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Conisli 2007

Nesta sexta-feira, fui ao CONISLI 2007 substituir o Fernando Ike que enviou 4 palestras para o evento e teve 3 aprovadas. Assim ele me convidou para dar a palestra “PostgreSQL, O Elefante Mais Rápido que Leopardo“. Dei uma mexida nos slides dele fui para o CONISLI. O evento está em sua 5 edição e começou em 2003 em parceria com a SUSCESO-SP. Em 2005 rompeu com a SUSCESO-SP em cima da hora e teve muitos problemas com isso, tendo dificuldade em locar um espaço que comportasse um evento do porte do CONISLI com um orçamento mais apertado, o evento ocorreu no SESC Itaquera. Em 2006 a organização deu a volta por cima e conseguiu realizar o evento novamente no Anhembi. Em 2007 a equipe que organiza o CONISLI diminuiu, e a organização ficou um pouco comprometida. A região da UNICID onde o evento foi sediado, até que era bacana, mas o espaço interno do evento ficou desagregado. Expositores num espaço, salas com palestras 2 andares acima, laboratórios em outro prédio.

A sala onde dei a palestra estava meio vazia e o tema era relativamente avançado. Não sei se me saí muito bem. Tive a impressão que ou fui muito superficial ou quem ninguém estava entendendo nada. No mais encontrei alguns bons amigos como o pessoal da organização (Ariane Paola, Leonardo César, Rodolfo Avelino , Rafael, etc) e outras figurinhas como o Leonardo Melo, Rencka, Slot, Marcos Sinhoreli, etc. Muitas pessoas deixaram para ir só no final-de-semana. Acabei não encontrando-os pois só fui na sexta-feira, devido a outros compromissos.

Organizando eventos

É sempre bom reencontrar as pessoas. Mas eu fiquei um pouco preocupado com o rumo dos eventos este ano. O PSL-ABCD perdeu o fôlego este ano. Eu confesso que deixei o pessoal um pouco na mão. Parece que a nova geração não teve fôlego. O pessoal do Centro Público (leia-se Ernani) até tentou dar uma injeção de ânimo e marcou uma reunião para organizar um evento este ano. Mas parece que foram poucas pessoas e logo o assunto esfriou.

Estou ajudando na organização do PgConBrasil este ano, mas também confesso que não estou disponibilizando o mesmo tempo que outrora. O reflexo disso é que ainda estamos correndo atrás de alguns detalhes apesar de estar fazendo o evento junto a Tempo Real Eventos.

Uma coisa que notei semelhante no PSL-ABCD e no PostgreSQL é que sempre aparece gente dizendo: “se precisar de alguma coisa, estou aqui”, “precisam de ajuda?” ou “Como posso ajudar” e coisas do tipo. E mesmo assim, sempre são alguns poucos que acabam carregando o piano. Notem que o Piano do CONISLI é enorme… o que me faz pensar que os organizadores do CONISLI são verdadeiros heróis. Me parece que as pessoas estão muito acostumadas a trabalhar obedecendo a algum tipo de chefe ou se submeter a hierarquia. Poucos realmente tomam a iniciativa e fazem acontecer. Os eventos de comunidade dependem de pessoas dispostas a liderar , oraganizar e trabalhar. Um bom exemplo é o Faw, na comunidade Debian. Apesar dele não tomar cerveja (um desvio de caráter imperdoável!) ) sempre vejo ele organizando a participação do Debian nos eventos por aí. Ele não é um líder eleito ou aclamado, aliás, se tornou a DD a pouco tempo. Mas é de fato alguém que põe a mão na massa e faz as coisas acontecerem.

Tipos de Eventos de Software Livre

Ok, não é novidade para ninguém que são poucas pessoas que se dispõem a abrir mão das suas horas de lazer para se dedicar a algum tipo de comunidade ou organização de malucos (sempre me vem a imagem das pessoas me perguntando o que eu ganho com isso…). Mas eu fico imaginando se o perfil dos eventos não está mudando. Acho que há duas categorizações interessantes para nós observarmos:

  • Evento comunitário X Evento corporativo

A questão dos eventos corporativos se devem ao sucesso de mercado do Software Livre. A Linux World e o Linux Park tem um perfil diferenciado. Ocorrem em locais mais caros, tem expositores maiores e um custo que praticamente exclui os estudantes, em favor dos gestores de TI. Acho que os eventos corporativos tendem a aparecer com maior frequência, mas não substituirão os eventos comunitários. Talvez algumas coisas como install fests tenham uma tendência de diminuir, pois além de ser uma fórmula desgastada, ficou cada dia mais fácil instalar uma distribuição Linux em um desktop.

