Posts Tagged “Red Hat”

Tive que subir a interface gráfica na mão no Red Hat estes dias e me deparei com a necessidade de instalar pacote por pacote. No Debian você tem alguns pacotes especiais que puxam um monte de dependências para você. No Red Hat você tem os gupos, mas nas páginas do man não encontrei nada sobre esta funcionalidade do up2date. Então resolvi documentar aqui para não esquecer mais. :-)

Para saber quais grupos de software existem use:

# up2date --show-groups</code>

Administration Tools
Arabic Support
Assamese Support
Authoring and Publishing
Base
Bengali Support
Brazilian Portuguese Support
British Support
Bulgarian Support
Catalan Support
Chinese Support
Compatibility Arch Development Support
Compatibility Arch Support
Core
Cyrillic Support
Czech Support
DNS Name Server
Danish Support
Development Libraries
Development Tools
Dialup Networking Support
Dutch Support
Editors
Emacs
Engineering and Scientific
Estonian Support
FTP Server
Finnish Support
French Support
GNOME
GNOME Desktop Environment
GNOME Software Development
Games and Entertainment
German Support
Graphical Internet
Graphics
Greek Support
Gujarati Support
Hebrew Support
Hindi Support
Hungarian Support
ISO8859-2 Support
ISO8859-9 Support
Icelandic Support
Italian Support
Japanese Support
KDE
KDE (K Desktop Environment)
KDE Software Development
Korean Support
Legacy Network Server
Legacy Software Development
Mail Server
Miscellaneous Included Packages
MySQL Database
Network Servers
News Server
Norwegian Support
Office/Productivity
Polish Support
Portuguese Support
PostgreSQL Database
Printing Support
Punjabi Support
Romanian Support
Ruby
Russian Support
Serbian Support
Server
Server Configuration Tools
Slovak Support
Slovenian Support
Sound and Video
Spanish Support
Swedish Support
System Tools
Tamil Support
Text-based Internet
Turkish Support
Ukrainian Support
Web Server
Welsh Support
Windows File Server
Workstation Common
X Software Development
X Window System
XEmacs

Para instalar um grupo, o pulo do gato é usar um ‘@’ antes do nome do grupo. Se nome do grupo contiver espaços em branco, você precisará colocar tudo entre aspas. Ex:

#  up2date -i "@Brazilian Portuguese Support"
#  up2date -i "@X Window System"
#  up2date -i  @GNOME
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Eu acompanho o do Avi Alkalay há algum tempo e já o vi em alguns eventos por aí. Acho interessante acompanhar os posts de alguém bem antenado, com um bom nível cultural e… bem, e ver um pouco da IBM nas suas postagens. Neste em especial, acho que a visão da IBM no mercado de Software Livre ficou mais transparente, e gostaria de comentar um pouco. Antes de mais nada eu gostaria de dizer que respeito profundamente o trabalho deste profissional, e acredito que estou aqui discordando em alguns pontos sobre o que ele escreveu, mas estou discordando fraternamente.

Enfim, uma coisa que fica claro quando lemos o Guia Livre do governo federal (ver cap. 2.2.2 “Razões para adoção de Software Livre”) é que se você migra para Linux pensando apenas em cortar custos, você terá problemas no caminho. Uma das grandes vantagens costuma ser a independência de um único fornecedor. Ficar dependente de um fornecedor é ruim por natureza. É um princípio de mercado. Seus negócios não devem depender totalmente de um único fornecedor, seja de matéria-prima, serviços ou máquinas. Software Livre ainda tem haver com liberdade. Eu realmente admiro por exemplo o Oracle e o DB2, mas prefiro o PostgreSQL onde eu tenho liberdade de escolher quem vai me dar suporte. As distribuições como Debian, Gentoo, Slackware e os BSDs livres, tem comunidades muito sérias atrás. Eu sei, o pessoal sempre diz: “mas eu preciso de alguém para segurar o rojão quando tiver um problema sério. Não posso contar com a comunidade apenas!”. Bom, eu gostaria de dizer que o suporte de algumas empresas (IBM, Oracle, Red Hat, Novell) nem sempre é bom. São incontáveis as vezes em que a comunidade me oferece respostas mais rápidas. Se fosse realmente bom, eles não precisariam atrelar as atualizações de segurança a um contrato de suporte. Muitos acabam pagando o suporte somente por causa das atualizações, todos sabem.

