup off line de `uname -n`/$dia" $oracle_mail
      exit 2
    fi
  fi
  echo "" >> $log
}
 
define_mes_anterior() {
  mes=`date +%m`
  mes=$(expr $mes - 1)
  if [ $mes = 0 ]; then
    ano=`date +%Y`
    ano=$(expr $ano - 1)
    mes=${ano}-12
  else
    mes=`date +%Y`-$mes
  fi
}
 
move_logs() {
  echo "Logs: Movendo logs em adump para adump/old/${ORACLE_SID}_audit_${mes}.tar.bz2" >> $log
  cd /u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/adump
  touch ${ORACLE_SID}_audit_${mes}.tar $log 2>> $log
  find -name "ora_*.aud" -exec tar -rf ${ORACLE_SID}_audit_${mes}.tar \{\} \; 2>> $log
  if [ -s ${ORACLE_SID}_audit_${mes}.tar ]; then
    bzip2 ${ORACLE_SID}_audit_${mes}.tar  >> $log 2>> $log
    mv ${ORACLE_SID}_audit_${mes}.tar.bz2 old  >> $log 2>> $log
    rm ora_*.aud
  else
    rm ${ORACLE_SID}_audit_${mes}.tar  >> $log 2>> $log
  fi
 
  echo "Logs: Movendo logs em bdump para bdump/old/${ORACLE_SID}_bdump_log_${mes}.tar.bz2" >> $log
  cd /u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/bdump
  touch ${ORACLE_SID}_bdump_log_${mes}.tar $log 2>> $log
  find -name "${ORACLE_SID}_${mes}-*.log" -exec \
    tar -rf ${ORACLE_SID}_bdump_log_${mes}.tar \{\} \; 2>> $log
  if [ -s ${ORACLE_SID}_bdump_log_${mes}.tar ]; then
    bzip2 ${ORACLE_SID}_bdump_log_${mes}.tar  >> $log 2>> $log
    mv ${ORACLE_SID}_bdump_log_${mes}.tar.bz2 old  >> $log 2>> $log
    rm ${ORACLE_SID}_${mes}-*.log
  else
    rm ${ORACLE_SID}_bdump_log_${mes}.tar >> $log 2>> $log
  fi
 
  echo "Logs: Movendo trace em bdump para bdump/old/${ORACLE_SID}_bdump_trace_${mes}.tar.bz2"` >> $log
  cd /u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/bdump
  touch ${ORACLE_SID}_bdump_trace_${mes}.tar $log 2>> $log
  find -name "${ORACLE_SID}_*.trc" -exec tar -rf ${ORACLE_SID}_bdump_trace_${mes}.tar \{\} \; 2>> $log
  if [ -s ${ORACLE_SID}_bdump_trace_${mes}.tar ]; then
    bzip2 ${ORACLE_SID}_bdump_trace_${mes}.tar  >> $log 2>> $log
    mv ${ORACLE_SID}_bdump_trace_${mes}.tar.bz2 old  >> $log 2>> $log
    rm ${ORACLE_SID}_*.trc
  else
    rm ${ORACLE_SID}_bdump_trace_${mes}.tar >> $log 2>> $log
  fi
 
  echo "Logs: Movendo trace em cdump para cdump/old/${ORACLE_SID}_cdump_trace_${mes}.tar.bz2" >> $log
  cd /u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/cdump
  touch ${ORACLE_SID}_cdump_trace_${mes}.tar $log 2>> $log
  find -name "core_*" -exec tar -rf ${ORACLE_SID}_cdump_trace_${mes}.tar \{\} \; 2>> $log
  if [ -s ${ORACLE_SID}_cdump_trace_${mes}.tar ]; then
    bzip2 ${ORACLE_SID}_cdump_trace_${mes}.tar  >> $log 2>> $log
    mv ${ORACLE_SID}_cdump_trace_${mes}.tar.bz2 old  >> $log 2>> $log
    rm -R core_*
  else
    rm ${ORACLE_SID}_cdump_trace_${mes}.tar >> $log 2>> $log
  fi
 