Os eventos comunitários continuarão a existir onde a comunidade for organizada o suficiente para isso, e enquanto houverem pessoas querendo se reunir para tomar cerveja. O perfil do evento pode variar de acordo com a intenção da comunidade. Pode ser um GNU Beer combinado rapidamente em uma lista de discussões, pode ser um fórum com alto nível técnico para desenvolvedores, ou mesmo um evento para angariar novos usuários e divulgar mais a comunidade. Cada comunidade vive um momento específico e tem demandas e vontades específicas. Participar ativamente de uma lista de discussões (onde a maioria das comunidades se consubstanciam) de uma comunidade é como escolher seu estilo musical na adolescência (bom, na minha adolescência, isto fazia sentido, agora eu já não tenho certeza). Alguns grupos são muito ativos e estão sempre criando novas formas de se encontrarem ou de promover a comunidade. Outros, parecem grupos de amigos que gostam de falar sobre tecnologia. Há os grupos em que o número de usuários gera um alto tráfego destinado a suporte técnico. O perfil destes grupos dizem qual tipo de evento é possível de se realizar em uma determinada região.

  • Evento genérico X Evento focado

Quando eu era pequeno, ocorriam todos os anos as “feiras de informática” no Anhembi. Era tudo coisa do outro mundo para mim que utilizava fitas cassetes para gravar os meus primeiros programas em basic. Depois veio a Fenasoft que passou a ocupara o Pavilhão da Bienal e depois o Anhembi. A Fenasoft rapidamente se popularizou e trazia uma tonelada de gente. Logo veio a Condex que tinha um foco mais corporativo, também no Anhembi. Stantds enormes com mais de um andar, superproduções com shows de luzes e som. Vocês lembram? Pois é… sumiram todos. Não apenas no Brasil como no mundo todo. Os mega eventos sumiram, diminuíram de tamanho ou passaram a ocorrer com menor freqüência. Parece que depois que a bolha .com estourou, deixou um rastro de destruição no caminho.

Por outro lado, os pequenos eventos continuam pipocando por aí. Eles tem algumas vantagens interessantes sobre os eventos genéricos pois são menores, mais fáceis de se organizar e podem aprofundar temas que teríam pouco público num evento genérico. Depois de assistir a alguns eventos grandes, você começa a se interessar por uma palestra ou outra. O restante da grade costuma se concentrar em palestras de pouco interesse técnico. É claro que ficar nos stands de comunidades conversando com o pessoal é uma das coisas mais divertidas nestes eventos,

No Brasil temos alguns eventos de Software Livre grandes como FISL, CONISLI e Latinoware e uma infinidade de eventos de pequeno e médio porte espalhados por aí. Acho que a comunidade que tem apresentado mais garra na organização de eventos tem sido o pessoal do FISL até agora. Eles tem uma equipe grande e realizam eventos grandiosos. Realmente é o maior evento de Software Livre do Brasil. No entanto, talvez não tenhamos espaço para muitos eventos de grande porte. Acho que a médio prazo os eventos com foco em um assunto mais específico vão acabar dominando o cenário.

4 Fun

No entanto, os eventos precisam sempre de gente com tempo e disposição para organizar. Os eventos realizados por comunidades precisam de gente com estas qualidades para sobreviver. Os estudantes costumam ser bons candidatos. Me parece que a renovação deste quadro de “militantes” do Software Livre precisa acontecer. Mesmo porquê, não é só de evento que o Software Livre vive. É preciso ter gente contribuindo de outras formas, com documentação, tradução e principalmente com código. Acredito que temos espaço para todo o tipo de contribuição. Acredito também que um projeto que deseja agregar a contribuição de novas pessoas deve se estruturar para isso. Esta estrutura pode dar mais trabalho do que muitas pessoas imaginam.