Estas empresas ainda competem pela qualidade do produto e não do serviço. Eu estou preocupado com a qualidade do serviço. Mas como estas empresas tem o monopólio dos serviços prestados sobre seus produtos, a qualidade e as opções tendem a cair. Algumas empresas não permitem que você utilize uma “versão não homologada” do software deles. Isto significa não poder recompilar o Kernel ou outra aplicação por exemplo. Vou lhe dizer que existem excelentes opções de suporte pago para as distribuições mantidas por comunidades. Mas o interessante, é que as empresas que prestam suporte soluções realmente livres, só sobrevivem se prestarem serviços de excelente qualidade. A competitividade é maior e isto já está acontecendo também no Brasil. Conheço empresas que fornecem soluções de alta qualidade para seus clientes, com compilações de software especiais para as necessidades dos seus clientes a custos muito atraentes e utilizando profissionais altamente qualificados. E o melhor de tudo é que você tem o direito de não gostar da empresa e chamar outra para prestar exatamente o mesmo serviço.

Vender licenças de softwares amplamente utilizados parece estar saindo de moda. É um movimento lento mas inflexível, particularmente nas grandes empresas (que se preocupam mais com a independência de fornecedor). O modelo onde os custos dos serviços amortizam os custos do desenvolvimento pode também não sobreviver para sempre. Ao fim e ao cabo, o Software Livre traz na sua liberdade a questão de remunerar melhor a competência, e não o papel. Entenda por papel um certificado, uma licença, uma patente outros conjuntos de átomos que não precisam se converter obrigatoriamente em bytes. Isto coloca em cheque grandes empresas e dá oportunidade para profissionais talentosos. O modelo de negócios baseado em soluções livres precisa de pessoas que pensem diferente. A IBM é um exemplo de como a liberdade é importante. Ao lançar o IBM-PC com um barramento aberto, proporcionou o florescimento de um ecossistema fantástico a sua volta. Depois, quando lançou um barramento proprietário, o MCA, perdeu espaço rapidamente no mercado que criou novos padrões abertos.

Estes dias li documentos da IBM propondo a migração do PostgreSQL e MySQL para o DB2. Vejam por vocês mesmos os links aqui e aqui. É claro que o DB2 tem qualidades fantásticas. Algumas das quais eu sei que os SGDBs livres terão muito trabalho para implementar. O DB2 é um excelente SGDB e praticamente inventou o SQL, não sendo a toa que é um dos que tem melhor conformidade com o padrão - vale lembrar que a equipe do PostgreSQL nunca pode participar do comitê que normatiza o padrão SQL, apesar de serem os que mais investem na conformância com o seu padrão. Mas veja bem, você migraria?

No entanto eu não acredito que as grandes empresas vão deixar de existir, mas acredito que a concorrência os farão rever seus conceitos e melhorar seus serviços. Assim ocorreu a liberação das versões gratuitas do Oracle, DB2 e do SQL Server, assim como a Microsoft lançou versões mais baradas do seu SO. Assim será com a prestação de serviços, conforme outras empresas ganhem terreno na qualidade dos serviços prestados. Quem ganha com este movimento são os bons profissionais de informática que tem seus serviços valorizados em detrimento de valores construídos sobre pilhas de papel. Ganham também os tomadores de serviço que terão serviços de melhor qualidade, com opções mais diversificadas e custos mais compatíveis com a qualidade dos serviços contratados.