  echo "Logs: Movendo trace em udump para udump/old/${ORACLE_SID}_udump_trace_${mes}.tar.bz2" >> $log
  cd /u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/udump
  touch ${ORACLE_SID}_udump_trace_${mes}.tar $log 2>> $log
  find -name "${ORACLE_SID}_*.trc" -exec tar -rf ${ORACLE_SID}_udump_trace_${mes}.tar \{\} \; 2>> $log
  if [ -s ${ORACLE_SID}_udump_trace_${mes}.tar ]; then
    bzip2 ${ORACLE_SID}_udump_trace_${mes}.tar  >> $log 2>> $log
    mv ${ORACLE_SID}_udump_trace_${mes}.tar.bz2 old  >> $log 2>> $log
    rm ${ORACLE_SID}_*.trc
  else
    rm ${ORACLE_SID}_udump_trace_${mes}.tar >> $log
  fi
 
  echo "Logs: Movendo logs de backup para backup/old/${ORACLE_SID}_backup_${mes}.tar.bz2" >> $log
  cd /u01/app/oracle/admin/${ORACLE_SID}/backup
  touch ${ORACLE_SID}_udump_trace_${mes}.tar $log 2>> $log
  find -name "*_${mes}.log" -exec tar -rf ${ORACLE_SID}_backup_log_${mes}.tar \{\} \; 2>> $log
  if [ -s ${ORACLE_SID}_backup_log_${mes}.tar ]; then
    bzip2 ${ORACLE_SID}_backup_log_${mes}.tar  >> $log 2>> $log
    mv ${ORACLE_SID}_backup_log_${mes}.tar.bz2 old  >> $log 2>> $log
    rm ${ORACLE_SID}_${mes}-*.log
  else
    rm ${ORACLE_SID}_backup_log_${mes}.tar >> $log 2>> $log
  fi
}
 
#Rotina principal
case $operation in
  'copia_archives')
    copia_archives
    verifica_discos
  ;;
  'backup_noturno')
    echo "" >> $log 2>> $log
    echo "Inicio da rotina de backup noturno em $ORACLE_SID em "`uname -n`" para o dia ${dia}" >> $log
    echo "================================================================="  >> $log
    echo "" >> $log
    analize
    backup_logico
    verifica_data_file
    backup_fisico_on_line
    compara_backup_fisico
    backup_control_file
    backup_dbs
    limpa_archives
    verifica_alert
    verifica_tablespaces
    mostra_espaco_disco
    echo "Fim do backup noturno. Este log está disponível em $log" >> $log
    cat $log | mail -s "Log do backup noturno de `uname -n`/${dia}" $oracle_mail
  ;;
  'backup_off_line')
    echo "" >> $log
    echo "Início do backup off line de $ORACLE_SID em "`uname -n`" para o dia ${dia}" >> $log
    echo "=============================================================================="  >> $log
    echo "" >> $log
    shut_down
    copia_datafiles
    start_up
    echo "Fim do backup off line. Este log está disponível em $log" >> $log
    cat $log | mail -s "Log do backup off line de `uname -n`/${dia}" $oracle_mail
  ;;
  'rotina_mensal')
    define_mes_anterior
    echo "" >> $log
    echo "Início da rotina mensal de $ORACLE_SID em "`uname -n`" para o mês ${mes} em ${dia}" >> $log
    echo "=============================================================================="  >> $log
    echo "" >> $log
    move_logs
    verifica_espaco_disco
    echo "Fim da rotina mensal. Este log está disponível em $log" >> $log
    cat $log | mail -s "Log da rotina mensal de `uname -n`/${dia}" $oracle_mail
  ;;
  *)
    echo "***** A operação ${operation} não é válida" >> $log
    echo "***** chamada $0 $* ilegal"
    echo "***** uso: $0  " >> $log
  ;;
esac

Referências

Grupos de pacotes no Red Hat

Tive que subir a interface gráfica na mão no Red Hat estes dias e me deparei com a necessidade de instalar pacote por pacote. No Debian você tem alguns pacotes especiais que puxam um monte de dependências para você. No Red Hat você tem os gupos, mas nas páginas do man não encontrei nada sobre esta funcionalidade do up2date. Então resolvi documentar aqui para não esquecer mais. :-)