Existem muitas pessoas dispostas a colaborar, mas poucas tem o espírito desbravador de assumir a organização de um evento. Da mesma forma ainda temos poucas pessoas contribuindo com código nos projetos. Se temos um número de usuários cada vez maior de Softwares Livres, podemos estar nos equivocando em algum lugar, pois o número de desenvolvedores ativos parece não acompanhar este crescimento. De qualquer forma, contribuir deve ser algo prazeroso. Pode dar trabalho, mas deve haver uma bom grau de satisfação dos que participam, deve haver um crescimento pessoal e sobre tudo, deve haver diversão!

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O Jack me convidou para escrever sobre este meme (que é uma expressão que subverte o significado original da palavra para disfarçar o que na verdade não passa de uma corrente entre blogs). Após alguns bons dias sem postar nada, acordei de ressaca de um pileque moderado - mas merecido e até necessário - com inspiração para escrever sobre o assunto.

ALERTA: Este é um texto longo e pessoal. Se você não conhece o autor deste blog , não está com a menor intenção de conhecer ou não tem a menor paciência de ler filosofia barata de pós botequim, não leia e não comente. Você está avisado.

  • Leia antes de escrever!

A primeira coisa que aprendi sobre blogs, é que para ser um blogueiro você deve ler outros blogs. Se você espera que alguém leia o que você escreve, então é de se esperar que você leia o que outras pessoas escrevem. É também parte de uma tradição onde os bons escritores devem ler mais do que escrever. Por tabela tem aquele ditado de que o ser humano tem uma boca de duas orelhas, para ouvir mais e falar menos. Confesso que eu muitas vezes falo mais do que escuto. Mas vivo procurando outros blogs que falem sobre bancos de dados também. E vou lhe dizer, os DBAs não gostam muito de escrever. Quando encontro algum em pt_BR é uma vitória. Já cheguei até a escrever aqui e aqui só para comemorar quando encontrei algo novo.

  • Egocentrismo e Jornalismo

A segunda coisa que todos que acompanham a “blogosfera” já sabem é que o povo adora falar sobre blogs. Muitas vezes isso realmente torra a paciência de qualquer um. Picuinhas via blogs atacando o que fulano escreveu sobre beltrano e por aí vai. Ou então a apologia dos blogs e a mídia formal, etc e tal. Como não sou jornalista, esse assunto costuma me entediar.

Na verdade eu já tive muita vontade de fazer jornalismo. Participei pela primeira vez de um jornal na escola fazendo jornal mural na 3ª série do ensino fundamental e nunca mais parei. Fui diretor de imprensa do grêmio da escola técnica que cursei e escrevia editoriais para o jornal “estopim” que criamos. Mas eu já tenho uma irmã jornalista (espero que ela não leia isso), trabalhei com jornalistas, e tive um caso ou outro com jornalistas também. Vou lhe dizer uma coisa, eu acredito no poder dos editores, nos baixos salários dos jornalistas e na força das assessorias de imprensa - que são as pessoas que mais escrevem artigos para divulgar os produtos ou idéias dos seus clientes e curiosamente nunca vêem o seu nome nos artigos publicados.

Descobri também que em geral os melhores artigos publicados não são de jornalistas. São de pessoas de outros ramos que tem alguma coisa a dizer sobre um assunto específico. Então desisti do jornalismo e fui cursar Ciências Sociais. Falem bem ou mal, mas eles escrevem artigos bem mais interessantes - ok, muitas vezes mais chatos e metidos também! O fato é que o jornalista é uma pessoa que parece (digo parece, porquê eu nunca cursei jornalismo) criada para falar sobre qualquer assunto, o que é no mínimo perigoso. Lembro que na USP o curso de jornalismo da ECA possuía uma carga horária enorme de cursos que eles poderiam fazer em qualquer outra faculdade. É claro que nas Ciências Sociais nós também tínhamos este privilégio. Então eu fui fazer “Teoria de Bancos de Dados” na IME e também uma matéria na ECA que não me lembro bem qual o nome.