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Comprei o livro “O Manula do DBA - Oracle 10g” para me ajudar a ver as novidades do 10g em relação ao 9i. Com a versão 11 para sair do forno, chegou a hora de definitivamente migrar para o 10g!

Mas o curioso foi encontrar um livro com uma tarja na capa “GUIA OFICIAL ORACLE PRESS” com uma frase bonita como essa (justo no capítulo que vai mostrar como instala o RAC):

“Configuração do sistema operacional

O primeiro passo é preparar o sistema operacional. Instale o Red Hat 3.0 ES ou AS e instale todas as opções! A pequena quantidade de espaço em disco que poderia ser poupada é rapidamente compensada mais tarde, quando você não tiver um componente e precisar encontrar os CDs de instalação do componente ausente. “

Olha só que coisa bonita… já pensou você instalar logo tudo? Todos os serviços bacanas que vão estar instalados sem necessidades, quantas portas para o mundo o seu servidor estará se abrindo. É realmente uma solução genial. Já fico bravo por ter de instalar o X para usar o “Oracle Universal Installer”, agora só faltava essa, ter de instalar a distribuição inteira. Realmente, os DBAs ainda tem muito o que aprender com os sysadmins…

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2006 foi um ano em que o Linux, GNU/Linux, Software Livre ou Software de Código Aberto ganhou muita força.

- A RedHat, após figurar entre as 100 maiores empresas da Nasdaq foi para a Bolsa de NY.
- A Oracle comprou o InnoDB e Lançou o Unbreackable Linux,
- Oracle, IBM e Microsoft liberam versões “shareware” de seus SGDBs proprietários, em resposta aos avanços dos SGDBs livres.
- O projeto Mono lança sua versão do Forms tornando-se uma alternativa cada vez mais viável ao .Net
- A Sun decide lançar o Java com a licença GPL. Em 2006, pequenas partes do Java começam a serem liberadas.
- Acordo entre a Novell e a Microsoft
- O lançamento do Windows Vista aparenta cada vez mais um tiro no pé da Microsoft.

Há tempos atrás eu escrevi sobre o avanço do Software Livre no mercado corporativo, hoje parece que a guerra das patentes está se intensificando cada vez mais…

Em 2006,

Achando um pouco estranho a diferença no número de patentes entre a Microsoft e IBM. É possível que o Google não tenha catalogado todas as patentes de 2006 ainda. Resolvi entrar direto na boca do leão: o “United States Patent and Trademark Office“. Lá a busca não é tão simpática como a do Google, mas vejamos o que encontrei. Lá eles tem um banco de dados com todas as patentes de 1980 até hoje:

  • A Microsoft recebeu 12158 patentes.
  • A IBM recebeu 4527 patentes.
  • A Oracle recebeu 2539 patentes.
  • A Novell recebeu 718 patentes.
  • A Sun recebeu 18554 patentes.
  • A Netscape recebeu 128 patentes.
  • A Red Hat recebeu 33 patentes.

Isto significa que:
- TODOS registram patentes!
- A Microsoft e a Sun são de longe as que mais registram patentes.
- Em 2006 somente a Microsoft, Sun e Oracle receberam um volume significativo de patentes.

Temos que lembrar também embora existam promessas de algumas empresas de não processar outras, a guerra das patentes está apenas começando… a cada dia surgem novas alianças na indústria de software para se prepararem para as grandes batalhas que virão. Por enquanto, somente vemos uma guerra fria, com morte por afogamento da SCO sendo anunciada. Mas as armas atômicas estão aí e as ações para desarma-las ainda são muito tímidas, e a cada anos novas patentes vão se somando, até o dia em que nenhum desenvolvedor possa ligar seu computador sem ter que pagar para alguém.

Enquanto o Samurai Stallman aplaude a liberação do JAVA usando a GPL, 648 novas patentes caem nas mãos da Sun. Esta novela está ficando interessante, vejamos o que vai acontecer em 2007

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