Para saber quais grupos de software existem use:

# up2date --show-groups</code>

Administration Tools
Arabic Support
Assamese Support
Authoring and Publishing
Base
Bengali Support
Brazilian Portuguese Support
British Support
Bulgarian Support
Catalan Support
Chinese Support
Compatibility Arch Development Support
Compatibility Arch Support
Core
Cyrillic Support
Czech Support
DNS Name Server
Danish Support
Development Libraries
Development Tools
Dialup Networking Support
Dutch Support
Editors
Emacs
Engineering and Scientific
Estonian Support
FTP Server
Finnish Support
French Support
GNOME
GNOME Desktop Environment
GNOME Software Development
Games and Entertainment
German Support
Graphical Internet
Graphics
Greek Support
Gujarati Support
Hebrew Support
Hindi Support
Hungarian Support
ISO8859-2 Support
ISO8859-9 Support
Icelandic Support
Italian Support
Japanese Support
KDE
KDE (K Desktop Environment)
KDE Software Development
Korean Support
Legacy Network Server
Legacy Software Development
Mail Server
Miscellaneous Included Packages
MySQL Database
Network Servers
News Server
Norwegian Support
Office/Productivity
Polish Support
Portuguese Support
PostgreSQL Database
Printing Support
Punjabi Support
Romanian Support
Ruby
Russian Support
Serbian Support
Server
Server Configuration Tools
Slovak Support
Slovenian Support
Sound and Video
Spanish Support
Swedish Support
System Tools
Tamil Support
Text-based Internet
Turkish Support
Ukrainian Support
Web Server
Welsh Support
Windows File Server
Workstation Common
X Software Development
X Window System
XEmacs

Para instalar um grupo, o pulo do gato é usar um '@' antes do nome do grupo. Se nome do grupo contiver espaços em branco, você precisará colocar tudo entre aspas. Ex:

#  up2date -i "@Brazilian Portuguese Support"
#  up2date -i "@X Window System"
#  up2date -i  @GNOME

Lista de hardware para Linux

Ajude a divulgar a lista brasileira de equipamentos e serviços compatíveis com Linux
…e concorra a MP4 e MP3 players, mochilas Targus, períodos de VoIP grátis e até a ventiladores USB – além de contribuir automaticamente para doações para a Wikipedia e o WordPress! O BR-Linux coletou mais de 12.000 registros de compatibilidade de equipamentos e serviços (webcams, scanners, notebooks, …) na sua Pesquisa Nacional de Compatibilidade 2007, e agora convida a comunidade a ajudar a divulgar o resultado. Veja as regras da promoção no BR-Linux e ajude a divulgar – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux à Wikipedia e ao WordPress.

Escolhendo uma Distribuição Linux

Eu acompanho o do Avi Alkalay há algum tempo e já o vi em alguns eventos por aí. Acho interessante acompanhar os posts de alguém bem antenado, com um bom nível cultural e… bem, e ver um pouco da IBM nas suas postagens. Neste em especial, acho que a visão da IBM no mercado de Software Livre ficou mais transparente, e gostaria de comentar um pouco. Antes de mais nada eu gostaria de dizer que respeito profundamente o trabalho deste profissional, e acredito que estou aqui discordando em alguns pontos sobre o que ele escreveu, mas estou discordando fraternamente.