Mas lembro que o professor contava muitas histórias interessantes, particularmente sobre como os editores dos jornais se comunicam para adulterar notícias em vários meios fazendo uma mentira se transformar em verdade oficial. É claro que se o Cardoso tivesse um caso concreto desse na mão ele faria a festa contra o Estadão e suas Monkey News. Bom, talvez ele tenha mas prefira não baixar tanto o nível. Mas se vocês duvidam de como isto pode funcionar, veja as brincadeiras do Mr. Manson, que por mais que tenha ficado sem pique de escrever, foi um gênio ao criar o dia do caos. De qualquer forma, um profissional de qualquer área que não consiga fazer auto crítica está fadado a mediocridade. Mas o professor da ECA também indicou um livro de um Italiano chamado Vito Giannotti. E quando olhei o livro, vi que eu tinha ele na minha prateleira, e na verdade o próprio autor tinha me dado o livro de presente. Confesso que não li o livro, mas depois de conhecer um jornalista desbocado de sandálias que fala o que pensa e põe a cara para bater, fui obrigado a perdoar todos os jornalistas medíocres que eu já conheci, e olha que não são poucos. De qualquer forma, com raras exceções como o Contraditorium, a maioria dos blogs que fica no “flap flap flap” sobre blogs, é muito chato. Mas cá estou eu escrevendo sobre blogs…

  • Diário de bordo

Confesso que quando criei este blog, ele tinha uma viés de sociologuês no começo. Eu estava na minha fase de deslumbramento sobre o Software Livre e fiz um pouco de apologia sobre o assunto. Não tão bem quanto outro eminente sociólogo (que cursou a mesma faculdade) o Sr. Sérgio Amadeu, mas escrevi algumas coisas aqui e acolá. Em alguns eu me soltei mais e escrevi coisas mais extravagantes como em “Café Cerveja e Software Livre!” e em “Software Livre e o Último Samurai“. Também fiz a primeira tradução de um artigo do Sr. Josh Berkus chamado “Os Cinco Tipos de Projeto de Código Aberto“. Cheguei a ganhar um comentário do autor. Aí me empolguei e traduzi outras coisas, mais técnicas, depois entrevistei ele e outros desenvolvedores do PostgreSQL e finalmente tomei uma cerveja com ele antes do FISL deste ano. Curiosamente o meu lado jornalista me fez ajudar a criar o DebianZine que foi uma idéia do Fike de criar um fanzine sobre o Debian que infilismente só chegou a ter 4 edições. O fato é que nos meus únicos dois artigos no DebianZine, nenhum deles era técnico.

Passei muito tempo aqui no blog postando sobre o PSL-ABCD. Na verdade, um dos primeiros posts deste blog foi a “Carta de Santo André” que ajudei a escrever, mas infelizmente não estive presente quando ela foi lida e o PSL-ABCD foi criado. Ajudei a organizar 3 fóruns e outros eventos do PSL-ABCD. Um belo dia eu estava no canal do Debian-BR no IRC e o Faw estava comentando sobre um post que escrevi sobre algumas desventuras como DBA e outra pessoa comentou no canal: “Outro post filosófico sobre como não precisamos precisamos de programadores de sim de liberdade?”. E o Faw educadamente respondeu: “Não, este é técnico”. Aí eu percebi que estava na hora de escrever mais coisas técnicas, e admitir que existe um fundo de verdade na expressão “Show me the code”. Para meu azar, eu continuei encontrando bancos de dados com VARCHAR na chave primária…

Aos poucos eu comecei a me afastar do PSL-ABCD e resolvi estudar mais e publicar coisas mais técnicas. Foi nesta época que surgiu o nome atual do Blog: “SAVEPOINT” que era uma alusão ao lançamento da versão 8.0 do PostgreSQL que implementou esta funcionalidade (que eu nunca usei até hoje) mas que parecia um nome bacana para o blog. Com o tempo o “Telles” sumiu do nome do blog e ficou só o SAVEPOINT. Isto também coincidiu com uma alavancada profissional e renderam algumas palestras por aí. Este ano eu também me envolvi mais com a comunidade de PostgreSQL e passei a ajudar na organização do PgConBrasil. Mas não estou colaborando na mesma intensidade como outrora, o que me deixa mais tempo para estudar. Curiosamente este ano eu passei a estudar mais sobre Oracle apesar de realmente simpatizar mais com o PostgreSQL, o que me levou a dar satisfações públicas sobre o assunto aqui.

Bom, olhando bem, um blog pode servir como um diário público, como eu acabo de demonstrar. Também serve para ajudar algumas pessoas com postagens técnicas com alguma relevância. Quando olho para as palavras chaves que as pessoas usam nos mecanismos de busca isto fica bastante claro. Eu particularmente já fui muito ajudado por outros blogs e por isso eu posso dizer que eu realmente gosto deles. Não sei se este blog ajudou alguém a resolver algum problema, mas o fato é que algumas pessoas continuam acompanhando o que escrevo aqui. O meu entusiasmo com os blogs me levou a criar a campanha “Keep Bloging” junto com o Jack para que outras pessoas criassem um blog. De certa forma a campanha continua e o último blog que eu influenciei foi o da Kenia, que está reforçando o tímido grupo de pessoas que escrevem sobre bancos de dados em pt_BR.

  • Autopromoção

Dizem aí que o reconhecimento do sucesso de um blog está nos seus comentários. De certa forma eu concordo com isso e cheguei a adotar o WordPress especificamente por causa de algumas deficiências no mecanismo de comentários do Xoops. Este blog, na verdade continua recebendo poucos comentários, mesmo depois da migração. Uma forma de ganhar comentários é certamente ser polêmico ou escrever coisas engraçadas. Quando escrevi dois posts comparando o Oracle com o PostgreSQL eu tive os melhores comentários deste blog aqui e aqui. Este foi um dos assuntos mais gratificantes em termos de retorno, pois os comentários complementaram o que escrevi tornando o texto mais rico. É claro que aparecer no BR-Linux ajudou muito, mas a lista de discussão do PostgreSQL ajudou mais ainda. Não é a primeira vez que eu ou outra pessoa divulga um post deste blog e nem assim eu tive um retorno tão grande. Afinal este assunto rendeu uma das conversas mais longas da lista com mais de 100 e-mails, onde eu fui apenas mais um palpitando sobre o assunto.

Falando em BR-Linux, uma das coisas difíceis de se aprender é até quando você se permite “promover” o seu blog. Existe uma linha tênue entre o que você pode considerar ético ou não. No começo eu era muito purista. Até que o Fike divulgou um post meu no BR-Linux… e aí este blog começou a receber visitas para valer. Até hoje as “10 Dicas para começar a usar o PostgreSQL” é o texto mais lido neste site. No final aprendi a não recriminar ninguém. A questão ao fim é perceber qual tipo de leitor você quer atrair para o seu blog. De vez em quando eu divulgo uma postagem minha na lista do PostgreSQL-BR. Algumas pessoas dão algumas dicas, corrigem alguns erros (de ortografia inclusive) e discordam também. Se não tenho muitos comentários no blog, na lista isso acontece com mais freqüência. Não divulgo qualquer coisa, só coisas que acredito que possam agregar algum valor a discussão da lista.

Antes que alguém pergunte (tem alguém lendo isso?) sobre monetização, eu respondo que tive preguiça de ir atrás. Na verdade não tenho tantos leitores assim, e acho que não conseguiria ganhar quase nada com isso (mas seria bom ajudar mais o Fike a pagar o provedor). Não tenho nada contra a monetização, só acho que isto não chega a ser uma fábrica de dinheiro. Quando a propaganda ocupa muito espaço no site, isto me irrita um pouco, pois desvia a minha atenção do texto que eu quero ler. Mas muitos conseguem ser mais discretos e não atrapalhar o leitor. De toda forma, a maioria dos blogs que eu leio eu acompanho via RSS que ainda não vem com muita propaganda, para a minha felicidade momentânea. A questão é que isso dá trabalho e na verdade hoje eu prefiro investir o meu tempo escrevendo mais. O site poderia estar mais arrumado também (aceito sugestões), mas acredito que a melhor forma de promover este blog é escrever.

  • Perfil dos leitores

Acompanhar o Google Analytics é realmente interessante. Se você quer realmente atrair muitos leitores, com uma ferramenta destas você vai longe. O final-de-semana é uma época de poucos leitores aqui no SAVEPOINT. Curiosamente é uma época onde os posts não técnicos ganham o maior número de leitores. A Receita de Chili Con Carne, é um bom exemplo, mas as palavras mais procuradas neste blog vem do post “Frases Interessantes“. O fato é que um blog técnico com um foco restrito não terá nunca o mesmo número de leitores de um site genérico. Por outro lado é besteira achar que escrevemos e queremos ficar anônimos. Todo mundo gosta de receber muitas visitas e se não gostassem não montariam um blog. Mas acho que com o tempo comecei de alguma forma a ter leitores mais assíduos que não aparecem aqui apenas caindo de paraquedas através do Google. Para quem quer ganhar dinheiro com monetização, isto pode não ser tão importante, mas para um blog com foco restrito, ter um público qualificado é a meta mais importante na minha opinião.