Enfim, uma coisa que fica claro quando lemos o Guia Livre do governo federal (ver cap. 2.2.2 “Razões para adoção de Software Livre”) é que se você migra para Linux pensando apenas em cortar custos, você terá problemas no caminho. Uma das grandes vantagens costuma ser a independência de um único fornecedor. Ficar dependente de um fornecedor é ruim por natureza. É um princípio de mercado. Seus negócios não devem depender totalmente de um único fornecedor, seja de matéria-prima, serviços ou máquinas. Software Livre ainda tem haver com liberdade. Eu realmente admiro por exemplo o Oracle e o DB2, mas prefiro o PostgreSQL onde eu tenho liberdade de escolher quem vai me dar suporte. As distribuições como Debian, Gentoo, Slackware e os BSDs livres, tem comunidades muito sérias atrás. Eu sei, o pessoal sempre diz: “mas eu preciso de alguém para segurar o rojão quando tiver um problema sério. Não posso contar com a comunidade apenas!”. Bom, eu gostaria de dizer que o suporte de algumas empresas (IBM, Oracle, Red Hat, Novell) nem sempre é bom. São incontáveis as vezes em que a comunidade me oferece respostas mais rápidas. Se fosse realmente bom, eles não precisariam atrelar as atualizações de segurança a um contrato de suporte. Muitos acabam pagando o suporte somente por causa das atualizações, todos sabem.

Estas empresas ainda competem pela qualidade do produto e não do serviço. Eu estou preocupado com a qualidade do serviço. Mas como estas empresas tem o monopólio dos serviços prestados sobre seus produtos, a qualidade e as opções tendem a cair. Algumas empresas não permitem que você utilize uma “versão não homologada” do software deles. Isto significa não poder recompilar o Kernel ou outra aplicação por exemplo. Vou lhe dizer que existem excelentes opções de suporte pago para as distribuições mantidas por comunidades. Mas o interessante, é que as empresas que prestam suporte soluções realmente livres, só sobrevivem se prestarem serviços de excelente qualidade. A competitividade é maior e isto já está acontecendo também no Brasil. Conheço empresas que fornecem soluções de alta qualidade para seus clientes, com compilações de software especiais para as necessidades dos seus clientes a custos muito atraentes e utilizando profissionais altamente qualificados. E o melhor de tudo é que você tem o direito de não gostar da empresa e chamar outra para prestar exatamente o mesmo serviço.

Vender licenças de softwares amplamente utilizados parece estar saindo de moda. É um movimento lento mas inflexível, particularmente nas grandes empresas (que se preocupam mais com a independência de fornecedor). O modelo onde os custos dos serviços amortizam os custos do desenvolvimento pode também não sobreviver para sempre. Ao fim e ao cabo, o Software Livre traz na sua liberdade a questão de remunerar melhor a competência, e não o papel. Entenda por papel um certificado, uma licença, uma patente outros conjuntos de átomos que não precisam se converter obrigatoriamente em bytes. Isto coloca em cheque grandes empresas e dá oportunidade para profissionais talentosos. O modelo de negócios baseado em soluções livres precisa de pessoas que pensem diferente. A IBM é um exemplo de como a liberdade é importante. Ao lançar o IBM-PC com um barramento aberto, proporcionou o florescimento de um ecossistema fantástico a sua volta. Depois, quando lançou um barramento proprietário, o MCA, perdeu espaço rapidamente no mercado que criou novos padrões abertos.

Estes dias li documentos da IBM propondo a migração do PostgreSQL e MySQL para o DB2. Vejam por vocês mesmos os links aqui e aqui. É claro que o DB2 tem qualidades fantásticas. Algumas das quais eu sei que os SGDBs livres terão muito trabalho para implementar. O DB2 é um excelente SGDB e praticamente inventou o SQL, não sendo a toa que é um dos que tem melhor conformidade com o padrão – vale lembrar que a equipe do PostgreSQL nunca pode participar do comitê que normatiza o padrão SQL, apesar de serem os que mais investem na conformância com o seu padrão. Mas veja bem, você migraria?

No entanto eu não acredito que as grandes empresas vão deixar de existir, mas acredito que a concorrência os farão rever seus conceitos e melhorar seus serviços. Assim ocorreu a liberação das versões gratuitas do Oracle, DB2 e do SQL Server, assim como a Microsoft lançou versões mais baradas do seu SO. Assim será com a prestação de serviços, conforme outras empresas ganhem terreno na qualidade dos serviços prestados. Quem ganha com este movimento são os bons profissionais de informática que tem seus serviços valorizados em detrimento de valores construídos sobre pilhas de papel. Ganham também os tomadores de serviço que terão serviços de melhor qualidade, com opções mais diversificadas e custos mais compatíveis com a qualidade dos serviços contratados.