Acredito que além da qualidade dos textos (que eu muitas vezes deixo a desejar por erros ortográficos toscos de quem escreve com pressa), é importante manter alguma regularidade. Nunca me impus um ritmo para escrever. Acredito que um texto por semana seja suficiente para que os leitores voltem com alguma regularidade. Na verdade tenho zilhões de idéias sobre coisas que eu gostaria de escrever. Me falta tempo para escrever, algumas vezes falta inspiração e em outras falta estudo mesmo. Acho que quanto melhor você escreve e mais relevantes os seus assuntos, mais leitores qualificados você ganha. Ultimamente tenho recebido alguns comentários inteligentes de pessoas que eu admiro. Estes valem por centenas de cometários medíocres e me fazem pensar que estou no caminho certo.

  • Privacidade

Gosto de escrever sobre assuntos nerds e viajar um pouco na maionese de vez em quando. Para isso criei a sessão “Delírios, Viagens e Alucinações“. É uma sessão onde gosto de escrever e tento me cuidar para não forçar a barra. Tenho o hábito de ser muito radical na hora de me expressar, de carregar na cores para enfatizar um ponto de vista. Isso pode trazer um pouco de problemas, pois como no Orkut, o lazer e o trabalho começam a se confundir e sua vida pessoal pode lhe trazer problemas profissionais. Por outro lado, fazer um blog completamente anônimo é ruim a não ser que isto seja proposital - já tive a idéia de criar o blog “Free as a Troll” mas desisti. Acho que um blog precisa ter personalidade e deixar transparecer as opiniões do autor. Por mais que você escreva sobre assuntos técnicos na maior parte do tempo, você não é uma máquina. Acredito que buscar a sua individualidade e saber expressar é uma arte. Ainda não aprendi, acho que as vezes sou muito comedido quando eu poderia ousar mais, como quando fui cobrado de colocar uma aba “Sobre” por aqui. Vou lhe dizer que enrolei muito tempo para escrever este texto e demorei a me convencer de sua importância. Por outro lado eu tenho certeza de que me exponho muito com opiniões fortes. Mas de toda forma, eu não tento evitar isso tanto assim, afinal eu sempre gostei de provocar meus interlocutores, seja na mesa de bar, na faculdade ou no trabalho. Não seria aqui que eu me omitiria.

  • O que eu ganho com isso?

Quando eu já tinha me formado na ETELG e ia até lá só para ajudar a fazer o jornal Estopim, uma pessoa sempre me perguntava o que eu ganhava com isso. Eu explicava longamente a minha opinião, mas ela aparentemente não se convencia e voltava a me perguntar em outro dia. Bom, eu realmente gosto disso. Gosto de escrever. Aprendo muito com isso e eu realmente sou fascinado com a idéia de escrever coisas novas. Gosto de me expressar e gosto que outras pessoas se expressem também. Eu diria que sou aficionado pelo debate saudável, onde você confronta idéias e ganha mais elementos para tirar as suas próprias conclusões. Este espírito me levou a escrever um texto na época do Estopim que não chegou a ser publicado e se chama “A Formação do Senso Crítico na Sociedade Atual“. Lendo este texto escrito há mais de 10 anos, vejo um marco de uma época em que eu estava muito preocupado com a importância do debate. Não é a toa que uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida é tomar cerveja com os amigos e debater um assunto polêmico qualquer. Pessoas inteligentes e polêmicas são excelentes companheiros de copo, mesmo que eles só tomem suco de laranja.

Mas é claro que o blog também é uma forma de autopromoção profissional. Nunca neguei isso. Mas também nunca ganhei dinheiro com isso, muito pelo contrário. Um blog pode ajudar no seu networking, embora conhecer pessoas presencialmente em eventos e tomar cerveja com elas seja infinitamente mais interessante e efetivo. As únicas pessoas que me procuraram a partir deste blog para solicitar meus serviços de consultor DBA não tinham dinheiro nem para me pagar a condução. De fato os gestores de TI de grandes empresas não devem acompanhar muito o meu blog. Mas de qualquer forma, ele é uma referência quando você se depara com uma entrevista. É corriqueiro as pessoas vasculharem seu perfil no Orkut antes de te contratarem, mas colocar o seu nome no Google também. E o SAVEPOINT está … podendo ajudar ou não como uma referência para a pessoa que está interessada em contratar meus serviços. Já pensei em colocar uma aba promovendo a minha empresa de consultoria. Cheguei a escrever um rascunho e acabei descartando. Tem gente que chega a colocar o próprio currículo no blog. Nada contra, mas por enquanto eu vou continuar assim mesmo.

Mas há uma última coisa que eu ganho ao escrever aqui e que realmente tem haver com o nome deste blog. Eu aprendo e me revejo escrevendo. Ao escrever eu me obrigo a organizar as minhas idéias e tentos expressar isso de maneira mais ou menos acabada. Ocorre que são apenas conclusões provisórias, sujeitas a alterações a qualquer momento. Um bom exemplo disto foi quando eu escrevi sobre “Autenticação de Usuários em Bancos de Dados“. Eu me arrisquei um pouco mais e divulguei este texto na lista do Oracle-BR. O Chiappa, que é um DBA que eu respeito muito pelo conhecimento e pela sua participação nesta lista, me deu uma resposta completamente contraria a minha opinião. Isto me obrigou a rever um pouco a minha opinião. O resultado é que estou lento TODA a documentação da Oracle sobre o assunto (que são uns 5 livros no total). Quanto eu terminar e me sentir mais seguro sobre o assunto, eu devo publicar um novo texto, mais maduro sobre o assunto. Certamente eu irei divulgar novamente o texto da lista do Oracle-BR e ver qual será a nova reação do colega Chiappa. Mas de qualquer forma o importante é que eu me permitir errar. E eu vejo que errei em algumas colocações minhas, o que me permitiu melhorar muito neste assunto. Isto significa que o meu blog está contribuindo diretamente para a melhoria do meu conhecimento profissional. Vale a pena ver as respostas na lista. O assunto é realmente polêmico e estes assuntos que me motivam a querer aprender mais e ser um profissional melhor qualificado.

Olhando por aí, a questão não é o que eu aprendi com o meu blog, e sim o que eu estou aprendendo! Tenho realmente muito o que agradecer aos meus leitores colegas.

Um grande abraço para quem teve paciência de ler até aqui. Nos encontramos num bar para um animado debate regado a boa cerveja qualquer dia desses! Ah, já ia me esquecendo…. e se alguém estiver afim de dar continuidade a este meme, esteja a vontade.

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Hoje começou o IV CONISLI em São Paulo. Cheguei no final da manhã após trombar com alguns amigos de Diadema na saída do metrô e rachar um taxi até o Anhembi.

Cheguei no credenciamento que estava um pouco bagunçado pois eles não tinham uma lista por órdem alfabética. Depois de insistir um pouco acabaram me deixando anotar o meu nome no crachá com pincel atômico. É um detalhe bizarro, mas insistem em colocar seu nome completo no crachá num evento de Software Livre. E todo evento em que isto ocorre as pessoas olham para os nomes nas etiquetas tentando imaginar quem seria a pessoa a sua frente. Realmente gostei de poder escrever meu nickname no crachá!

Logo na entrada encontre a Ariane Paola que está na organização. Radio na mão e zum, sumiu rapidamente. Logo na entrada encontrei o Fernando Ike e o André Lopes no Stand do Debian. Depois fui ver o pessoal da Celepar, PostgreSQL, Coletivo Digital, Serpro, Comprei alguns livros na Tempo Real e quase comprei um teclado dobrável que eles estão doando para o sorteio no BR-Linux. Mas acabei comprando 3 livros e achei que estava de bom tamanho. Visitei o stand de mais algumas empresas e vi mais algumas personalidades ligadas ao PSL-ABCD por lá, como o Rencka que estava com seu fã clube do Centro Público , e depois fui almoçar no restaurante do hotel do Anhembi. Encontrei o Corinto Meffe do Ministério do Planejamento por lá. Mais tarde encontrei o Dafid Fetter no Stand do PostgreSQL e conheci finalmente pessoalmente algumas personalidades da turma do elefante no Brasil: Leonardo Cézar, Rodrigo Hjort, Eduardo Mikos, Diogo Biazus, Euler Taveira, Alvaro Melo entre outros que não guardei o nome.

Depois fui acertar alguns retoques com o fike para a nossa palestra e quando vi já estava na hora da apresentação. A apresentação foi bem tranquila e espero não ter me enrolado muito. Depois assisti a palestra do pessoal da CELEPAR que como sempre me surpreendeu pela qualidade do trabalho que eles estão desenvolvendo por ali. Acho que todos ali ficaram babando no trabalho deles.

No geral achei que o CONISLI estava bom, com muita coisa interessante para se ver. Mas senti a falta de muita gente neste ano. Por um lado foi bom pois deu para conversar com mais tranquilidade. No entanto a ausência de muitas personalidades num evento do porte de um CONISLI me deixou um pouco preocupado. Espero que amanhã, no sábado o evento consiga atrair um público maior.

De toda forma eu adorei rever vários amigos e fazer novos. Especialmente a turma do PostgreSQL que tem se destacado em muitos eventos de SL no Brasil. Espero que consigamos organizar muita coisa boa para o ano que vem!

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Aconteceu! O “III Fórum Regional de Software Livre do ABCD” foi um sucesso!

Acho que este Fórum marcou o PSL-ABCD com um toque de profissionalismo e descontração ao mesmo tempo. Tínhamos os elementos centrais de um evento de grande porte:

  • Stands com patrocinadores,
  • Acesso a Internet com wireless,
  • Um espaço amplo e bem arrumado,
  • Sala VIP para a organização e palestrantes,
  • Site, banner, faixa, crachá, camisetas, brindes, etc,
  • Palestrantes de alto nível,
  • Abertura com representantes do governo, iniciativa privada e sociedade civil organizada,
  • Caravanas vindas de Santo André e de São Roque,
  • Doação de alimentos

Além disso, temos a irreverência de um evento regional, com cervejas no Bar do Zé, Show Creative Commons, Palestras animadas com a platéia e até sorteido de autógrafo do fike!

Acho que o evento foi muito bom mesmo. Acho que contamos com a ajuda de muita gente do PSL-ABCD durante o evento. Conseguimos fazer tudo sem dependência financeira dos organizadores. Todo o evento foi bancado com a verba dos patrocinadores, o que confere maior autonomia para o PSL-ABCD. Contamos, é claro com muita ajuda da Prefeitura de Diadema e do Centro Público Valdemar Mattei, mas creio que saímos mais maduros no processo.

Ainda temos muito o que melhorar. Precisamos realizar eventos em outras cidades do ABCD, conquistar novos espaços, especialmente nas universidades. Ainda temos poucas pessoas envolvidas diretamente na organização de todo o evento. Precisamos de mais gente participando. Ainda contamos com boa parte das mesmas pessoas organizando o I, II e III fórum. Por outro lado, temos novas pessoas colaborando, como o Alexandre Rossi Paschoal, a Tatiana Cunha e o Erick Müller.

Como de costume, estamos recebendo novas pessoas na lista do PSL-ABCD, espero que com este novo gás, consigamos crescer mais ainda e concretizar ações cada vez mais efetivas em prol do Software Livre e sua comunidade.

Ainda temos muita coisa para fazer este ano, aparar algumas arestas do III Fórum e começar a preparar as últimas oficinas do ano. Embora cansado, eu me sinto muito satisfeito em ver o trabalho de uma equipe que trabalhou muito concretizado num excelente evento.

Parabéns para todos, parabéns para nós, pizza, café, cerveja e Software Livre para todos!

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Começa hoje, às 19h no Teatro Clara Nunes, centro de Diadema/SP o “III Fórum Regional de Software Livre do ABCD”.Hoje contaremos com a abertura oficial do evento, com a fala de 7 representantes do governo, empresários e sociedade civil organizada. Logo depois teremos a palestra do Sérgio Amadeu.

Estará sendo realizada também a inscrição para as provas 101 e 102 da LPI no local do evento.
Uma novidade que ocorrerá no Fórum, será a “GPG Key Signing Party” organizada pelo Fernando Ike, no dia 23/09 às 12h. Os interessados em trocar suas chaves criptográficas GPG e ainda não possuírem são convidados a ler nota com links para tutoriais e demais explicações sobre o assunto no site do PSL-ABCD.

Esperamos poder rever amigos e conhecer muita gente nova por lá. Até mais.

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